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7ª ExpoGenética apresenta densa programação técnica para os criadores de zebu

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A 7ª edição da ExpoGenética reunirá pesquisadores, técnicos, pecuaristas e representantes de entidades de classes ligadas à pecuária zebuína em Uberaba (MG), de 16 a 24 de agosto, para apresentar e debater os temas mais importantes para a produção de gado no País, consolidando uma programação técnica densa. 
 
Importantes nomes ligados ao campo da pesquisa e desenvolvimento na pecuária, advindos de entidades como o Cepea-Esalq/USP, IZ, Unesp, entre outros, exporão seus trabalhos e levarão aos presentes o que há de mais moderno em melhoramento genético.
 
De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), promotora do evento, Luiz Claudio Paranhos, a ExpoGenética também destacará a parceria firmada recentemente entre a ABCZ e o Cepea, que identificará o impacto da genética zebuína melhoradora na pecuária brasileira.
 
“A proposta da ExpoGenética é propor discussões, apresentações e eventos comerciais que sirvam como plataformas de destaque da evolução genética do zebu, nutrindo os presentes com informações vitais para o sucesso produtivo em seus projetos pecuários”, ressalta Paranhos.
 
A programação da 7ª ExpoGenética contará, ainda, com o Concurso Leiteiro Natural, além de novidades no Programa Nacional de Avaliação de Touros (PNAT), no Programa de Melhoramento Genético Zebuíno (PMGZ) Leite e os tradicionais leilões de animais provados.
 
Concurso Leiteiro Natural
As fêmeas zebuínas leiteiras terão a capacidade de produzir leite a pasto testada durante o Concurso Leiteiro Natural, que faz parte da programação da Expogenética 2014. O Concurso será realizado na Fazenda Escola da Fazu, de 8 a 12 de agosto, com 5 dias de ordenhas, intercaladas de 12 em 12 horas.
 
Durante os 10 últimos dias do período de adaptação e os 5 dias de competição, a alimentação das matrizes consistirá em pastagem com complementação de silagem e ou feno, conjuntamente com a ração comercial específica para produção de leite. 
 
PNAT é atração
Os visitantes que passarem pela 7ª ExpoGenética terão a oportunidade de acompanhar a escolha dos reprodutores jovens participantes da quinta edição do PNAT (Programa Nacional de Avaliação de Touros). No primeiro dia de feira, os animais inscritos no programa, já vistoriados e aprovados pelos técnicos da ABCZ, serão submetidos a novo exame andrológico. O exame, que será feito por profissional indicado de comum acordo entre as centrais, aprovará ou não o animal para seguir o processo de seleção. 
 
Na mostra, todos os animais pré-selecionados e aprovados no exame andrológico serão submetidos à análise e aprovação de três comissões. A novidade desta prova é a inclusão, pela primeira vez, de animais das raças Sindi e Indubrasil. 
 
PMGZ Leite: novo modelo
O Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) Leite lançará um novo modelo de aplicação durante a ExpoGenética 2014. As avaliações genéticas (PTAs) passam a ser o carro-chefe do PMGZ Leite, que terá a inclusão de novas características nos sumário de touros das raças Gir Leiteiro e Guzerá. Haverá ainda a inclusão de relatórios gerenciais para auxiliar os criadores na seleção do zebu leiteiro. 
 
Outras novidades preparadas para a ExpoGenética incluem o lançamento do Programa de Acasalamento Dirigido do Zebu Leiteiro, os índices relativos à produção leiteira e as tendências genéticas por rebanho e por raça. 
 
Leilões colocam a venda animais provados
Uma das principais atrações da 7ª ExpoGenética, a temporada de leilões de animais provados já tem nove remates confirmados. A agenda tem início 16 de agosto, às 13h, com o leilão virtual Terra Brava – Touros Melhorados (Nelore), que acontece na churrascaria Cupim Grill. No dia 17, no Rancho da Matinha, será realizado o Leilão Mega Touros Matinha (Nelore). O Leilão Projeto Boi com Bula (Nelore) acontece no dia 18, às 20h, no Tatersal Rubico Carvalho. No dia seguinte (19), às 20h, será realizado o Leilão Virtual Genética Provada (Nelore). Para o dia 20, estão agendados dois pregões, Leilão Multiraças – Angelus (Gir) e Leilão Multiraças (Nelore). O Leilão TOP CEN (Nelore) acontece no Tartesal Rubico Carvalho, às 20h do dia 21. Também no Tartesal Rubico Carvalho, será realizado o Leilão Touros Melhorados Colonial (Nelore), às 13h. O Leilão Navaraí Camparino (Nelore), que acontece no dia 24, na Leilopec, às 13h, encerra a agenda de leilões da ExpoGenética 2014.
 
