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Workshop debate defesa sanitária e a peste suína clássica no Brasil

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A biossegurança do rebanho de suínos brasileiro e o status sanitário dos diferentes estados produtores serão alguns dos temas do Workshop “Defesa Sanitária e a Peste Suína Clássica no Brasil”, que será realizado no dia 2 de setembro, a partir das 14h, no Hotel Golden Tulip, em São Paulo, pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos, em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (Abegs) e apoio da CNA e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
O tema tem grande importância pois, a partir de 2015, a doença será de reconhecimento internacional pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), o que obrigará os países a adequar serviços de vigilância epidemiologia às exigências desta entidade internacional.
O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, lembra que a associação nacional promove o debate sobre o tema desde o ano passado, quando recebeu representantes de 22 países das Américas, durante o Seminário Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura, em Gramado, em agosto de 2013. 
“Sediamos a discussão sobre o Plano de Erradicação da Peste Suína Clássica (PSC) nas Américas já como forma de introduzir a suinocultura brasileira no tema. Agora, ser declarado livre de PSC será de fundamental importância para exportação e, assim, convocamos produtores, técnicos e empresas amigas a participar do Workshop e alinhar os esforços”, convida.
O evento já conta com a confirmação dos representantes das defesas sanitária de vários estados como Bahia, Ceará, Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso, além de produtores e executivos de frigoríficos e cooperativas. A ABCS também aguarda a confirmação dos representantes das defesas estaduais das outras entidades afiliadas à entidade que estarão presentes.
O diretor-executivo da ABS, Nilo de Sá, explica que a PSC passa a ter o mesmo nível de importância de outras doenças, como a febre aftosa, e assim os países (estados, zonas ou compartimentos) necessitarão ser reconhecidos como livres da enfermidade para manter as exportações. Entre as exigências, estão as monitorias sorológicas, notificações de casos suspeitos e controle de suídeos asselvajados, entre outras.  
“O objetivo deste Workshop é reunir todas as defesas estaduais, empresas privadas e produtores para fazer um alinhamento e, assim, tornar apto o maior número de estados no menor espaço de tempo possível. Poderemos identificar os estados mais avançados no cumprimento das exigências e estabelecer um cronograma para os demais. Queremos, enfim, mobilizar a iniciativa privada e o poder público para um esforço conjunto”, resume.  
O presidente da ABEGS, Alexandre Rosa, frisa que a associação investe, desde sua fundação, há 5 anos, em parcerias com a ABCS e o Mapa em busca de uma conscientização cada vez maior do setor sobre biossegurança e proteção sanitária no país. Anteriormente, a parceria fez-se presente no investimento na Estação Quarentenária de Cananeia (EQC) e na organização do Workshop sobre a PED, em Brasília.
“Cremos piamente que o status sanitário do Brasil, que ainda é livre de diversas enfermidades virais emergentes, tem sido um diferencial competitivo relevante para a toda nossa cadeia produtiva. Continuaremos apoiando e investindo em ações conjuntas de defesa sanitária que possam fortalecer a posição competitiva global do nosso país em termos de saúde suídea”, afirma. 
O diretor do Departamento de Sanidade Animal do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, participará do evento bem como manifesta a relevância do debate sobre a PSC em um momento no qual o comércio internacional torna-se cada vez mais exigente.
“A iniciativa é muito oportuna, uma vez que o tema está em discussão no Brasil e no mundo todo. Devemos estar prontos para corresponder aos mercados mais exigentes bem como nos preparar para os desafios das doenças externas ou emergentes. Temos também que proteger a suinocultura pela sua importância social e econômica. A expectativa é motivar a discussão com os pés no chão para alcançar as melhores classificações para o Brasil no menor tempo possível”, opina.
         A programação do Workshop conta com a abertura do presidente da ABCS, Marcelo Lopes; do presidente da ABEGS, Alexandre Rosa; e da Chefe-geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella; com a palestra “Peste Suína Clássica: Avanços e Desafios” do diretor do DSA do Mapa, Guilherme Marques; e a apresentação “Gestão Compartilhada de Programas de Sanidade Suídea” de Jader Nones da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola. O evento será encerrado com um debate entre os participantes e o público.  

Fonte: Ass. Imprensa da ABCS

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos

Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

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De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.

Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.

Fonte: Assessoria Febrac
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

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Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
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