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Você sabe onde fica o maior centro produtivo de proteína animal do mundo?

Com uma vocação natural para o agronegócio, a região registrou um forte desenvolvimento de atividades como avicultura, suinocultura, piscicultura e bovinocultura leiteira

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O Oeste do Paraná é hoje o principal polo transformador de grãos em proteína animal do Brasil. É considerada a região do mundo com a maior produção animal por metro quadrado. Com uma vocação natural para o agronegócio, a região registrou um forte desenvolvimento de atividades como avicultura, suinocultura, piscicultura e bovinocultura leiteira.

Região tradicional produtora de milho e soja, as agroindústrias têm investido nas últimas décadas na transformação desses insumos em carnes e leite, agregando cada vez mais valor a seus produtos a partir de novas tecnologias e processos, o que vem sendo acompanhado da construção de plantas industriais modernas e sustentáveis.

Avicultura de corte

O Paraná ocupa, atualmente, a liderança brasileira no ranking de Estados produtores e exportadores de carne de frango. A avicultura paranaense é responsável por 34,32% do total produzido no país e por 37,20% do volume total embarcado para o mercado internacional. As regiões Oeste e Sudoeste do Estado concentram mais de 16 mil granjas avícolas distribuídas em sistema de integração mantidos por cooperativas e agroindústrias.

Dos produtos exportados pelo Paraná, oriundos do Oeste, 70% é carne de frango. O tamanho da avicultura na região está atrelado à importância da produção de grãos na região, que corresponde a mais de 20% do total colhido no Estado, sendo que cerca de 40 mil famílias trabalham com produção avícola em suas propriedades na região.

Suinocultura

Já a suinocultura tem registrado importantes investimentos nos últimos anos. Santa Catariana é o maior produtor de carne suína no Brasil. Com um plantel de aproximadamente dois milhões de matrizes produtivas o Estado é responsável por 28,38% doa abates do país e responsável por 40,28% das exportações de carne suína brasileira. A produção suinícola paranaense detém um plantel de 667 mil matrizes alojadas, com um rebanho representativo de 17,85% do total brasileiro. O Paraná ocupa a segunda posição no ranking produtivo do país, com 21,01%, e a terceira colocação entre os Estados exportadores, com 14,22%.

Leite

O setor lácteo vive um período de expansão em toda a região Sul do país, principalmente no Paraná. O Estado já é o segundo maior produtor nacional com 4,7 bilhões de litros, perdendo apenas para Minas Gerais. O município de Francisco Beltrão, no Oeste, ocupa a liderança estadual, com 564 milhões de litros ordenhados/ano. Próximo dali, no Oeste de Santa Catarina, Chapecó tem uma produção anual de 810 milhões de litros. Somados, os três Estados do Sul produzem 12,4 bilhões de litros de leite, o que representa 37% da produção nacional.

Trigo

O trio apresentou um crescimento 153,06% entre 2000 e 2016 e agora pretende ampliar consideravelmente a participação no mercado externo. Nesse objetivo, devem crescer os investimentos em tecnologias visando melhorias de qualidade, processos fabris e eficácia do campo à indústria. O modelo deve ser próximo dos adotados pelas cooperativas paranaenses, que passaram a atender o mercado doméstico com uma ampla variedade de produtos lácteos, chegado aos mais diversos nichos de consumidores.

Piscicultura

O Oeste paranaense se transformou na maior região produtora de peixes do país, tendo a tilápia como principal espécie cultivada. O sistema de integração implantado por cooperativas, dentro do mesmo modelo aplicado na criação de aves e suínos, foi o que impulsionou a expansão da piscicultura em 48 municípios próximos a Toledo e Cascavel. O Oeste representa 69% de toda a produção do Paraná, maior produtor nacional com 112 mil toneladas. Desse montante, 91% se referem a criações de tilápias. A região ainda tem instalado o maior abatedouro de peixes do Brasil, com capacidade para o abate de 75 mil peixes/dia. Pertencente a C.Vale, e inaugurado no ano passado em Palotina, a planta industrial é resultado de um investimento de R$ 110 milhões. A expectativa é de aumento no consumo per capita de peixes no país, fixado em 9,5 kg, metade da média mundial. Tanto, que várias cooperativas da região têm investido em cortes congelados de peixes e outros produtos à base dessa proteína animal.

Investimentos

E os investimentos nesta região são constantes. Somente no Oeste paranaense já foram anunciados para este ano mais de um bilhão de investimentos para os setores de proteína animal.  O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BNDES), bem como as cooperativas de crédito como Sicred e Cresol foram os que mais contribuíram para os avanços da produção rural, possibilitando investimentos em mais tecnologias. E é nesta região que a maior parte das cooperativas de créditos estão presentes, viabilizando estes investimentos.

EuroTier South America

Devido a importância do Paraná, e da região Oeste, para todo a produção agropecuária nacional, ele foi escolhido para sediar a AveSui EuroTier South America. O evento acontece em Medianeira, município cerca de 60 quilômetros de Foz do Iguaçu. Neste ano, a edição sul-americana do evento será realizada de 23 a 25 de julho. Além do mais, estará ainda mais próxima dos produtores – grandes interessados em tecnologias e conhecimento técnico –, criando uma grande oportunidade para empresas expositoras promoverem lançamentos e estarem em contato direto com clientes e potenciais compradores.

Sem contar que a região fica muito próxima do Oeste de Santa Catarina, outro importante polo ligado à produção animal e berço de várias das principais agroindustriais do país. Também, da fronteira com Argentina e Paraguai, de onde vem muitos produtores em busca de inovações tecnológicas para as suas criações agropecuárias.

“A região mostra uma expansão incrível, com inovação gerando produtividade e novos produtos para o mercado brasileiro e externo”, comenta Andrea Gessulli, diretora da Gessulli Agribusiness, empresa organizadora da AveSui EuroTier South America, evento que agrega os setores produtivos de aves, ovos, suínos, peixes e leite.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo

Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

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Foto: Shutterstock

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação

A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.

“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.

Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como acessar

O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.

“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.

Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.

“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.

A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras

Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

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Fotos: Claudio Neves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.

“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.

Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay. 

Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.

“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.

Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.

O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.

Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.

Fonte: Agência Brasil
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil

Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

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Foto: Allan Santos/PR

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação

A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.

Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.

Brasil entre os países com maior alíquota proposta

Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.

A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação

dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.

Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.

Instrumento de pressão comercial

A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.

A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.

Consulta pública antes da decisão final

As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.

As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.

Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.

Fonte: O Presente Rural
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