Segue a programação completa da 7ª ExpoGenética (16 a 20 de Agosto de 2014), em Uberaba (MG):
 
Sábado – 16 de agosto
13h – Leilão Terra Brava – Touros Melhoradores – Local: Virtual/Cupim Grill
 
Domingo – 17 de agosto
10h – Leilão Dueto Matinha – Leilão Raçadoras Matinha – Local: Rancho da Matinha
13h – Leilão Dueto Matinha – Leilão Mega Touros Matinha – Local: Rancho da Matinha
 
Segunda-Feira – 18 de agosto
8h às 12h – Primeiro Encontro de História, Educação e Cultura do Zebu – Local: Museu do Zebu
8h30 – Abertura Oficial da ExpoGenética – Local: Tatersal Rubico Carvalho
9h às 10h30 – Apresentação do Programa ABCZ/Cepea/Esalq – Palestrante: Sérgio De Zen (Cepea/Esalq)
Mesa Redonda “Genética – Produção – Mercado” – Debatedores: Sérgio De Zen (Cepea/Esalq), Alcides de Moura Torres Júnior (Scot Consultoria), Kepler Euclides Filho (Embrapa), José Pedro Crespo (Marfrig Group), Maurício Filho (EAO Empreendimentos Agropecuários e Obras AS) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
10h30 às 12h30 – Avaliação dos touros do PNAT – Fase 1: Técnicos – Local: Pavilhão Multiuso
14h às 17h – Avaliação dos touros do PNAT – Fase 2: Criadores – Local: Pavilhão Multiuso
13h30 – Abertura do Seminário Dow AgroSciences/ABCZ/APPS de Pecuária Sustentável – Palestrante: Roberto Risolia (Dow AgroSciences/APPS) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
13h45 – APPS (Associação dos Profissionais da Pecuária Sustentável) – Palestrante Alcides Torres (Scot Consultoria/APPS) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
14h – Mitos e Verdades da Pecuária – Palestrante: Rodrigo Paniago (Boviplan/APPS) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
14h45 – Visão Sistêmica da tecnologia da Produção Pecuária – Palestrante: José Renato S. Gonçalves (Fealq/Fazenda Figueira/APPS) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
15h45- Intervalo 
16h15 – Parâmetros e indicadores da pecuária sob uma ótica empresarial – Palestrante Mario Garcia (Exagro/APPS) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
17h – Case Projeto Pecuária Verde (Paragominas-PA) – Palestrante: Roberto Risolia (Dow AgroSciences/APPS) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
18h – Lançamento do Sumário Geneplus – Local: Tatersal Rubico Carvalho
20h – Leilão Projeto Boi com Bula – Local: Tatersal Rubico Carvalho
 
 
Terça-Feira – 19 de agosto
8h às 9h – Avaliação dos touros do PNAT – Fase 3: Centrais de IA – Local: Pavilhão Multiuso
9h – Temperamento Animal e suas correlações com consumo alimentar e desempenho econômico – Palestrante: Mateus José Rodrigues Paranhos da Costa (UNESP Jaboticabal) – Promoção: PMGZ – Local: Tatersal Rubico Carvalho
10h15 – Intervalo
10h30 – Perspectivas do uso de touros jovens selecionados em provas de desempenho – Palestrante: Carina Ubirajara de Faria (Universidade Federal de Uberlândia/ANCP) – Promoção: Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
15h às 17h30 – Apresentação dos resultados do PNAT 2014 e Lançamento do Sumário PMGZ – Local: Tatersal Rubico Carvalho
18h30 – Lançamento do Sumário ANCP – Local: Tatersal Rubico Carvalho
20h – Leilão Genética Provada – Virtual
 
