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XVII SNDS reafirma-se como principal evento da suinocultura no Brasil
Principais entidades representativas do agronegócio apoiam o evento
O XVII Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (SNDS) confirmará, uma vez mais, a posição de evento mais relevante politica e institucionalmente do setor, entre 28 e 30 de junho, no Tauá Hotel Atibaia (SP).
A 17° edição do encontro bianual é organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) em parceria com a Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), com apoio do Sebrae Nacional.
O XVII SNDS reunirá muitos dos mais importantes produtores da suinocultura nacional, líderes de grandes empresas de insumos, representantes de redes varejistas do Brasil, palestrantes de nível insuperável e um ambiente propício para o melhor aproveitamento das apresentações, relacionamento/networking e dos negócios.
As mais relevantes entidades do agronegócio brasileiro também apoiam o evento, entre elas o Sebrae, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Senar, a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) e a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs), como forma de reconhecer a importância e estimular um desenvolvimento ainda maior da atividade suinícola no país.
“O Sebrae é parceiro histórico da ABCS e estamos juntos para o fortalecimento da cadeia produtiva da suinocultura. É um trabalho fundamentado nos elos de produção, indústria e comercialização. Este evento é uma oportunidade ímpar para apresentar a evolução dos resultados e as conquistas obtidas”, comenta Augusto Togni, gerente da Unidade de Agronegócios do Sebrae.
Já o presidente da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Marcio Freitas, diz-se um entusiasta das iniciativas que apoiam o desenvolvimento dos produtores, sobretudo, dos pequenos.
“Por isso, a OCB apoia o SNDS. O mercado de suínos é um importante pilar do agronegócio do país e garante a agregação de valor à toda cadeia produtiva, desde o preparo do solo, o plantio da matéria-prima de rações, transporte, abate, exportação, dentre outros processos”, argumenta.
Ele lembra que os suinocultores ligados às cooperativas já representam 22% do total exportado pelo setor. “Desta forma, as cooperativas agropecuárias especializadas na produção da carne suína confirmam a importância do papel do cooperativismo no desenvolvimento econômico e, consequentemente, social do Brasil”, completa.
O secretário executivo do Senar, Daniel Carrara, ressaltou a longa parceria de sua entidade e a ABCS, bem como a importância da evolução técnica para o setor. “A inovação tecnológica transformou a produção de carne suína no Brasil, garantindo fortalecimento do setor nos mercados interno e externo”, introduz.
Segundo ele, a CNA e o Senar visam contribuir ainda mais com estes avanços e, por isso, mais uma vez, associaram sua marca ao SNDS. “O conhecimento impulsiona a agropecuária brasileira e, assim, comemoramos os bons resultados do primeiro quadrimestre de 2017 na suinocultura e os 25 anos de nossa entidade”, acrescenta.
O presidente da Abegs, Alexandre Rosa, reforçou que sempre apoiará os esforços para o desenvolvimento da suinocultura nacional. “Nossa entidade apoiou e apoiará as iniciativas e eventos da ABCS que buscam discutir e implementar ações de aumento no consumo da carne suína, bem como de fortalecimento dos fatores chave que impactam diretamente a competitividade e rentabilidade do suinocultor brasileiro”, finaliza.
Finalmente, mídias parceiras estarão prestigiando e cobrindo o evento. Entre elas, a Feed&Food, O Presente Rural, a Safeway Agro (Pork World), o portal Safras & Mercado, Suino.com e a Suinocultura Industrial.
Fonte: ABCS

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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes
Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná
O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.
No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.
Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.
Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.
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Finep destina R$ 220 milhões para inovação na agricultura familiar
Editais vão apoiar o desenvolvimento de tecnologias em parceria com cooperativas rurais e da aquicultura.

Dois editais públicos, lançados na terça-feira (30) pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), preveem o pagamento de R$ 220 milhões para o desenvolvimento de soluções tecnológicas para a agricultura familiar e a aquicultura no país. A iniciativa faz parte do programa CooperaMais Brasil Tecnologia no contexto do Plano Safra voltado a agricultores familiares. 

