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XVI Simpósio Brasil Sul de Avicultura

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No primeiro dia do XVI Simpósio Brasil Sul de Avicultura a palestra “Logística como fator crítico na produção de frangos de corte”, com Celso Capellaro chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelas indústrias avícolas para abastecer o mercado interno e exportar seus produtos.
Capellaro, que atua na Aurora, informou que só em pedágios, a agroindústria para R$ 08 milhões ao ano. “Não somos produtivos e competitivos neste aspecto”. As soluções, conforme ele, estão na multimodalidade de transportes: através de rodovias, ferrovias e navegação. 
Realizado entre os dias 7 e 9 de abril, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó, a 16ª edição do Simpósio apresenta 15 palestras nacionais e internacionais com a participação de mais de mil pessoas. O evento técnico é voltado aos empresários, pesquisadores, estudantes e profissionais, desde o produtor na granja ao técnico na agroindústria.

Fonte: O Presente Rural

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Granja Pinheiros amplia produção com novo incubatório no Rio Grande do Sul

Estrutura automatizada fortalece modelo verticalizado e projeta crescimento da empresa.

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Foto: Divulgação/Granja Pinheiros

Referência na produção avícola, a Granja Pinheiros completa 45 anos em 2026 e inicia as comemorações com a inauguração do incubatório mais tecnológico do Rio Grande do Sul. Localizada em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha, a nova planta – que recebeu investimentos de cerca de R$ 65 milhões – representa um marco na estratégia de inovação da empresa. Com mais de 11 mil metros quadrados e capacidade para incubar 11,5 milhões de ovos por mês, a unidade alia alta tecnologia, eficiência produtiva e o cuidado característico de uma gestão familiar.

Após cerca de 15 meses entre projeto, obra e automatização, o incubatório entra em operação como um dos mais modernos do país. Entre os principais diferenciais está o pioneirismo no uso da tecnologia Selectum de vacinação in ovo, que garante precisão e respeito à fisiologia do embrião ao ajustar automaticamente a profundidade e a posição da aplicação, realizada diretamente no líquido amniótico.

Inauguração da nova planta contou com a presença de diretores, amigos, autoridades, parceiros e colaboradores da Granja Pinheiros no dia 21 de março.

“Sabíamos que precisávamos trazer o que há de mais moderno, não só para atender ao bem-estar animal com foco em qualidade, mas também para o melhor atendimento às necessidades dos nossos colaboradores, que nós valorizamos muito”, destaca Roberto Luiz Kehl, diretor administrativo da Granja Pinheiros.

O empreendimento também conta com soluções desenvolvidas por empresas holandesas, reconhecidas mundialmente pela excelência em tecnologia avícola. Com processos operacionais e gerenciais de última geração, o incubatório consolida a Granja Pinheiros como referência em inovação e sustentabilidade na avicultura gaúcha.

Geração de oportunidades e valorização das pessoas

A inauguração oficial do incubatório ocorreu em 21 de março, em um evento que reuniu amigos, autoridades, parceiros e colaboradores para celebrar esse marco histórico para a avicultura regional.

Mesmo sendo altamente tecnológico e automatizado, o novo empreendimento já contribui para a geração de empregos na região. Neste primeiro momento, foram abertos 20 novos postos de trabalho. Com a operação em plena capacidade, prevista para o início de 2027, outras 25 vagas devem ser criadas, ampliando as oportunidades e fortalecendo o desenvolvimento local.

Expansão estratégica e produção verticalizada

O novo incubatório integra um amplo plano de expansão da empresa, que também contempla aportes na fábrica de rações e na ampliação de sua estrutura industrial. Com isso, a Granja Pinheiros reforça seu modelo de produção verticalizada, acompanhando todas as etapas – desde a genética até a entrega final.

Especialista em produtos de maior valor agregado, como o tradicional galeto ao primo canto, a empresa atende dezenas de redes de galeterias no Rio Grande do Sul e em outras regiões do país. Com o novo incubatório, amplia sua capacidade produtiva e eleva ainda mais os padrões de qualidade, consolidando sua presença no mercado.

Tradição familiar que impulsiona o futuro

Ao completar 45 anos, a Granja Pinheiros reafirma seu compromisso com o futuro: seguir inovando, investindo em tecnologia e mantendo a essência que a tornou referência – uma empresa de origem familiar, próxima das pessoas e comprometida com a excelência.

