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Volume de milho embarcado em janeiro no Porto de Paranaguá é 161% superior ao mesmo mês de 2022

Até o último dia 29 foram 569.461 toneladas do cereal embarcadas. Nesta segunda-feira (30) já estão nove navios no porto para carregar 587.324 toneladas e outros oito estão na sequência para embarcar 511.839 toneladas de milho. Já há outro anunciado, que deve receber 67 mil toneladas. Somado, o volume quase chega a 1,1 milhão de toneladas do cereal a serem exportados por Paranaguá.

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O mês de janeiro ainda nem terminou, mas o volume de milho carregado pelo Porto de Paranaguá, neste ano, impressiona. Até o último dia 29 foram 569.461 toneladas do cereal embarcadas. O volume é quase 161% maior que as 218.358 toneladas exportadas pelos terminais paranaenses durante os 31 dias do mesmo mês de 2022. “O que estamos percebendo pelos grandes volumes registrados nos embarques aqui pelo Porto de Paranaguá é que essa movimentação já vem se intensificando desde o ano passado”, diz o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

No último mês de dezembro foram carregadas 580.147 toneladas de milho. Comparado às 97.124 toneladas exportadas em dezembro de 2021, o volume foi 947% maior. “Também o line-up dos navios que chegarão para carregar milho aqui pelo Paraná mostra que a tendência é que continue assim pelo menos ainda no próximo mês”, afirma Garcia.

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

Embarque

No mês de janeiro, até este domingo (29), 19 navios atracaram no Porto de Paranaguá para carregar milho. Segundo o line-up desta segunda-feira (30), escala das embarcações para receber o granel, nove navios já estão em porto para carregar 587.324 toneladas e outros oito estão na sequência para embarcar 511.839 toneladas de milho. Já há outro anunciado, que deve receber 67 mil toneladas. Somado, o volume quase chega a 1,1 milhão de toneladas do cereal a serem exportados por Paranaguá.

Mercado

A engenheira agrônoma Ana Paula Kowalski, técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep/Senar-PR, confirma que janeiro realmente não é típico período de exportação de granéis, especialmente milho. Porém, segundo ela, uma combinação de fatores tem impulsionado a demanda pelo cereal brasileiro.

Além do fato dos produtores precisarem fazer espaço para receber a nova safra de soja, a lacuna aberta no mercado internacional pela situação da guerra na Ucrânia e a nova demanda da China também aquecem os embarques pelos portos brasileiros. “No último mês de novembro, com o novo acordo comercial com a China, 136 empresas foram auditadas e habilitadas pelo Ministério da Agricultura para armazenar e exportar milho no Brasil”, afirma a agrônoma.

De acordo com Ana, o Paraná é o segundo Estado com maior número de plantas autorizadas pelos governos chinês e brasileiro.

Como explica a especialista, a Ucrânia e os Estados Unidos costumavam ser os principais exportadores de milho para a China. As exportações ucranianas reduziram

24%, já que tiveram menor produção e dificuldades para embarcar o produto, devido ao conflito com a Rússia. E, no caso dos norte-americanos, há conflito comercial. “O Brasil surge como uma alternativa importante. O país vem se tornando uma potência na exportação de milho, com um crescimento anual bastante expressivo”, afirma.

Ainda de acordo com a análise de Ana Paula Kowalski, nos Estados Unidos o volume de milho embarcado já tem sido reduzido. “O Brasil ocupou essa lacuna e a tendência é que isso se mantenha para os próximos anos”, acrescenta.

Fonte: AEN

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Agro paulista fecha 2025 com superávit de US$ 21 bilhões

Apesar de oscilações em preços e volumes, exportações seguem firmes e são puxadas por açúcar, carnes e soja. China permanece líder entre os destinos das vendas.

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Foto: Vosmar Rosa/MPOR

Nos onze primeiros meses de 2025, o agronegócio paulista manteve um bom desempenho no comércio exterior, alcançando um superávit de US$ 21,07 bilhões. O saldo positivo decorre de exportações que somaram US$26,35 bilhões e de importações que totalizaram US$5,28 bilhões.

A participação das exportações do agronegócio paulista no total exportado pelo estado de janeiro a novembro de 2025 foi de 40,6%, enquanto as importações do setor corresponderam a 6,6% do total no estado. “O desempenho do agro paulista mostra que São Paulo está na direção certa. Investir em ciência, infraestrutura, desburocratização e competitividade. Assim, São Paulo alcança um superávit de US$ 21 bilhões porque tem produtores qualificados e políticas públicas que dão segurança e liberdade para produzir. Estamos com grandes expectativas com o fechamento da balança de 2025 e para o desempenho do agro paulista em 2026”, expõe o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai.

Principais produtos exportados

Foto: Claudio Neves

O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 31,3% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$8,2 bilhões. Deste total, o açúcar representou 93,0% e o álcool etílico, etanol, 7,0%. O setor de carnes veio logo em seguida com 15,2% das vendas externas do setor, totalizando US$4 bilhões, com a carne bovina respondendo por 85,1%.

