Empresas
Você está de olho na composição das rações para tilápias que hoje encontramos no mercado?
A variação dos níveis de vitaminas e minerais e o controle de qualidade em relação ao processo de fabricação das rações são essenciais para garantir uma nutrição eficiente e evitar possíveis perdas econômicas na Aquicultura

O número de fábricas de rações, e a diversidade na qualidade das rações comerciais para peixes está aumentando consideravelmente. O Brasil vem crescendo significativamente na aquicultura, ocupando a posição de quarto maior produtor de tilápias do mundo e com quase um milhão e meio de toneladas de ração produzidas e destinadas ao setor aquícola em 2021, de acordo com o Sindirações. A crescente participação no mercado de exportações, vem nos tornando mais competitivos internacionalmente. “Em meio a um cenário de expressiva expansão, o crescimento ineficiente, o aumento da incidência de doenças nos animais e a preocupação com a sustentabilidade e o meio ambiente, são os principais desafios enfrentados pelos piscicultores. Um fator crucial para a viabilidade econômica da produção é o fornecimento de um alimento corretamente balanceado e seguro, hoje dificultado devido à oscilação na qualidade e composição de matérias-primas utilizadas na produção de rações, assim como a correta formulação destes produtos. Muitos produtores de ração para peixes não possuem uma estrutura interna adequada para a realização de análises de seus produtos, sejam as mais simples para avaliação da qualidade das matérias-primas no momento de seu recebimento na fábrica, até mesmo as mais completas, como a análise do perfil de vitaminas e minerais de seu produto acabado, o que dificulta ainda mais a segurança na qualidade desses produtos que vão para o mercado”, explica a Supervisora Técnica e Comercial Aqua e Matéria-Prima da De Heus Brasil, Tatiane Vincunas.
A zootecnista liderou um estudo que analisou a composição proximal de minerais e vitaminas, sua digestibilidade em pepsina in vitro, além do índice de peróxidos de 15 rações de 5 marcas comumente utilizadas para tilápias (Oreochromis spp.) em fase de crescimento, comercializadas no Brasil entre 2017 e 2020 e defende que estar atento à real composição das rações é fundamental para que se possa reduzir estes desafios encontrados, contribuindo para uma aquicultura de maior precisão.
Uma ampla variação dos teores minerais e vitamínicos foi registrada entre as amostras avaliadas e, também, em comparação aos valores recomendados na literatura especializada, sendo que todas as dietas registraram quantidades excessivas de elementos, como Fe – que registrou até treze vezes a exigência recomendada, também Cu (até 43,35mg/kg) e Mn (até 114,28 mg/kg). A vitamina A (valor médio registrado 2.538.55 UI/kg) foi inferior à exigência recomendada em 13 das 15 rações comerciais amostradas. Os maiores valores de peróxido foram geralmente registrados em rações comerciais com baixa digestibilidade.
Minerais como o cobre, ferro e manganês, presentes em doses elevadas na ração e na água, assim como o desequilíbrio na relação cálcio e fósforo, precisam ser levados em consideração devido à toxicidade e interferência no desempenho do animal. Como por exemplo, manganês, que, prejuízo na absorção e metabolismo de cálcio e o comprometimento da resposta imune são fatores observados por excesso deste mineral tanto na dieta quanto na água. Importante para a preservação do meio ambiente, temos o fósforo, que sua excreção prejudica os efluentes da piscicultura e compromete a qualidade da água, causando altas taxas de eutrofização e produção de compostos tóxicos aos peixes.
No todo, o estudo realizado mostra que os teores de minerais e vitaminas de rações comercializadas para peixes disponíveis no mercado brasileiro ainda variam muito. Tais variações podem derivar da substituição cada vez maior de farinha de peixe por fontes como farinha de glúten de milho, farelo de soja e farinha de carne e ossos, além do mal processamento de rações e condições inadequadas de armazenamento.
“A formulação e suplementação das dietas, é fator crucial para evitar transtornos como a superdosagem destes nutrientes nas rações comercializadas, o que reforça a necessidade de melhoria do controle de qualidade do processo de fabricação, análise de nutrientes e ensaios biológicos dos produtos acabados, pois o excesso de certos elementos metálicos nos tecidos dos animais pode trazer potenciais impactos à saúde animal, à saúde humana e ao meio ambiente”, explica Vincunas.
O trabalho contou com a participação e orientação dos professores José Eurico Possebon Cyrino e Angélica Priscila do Carmo Alves, ambos da Universidade de São Paulo (USP/ESALQ), além da doutora em processamento de rações extrusadas, Mayara Aline Baller (UNESP – Jaboticabal) – profissionais com amplo conhecimento e capacitação na área de estudo.
Neste cenário, estabelecer estratégias de manejo para a melhor performance de produção dos animais com foco, em especial, a qualidade da água, instalações e ambiência, é fundamental para assegurar não só a produtividade do sistema como também a saúde animal.
Através do programa Natural Power desenvolvido pela De Heus, é possível ajudar o produtor a alcançar o máximo potencial produtivo, bem como garantir o controle de doenças por meio da nutrição, manejo, sanidade e biosseguridade, com o uso dos recursos apropriados, garantindo o desempenho natural da espécie e auxiliar na preservação do meio ambiente.
A De Heus está pronta para atender às exigências do mercado, trazendo inovação e progresso para a aquicultura: um setor em grande expansão e para o qual são direcionados continuamente importantes esforços em pesquisa e desenvolvimento pela companhia globalmente, com sustentabilidade, qualidade e segurança.

