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Biocamp lança no mercado probiótico específico para a produção de tilápias

Produto desenvolvido em parceria com Instituto de Pesca promove aumento de 17% no ganho de peso e melhora em 10% a conversão alimentar dos peixes

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Divulgação Biocamp

A Biocamp, empresa brasileira voltada à produção de probióticos e vacinas para a área animal, lança no mercado o primeiro probiótico do Brasil desenvolvido com cepas de bactérias específicas de tilápia-do-nilo, peixe mais produzido e consumido no país. O Colostrum® Aqua promove 17% mais ganho de peso em tilápias e melhora a conversão alimentar em 10%, segundo estudos da Universidade Brasil, localizada em Fernandópolis (SP). O novo produto foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesca (IP-APTA), órgão de pesquisa ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

O Colostrum® Aqua foi lançado durante a Aquishow 2024 e deve começar a ser comercializado em julho deste ano. O desenvolvimento do Colostrum® Aqua fez com que a Biocamp fosse uma das instituições agraciadas com a 5ª edição do Prêmio Inovação Aquícola entregue durante a abertura oficial da Aquishow 2024. A empresa ficou em terceiro lugar na categoria “sustentabilidade”.

Os probióticos são microrganismos vivos fornecidos aos animais com o objetivo de colonizar o trato digestivo, trazer benefícios que melhoram a eficiência alimentar, fortalecer o sistema imunológico e promover o equilíbrio da microbiota intestinal, entre bactérias benéficas e as patogênicas, ou seja, que causam doenças aos peixes.

“Os probióticos melhoram a saúde dos animais e isso traz impactos tanto do ponto de vista econômico, quanto do ambiental, com a redução de dejetos na produção. O Colostrum® Aqua foi desenvolvido com bactérias selecionadas por pesquisadores do Instituto de Pesca e que são específicas para a tilapicultura, o que traz mais ganhos, principalmente, para os produtores desse peixe”, afirma Geraldo José Francisco, diretor comercial e de marketing da Biocamp.

O uso de probióticos também reduz a utilização de produtos químicos sintéticos na criação dos animais e traz vantagens do ponto de vista da qualidade da água, como a redução dos dejetos no ambiente de produção dos peixes. “Estas são preocupações crescentes do mercado consumidor. Como este probiótico melhora o sistema imunológico das tilápias, os produtores vão utilizar menos produtos que, muitas vezes, são administrados para manutenção da saúde dos animais, como é o caso dos antibióticos. A qualidade da água é outro ponto fundamental para a produção de peixes e esse produto traz impactos positivos, voltados à sustentabilidade”, explica.

O novo probiótico é direcionado para a piscicultura industrial, principalmente, a produtores de tilápia que operam em escala comercial no Paraná, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Nordeste. A aplicação do Colostrum® Aqua é simples, feita na ração dos animais.

Expertise de 25 anos

Há 25 anos, a Biocamp oferece para o mercado probióticos e vacinas voltadas à produção de aves e suínos. Com o Colostrum® Aqua, a empresa estreia no mercado da aquicultura e apresenta um produto inovador para uma área em franco crescimento.

“Segundo levantamento da Peixe BR, a tilápia foi a proteína animal que teve maior crescimento de consumo na última década, passando de 1,47 kg por habitante por ano para 2,84 kg. É um crescimento robusto, de 93%, e esperamos que isso permaneça pelos próximos anos”, explica o diretor comercial e de marketing da Biocamp.

Segundo o Anuário 2024 da Piscicultura, desenvolvido pela Peixe BR, o Brasil é o quarto maior produtor do mundo de tilápia, atrás apenas da China, Indonésia e Egito. A expectativa é que, em 2024, a produção brasileira desta espécie de peixe chegue a 600 mil toneladas.

O levantamento da Peixe BR mostra ainda que, na última década, a oferta de peixes de cultivo cresceu 53% saindo de 597 mil toneladas em 2014 para 887 mil toneladas em 2023. A tilápia mais do que dobrou sua produção, passando de 285 mil toneladas para 579 mil toneladas, um aumento de mais de 100%.

Fonte: Ass. de Imprensa
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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG

O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

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Foto: Novus/Shutterstock

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.

Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.

O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.

Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.

Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.

Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Novus
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura

Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

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Foto: Agroceres Multimix

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.

Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.

Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.

Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.

“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.

Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.

Acesse já clicando aqui.

Fonte: Assessoria Agroceres Multimix
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel

Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

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Foto: Divulgação/Coopavel

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.

Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.

Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.

Benefícios

Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.

Fonte: Assessoria Coopavel
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