 
Quarta-Feira – 20 de agosto
8h – Resultados práticos do programa PAINT: Dados de abate técnico – Palestrante: Rodrigo Dias (CRV Lagoa) – Local: Tatersal Rubico Carvalho – Promoção: PAINT 
9h30 – Intervalo
10h – Vale a pena investir em touros geneticamente superiores? – Palestrante: Antonio do Nascimento Rosa (Embrapa Gado de Corte) – Promoção: Geneplus – Local: Tatersal Rubico Carvalho
15h – Assembleia Geral Extraordinária (convocação dirigida a todos os associados da ABCZ) – Local: Sede da ABCZ
18h – Lançamento do Sumário PAINT – Local: Tatersal Rubico Carvalho
20h – Leilão Multiraças (Gir e Nelore) – Local: não informado
 
Quinta-Feira – 21 de agosto
 
Sessão Seleção para Corte
8h – Relação entre consumo alimentar residual e características de interesse econômico em bovinos de corte – Palestrante: Renata Helena Branco Armandes (IZ) – Promoção: Instituto de Zootecnia (IZ) – Local: Tatersal Rubico Carvalho
9h30 – Intervalo
9h45 – Desafiando a produtividade de um rebanho com o melhoramento genético – Palestrante: Guilherme Pontieri (Agropontieri/ Associação dos Fornecedores de Cana da Usina Bom Sucesso) – Promoção: Qualitas – Local: Tatersal Rubico Carvalho
11h – A Genética na Pecuária Competitiva – Palestrante: Cassiano Roberto Pelle (DeltaGen) – Promoção: Delta Gen – Local: Tatersal Rubico Carvalho
 
Sessão Seleção para Leite 1
9h às 17h30 – Workshop: Estratégias e metodologias técnicas na seleção leiteira (evento fechado) – Realização: ABCGIL – Apoio: Polo em Excelência Genética Bovina – Local: Museu do Zebu
15h – Julgamento e entrega dos Prêmios “Cláudio Sabino Carvalho” e apresentação dos resultados do Concurso Leiteiro Natural – Local: Pavilhão Multiuso
18h – Lançamento do Sumário IZ – Local: Tatersal Rubico Carvalho
20h – Leilão Top CEN – Local: Tatersal Rubico Carvalho
 
Sexta-Feira – 22 de agosto
 
Sessão Seleção para Leite 2
8h – Qualidade do leite do produtor à saúde do consumidor – Palestrante: Luiz Carlos Roma Júnior (APTA Centro Leste) – Promoção: PMGZ Leite – Local: Tatersal Rubico Carvalho
9h – O uso de índices econômicos na seleção do Gir Leiteiro – Palestrante: Anibal Eugênio Vercesi Filho (Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios) – Promoção: PNMGL – Local: Tatersal Rubico Carvalho
9h45 – Intervalo
10h – Adoção de modelos de avaliação genética com base na produção no dia do controle – Palestrante: Frank Ângelo Tomita Bruneli (Embrapa Gado de Leite) – Promoção: CBMG – Local: Tatersal Rubico Carvalho
Sábado – 23 de agosto
13h – Leilão Touros Melhoradores Colonial – Local: Tatersal Rubico Carvalho
 
Domingo – 24 de agosto
13h – Leilão Naviraí Camparino – Local: Leilopec
*Programação sujeita a alteração

Fonte: Ass. de Imprensa 7ª ExpoGenética

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Financiamentos para pecuária leiteira ultrapassam R$ 164 milhões em um ano no Paraná

Recursos liberados pelo BRDE superam média histórica e reforçam modernização e expansão da cadeia leiteira no Estado.

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Foto: Arquivo pessoal

Com linhas específicas e condições diferenciadas para o segmento, incluindo operações com juro subsidiado, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) direcionou R$ 164,5 milhões a 1.627 contratos de financiamento para a pecuária leiteira paranaense nos últimos 12 meses. O volume representa um patamar 84% superior à média anual registrada nos últimos cinco anos e reforça uma aceleração dos investimentos em criação e beneficiamento do leite no Estado. Desde 2021, as operações de crédito do BRDE para essa cadeia produtiva somam R$ 471,3 milhões.

