Notícias
Workshop "Caminhos do Leite" discute na Agrishow a sustentabilidade da produção leiteira
Evento reuniu especialistas na produção de leite e pecuaristas e foi organizado pelo Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
A sustentabilidade da produção leiteira foi discutida no Workshop “Caminhos do Leite”, realizado no dia 3 de maio, no Centro de Convenções da Cana-de-Açúcar, do IAC, durante a Agrishow, em Ribeirão Preto. O evento reuniu especialistas na produção de leite e pecuaristas e foi organizado pelo Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Após o workshop, os participantes puderam degustar queijos artesanais e vinhos produzidos no Estado de São Paulo.
Durante a abertura do evento, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Francisco Jardim, lembrou que a produtividade paulista de leite ainda é baixa. “Um evento como esse é muito importante. A pecuária leiteira paulista tem uma dívida com o setor produtivo brasileiro. Ainda temos produtividade muito baixa, precisamos produzir mais e temos genética e conhecimento para isso. Nossa Secretaria e nossos Institutos têm muito a colaborar com os produtores”, disse.
O deputado federal, Arnaldo Jardim, também participou da abertura e lembrou que o evento não existiu de forma isolada. “Foi construído a partir da decisão da criação do programa Mais Leite, Mais Renda, a partir do momento que tivemos a revitalização do IZ, redefinimos a legislação da agroindústria e tivemos ações do Programa de Sanidade em Agricultura Familiar (Prosaf) voltadas ao pecuarista leiteiro. Tivemos ainda linha de financiamento do Feap de apoio à pecuária e o programa Microbacias, também com ações voltadas para esse setor. É importante saber que é algo construído e que terá futuro”, afirmou.
Evair Vieira de Melo, deputado federal pelo Espírito Santo, comentou em seu discurso sobre a necessidade de uma melhor legislação para os produtos artesanais, entre eles o queijo.
Palestras
A programação do evento teve início com a palestra “A agroindústria de pequeno porte”, proferida por Cesar Krüger, diretor do Centro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Cipoa), da Defesa Agropecuária e Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP). Krüger abordou a nova legislação paulista que visa regulamentar os produtos artesanais. “Estamos conversando com produtores, fazendo reuniões em cooperativas e associações para termos uma legislação que traga benefícios para produtores, mas também segurança aos consumidores”, afirmou.
O pesquisador do IZ, Anibal Eugênio Vercesi Filho, proferiu a palestra “O que é o leite A2?”, com os trabalhos que têm sido desenvolvidos pelo Instituto para seleção de genotipagem dos animais para os alelos da beta-caseína A (A1 e A2), visando selecionar matrizes que produzam leite contendo a beta-caseína A2, proteína altamente relacionada aos benefícios decorrentes do consumo de leite à saúde humana, associada à melhora do processo digestivo. O produto já é uma realidade em outros países, como Austrália e Estados Unidos. No Brasil, produtores de Minas Gerais e de São Paulo começam a se organizar para ofertar os produtos aos consumidores.
O médico veterinário Francisco Otaviano Fonseca Oliveira, especialista produto Leite Europeu da CRV Lagoa tratou da “Saúde e eficiência para a sustentabilidade dos sistemas de produção de leite”, seguido por Thiago Petrolini, coordenador técnico comercial leite da Trouw Nutrition, que falou sobre a criação de bezerras e por Bruno Scarpa Nilo, gerente de produto leite da GENEX, que abordou “Índices compostos – rentabilidade em foco, a seleção mais assertiva de touros”.
A pesquisadora do IZ, Luciana Gerdes fez uma apresentação a respeito das variadas formas de produção de leite nos sistemas integrados, demonstrando viabilidades técnica e econômica, além de benefícios ecológicos e ambientais, como ciclagem de nutrientes, cobertura do solo, fixação de carbono, conservação do solo e da água, modificação do microclima, bem-estar animal e redução na emissão ou melhoria no balanço de gases de efeito estufa – metano e óxido nitroso –, gerando, dessa forma, serviços ambientais.
O diretor executivo na Rede de Fomento à Integração Lavoura Pecuária Floresta (ILPF), William Marchió, referência em difusão da utilização da intensificação sustentável da pecuária, apresentou a palestra “Parceria Público Privada auxiliando na difusão da intensificação”. Para fechar as discussões, o médico veterinário Sergio Soriano, gestor da Fazenda Colorado (Araras/SP) há 24 anos, fez a apresentação “Gestão de pessoas melhorando os processos e os resultados na produção de leite”.
Após as apresentações, o público pode degustar queijos artesanais e vinhos produzidos com uvas finas do Estado de São Paulo.
Fonte: Assessoria

Notícias
Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
Notícias
Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
Notícias
Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.