Produtos florestais representaram 10,5% do volume exportado, com US$2,7 bilhões, com 56,2% de celulose e 35,1% de papel. Sucos responderam por 9,9% de participação, somando US$2,6 bilhões, dos quais 97,8% são referentes ao suco de laranja, e complexo soja teve participação de 8,6% do total exportado, registrando US$2,2 bilhões, 78,3% referentes a soja em grão e 16,1% de farelo de soja.

Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 75,5% das exportações do agronegócio paulista. O café aparece na sexta posição, com 6,2% de participação na pauta de exportações, somando US$1,6 bilhão, 76,7% referentes ao café verde e 19,5% de café solúvel.

Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de café (+39,2%), carnes (+24,1%), complexo soja (+1,3%), e quedas nos grupos sucroalcooleiro (-29,6%), produtos florestais (-4,8%) e sucos (-4,9%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

Principais destinos das exportações do agro paulista

A China segue sendo o principal destino das exportações, com 24,4% de participação, adquirindo principalmente produtos do complexo soja, carnes, açúcar e florestais. A União Europeia vem em seguida com 14,3% de participação, e os Estados Unidos somaram 11,8% de participação.

O tarifaço norte-americano foi iniciado em agosto, as exportações para o país apresentaram recuo: em agosto de 14,6%, setembro 32,7%, outubro 32,8% e em novembro a queda foi de 54,9%. Mesmo assim, os Estados Unidos continuam sendo os terceiros maiores compradores do agro de São Paulo. “Até julho vínhamos com um resultado bastante positivo nas exportações para os Estados Unidos. Agosto ainda manteve o desempenho, mas a partir de setembro houve uma desaceleração que se acentuou em novembro. Essa queda foi parcialmente compensada por novos destinos de exportação, como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia”, diz o diretor da Apta, Carlos Nabil.

A retirada das tarifas sobre determinados produtos brasileiros foi anunciada por Donald Trump no dia 20 de novembro. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina. Com isso, a expectativa é de melhora no fluxo de embarques, mesmo que demore alguns meses para que haja uma normalização de contratos e exportações.

Participação paulista no agro nacional

Figura 1: Participações das exportações do agro por UF, janeiro a outubro de 2025.

No cenário nacional, o agronegócio paulista manteve posição de destaque, respondendo por 17% das exportações do setor no Brasil. Ocupa a 2ª posição no ranking, logo atrás do estado de Mato Grosso (17,3%). “A projeção para 2026 depende muito do comportamento das principais cadeias produtivas. É algo que precisa ser analisado setor a setor, com base nas previsões específicas de cada safra.”, afirma Nabil.

A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

Fonte: Assessoria APTA
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Paraná tem maior aumento do País na estimativa de produção de grãos em novembro

De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção local registrou incremento de 214.900 toneladas. Em seguida aparecem Mato Grosso, com aumento de 62.195 toneladas; Tocantins, com 40.530 toneladas; e Pará, com 31.552 toneladas.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O Paraná, que responde por 13,5% de toda a produção nacional de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), teve em novembro o maior aumento do Brasil na estimativa de produção em relação ao mês passado. De acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção local aumentou 214 900 t.

Na sequência aparecem as variações no Mato Grosso (62 195 t), no Tocantins (40 530 t), no Pará (31 552 t), em Santa Catarina (29 708 t), em Minas Gerais (25 308 t), no Amazonas (14 713 t), em Sergipe (10 255 t), no Maranhão (8 260 t), no Acre (2 584 t), em Roraima (2 108 t), em Rondônia (187 t), no Rio de Janeiro (8 t) e no Amapá (3 t). As variações negativas ocorreram na Paraíba (-43 883 t), no Piauí (-27 242 t), no Ceará (-18 426 t), no Distrito Federal (-18 013 t), em Alagoas (-13 087 t), em Goiás (-3 559 t), em Pernambuco (-3 170 t) e no Rio Grande do Norte (-1 225 t).

Foto: Shutterstock

Um dos aumentos foi na produção de cevada. Os maiores produtores do Brasil são o Paraná, com 486,4 mil toneladas, que registrou crescimentos de 3,5% em relação a outubro e de 69,4% em relação a 2024, devendo participar com 80,1% na safra brasileira em 2025, e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 101,6 mil toneladas, declínio de 6,9% em relação ao volume produzido em 2024.

A produção da aveia também aumentou no Paraná. Com 246,7 mil toneladas em novembro, houve aumento de 1,3% em relação a outubro e de 48,2% em relação a 2024, com o rendimento médio apresentando crescimento de 36,0%, em relação ao obtido no ano anterior, devendo alcançar 2 381 kg/ha. A produção nacional está estimada em 1,4 milhão de toneladas.

O Paraná é o segundo maior produtor brasileiro de milho 2ª safra, com 15,2% do total. A produção deve alcançar 17,6 milhões de toneladas, crescimentos de 1,0% em relação a outubro e de 40,5% em relação ao ano anterior. A produção nacional apresentou crescimentos de 0,3% em relação ao mês anterior e de 26,2% em relação ao volume produzido nessa mesma época em 2024, alcançando 115,9 milhões de toneladas, uma estimativa recorde da série histórica do IBGE.