O movimento acompanha a fase de expansão do setor no país. Em 2025, a produção brasileira registrou crescimento estimado de 7,2% em relação ao ano anterior, com impactos diretos sobre a oferta e sobre o ambiente de mercado para 2026, de acordo com análise da Embrapa. No recorte estadual, o Paraná detém a segunda posição no ranking nacional e responde por quase 13% do total produzido, conforme dados oficiais organizados a partir de estatísticas do IBGE.

Foto: Fernando Dias

Além das linhas tradicionais de financiamento, produtores e agroindústrias do setor também podem acessar operações por meio do Banco do Agricultor Paranaense, programa do Governo do Estado lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior em abril de 2021, com juros subsidiados para incentivar investimentos, modernização e ganho de competitividade no campo.

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, o avanço do crédito reflete uma mudança de perfil na atividade. Segundo ele, a pecuária leiteira do Paraná busca cada vez mais qualidade de gestão e de produto, mais tecnologia e uma preocupação crescente com eficiência e previsibilidade. “O papel do BRDE é dar escala a esse salto, com financiamento de longo prazo e foco em produtividade, sustentabilidade e renda no campo. Esses ganhos de produtividade ajudam a reduzir custos e ampliam a capacidade de competir, inclusive no mercado externo”, afirma.

Entre os produtores atendidos pelo BRDE está Marius Bronkhorst, de Arapoti, nos Campos Gerais. Ele iniciou a atividade leiteira em 1982 com 20 vacas e, ao longo de quatro décadas, ampliou a estrutura até alcançar 600 vacas em lactação e uma produção diária de 18 mil litros. Há cerca de 15 anos, acessou uma linha de crédito do BRDE, com juros de 2,5% ao ano, que possibilitou modernizar a propriedade, investir em confinamento total do rebanho e em tecnologias de ordenha e monitoramento. A produção saltou de 6 mil para 18 mil litros por dia, com expectativa de atingir 7 milhões de litros no ano.

“Antes do apoio do BRDE conseguíamos viver bem, mas era sem estrutura e perspectiva de crescimento. Com o crédito, passamos a crescer de forma gradativa e sustentável, com ganhos na produção e na satisfação dos funcionários”, diz Bronkhorst.

Além das operações voltadas à produção primária, o banco também fechou 25 contratos direcionados ao beneficiamento e à industrialização do leite nos últimos cinco anos, com R$ 59 milhões em recursos. A avaliação do BRDE é que essa segunda frente — agregação de valor, qualidade industrial e logística — é decisiva para sustentar o ciclo de investimentos na fazenda e melhorar a resiliência do setor em momentos de oscilação de preços.

Regiões

Foto: Shutterstock

Dentro do Estado, as mesorregiões Centro-Sul Paranaense e Sudoeste Paranaense concentram mais de 50% dos contratos firmados pela Agência Paraná do BRDE. A maior parte das operações é voltada à criação de bovinos para produção de leite, e 99,44% dos financiamentos têm como beneficiários produtores rurais.

O diretor-administrativo do BRDE, Heraldo Neves, observa que a capilaridade do crédito ajuda a explicar a consistência do avanço. “Não se trata apenas de financiar uma compra pontual. O que vemos é um ciclo de modernização. Quando o investimento chega na ponta com condições adequadas, ele vira produtividade e estabilidade para a propriedade”, afirma.

A série histórica recente indica dois momentos de maior aceleração no crédito para o setor leiteiro. O primeiro ocorreu entre 2022 e 2023, quando o volume contratado passou de R$ 51,8 milhões para R$ 94,9 milhões. Um novo avanço foi registrado entre 2024 e 2025, com alta de R$ 100 milhões para R$ 150,7 milhões, o maior valor anual do período de cinco anos. Em 2026, apenas nos dois primeiros meses, já foram formalizados 246 contratos, que somam R$ 24,8 milhões.

Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

O superintendente da Agência do BRDE no Paraná, Paulo Starke, avalia que os números traduzem uma mudança de patamar. “O que observamos é um movimento consistente de profissionalização da atividade leiteira. O produtor está investindo em tecnologia, eficiência e escala”, disse Starke. “E o crédito é um instrumento para viabilizar essa transição, especialmente quando combinado a mecanismos de juro subsidiado, que reduzem o custo financeiro do investimento e aceleram a adoção de tecnologia, permitindo ganho de produtividade e maior estabilidade econômica para as propriedades”, afirma.

Produtores interessados em acessar os recursos do Banco do Agricultor Paranaense devem procurar uma das cooperativas de crédito conveniadas ao BRDE. A lista completa de instituições está disponível no site do BRDE:

Projetos com valor acima de R$ 800 mil podem ser submetidos diretamente pelo internet banking do BRDE.

Confira as linhas de financiamento:

– Pronaf Mulher: juro zero

– Cooperativas da agricultura familiar: juro zero

– Agroindústria familiar: juro zero

– Produção, captação e armazenamento de água: juro zero

– Erva-mate, pinhão, seda, café, orgânicos, apicultura e horticultura: juro zero

– Turismo rural: juro zero

– Pecuária de corte e leite: juros de 1% a 4%

– Piscicultura: juros de 1% a 4%

– Projetos de energia renovável: juro zero para projetos de até R$ 500 mil. Acima desse valor, juros variam de 2% a 5,5%

– Biogás: juro zero para projetos de até R$ 2 milhões para pessoas físicas e de até R$ 20 milhões para CNPJs. Acima desses valores, juros de 5%

– Projetos de irrigação: juro zero para projetos de até R$ 1 milhão para pessoa física e de até R$ 4,5 milhões para pessoa jurídica. Acima desses valores, os juros variam de 3% a 5,5%

– Demais linhas do Pronaf: redução de cinco pontos percentuais nos financiamentos, cujas taxas variam de 8,5% e 10,5%, devendo ficar entre 3,5% e 5,5%.

Fonte: AEN-PR
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Mulheres fortalecem a pecuária com gestão, técnica e inovação

Participação feminina amplia influência nas decisões das propriedades e em entidades ligadas ao setor.

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Foto: Shutterstock

A presença feminina na pecuária de Mato Grosso tem se ampliado nos últimos anos, com mulheres assumindo funções de gestão, decisões técnicas e posições estratégicas dentro das propriedades rurais e das entidades do setor. Além de atuar na administração das fazendas, elas também estão presentes em áreas como medicina veterinária, zootecnia, agronomia, comercialização e gestão financeira.

Na propriedade onde atua em Diamantino, a cerca de 208 quilômetros de Cuiabá, a pecuarista e médica veterinária Mara Ferreira divide o tempo entre a rotina no campo e atividades técnicas ligadas à produção. O trabalho envolve manejo reprodutivo, inseminação artificial, atendimentos clínicos, cirurgias, além de orientação sobre sanidade, nutrição e questões ambientais do rebanho.

Pecuarista e médica veterinária, Mara Ferreira: “A mulher sempre esteve à frente dos negócios, sempre esteve ali no campo trabalhando. Eu acredito que ela só ficava ali de uma forma silenciosa” – Foto: Divulgação/Imac

Segundo Mara, o interesse pela atividade começou ainda na infância, quando acompanhava o trabalho da família no campo. “Eu atuo nessa parte reprodutiva, inseminação artificial, faço a parte clínica também, algumas cirurgias, trabalho muito na questão de orientação de sanidade, a parte nutricional também, a parte ambiental. Foi um sonho de infância que se concretizou”, relata.

A influência da atividade no campo também chega à nova geração da família. De acordo com ela, a filha se prepara para prestar vestibular para medicina veterinária.

Para a pecuarista, as mulheres sempre estiveram presentes na rotina das propriedades rurais, mas atualmente participam de forma mais ativa das decisões. “A mulher sempre esteve à frente dos negócios, sempre esteve ali no campo trabalhando. Eu acredito que ela só ficava ali de uma forma silenciosa”, afirma.

Ela também destaca que a participação feminina contribui com diferentes habilidades na condução das atividades no campo. “A gente tem muito a contribuir. Às vezes não tem aquela força física do homem, mas a gente entra com o lado delicado, social, de inovação, de uma opinião, com tarefas multidisciplinares que a gente encaixa perfeitamente bem. Então, com certeza a mulher é bem-vinda no meio rural e ela pode estar onde ela quiser”, enfatiza.

