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XI Congresso APA: Biovet destaca vacinas para aves de postura

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Vacinas para a prevenção de
doenças como Tifo aviário e Síndrome da Cabeça Inchada estarão entre os
destaques do Laboratório Biovet no XI Congresso APA de Produção e
Comercialização de Ovos, que vai acontecer de 19 a 21 de março, no Centro de
Convenções de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

A Bio-Gallinarum 9R é uma
vacina viva atenuada, liofilizada, ou seja, é uma forte aliada na prevenção do
Tifo Aviário, enfermidade que acomete as galinhas de postura, explica a
Coordenadora de Marketing de Avicultura do Biovet, Priscila Brabec.

Outro destaque da empresa
será a vacina inativada Inter-Multi 7, desenvolvida para aves de postura contra
doenças de Newcastle, Síndrome da Queda de Postura, Bronquite, Coriza e
Síndrome da Cabeça Inchada (Metapneumovírus).“É a única vacina com o antígeno
para Metapneumovírus, o que facilita o manejo, melhora o custo/benefício do
produtor e dá maior proteção para as aves”, afirmou Priscila.

Ela ressalta a importância do
evento para o setor. “Este congresso se preocupa em levar palestrantes com
temas atuais e relevantes para auxiliar no crescimento do setor e valorizar o
potencial do "produto ovo", tanto no mercado interno, como externo.
Por isso somos apoiadores”.

Patrocinadora do encontro, a
executiva aposta no potencial do evento para contribuir com o desenvolvimento
da cadeia produtiva e garantir um produto de melhor qualidade na mesa do
consumidor. “Com um mercado cada vez mais exigente e em crescimento, os
representantes da cadeia produtiva têm a possibilidade de conhecer e debater
sobre ferramentas capazes de aumentar e melhorar a produção, atendendo as
expectativas do mercado por um produto de qualidade”.

O
Evento

Com o objetivo de
promover um debate sobre as mais recentes pesquisas e tecnologias na área, o
encontro deve reunir cerca de 450 participantes, representando todos os elos da
cadeia produtiva, como produtores, médicos veterinários, zootecnistas,
professores, pesquisadores, empresários, empresas dos segmentos de nutrição,
saúde, genética, embalagens até o varejo.

Gerar conhecimento e
contribuir com o desenvolvimento da produção e comercialização de ovos são os
principais focos do congresso, destaca Bottura. “O evento procura apresentar
sempre novos conhecimentos em tecnologia, manejo, nutrição, patologia, além de
debater temas como legislação, por exemplo”.

Programação
A programação deste
ano será dividida entre os Painéis sobre Manejo, Sanidade, Comercialização e
Marketing e Nutrição. O programa científico será aberto com um Painel de Manejo
no dia 19, terça-feira, a partir das 14h, com uma apresentação sobre“Ambiência
X Produtividade”
, ministrada pelo zootecnista com MBA em gestão em
agronegócio pela ESALQ/USP e gerente nacional de vendas da Big Dutchman,
Sadala Cruz Tfaile. Em seguida, a pesquisadora da Embrapa Helenice
Mazzuco vai debater “Boas práticas e biosseguridade em avicultura de
postura”
. Logo depois o técnico do Programa Nacional Avícola de Brasília
vai falar sobre os “Novos atos regulatórios para produção de ovos”. O
Painel de Manejo será encerrado com a palestra “Fisiopatologia do sistema
ósseo”
, ministrada pelo médico veterinário da Universidade Federal de
Pelotas (UFPEL) Fernando Rutz.

Na quarta-feira, dia 20 de
março, a programação será aberta com apresentação de trabalhos científicos. A
partir das 8h30 começa o Painel de Sanidade com um debate dobre “Antibioticoterapia
em poedeiras – utilização na granja”
, com a Professora da Universidade
Federal Fluminense, Virginia Leo. Na sequencia, o coordenador do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Leandro Feijó, destaca o “Controle
oficial de resíduos e contaminantes em ovos”
. Logo depois, o médico
veterinário Professor da Unesp de Jaboticabal, Oliveiro Caetano de Freitas
Neto, vai ministrar a palestra “Imunidade das Aves Contra Salmonelose”.
Um debate sobre “Laringotraqueite: A Experiência Chilena”, com Ricardo
Gallardo encerra o Painel de Sanidade.

