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Você dá importância devida à qualidade da água de bebida?

É importante ter uma visão generalista do ambiente criatório, onde profissionais consigam encontrar soluções para melhorar os processos de criação e aumentar a produtividade

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Artigo escrito por Diomar Roberto Barro, médico veterinário da Kobra

A água tem uma importância vital para o elevado desempenho zootécnico e econômico na produção de aves e suínos. Afinal esses animais a utilizam como veículo de troca de calor e consomem em torno de 2,5 vezes o volume de ração. Numa análise de curva abc de consumo, a água é o principal elemento. Será que damos a devida importância para a qualidade deste ingrediente?

É importante ter uma visão generalista do ambiente criatório, através de equipes técnicas diversificadas, onde profissionais especialistas e generalistas consigam encontrar soluções para melhorar os processos de criação e aumentar a produtividade. Neste contexto podemos inserir a importância das ações relativas à busca da qualidade da água. Avalie quantas horas são dedicadas para: Verificar as condições de captação e estocagem da água de bebida dos animais; coletar e analisar amostras de água em laboratório; criar planos de ações para a melhoria efetiva da qualidade da água; gerir as ações na granja e rodar o PDCA desses planos de ações; buscar opções tecnológicas que proporcionem facilidade aos produtores e tenham custo/benefício positivo; compartilhar as boas práticas através das unidades modelo.

Como a qualidade da água para consumo animal é regulamentada pelo Mapa/Anvisa, necessitamos clorar toda água de consumo. Nos casos de pH alcalino, como fica a eficiência da cloração, já que sua eficiência é inversamente proporcional ao aumento do pH?

Cloração

É comum encontrarmos água de consumo animal com pH superior a oito. A eficiência da cloração nesses casos é em torno de 20% o que não nos proporciona os efeitos de sanitização de água necessários para oferecer aos animais. Por exemplo, em aves, se estamos clorando para atingir 5ppm de Cloro livre, somente 20% (1ppm) desse valor estará sendo efetivo, já em suínos, se estamos buscando clorar para 2 ppm de cloro livre, seria o equivalente a 0,4ppm (20%).

Quando isso acontece, permitimos que as bactérias existentes na água, nas tubulações sejam ingeridas continuamente junto com a ração, gerando quadros de desequilíbrio da microbiota do trato gastrointestinal ou até casos clínicos. Por isso toda ação de cloração deve ser precedida da correção do pH para obtermos o seu efeito. Nenhum antibiótico irá resolver os problemas de contaminação microbiológica da água, somente a cloração.

É comum ouvirmos colegas técnicos que dizem: “O tratamento com antibiótico reduziu os problemas entéricos, mas quando tiro o tratamento, os problemas voltam”. Isso acontece devido à contaminação contínua da água.

A ação conjunta da diminuição do pH e da cloração efetiva são ferramentas importantíssimas para a diminuição da proliferação de enterobactérias (bactérias que se multiplicam prioritariamente no trato gastrointestinal), tais como E. coli, Salmonelas e Clostridium.

Prejuízos

No caso dessas enterobactérias gerarem desequilíbrio da flora gastrointestinal, elas trazem como consequência:

  1. O aumento da motilidade intestinal;
  2. Diminuição do tempo de passagem da ração e seus nutrientes e aditivos;
  3. Aumento da conversão alimentar e custos de produção devido à perda de ração nas fezes e lesões da mucosa gastrointestinal.
  4. Diminuição do ganho de peso (aumento da idade de abate = aumento de custo de produção).

O mesmo efeito observamos quando a análise físico-quimica da água mostra altos níveis de Ferro. Esse evento é fator desencadeador do biofilme nas tubulações, criando condições para que as bactérias se depositem nas tubulações e se desprendam das mesmas e acabam sendo consumidas pelos animais, gerando quadros entéricos importantes.

Os minerais (Carbonato de Cálcio, Magnésio e Óxido de Ferro) geram biofilme, além de precipitar alguns medicamentos (especialmente alguns antibióticos), impedindo que os mesmos produzam a melhora efetiva dos quadros de doenças bacterianas.

Para minimizar esses quadros, o uso de Fosfatizante na água de bebida permite que ocorra a “quebra química” desses minerais e que melhore o efeito dos antibióticos. Além disso, o Fosfatizante evita que esses minerais se depositem nos bebedouros (nipple ou chupeta). Isso previne o “gotejamento” desses bebedouros sem serem acionados, molhando as baias (suínos) e a cama de aves em demasia, abrindo portas para doenças bacterianas e coccidioses.

A qualidade da água de bebida também tem importante papel como diluidor de medicamentos que não podem ser usados nas rações.

A legislação do Mapa está definindo que, “cada vez menos usaremos produtos quimioterápicos via ração” isso está exigindo que as granjas instalem “dosadores de medicamentos” para realizar esses tratamentos.

De qualquer forma a água que dilui esses produtos precisa estar equilibrada nos seus componentes minerais, pois do contrário vai gerar precipitação do mesmo no fundo das caixas d’água.

Por tudo isso, as recomendações de limpeza dos sistemas, o uso de filtração, acidificação, cloração, tratamento de águas duras e dosador de medicamentos são cada vez mais decisivas na obtenção de melhores índices de desempenho zootécnico e econômico.

A genética atual disponibiliza esse potencial. Precisamos dar condições favoráveis para que esses animais expressem esse potencial em produtividade e, consequentemente em menores custos, o que vai nos tornar cada vez mais competitivos, tanto no mercado interno quanto externo.

Mais informações você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2018.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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