Para acessar os recursos, os candidatos deverão atuar obrigatoriamente em parceria com cooperativas da agricultura familiar ou da aquicultura.
Política pública

Foto: AEN
Os editais integram uma política pública liderada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em articulação com os ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Pesca e Aquicultura (MPA) e da Fazenda.
O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, destacou que o Plano Safra incorpora, com os editais, a inovação como instrumento permanente e fundamental de desenvolvimento para os trabalhadores.
Segundo ele, o programa tem como objetivo promover a difusão de inovações que ampliem a produtividade, agreguem valor à produção e garantam a inclusão socioprodutiva e a segurança alimentar no país.
Ciência e desenvolvimento

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
O primeiro edital (ICTs, no valor de R$ 100 milhões) é voltado a instituições científicas, tecnológicas e de inovação para o desenvolvimento de soluções integradas, transferência tecnológica, capacitação e extensão no campo.
O outro (Empresas, de R$ 120 milhões) é relacionado ao desenvolvimento industrial de maquinários e insumos específicos de pequeno porte, como tratores, implementos agrícolas, máquinas para plantio e colheita de culturas essenciais à agricultura familiar.
A íntegra das chamadas públicas e os critérios de participação vão ser disponibilizados no portal da Finep.
Crédito

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
O Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 somará investimentos de R$ 97,3 bilhões para programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural.
Desse total, R$ 85,2 bilhões serão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um aumento de quase 9% do crédito, comparado à última safra.
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Produção recorde de soja deve manter mercado pressionado em 2026/27
De acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, oferta elevada no Brasil e nos Estados Unidos pode limitar a recuperação dos preços.

A perspectiva de produção elevada no Brasil e nos Estados Unidos deve ampliar a oferta global de soja na safra 2026/27 e manter pressão sobre os preços internacionais. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, uma eventual recuperação das cotações dependerá principalmente das condições climáticas e do ritmo das compras chinesas.

Foto: Jaelson Lucas/AEN
No relatório divulgado em junho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimou a produção brasileira em 186 milhões de toneladas na safra 2026/27. Para os Estados Unidos, a projeção é de 121 milhões de toneladas, volume 4% superior ao da temporada anterior.
O USDA também prevê esmagamento recorde de soja nos Estados Unidos, estimado em 74,8 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda por óleo destinado à produção de biocombustíveis. Em nível global, a expectativa é de um aumento de aproximadamente 14 milhões de toneladas no processamento em comparação com a safra 2025/26.
Apesar da demanda aquecida, o mercado acompanha a capacidade da China de absorver simultaneamente o aumento da oferta de soja produzida por Brasil e Estados Unidos. Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, o acordo comercial anunciado em maio amplia o potencial de compras da soja norte-americana, mas seus efeitos ainda são limitados e dependem de confirmação oficial por parte do governo chinês.

Foto: Aprosoja MT
Nos Estados Unidos, as condições climáticas permanecem favoráveis no Meio-Oeste, e as previsões para o trimestre entre junho e agosto indicam bom desenvolvimento das lavouras. Ao mesmo tempo, a ausência de novas compras chinesas da soja norte-americana e a redução das apostas dos fundos em altas na Bolsa de Chicago (CBOT) continuam influenciando as cotações no curto prazo.
Segundo a consultoria, o cenário para 2026/27 ainda é de pressão sobre os preços diante da possibilidade de produção recorde no Brasil e de uma safra cheia nos Estados Unidos, caso o clima de verão confirme o potencial produtivo das lavouras.
Uma mudança nesse quadro poderá ocorrer caso haja problemas climáticos na produção norte-americana ou na próxima safra brasileira. Além disso, um El Niño de forte intensidade poderá provocar impactos negativos sobre a produção na América do Sul. A Consultoria Agro Itaú BBA também destaca que um aumento das compras chinesas de soja dos Estados Unidos tende a favorecer a valorização dos contratos negociados na Bolsa de Chicago.