No período da tarde, a
apresentação de trabalhos científicos premiados começa às 14h. O Painel
Comercialização e Marketing será aberto às 14h20 pela pesquisadora do Instituto
para o Desenvolvimento Sustentável (IDS), Josefa Garzillo, com a palestra“Sustentabilidade
na avicultura de postura”
. Em seguida, o especialista da DSM, José Maria
Hernandes, vai debater “Segurança Alimentar no consumo de ovos”. Logo
depois, a pesquisadora do Cepea, Camila Brito Ortelan, vai apresentar o “Novo
índice referencial de preço de ovos/CEPEA”
. Este Painel será encerrado
pelo Gerente Comercial FLV do Grupo Pão de Açúcar, Renato Luiz Generoso com uma
apresentação sobre a “Visão do varejo na compra de ovos”.

Na quinta-feira, dia 21 de
março, o programa científico será aberto pelo Professor Benedito Lemos de
Oliveira com um debate sobre “Modernização da cadeia produtiva de ovos de
codorna”
. Na sequencia, o Painel de Estratégias nutricionais para redução
de custos será aberto pelo consultor João Batista Luchesi, com a palestra “Alternativas
para redução do custo de produção”
. O Professor da Universidade Federal de
Uberlândia (UFU), Evandro de Abreu, vai destacar “Estratégias nutricionais
no uso de matérias-primas alternativas”
. O engenheiro agrônomo e gerente
técnico da Agroceres Multimix, Leandro Hackenhaar, vai debater“Uso de
Aminoácidos Sintéticos”
. O Painel de nutrição será encerrado pelo
professor da Unens de Jaboticabal, Otto Mack Junqueira, com a palestra “Utilização
de Enzimas”
. Após estes debates haverá um almoço de encerramento.

O Congresso de Ovos da Associação Paulista de Avicultura (APA) tem o apoio da
Revista do Ovo, do Avisite, da Revista AveWorld, da Revista Feed&Food, da
Revista Avicultura Industrial, do jornal O Presente Rural e do Portal Engormix.
Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (16) 3209.1300, ramal 1325
ou (11) 3832.1422. 

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Agro amplia presença feminina, mas liderança segue concentrada com homens

Participação cresce na gestão e na produção, enquanto homens ainda respondem por 59% das decisões. Diferença expõe limite no acesso à liderança no setor.

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Foto: Shutterstock

A presença feminina no agronegócio brasileiro deixou de ser periférica há algum tempo, mas a distribuição de poder dentro do setor ainda não acompanhou esse movimento na mesma velocidade.

Dados levantados pela PwC mostram que mais mulheres estão no campo, na gestão de propriedades, na assistência técnica, no marketing, na pesquisa e na condução de negócios rurais, porém a tomada de decisão segue majoritariamente concentrada nas mãos dos homens. Há uma evidente assimetria que não pode ser tratada apenas como pauta de representatividade.

Quando a pesquisa aponta que mulheres agregam capacidade analítica, visão crítica, adaptação e resolução de problemas, o dado não deveria ser lido como elogio institucional, mas como indicativo objetivo de competências que hoje fazem diferença em ambientes produtivos mais expostos a risco e transformação.

Artigo escrito pela advogada Gabriela Veloso – Foto: Gabriela Veloso/Martorelli Advogados

O avanço feminino no agronegócio foi sendo construído por mulheres que precisaram conquistar legitimidade técnica, espaço comercial e presença em ambientes historicamente masculinos, muitas vezes tendo de provar mais para ocupar o mesmo lugar. O fato de esse percurso hoje parecer mais improvável do que há duas décadas revela mudança, mas não autoriza a conclusão apressada de que a barreira foi superada.

Esse ponto fica ainda mais evidente quando a expansão da presença feminina é comparada ao acesso efetivo à liderança. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, as mulheres já representam 27,59% das propriedades atendidas pela assistência técnica e gerencial do Senar/MS, além de ampliarem participação em cadeias como olericultura, leite, corte e agroindústria.

Ao mesmo tempo, o estudo da PwC indica que, nas organizações do setor, 59% das decisões ainda permanecem sob responsabilidade dos homens, enquanto apenas 17% são protagonizadas por mulheres. O contraste é eloquente porque mostra que entrada e permanência não significam, automaticamente, influência sobre a estratégia.

Isso importa porque, no agro, decidir não é apenas ocupar um cargo. É participar da definição sobre investimento, diversificação de cultura, contratação de equipe, adoção de tecnologia, alocação de capital, gestão financeira da propriedade, relacionamento com fornecedores, planejamento sucessório e reação a ciclos de mercado.