Em relação à soja, o Paraná, com uma produção de 21,4 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido no ano, o que representou uma recuperação frente à safra anterior, com crescimento de 14,6%.

Safra nacional

De maneira geral, a safra brasileira de grãos (cereais, leguminosas e oleaginosas), em 2026, deve somar 335,7 milhões de toneladas, declínio de 3,0% em relação a 2025 ou 10,2 milhões de toneladas. A área a ser colhida na safra de 2026 é de 82,3 milhões de hectares, crescimento de 0,9% ou 773,3 mil hectares.

Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 32,0%, seguido pelo Paraná (13,5%), Goiás (11,2%), Rio Grande do Sul (9,4%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%), que, somados, representaram 79,7% do total.

Fonte: AEN-PR
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Fertilizantes e bioinsumos redefinem a produtividade no campo brasileiro em 2025

Com recorde nas entregas de fertilizantes e crescimento acelerado dos bioinsumos, 2025 consolida um novo patamar tecnológico no agronegócio.

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Foto: Divulgação

O ano de 2025 marcou uma inflexão no desempenho da agricultura brasileira, impulsionada por avanços expressivos no uso de fertilizantes e bioinsumos. A combinação de maior disponibilidade de insumos, modernização das práticas de manejo e adoção de tecnologias aplicadas ao solo e às plantas elevou a produtividade das principais culturas e reforçou o protagonismo do Brasil no cenário global do agronegócio.

Dados do setor mostram que o consumo de fertilizantes cresceu de forma consistente ao longo do ano. Segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), as entregas ao mercado brasileiro atingiram 35,86 milhões de toneladas entre janeiro e setembro, alta de 9,3% em relação ao mesmo período de 2024.

O ritmo de crescimento aproximou o país de um novo recorde anual, mantendo-o na posição de quarto maior mercado mundial de fertilizantes, atrás apenas de China, Índia e Estados Unidos e responsável por cerca de 8% da demanda global. Soja, milho e cana-de-açúcar seguiram como as culturas que mais absorveram nutrientes, respondendo juntas por mais de 70% do consumo nacional.

Foto: Claudio Neves

Na prática, esse avanço reflete melhorias significativas na produtividade. A adoção de recomendações mais precisas de adubação, sistemas de manejo por talhão e o uso de ferramentas digitais de monitoramento reduziram desperdícios e aumentaram a eficiência no uso de nutrientes. Essa evolução sustenta ganhos importantes em safras estratégicas: no milho de verão, por exemplo, projeções para a safra 2025/26 indicaram aumento de produtividade aliado a crescimento de área, mesmo diante de desafios climáticos regionais.

O avanço dos fertilizantes também foi acompanhado por maior previsibilidade ao produtor rural. Com o reforço das importações e a implementação gradual do Plano Nacional de Fertilizantes, o Brasil viveu em 2025 um cenário de oferta mais estável. Esse equilíbrio proporcionou aos agricultores melhores condições para planejar o pacote tecnológico e realizar investimentos com segurança em um contexto de margens mais apertadas.

Se os fertilizantes consolidaram a base produtiva do ano, os bioinsumos foram responsáveis pelo movimento mais dinâmico do setor em 2025. O mercado brasileiro de produtos biológicos registrou expansão de 13% na safra de 2024/25, alcançando cerca de 156 milhões de hectares tratados, o equivalente a um quarto de toda a área cultivada do país. Em valor, o segmento cresceu 18%, atingindo R$ 4,35 bilhões em vendas. A evolução tecnológica também se intensificou, com maior estabilidade das formulações, produtos direcionados para pragas específicas e crescente uso de drones e aplicações de alta concentração, permitindo adoção em larga escala, inclusive em culturas de grande extensão.

As perspectivas para 2026 reforçam a consolidação desse movimento. A agenda regulatória mais clara para registro e uso de bioinsumos, associada à demanda crescente por práticas agrícolas sustentáveis, tende a elevar ainda mais a participação desses produtos no manejo integrado das lavouras. O resultado esperado é um pacote tecnológico mais eficiente, combinando produtividade e redução da pegada ambiental, alinhado às exigências dos mercados consumidores.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Nesse cenário de evolução tecnológica, a GIROAgro e a VIVAbio reafirmaram seu protagonismo. Empresas 100% nacionais e entre as mais importantes do país, mantiveram em 2025 uma posição de destaque ao oferecer soluções qualificadas em nutrição vegetal, bioinsumos e suporte técnico especializado. A atuação junto aos produtores foi decisiva para a adoção de práticas mais eficientes, reforçando a competitividade do campo brasileiro em um ano marcado por transformações significativas.

O balanço de 2025 evidencia que fertilizantes e bioinsumos deixaram de ser apenas insumos essenciais: tornaram-se motores de uma nova fase do agronegócio brasileiro, sustentada por tecnologia, eficiência e visão de futuro.

Fonte: Assessoria ANDA
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