Empresas Leite
Workshop inédito no setor de leite discute o uso de tecnologias nas fábricas de rações
Realizado em maio na região dos Campos Gerais, no Paraná, numa iniciativa da Adisseo e Frísia, evento reúne cooperativas da região que fazem parte do Pool do Leite e convidados de Minas Gerais.

Com o objetivo de divulgar e discutir conhecimentos sobre a produção de rações para bovinocultura de leite e alinhar informações e ações fundamentais sobre o uso de novas tecnologias nas cooperativas, a Adisseo Nutrição Animal promoveu, em parceria com a Frísia Cooperativa Agroindustrial, o Workshop de Atualização em Fabricação de Ração. Além de nutricionistas, o evento reuniu tanto profissionais com atuação a campo quanto aqueles que atuam dentro das indústrias, como os responsáveis pela área de manutenção dascooperativas que compõem o Pool do Leite, da região dos Campos Gerais, no Paraná, e convidados de Minas Gerais.
Para o supervisor de manutenção industrial da Castrolanda Mahani Piacentini, o evento foi uma excelente oportunidade para adquirir novos conhecimentos. “Nós que atuamos na área de manutenção aprendemos muita coisa na prática, mas quando a gente participa de um treinamento como esse, e pode confrontar o que sabemos com a teoria, acabamos descobrindo de fato o porquê de cada coisa. Isso é importante tendo em vista que a produção e a manutenção precisam caminhar juntas, compartilhando as impressões entre as diferentes equipes. Por isso foi muito proveitoso estar aqui.”
Coube ao palestrante Antônio Klein, sob a coordenação de Francisco Navas, da Adisseo, conduzir de forma abrangente a programação tanto na parte teórica quanto na prática, viabilizada durante uma visita monitorada à fábrica de ração da Frísia. Esses foram alguns dos diferenciais desse evento inovador, realizado em maio, pela primeira vez, especificamente para o setor de leite no Brasil.
“Para nós, poder contribuir e realizar esse Workshop inédito aqui, em Carambeí (PR), próximo da nossa fábrica, foi importantíssimo; além de toda a questão de mobilização dos participantes que isso possibilitou”, avalia Vilson Reuse, coordenador de produção da fábrica de ração da Frísia. “Acrescenta-se ainda o privilégio de expor a nossa fábrica como modelo para apresentação da parte prática da programação, contribuindo ainda mais para essa oportunidade única no nosso mercado”.
“A bovinocultura de leite do Paraná é um ponto fora da curva no quesito de capacitação das fábricas de rações e produtividade das fazendas. E isso os produtores não só daqui, mas de todo o País, precisam acompanhar”, comenta o participante Pablo Nepomuceno, responsável técnico pela fábrica de ração da Scala Nutrição Animal (MG). “A fábrica de ração que visitamos é um exemplo de alta produção com alta qualidade. Algo que a gente precisa buscar para aumentar a produtividade sem perder a qualidade. Por isso a experiência de ter participado desse Workshop foi muito importante para o nosso benchmarking, trocando conhecimentos, observando o que é referência no setor para evoluir ainda mais na nossa produção”.
Durante as palestras foram abordados assuntos relativos à manutenção das fábricas, processos de mistura, adição de microingredientes, adição de líquidos, conceitos básicos de misturas, peletização, além dos principais indicadores de pontos críticos de risco e controle nas fábricas de rações e seus desdobramentos nas fazendas. “Isso foi de grande valia”, afirma a nutricionista animal da Capal Cooperativa Agroindustrial Anna Paula Mass. “Eu apreendi tanto na teoria quanto na prática como não adianta só fazer a formulação pensando no campo e, depois, a fábrica não conseguir entregar o resultado esperado”. Segundo Anna Paula, “as palestras mostraram, por exemplo, o que pode acontecer na fábrica com pequenas mudanças que fazemos na formulação, na quantidade de óleo ou de matéria-prima, e como isso pode realmente alterar o esperado no campo. Achei isso muito interessante para conseguir formular de uma maneira que ajude a fábrica a produzir uma ração de melhor qualidade para o campo.”
“Eu sempre procurei ter um contato com o Klein, uma pessoa de vasto conhecimento sobre fabricação de ração, e, nesse sentido, a oportunidade de participar desse Workshop vai nos ajudar e muito”, diz Edilson José Vieira, médico veterinário da Colônia Witmarsum (PR). Segundo ele, o “calcanhar de Aquiles” dentro da comercialização de ração é a peletização. “Ao adquirir um produto peletizado o produtor de leite quer realmente que esse produto esteja na forma que ele imagina. Para mim, ter abordado esse tema foi o ponto fundamental do evento. Era o tipo de informação que eu vim buscar, trocar informação a respeito. Isso é de grande valia”.
Segundo o palestrante, Antônio Klein, “os participantes estavam muito atentos para discutir esses temas, fazendo várias perguntas, principalmente através do aplicativo de tirar dúvidas disponibilizado pela Adisseo”. De modo geral, o gerenciamento de uma fábrica de ração não difere da gestão de qualquer outra indústria que processe grandes quantidades de matérias-primas. O importante é atender certas especificações de qualidade e de segurança, por meio de escolhas de processos eficazes que levam em conta conhecimentos, fórmulas, uso estruturado de máquinas e equipamentos. “O Workshop atingiu esse objetivo, o que contribui de forma positiva para repensar as ações e melhorar a produção, a produtividade e a qualidade nas fábricas de rações”.
“Esse tipo de evento tem muita importância pelo fato de você poder envolver um número bastante expressivo de colaboradores que, em outros eventos, não haveria a oportunidade de reuni-los para o treinamento”, avalia Almiro Bauermann, gerente Unidade de Negócios Rações da Frísia. O executivo explica a necessidade disso: “A nutrição animal é muito dinâmica. Sua evolução é muito grande e rápida, incorporando novas tecnologias quase que de maneira diária. Assim, o fato de a gente ter acesso a palestrantes do nível do Klein, e de todas as pessoas envolvidas na organização do evento, colabora por demais quanto ao uso correto das tecnologias que empregamos nas fábricas”.
O Pool do Leite da região dos Campos Gerais é constituído pelas cooperativas Castrolanda, Frísia, Capal e Witmarsum. “Elas adotam, de maneira geral, um sistema de pagamento por bonificação e qualidade do leite que é padrão entre a maioria das cooperativas daqui”, explica a coordenadora regional de mercado ruminantes da Adisseo Flávia Plucani Amaral. Desse modo, é muito semelhante o sistema de produção adotado pelas cooperativas, bem como as características zootécnicas das fazendas, o perfil profissional e o uso das novas tecnologias nas fábricas de rações.
“Foi justamente ao levar tudo isso em conta que nós avaliamos como seria interessante integrar as cooperativas, além de algumas empresas convidadas, nesse evento inovador, exclusivo, discutindo pontos críticos de controle no dia a dia das fábricas”, diz Flávia. “E isso pode ser ‘linkado’ à utilização cada vez maior de novas tecnologias por parte da bovinocultura de leite, conforme já destacado pela Frísia, que exigem também novos conhecimentos. A introdução cada vez maior, por exemplo, da metionina protegida na nutrição das vacas – um produto de baixa dosagem – exige uma atenção muito grande na eficiência da fábrica, na homogeneidade da ração, para que esse ingrediente seja ofertado nas rações oferecidas nas fazendas de forma apropriada, a fim de atingir os resultados almejados pelos produtores”.