Essa assimetria de gêneros, faz com que o próprio setor perca a chance de incorporar repertórios diferentes justamente onde eles poderiam alterar a forma de gerir risco e enxergar oportunidades.

O avanço feminino no agro, portanto, merece ser lido com mais sofisticação. O que precisa demonstrar sua capacidade de atualizar seus próprios centros de decisão para lidar melhor com um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Fonte: Artigo escrito pela advogada Gabriela Veloso
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A vida invisível do solo e o futuro da agricultura tropical

Microbiologia do solo ganha protagonismo ao elevar produtividade, reduzir dependência de insumos e fortalecer a resiliência das lavouras tropicais diante das mudanças climáticas.

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Foto: Shutterstock

A próxima revolução agrícola talvez não esteja baseada nas máquinas, nas sementes ou nos fertilizantes, mas no que acontece abaixo da superfície do solo. Nos sistemas tropicais, compreender e manejar a microbiologia do solo deixou de ser uma discussão restrita à academia para se tornar um dos pilares da produtividade e da resiliência do agronegócio moderno.

O solo é, essencialmente, um organismo vivo. Em poucos gramas de terra fértil convivem bilhões de microrganismos responsáveis por processos que sustentam toda a produção agrícola: bactérias fixadoras de nitrogênio, fungos micorrízicos, que ampliam a absorção de nutrientes, e microrganismos capazes de solubilizar fósforo e outros minerais. Esse conjunto invisível de organismos é o que mantém o ciclo produtivo ativo e a estrutura o solo e sustenta a saúde das plantas.

Artigo escrito por Ana Dulce Botelho, engenheira agrônoma com mestrado em Produção Vegetal, doutorado e pós-doutorado em Fitopatologia, além de especialização em Bioinsumos.

Nos trópicos, essa dinâmica ganha características próprias. Diferentemente dos solos de clima temperado, onde a decomposição da matéria orgânica ocorre de forma mais lenta, os solos tropicais vivem sob temperaturas elevadas e intensa atividade biológica. Isso acelera a decomposição e, ao mesmo tempo, revela um potencial extraordinário: uma biodiversidade microbiana altamente adaptada a solos naturalmente ácidos e de baixa fertilidade.

É justamente essa biodiversidade que abre caminho para uma agricultura mais eficiente. Estudos conduzidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) mostram que o uso de inoculantes microbiológicos adaptados às condições locais podem elevar a eficiência nutricional em culturas como soja e milho em até 30%, reduzindo a dependência de fertilizantes minerais e ampliando a sustentabilidade econômica das lavouras.

O desafio se torna ainda mais relevante diante das condições climáticas que caracterizam os grandes biomas agrícolas brasileiros. Em regiões como o Cerrado e a Amazônia, produtores convivem com pressão constante de pragas, eventos recorrentes de seca e oscilações climáticas cada vez mais frequentes. Nesse contexto, fortalecer a eficiência biológica do sistema produtivo passa a ser uma estratégia central de adaptação.

Práticas como cobertura permanente do solo, rotação diversificada de culturas e uso estratégico de bioinsumos ajudam a estimular a microbiota e melhorar o funcionamento do solo como sistema. Os resultados vão além da nutrição das plantas: solos biologicamente ativos apresentam maior retenção de água, menor lixiviação de nutrientes e maior capacidade de sequestrar carbono. Em sistemas integrados de produção, como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, produtores já relatam maior estabilidade produtiva mesmo em ciclos de estresse climático.

O Brasil, aliás, já lidera um dos capítulos mais importantes dessa transformação. A inoculação biológica está presente em cerca de 85% da área cultivada com soja no país, a maior taxa de adoção do mundo. O mercado de bioinsumos cresce de forma consistente, com taxas anuais acima de 15%, refletindo uma mudança estrutural na forma como o produtor enxerga o manejo agrícola.

Mas a próxima etapa dessa evolução não será apenas ampliar o uso de produtos biológicos. O verdadeiro salto de eficiência virá da capacidade de medir e compreender melhor o funcionamento do solo. Indicadores como respiração microbiana, biomassa ativa e diversidade biológica já começam a ser utilizados como ferramentas de diagnóstico, permitindo decisões agronômicas mais precisas e adaptadas à realidade de cada área produtiva.