Na avaliação da diretora executiva do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Paula Sodré Queiroz, a presença feminina na pecuária do estado se tornou cada vez mais comum e passou a ocupar também espaços de liderança e decisão dentro da cadeia produtiva.

“A mulher sempre esteve na pecuária mato-grossense. O que mudou é que agora ela está sendo ouvida. Estamos ocupando espaços de decisão, de técnica, de liderança. É uma tendência clara e consistente, que tem trazido importantes transformações no campo”, destaca Paula.

Fonte: Assessoria Imac
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Prazo para vacinação contra raiva termina em 24 de março no Oeste do Paraná

Produtores de 30 municípios devem imunizar animais a partir de três meses, conforme determinação da Adapar.

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Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

O prazo para a regularização vacinal contra a raiva para animais de produção para 30 municípios do Oeste do Estado chega ao final em 24 de março. A decisão foi comunicada na portaria 368/2025 da Adapar, em setembro e previu um prazo de seis meses para os produtores vacinarem seus herbívoros domésticos com idade a partir de três meses.

O grupo de animais que deve ser imunizado inclui búfalos, bois, cavalos, asnos, mulas, ovelhas e cabras, com idade igual ou superior aos três meses. Animais que receberem forem vacinados pela primeira vez, devem tomar uma dose de reforço entre 21 e 30 dias e, posteriormente, de forma anual.

Foto: Shutterstock

Estão inclusos na obrigatoriedade os municípios de  Boa Vista da Aparecida, Braganey, Campo Bonito, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Cascavel, Catanduvas, Céu Azul, Diamante D’Oeste, Foz do Iguaçu, Guaraniaçu, Ibema, Itaipulândia, Lindoeste, Matelândia, Medianeira, Missal, Planalto, Pérola D’Oeste, Quedas do Iguaçu, Ramilândia, Realeza, Rio Bonito do Iguaçu, Santa Lúcia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Três Barras do Paraná e Vera Cruz do Oeste.

A medida leva em conta a quantidade de focos registrados nos últimos anos, a proximidade com o Parque Nacional do Iguaçu, a ocorrência de áreas compartilhadas de transmissão e o número de pessoas que precisaram de tratamento após contato com animais suspeitos. A obrigatoriedade abrange apenas 30 municípios, mas a vacinação é aconselhada em todo o território paranaense.

A Raiva é considerada uma das doenças de maior importância em Saúde Pública, sendo uma das zoonoses mais letais, com grandes impactos econômicos, sociais e sanitários. Quando abordada à ótica da Saúde Única, que engloba a saúde humana, a saúde animal e o meio ambiente, o controle depende de uma atuação integrada entre diversos setores públicos. As ações constantes são uma forma importante de controle do vírus.

Segundo dados do Departamento de Saúde Animal (Desa) da Adapar, 218 casos de raiva foram confirmados no ano de 2025 até novembro. A doença circula tanto em territórios urbanos, onde cães e gatos são os principais transmissores, quanto no em ambientes rurais, territórios em que os morcegos hematófagos são os principais reservatórios e responsáveis pela transmissão aos animais de produção. O vírus é letal para animais e para humanos, caso não seja identificada a contaminação em tempo hábil para o tratamento.

Prevenção

A autarquia realiza o cadastramento e o monitoramento dos abrigos de morcegos hematófagos – controle da espécie Desmodus rotundus –, investiga casos suspeitos em herbívoros com coleta de material e executa ações em focos de raiva. Atividades de educação sanitária relacionadas à identificação dos morcegos hematófagos, ao reconhecimento dos sinais clínicos da doença nos animais e sobre como realizar uma notificação são ações desenvolvidas rotineiramente pelos servidores.

Praticidade

A vacina contra a raiva tem baixo custo, pode ser aplicada pelo próprio produtor e deve ser dada anualmente. A vacinação preventiva é a melhor forma de combate direto. Uma vez que o animal apresente sinais clínicos, não há tratamento.

Fonte: Assessoria Adapar
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