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Volume exportado cresce no 1º semestre, mas queda no preço reduz faturamento

Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações de produtos do agronegócio renderam US$ 47,8 bilhões

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Arquivo/OP Rural

O maior volume de algodão, milho, carnes em geral, café, etanol e frutas exportado no primeiro semestre de 2019 garantiu crescimento de quase 4% na quantidade total de produtos embarcados pelo agronegócio nacional frente ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

O faturamento com as vendas, no entanto, caiu. Nos primeiros seis meses deste ano, as exportações de produtos do agronegócio renderam US$ 47,8 bilhões, queda de 2,7% em relação ao mesmo período de 2018. Esse resultado, segundo pesquisadores do Cepea, esteve atrelado à baixa de 8,5% nos preços em dólares recebidos pelos exportadores. Em Real, o faturamento externo do agronegócio caiu mais de 11%, devido ao recuo dos preços em dólar e à valorização de 5,7% do Real.

Produtos exportados

Boa parte dos produtos exportados pelo agronegócio brasileiro apresentou alta nas vendas no primeiro semestre de 2019 quando comparado ao mesmo período de 2018. Segundo dados do Cepea, foram observados crescimento nos embarques de algodão em pluma (125%); milho (78%); café (42%); das carnes, bovina (25%), suína (24%) e aves (9%); do etanol (23%); madeira (1%) e celulose (56%). Já os produtos do complexo da soja, suco de laranja e açúcar registraram queda nos embarques reduzidos.

O salto no volume exportado de algodão resulta de aumentos importantes de produção no Brasil, em razão de crescimento nos preços internacionais nos últimos anos. Em 2019, o mercado firme foi reforçado pelas importações da China, no rescaldo do confronto comercial entre esse país e os EUA. Para o milho, as exportações continuam em expansão em 2019, puxada por uma demanda externa firme e pela boa produção doméstica. As carnes em geral – bovina, suína e de aves – têm mantido bom desempenho, ajudado pela redução na produção chinesa, onde os episódios de Peste Suína Africana (PSA) têm impactado negativamente a produção. Já o café manteve suas vendas externas em expansão em 2019, mas a preços menores: a boa safra mundial não tem permitido a recuperação de preços da commodity.

Destino

A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, com participação de mais de 33% do faturamento em dólares, seguida por países da Zona do Euro (16,2%) e dos Estados Unidos (7,4%). A demanda chinesa continuou concentrada nos produtos do grupo cereais/leguminosas/oleaginosas, que ficou com mais de 70% das exportações brasileiras no primeiro semestre. Outro produto importante é a carne bovina: do total da proteína brasileira exportada no período, mais de 30% tiveram a China como destino; considerando-se China e Hong Kong, o percentual se eleva para mais de 50%.

Segundo semestre

Embora a quantidade exportada possa continuar crescendo no segundo semestre de 2019, não há expectativas de aumento dos preços, devido à boa oferta internacional dos principais produtos agrícolas. Além disso, diante da nova reconfiguração da política comercial brasileira, o País poderá obter ganhos de comércio; no entanto, é pouco provável que esses resultados sejam imediatos e, desse modo, o faturamento em dólar do setor pode ficar abaixo do recorde atingido em 2018. Além disso, mais um fator de incerteza para o segundo semestre é o recrudescimento das relações comerciais entre China e Estados Unidos.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Boi gordo mantém perspectiva de elevação nos preços

Mercado físico de boi gordo registrou altas pontuais nos preços ao longo da semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado físico de boi gordo registrou altas pontuais nos preços ao longo da semana. “O ambiente de negócios segue sugerindo pela continuidade deste movimento na próxima semana, mesmo que isso aconteça de maneira comedida”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Segundo ele, a oferta de animais terminados permanece restrita, sem indícios de alterações desse quadro durante a primeira quinzena de agosto. “A reposição entre atacado e varejo tem ocorrido em boa velocidade ao longo da cadeia produtiva no decorrer da primeira semana de agosto. Enquanto isso, a demanda doméstica de carne bovina vai reagindo, com a celebração do Dia dos Pais como um motivador adicional do consumo”, assinalou.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram firmes. Conforme Iglesias, o panorama ainda aponta para reajustes no decorrer da primeira quinzena de agosto, com a reposição entre atacado e varejo fluindo de maneira satisfatória, e o Dia dos Pais ocupando um papel relevante para a evolução dos preços em São Paulo nesta semana.  

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 06 de agosto:

  • São Paulo (Capital) – R$ 226,00 a arroba, contra R$ 225,00 a arroba em 30 de julho (+0,44%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 220,00 a arroba, ante R$ 218,00 a arroba (+0,92%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 223,00 a arroba, ante R$ 220,00 a arroba, subindo 1,36%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 220,00 a arroba, ante R$ 217,00 a arroba (+1,4%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 207,00 a arroba, contra R$ 205,00 a arroba (+0,98%).

Exportação

As exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 690,742 milhões em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 30,032 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 169,247 mil toneladas, com média diária de 7,358 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.081,30.

