Notícias Em Rio Verde (GO)
Visitantes poderão compensar sua pegada de carbono na Tecnoshow Comigo 2025
Após a coleta dos dados, a feira compensará essas emissões por meio da aquisição de créditos de carbono junto a instituições que desenvolvem projetos ambientais.

Com a meta de zerar sua emissão de carbono, a organização da 22ª edição da Tecnoshow Comigo tem programadas para este ano diversas ações sustentáveis, entre elas a possibilidade de seus visitantes compensarem individualmente sua pegada de carbono desde o deslocamento até a permanência na feira. O evento, que será realizado de 07 a 11 de abril no Centro Tecnológico Comigo, em Rio Verde (GO), também investiu cerca de R$ 200 mil em seu paisagismo, considerado umas das atrações de destaque da feira.
De acordo com o coordenador de Meio Ambiente da Tecnoshow, Reginaldo Passos, para atingir o objetivo carbono zero, será realizado o inventário de emissões de CO₂. Após a coleta dos dados, a feira compensará essas emissões por meio da aquisição de créditos de carbono junto a instituições que desenvolvem projetos ambientais. “Em relação aos visitantes, uma equipe de colaboradores estará posicionada em pontos estratégicos do evento com tótens equipados com QR Codes, permitindo que eles calculem sua pegada de carbono desde o deslocamento até a permanência na Tecnoshow. Após o cálculo, será possível optar por realizar a compensação individual das emissões, com os valores arrecadados sendo destinados automaticamente a uma instituição filantrópica”, explica Passos.
Também estão programadas três palestras com especialistas sobre sustentabilidade. Na terça-feira dia 8, às 11h, o palestrante Rogério Melo, da Comigo/Upl, falará sobre o tema “Sustentabilidade no Agronegócio: Panorama, desafios e oportunidades reais”. Também no dia 08, às 13h30, Eduardo Monteiro, da Comigo/Embrapa, apresenta a palestra “Gestão de Riscos Climáticos na Agricultura”. Na quinta-feira dia 10, às 13h30, é a vez de Fernando Beltrame, da Comigo/Eccaplan, abordar o tópico “Mudanças Climáticas – Descarbonização”.
Como já realizado em edições anteriores, serão entregues aos visitantes 22 mil mudas de diversas espécies nativas e, seguindo a tradição de coleta seletiva, a Tecnoshow espera esse ano coletar cerca de 80 toneladas de materiais recicláveis, incluindo plásticos, papel/papelão, latinhas de bebidas não alcoólicas e materiais ferrosos. Todo o material será destinado a cooperativas de reciclagem.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Durante o evento serão disponibilizadas 800 caixas de papelão recicláveis, para que visitantes e expositores possam descartar seus resíduos corretamente. “Os resíduos orgânicos serão encaminhados para a central de compostagem da Tecnoshow Comigo, transformando-se em adubo para ser utilizado na jardinagem da próxima edição da feira”, destaca o coordenador.
A parceria com o Comitê de Bacia Hidrográfica (CBH) Paranaíba iniciada na edição passada continua este ano, com orientações sobre gestão de recursos hídricos e educação ambiental. Além disso, o CBH levará ao evento um jogo virtual interativo, permitindo que crianças e adultos façam um passeio digital pelo Rio Paranaíba, aprendendo sobre sua importância.
A Tecnoshow terá um estande com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMAD), com técnicos disponíveis para atender os cooperados sobre temas como licenciamento ambiental, outorga de uso da água, Cadastro Ambiental Rural (CAR), infrações e embargos ambientais, palestras sobre educação ambiental, entre outros temas.
Outra ação será um laboratório móvel presente na feira, que oferecerá orientações e análises de água e solo voltadas para a atividade de irrigação, auxiliando os produtores a adotarem práticas mais sustentáveis. Para as crianças, serão apresentadas peças teatrais abordando temas como educação ambiental, social e questões do cotidiano infantil.
Cores em profusão

O paisagismo é tradicionalmente um dos destaques da Tecnoshow Comigo, e esse ano a organização do evento dobrou o investimento realizado em 2024, chegando a R$ 200 mil, para que os visitantes pudessem se admirar com a beleza e profusão de cores de 100 mil mudas de 12 espécies diferentes que decorarão vários lugares da feira. “Há 11 anos sou o responsável por essa parte da Tecnoshow, e sempre é um desafio superar o que foi apresentado na edição passada”, comenta o coordenador de paisagismo do evento, Ubirajara Silva de Oliveira.
Além das coloridas sunpatiens, também conhecidas como maria-sem-vergonha, beijo e beijinho, que “não podem faltar”, segundo Oliveira, outras espécies bastante usadas no paisagismo são as begônias e petúnias. “A sunpateins tem um mix de cores muito grande, por isso trabalhamos com um bom volume dela”, explica.
A preparação para a Tecnoshow já tem início poucos meses após o final do evento. o coordenador fala que entre julho e agosto ele já começou a pensar na edição desse ano. Antes de serem plantadas na área do evento as flores ficam no viveiro por cerca de 30 dias. Oliveira fala que muita gente pensa que as flores são apenas dispostas na feira, e não realmente plantadas nos canteiros. “Para que floresçam todas nessa época trabalhamos com espécies de florescimento contínuo, que em quatro semanas pegamos o melhor dela. As espécies anuais a gente tira e começa a plantar para o próximo ano”, observa.
Para o painel destaque, com cerca de 6 mil vasos de flores, o coordenador esse ano usou as quatro faces para simbolizar o agronegócio, o cooperativismo e os 50 anos da Comigo. “O paisagismo é um trabalho bem desafiador. Toda edição sinto um ‘frio na barriga’, mas tenho uma equipe boa e quando está tudo pronto vemos que o resultado compensa muito”, expõe Oliveira.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