Se o Brasil pretende consolidar sua liderança na agricultura tropical, será necessário avançar também em políticas públicas e instrumentos econômicos que valorizem essa abordagem biológica. Mecanismos de remuneração por carbono no solo, linhas de crédito voltadas à transição para sistemas mais regenerativos e plataformas tecnológicas capazes de conectar microrganismos específicos a diferentes tipos de solo são caminhos que começam a ganhar relevância.

A ciência do solo aponta, com cada vez mais clareza, que produtividade e biologia caminham juntas. Empresas de inovação agrícola já investem em pesquisa para desenvolver bioestimulantes e soluções microbiológicas adaptadas aos diferentes biomas brasileiros, ampliando a possibilidade de manejar o solo com o mesmo nível de precisão com que a medicina trata um paciente.

Para o produtor rural, o primeiro passo pode ser mais simples do que parece: conhecer melhor a vida que existe no próprio solo. Um diagnóstico microbiológico é capaz de revelar se aquele sistema está biologicamente ativo, equilibrado e preparado para expressar todo o potencial produtivo da lavoura.

No fim das contas, a agricultura tropical do futuro será construída menos pela força de insumos externos e mais pela capacidade de ativar essa complexa máquina viva que existe debaixo dos nossos pés. Uma máquina silenciosa, invisível, e absolutamente essencial para produzir mais, com mais resiliência e inteligência agronômica.

Fonte: Artigo escrito por Ana Dulce Botelho, engenheira agrônoma com mestrado em Produção Vegetal, doutorado e pós-doutorado em Fitopatologia, além de especialização em Bioinsumos.
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Notícias Infraestrutura no Nordeste

Transnordestina recebe R$ 152 milhões para execução de novos trechos da ferrovia

Corredor ferroviário de 1,2 mil km já soma R$ 6,6 bilhões liberados, tem obras contratadas em toda a extensão e prevê mais 100 km concluídos até abril.

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Foto: Divulgação/TLSA

A Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) aprovou a liberação de mais R$ 152,4 milhões do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) para as obras da Transnordestina. O aporte reforça o compromisso do Governo Federal com o cumprimento do cronograma de um dos mais relevantes projetos estruturantes para a competitividade econômica da Região Nordeste.

A decisão foi deliberada pela Diretoria Colegiada da Sudene, em reunião realizada na quinta-feira (19). O valor faz parte da parcela contratual de R$ 1 bilhão, dos quais R$ 806 milhões já haviam sido repassados anteriormente.

De acordo com o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, a Transnordestina é estratégica para o desenvolvimento regional. “Trata-se de um projeto prioritário para o Governo do Brasil, com impacto direto na dinamização dos setores produtivos, geração de empregos e aumento da renda no Nordeste”, afirmou.

O diretor de Gestão de Fundos e Incentivos Fiscais da Sudene, Heitor Freire, explicou que a concessionária Transnordestina Logística S.A. (TLSA) apresentou as comprovações física, financeira e contábil da execução das obras, devidamente atestadas pelo agente operador do FDNE neste empreendimento, o Banco do Nordeste.

Com mais de 1,2 mil quilômetros de extensão, a ferrovia ligará o município de Eliseu Martins, no Piauí, ao Complexo do Pecém, no Ceará, consolidando um corredor logístico estratégico para o escoamento da produção regional. A Sudene é uma das principais financiadoras da obra, por meio do FDNE, e deverá aplicar R$ 7,4 bilhões no projeto até 2027. Com o novo aporte, já foram liberados R$ 6,6 bilhões desse total, incluindo R$ 800 milhões oriundos do antigo Fundo de Investimentos do Nordeste (Finor).

Atualmente, a Transnordestina conta com 100% de sua execução contratada. Entre os avanços recentes, destacam-se as assinaturas das ordens de serviço dos lotes 9 (Baturité–Aracoiaba, com 46 km) e 10 (Aracoiaba–Caucaia, com 51 km), considerados trechos de maior complexidade técnica e fundamentais para a conclusão da primeira fase do projeto.

Segundo a TLSA, a expectativa é de que mais 100 quilômetros da ferrovia, dos 326 quilômetros atualmente em obras, sejam concluídos até abril deste ano. O próximo lote a ser entregue será o que liga Piquet Carneiro e Quixeramobim, com 51 quilômetros. Mais de cinco mil trabalhadores atuam na construção. A ferrovia já iniciou, em fase de testes, o transporte de cargas como milho, milheto, sorgo, calcário agrícola e gipsita, sinalizando o potencial logístico e econômico do empreendimento.

Fonte: Assessoria Sudene
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