Fonte: Assessoria Granja Pinheiros
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Novas regras para uso da água no campo acendem alerta entre produtores rurais

Sistema Faep discute normas do IAT e reforça necessidade de regularização para evitar multas e garantir acesso ao crédito.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

Em 2025, o Instituto Água e Terra (IAT) emitiu multas, que somadas, chegam a R$ 1 milhão por conta de uso irregular de recursos hídricos no Paraná. As principais infrações ocorreram por envolver captação de água de rios e poços sem outorga. A fim de minimizar os efeitos e orientar o produtor rural, integrantes da Comissão Técnica (CT) de Aquicultura do Sistema Faep debateram, no dia 26 de março, duas instruções normativas que regem novas regras de monitoramento e licenciamento da água.

“O Sistema Faep está preocupado em informar e orientar os sindicatos e os produtores rurais diante das exigências na gestão hídrica e das mudanças regulatórias. Os agricultores e pecuaristas precisam de apoio para continuar investindo”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Especificamente a aquicultura do Paraná, que já é referência nacional e tem potencial para crescer ainda mais, as novas regras precisam acompanhar a realidade do campo, garantindo sustentabilidade sem inviabilizar a produção” complementa.

Atualmente, a outorga é indispensável para o produtor rural que utiliza recursos hídricos em sua atividade, garantindo a quantidade e a qualidade conforme a legislação ambiental. “Houve problemas no passado justamente pela falta dessa regularização. Hoje, estar adequado às normas é fundamental”, reforça a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, Carla Beck.

Uma das mudanças é que o processo para obter outorga ocorre junto com o licenciamento ambiental, conforme Instrução Normativa (IN) 51/2025 do IAT. Atualmente, a solicitação de outorga envolve a apresentação de um projeto de aquicultura. Em casos de uso estadual, o pedido deve ser feito ao IAT, enquanto corpos hídricos de domínio da União exigem a autorização em âmbito federal. “Tanto o licenciamento quanto a outorga são instrumentos fundamentais para o crédito agrícola”, explica Carla.

Outro ponto de atenção é a obrigatoriedade da medição do volume de água utilizado, estabelecida pela IN 63/2025 do IAT. A norma exige a instalação de medidores individuais, como hidrômetros posicionados próximos ao ponto de captação, com leitura acessível, manutenção periódica e possibilidade de automonitoramento. A fiscalização deve ter livre acesso aos equipamentos.

Semana do pescado

A reunião da CT também discutiu a 23ª edição da Semana do Pescado. Prevista para setembro, a ação nacional deve mobilizar produtores, indústria e comércio com o objetivo de ampliar o consumo de peixes. O coordenador do evento, André Luiz Medeiros de Souza, reforçou que a iniciativa busca consolidar uma terceira data de vendas expressivas, além da Semana Santa e do Natal, além de incentivar a inclusão do pescado no dia a dia do brasileiro.

Atualmente, o consumo por pessoa no país está abaixo da média mundial. Enquanto a população mundial consome, em média, 22 quilos por habitante ano, no Brasil esse número é de dez quilos. “Queremos criar uma cultura diferente, um hábito de consumo e desfazer mitos a respeito da dificuldade de preparação do peixe”, afirma Souza. Em edições anteriores, a campanha registrou aumento de cerca de 30% nas vendas, no âmbito nacional, durante o período.

O Paraná responde por quase metade da produção nacional de tilápia, com forte presença na região Oeste, em municípios como Toledo, Nova Aurora (conhecida como a capital nacional da tilápia) e Palotina.

Reforma Tributária

Outro tema da reunião envolveu a reforma tributária, em andamento no Brasil e que já começa a produzir efeitos em 2026. Com implementação completa prevista apenas em 2033, o tema impacta diretamente o setor produtivo — incluindo o produtor rural — e exige atenção.

Entre as principais mudanças está a extinção de tributos como PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS, que serão substituídos por três impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de âmbito federal; o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), compartilhado entre estados e municípios; e o Imposto Seletivo (IS), que incidirá apenas sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.

“Um dos principais objetivos da reforma é simplificar o sistema tributário e acabar com a chamada guerra fiscal entre os Estados, promovendo a unificação de alíquotas e maior transparência para o contribuinte”, destaca o técnico do Departamento Jurídico do Sistema Faep, Eleutério Czornei.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo

Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

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Foto: Jonathan Campos/AEN

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.

Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.

A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.

Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.

O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”

Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.

Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.

O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.

A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA
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