Empresas
Coopavel terá estande para apresentar o melhor de suas marcas e agroindústrias no Show Rural 2026
Espaço será dedicado a demonstrar soluções que atendem às diferentes realidades dos produtores rurais. Feira acontece de 09 a 13 de fevereiro.

A gerência de Filiais da Coopavel garante presença no 38º Show Rural, que acontece de 09 a 13 de fevereiro, levando ao público um estande voltado à apresentação de suas principais marcas de insumos, com foco em tecnologia, qualidade e resultados no campo.
Segundo o agrônomo Anderson Granville, o espaço será dedicado a demonstrar soluções que atendem às diferentes realidades dos produtores rurais. Entre os destaques está a Biocoop, marca de insumos biológicos da cooperativa, que apresentará as tecnologias empregadas na fabricação de seus produtos e os rigorosos padrões de qualidade que asseguram eficiência e segurança na aplicação dos bioinsumos.

Foto: Albari Rosa
Outra presença confirmada é a da Nutriago, marca já consolidada da Coopavel na área de nutrição foliar. No estande, serão apresentados os diferenciais dos produtos e os resultados obtidos em produtividade nas últimas safras, reforçando a confiabilidade das soluções desenvolvidas pela cooperativa.
Equipe técnica destacará também a importância do uso de matéria-prima de alta qualidade na produção de fertilizantes sólidos, com boa solubilidade e micronutrientes quelatizados, características que proporcionam melhor absorção e respostas mais eficientes pelas plantas. Complementando o portfólio, ainda serão apresentadas sementes de alta qualidade, com foco na qualidade fisiológica, nos processos de produção e nas cultivares multiplicadas, todas com alto teto produtivo e adaptadas à região de atuação da Coopavel.
Durante todo o evento, a equipe técnica da cooperativa estará à disposição para receber associados e clientes, esclarecer dúvidas e orientar sobre as melhores soluções para cada sistema de produção, destaca Anderson. Além disso, o estande contará com uma campanha especial de vendas de insumos, voltada às próximas safras.
Empresas Crédito rural
Sicoob traz o Invest Feira para o Show Rural
Crédito rural orientado a investimento ganha protagonismo no agro em 2026