Na comparação com julho de 2019, houve ganho de 30,19% no valor médio diário, alta de 27,07% na quantidade média diária e avanço de 2,45% no preço médio. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Embarques de soja do Brasil devem crescer em 2020 e 2021, aponta SAFRAS

Forte demanda chinesa deverá resultar em aumento nas exportações brasileiras de soja, tanto em 2020 como em 2021

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Divulgação/MAPA

A forte demanda chinesa deverá resultar em aumento nas exportações brasileiras de soja, tanto em 2020 como em 2021. As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 83 milhões de toneladas em 2021, subindo 2% sobre o volume de 2020, projetado em 81 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

“Com o Brasil devendo colher nova safra recorde em 2021, as exportações devem continuar crescendo, diante de uma demanda chinesa firme’, avalia o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque. Segundo ele, a demanda por biodiesel e por exportação de carnes deverão levar a um maior esmagamento. “Com isso, os estoques tendem a continuar apertados”, completa.

SAFRAS indica esmagamento de 45 milhões de toneladas em 2021 e de 44 milhões de toneladas em 2020, representando um aumento de 2% entre uma temporada e outra.

Em relação à temporada 2021, a oferta total de soja deverá subir 3%, passando para 134,026 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 131,6 milhões de toneladas, crescendo 2% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão subir 11%, passando de 2,185 milhões para 2,426 milhões de toneladas.

Subprodutos

SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 34,6 milhões de toneladas, com aumento de 2%. As exportações deverão cair 1% para 16,7 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,2 milhões, aumento de 4%. Os estoques deverão subir 38% para 2,529 milhões de toneladas.

A produção de óleo de soja deverá subir 2% para 9,1 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 760 mil toneladas, com queda de 20% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 8,23 milhões para 8,4 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve subir 6% para 4,55 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 6% nos estoques para 167 mil toneladas.

Comercialização

A comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 95,7% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 7 de agosto. No relatório anterior, com dados de 3 de julho, o número era de 92,9%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 78% e a média para o período é de 81%. Levando-se em conta uma safra estimada em 124,913 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 119,578 milhões de toneladas.

A venda antecipada para 2020/21 pulou de 39,8% no início de julho para 43,3%. A comercialização da safra futura está bem acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 15,7%, e também supera a média normal para o período, de 16%.

Com a próxima safra projetada em 131,691 milhões de toneladas, o total já comprometido por parte dos produtores chega a 57,049 milhões de toneladas, antes mesmo do início do plantio.

“A comercialização está naturalmente evoluindo de forma mais lenta frente aos meses anteriores, devido ao pouco volume disponível para o restante dessa temporada e grande volume já antecipado da nova safra”, explica o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roq      ue.

Segundo ele, os produtores começam a focar nos preparativos o plantio da temporada 2020/21, que inicia em setembro.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Agentes projetam safras recorde com trigo no Paraná e no RS

Clima é o principal ponto de atenção do mercado brasileiro de trigo

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Divulgação/AENPr

O clima é o principal ponto de atenção do mercado brasileiro de trigo. Conforme o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, as condições meteorológicas no Brasil e na Argentina são essenciais para a formação de preços do grão no cenário interno.

A safra brasileira 2020 está em fase de desenvolvimento, com a colheita prevista para iniciar no final de agosto no Paraná e em outubro no Rio Grande do Sul. Assim, a expectativa é de que a entrada da oferta no mercado comece a pressionar uma queda nos preços de referência a partir de setembro. Os produtores argentinos enfrentam o clima seco preocupante, mas a expectativa segue de uma safra cheia no país.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, as lavouras tiveram uma leve piora no quadro de desenvolvimento ao longo da semana. Nesse momento, 88% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 10% em situação média e 2% em condições ruins. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (36%), floração (34%), frutificação (26%) e maturação (4%).

O plantio da safra 2020 de trigo do estado foi estimado em 1,133 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 10%.

A produção deve ficar em de 3,686 milhões de toneladas, 72% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019. A produtividade média é estimada em 3.252 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

O gerente de suprimentos do Moinho Globo, Rui Souza, acredita que a safra de trigo do Paraná pode ser recorde em 2020. Segundo ele, as lavouras semeadas com a cultura neste ano são as melhores nos últimos dez anos. Ele crê que o estado pode superar o maior volume produzido na história, em 2014 – 3,79 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

Rio Grande do Sul

As lavouras de trigo do Rio Grande do Sul entraram em fase de floração. Segundo boletim semanal da Emater/RS, 2% estão nesta fase mais avançada, enquanto 98% ainda estão em desenvolvimento vegetativo ou germinação. O desenvolvimento está de acordo com a média dos últimos cinco anos, mas, em igual momento do ano passado, 3% das lavouras já estavam em floração.

A semana iniciou com a ocorrência de chuvas de média a baixa intensidade e temperaturas mais baixas; na segunda metade, a elevação das temperaturas e o predomínio de sol no estado favoreceram o desenvolvimento do trigo. As geadas ocorridas em algumas localidades não afetaram significativamente os cultivos.

“Não se surpreendam se o Rio Grande do Sul entregar ao mercado mais de 3 milhões de toneladas em 2020”, disse o presidente da Câmara Setorial de Culturas de Inverno do RS, Hamilton Jardim. O dirigente acredita, também, numa área surpreendente superior a 930 mil hectares. Jardim falou em evento online realizado pela Associação Brasileira da Indústria de Trigo (Abitrigo) para debater a safra 2020.

Fonte: Agência SAFRAS
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