Empresas
MOVING FLOOR traz ao Brasil tecnologia inovadora de baias autolimpante, sem uso de água e sem antibióticos para suínos
Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.

A MOVING FLOOR, empresa sueca reconhecida mundialmente por seus sistemas patenteados de pisos autolimpantes para suinocultura, anuncia sua entrada oficial no mercado brasileiro. A tecnologia, que elimina a necessidade de água na limpeza e reduz significativamente o uso de antibióticos, representa um grande avanço em bem-estar animal, sustentabilidade e biossegurança para a indústria suinícola.
Para marcar este feito, a MOVING FLOOR realizará a Mesa Redonda da Liderança da Suinocultura Brasileira em 9 de março de 2026, na PUC – Paraná, reunindo os líderes mais influentes da cadeia suinícola nacional.
O evento contará com a participação de presidentes e diretores das principais cooperativas do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, executivos de grandes empresas, líderes de opinião da Embrapa Suínos e Aves, UFV, Iowa State University e de associações do setor e mídias especializada.
Um Novo Padrão Tecnológico para a Produção de Suínos
O sistema da MOVING FLOOR automatiza a limpeza das baias de suínos por meio de um piso mecânico patenteado que remove os dejetos continuamente, sem o uso de água, reduzindo as emissões de amônia, melhorando a higiene e criando um ambiente mais saudável para os animais e trabalhadores.
“O Brasil é um dos maiores produtores de carne suína do mundo, e acreditamos que esta tecnologia pode contribuir significativamente para as metas de sustentabilidade do setor”, disse Antonio Lot, representante da MOVING FLOOR.
Uma Parceria Estratégica com a PUC – Paraná
O primeiro showroom brasileiro foi instalado na PUC – PR, onde produtores, pesquisadores e líderes da indústria poderão ver o sistema em operação e avaliar seu potencial de adoção em granjas comerciais.
Empresas Ambiente estratégico
Vaxxinova marca presença na Abraves PR e reforça compromisso com a evolução da suinocultura
Participação no evento destaca proximidade com o setor, troca técnica e soluções recentes voltadas à sanidade dos plantéis