Em um ambiente de custos elevados, juros ainda pressionados e maior exigência por eficiência produtiva, o crédito rural vem sendo reposicionado como instrumento estratégico para a competitividade do agronegócio brasileiro. Em 2026, a lógica financeira do campo avança além do custeio da safra e passa a incorporar decisões estruturantes de investimento, modernização e expansão dos negócios rurais.
Esse movimento acompanha uma tendência já observada em dados oficiais e estudos internacionais. De acordo com o relatório Agricultural Policy Monitoring and Evaluation 2025, da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), mais de 90% do suporte público ao setor agrícola no Brasil é direcionado à pesquisa, desenvolvimento e extensão tecnológica, evidenciando que inovação, modernização da produção e investimento em infraestrutura são pilares para ganhos de produtividade e competitividade no agro. O mesmo levantamento aponta que, na safra 2024–2025, o crédito agrícola no País alcançou cerca de R$ 400,6 bilhões, aproximadamente R$ 107,3 bilhões destinados a investimentos em capital fixo, como máquinas, equipamentos e tecnologias produtivas.
Segundo Michel Shoiti Tamura, gerente de Agronegócios do Sicoob Central Unicoob, o crédito rural deixou de ser apenas um meio de financiamento e passou a ser um instrumento de transformação no campo. “O produtor rural é, hoje, um gestor completo do seu negócio. Nosso papel, como instituição financeira cooperativa, é estar ao lado dele nas decisões que constroem o futuro da propriedade, oferecendo crédito que viabilize investimentos, aumente a eficiência produtiva e traga segurança para crescer com sustentabilidade”, destaca.
Durante a 38ª edição do Show Rural Coopavel, de 9 a 13 de fevereiro, em Cascavel (PR), o Sicoob estará com o Invest Feira, linha de crédito com recursos próprios da instituição, voltada ao financiamento de investimentos produtivos no agronegócio. A solução se diferencia por oferecer flexibilidade de aplicação, agilidade na liberação, ampliando a capacidade de alocação de capital por parte do produtor.
“Nos anos anteriores, a feira iniciava com recursos insuficientes para atender o produtor rural. Por isso, o Sicoob criou o Invest Feira como alternativa à escassez de recursos subsidiados pelo governo federal”, explica Tamura. Destaca ainda que, além dessa linha, o Sicoob Unicoob oferece soluções específicas para a cadeia de integração, como suínos, frango, leite, peixes e outras atividades. “Nesses casos, disponibilizamos linhas com condições equivalentes ao BNDES Inovagro, utilizando recursos livres da cooperativa, com lastro em LCA, ampliando o acesso ao crédito para investimento produtivo no campo”, completa.
Entre os itens financiáveis, estão veículos utilitários, caminhonetes cabine dupla, caminhões e motocicletas, além de máquinas, equipamentos, drones e tecnologias aplicadas à produção, como sistemas de ordenha e irrigação. A linha também contempla a aquisição de animais para cria, recria, engorda, matrizes e serviço, sistemas sustentáveis como biodigestores e placas fotovoltaicas, insumos para custeio e comercialização e outros itens essenciais à atividade agropecuária.
“O Invest Feira foi estruturado para apoiar decisões estratégicas de investimento, oferecendo previsibilidade financeira e preservando o fluxo de caixa do produtor. É uma solução que conecta oportunidade e planejamento exatamente quando as decisões acontecem durante a feira”, destaca Michel. No mesmo período, as condições especiais do Invest Feira estarão válidas também nas agências Sicoob presentes em todas as cidades de atuação das cooperativas singulares que integram o Sicoob Central Unicoob.
A participação do Sicoob no Show Rural Coopavel, evento consolidado como um dos principais ambientes de negócios e inovação do agronegócio brasileiro, reforça o posicionamento da instituição como parceira financeira do agro, com foco em investimento produtivo, modernização e gestão eficiente do capital no campo.
Empresas
Copercampos apresenta portfólio de sementes no Inova Show em Londrina
Evento acontece nos dias 22 e 23 de janeiro e reúne produtores, técnicos e parceiros do setor.

A Copercampos, em parceria com a Dica Seeds, participa nos dias 22 e 23 de janeiro do Inova Show, realizado em Londrina (PR), levando ao público técnico, produtores rurais e parceiros do setor um portfólio de sementes que evidencia qualidade, tecnologia e alto desempenho no campo.
Durante o evento, a equipe da cooperativa apresenta os principais materiais do portfólio de sementes, além de trabalhos técnicos voltados à demonstração de vigor e germinação, reforçando o compromisso da Copercampos com a entrega de soluções que garantam segurança e produtividade desde o plantio. Os resultados obtidos na última safra comprovam esse cuidado: as sementes apresentaram germinação média de 93% e vigor médio de 88%, em uma produção superior a 1,8 milhão de sacos/40kg de sementes na safra, índices que refletem o rigor nos processos de produção, beneficiamento e controle de qualidade.
A participação no Inova Show conta ainda com a presença do Diretor Superintendente, Lucas de Almeida Chiocca, e do Gerente de Sementes, Marcos Juvenal Fiori, que acompanham de perto as atividades, fortalecendo o relacionamento com parceiros e destacando a estratégia da cooperativa de investir continuamente em inovação, tecnologia e melhoria dos processos.
“Com a participação em eventos técnicos, a Copercampos reafirma seu posicionamento como referência em sementes de alto padrão, compartilhando conhecimento técnico, resultados de campo e soluções que contribuem diretamente para o sucesso dos agricultores que adquirem Sementes Copercampos”, ressalta Lucas.