A Vaxxinova participa, nos dias 11 e 12 de março, da Abraves PR, um dos principais encontros técnicos da suinocultura paranaense. A presença da equipe de suínos no evento reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento do setor, por meio do diálogo técnico, da proximidade com os profissionais da cadeia produtiva e do acompanhamento das principais discussões relacionadas à sanidade da atividade.
“A Abraves PR é um ambiente estratégico para troca de conhecimento e atualização técnica. Estar presente nos permite acompanhar de perto as demandas do setor e fortalecer nossa atuação como parceiros da suinocultura brasileira”, afirma Rogério Petri, gerente da área de Suínos da Vaxxinova Brasil.
Durante o evento, a equipe da Vaxxinova estará em contato direto com médicos veterinários, produtores, consultores e demais profissionais, acompanhando a programação técnica relacionadas à sanidade, manejo e produtividade dos plantéis.
“Nosso foco é entender profundamente os desafios enfrentados no campo e oferecer soluções cada vez mais alinhadas à realidade da produção. A participação em eventos regionais como a Abraves PR é fundamental para essa construção conjunta com o setor”, destaca Mayara Tamanini, coordenadora técnica e de marketing da Vaxxinova.
A presença da empresa na Abraves PR ocorre em um momento importante da sua trajetória na suinocultura, marcado por lançamentos recentes e pela ampliação do portfólio de soluções voltadas à saúde animal. Entre os avanços, destacam-se investimentos em inovação, fortalecimento do suporte técnico e a ampliação da capacidade produtiva de vacinas autógenas, iniciativas que reforçam a proposta de oferecer respostas mais rápidas, precisas e personalizadas aos desafios sanitários dos sistemas produtivos.
“Acreditamos que a evolução da suinocultura passa por informação qualificada, diagnóstico preciso e decisões estratégicas baseadas em ciência. Nossa atuação tem sido direcionada exatamente para apoiar o produtor nesse processo”, complementa Rogério Petri.
A Abraves PR reúne profissionais, pesquisadores, estudantes e lideranças do setor, consolidando-se como um espaço relevante para atualização técnica, networking e discussão de tendências que impactam o futuro da suinocultura no Paraná e no Brasil.
Empresas
Show Rural 2026 discute como atravessar períodos de crise na cadeia leiteira
Necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate.

A necessidade de informação, planejamento e resiliência para enfrentar os momentos de instabilidade da cadeia leiteira foi o centro de um debate realizado durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, entre os dias 9 e 13 de fevereiro de 2026, em Cascavel (PR).
Para a zootecnista Josiane Mangoni, coordenadora de Pecuária da Coopavel, o atual momento do leite exige diálogo e troca de experiências. Segundo ela, apesar do cenário delicado, o produtor está habituado a lidar com desafios.
“O leite vai muito além de uma atividade econômica. Ele é paixão, é amor pelas nossas mimosas. Somos uma cadeia acostumada à resiliência, e esse tipo de conversa é fundamental para ajudar o produtor a se manter na atividade”, afirma.

Da esquerda para a direita: Cristian Iothi, Gilson Dias, Josiane Mangoni, Lúcio Drehmer e Marcos Pereira Neves
Josiane destaca ainda que o Show Rural tem como missão levar inovação, tecnologia e ferramentas práticas ao campo. “O evento existe para que o produtor consiga produzir mais e melhor. E, mesmo em períodos de crise, já enxergamos sinais de reação do mercado, o que nos permite acreditar em um novo momento para a cadeia leiteira”, completa.
O debate reuniu diferentes visões da atividade, trazendo para a conversa produtores e especialistas com realidades distintas. Participaram Marcos Pereira Neves, professor da Universidade Federal de Lavras e produtor de leite; Cristian Iothi, engenheiro agrônomo, produtor e cooperado da Coopavel; e Lúcio Drehmer, zootecnista, consultor técnico e produtor de leite em Santa Catarina.
O debate foi conduzido por Gilson Dias, gerente Técnico de bovinos de Leite da Agroceres Multimix. A conversa foi registrada em formato de podcast e integra uma edição especial do agCast. O episódio será disponibilizado em breve nas plataformas digitais da Agroceres Multimix, que esteve presente no Show Rural 2026 com um novo estande, ampliado e voltado ao atendimento de produtores, cooperados e parceiros.



