Notícias
Vinte e três municípios paulistas podem abrir mercado após adesão de consórcio a sistema de inspeção
Com essa conquista os produtos de origem animal de estabelecimentos incluídos no cadastro do Sisbi-POA poderão ser comercializados em todo território nacional.

O Consórcio Intermunicipal do Extremo Noroeste de São Paulo (Ciensp) foi o primeiro do Estado a conseguir a adesão ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA). A entrega dos títulos de integração ao sistema aconteceu nesta terça (28), em Mirassol d’Oeste, no Mato Grosso, e contemplou outros consórcios brasileiros aderidos. Na prática, os 23 municípios que participam do consórcio poderão abrir mercado, desde que as agroindústrias sejam inspecionadas, tenham condições técnicas, operacionais e sanitárias adequadas e sejam indicadas pelo consórcio.

Guilherme Campos e o veterinário do consórcio, Fernando Murai – Fotos: Ana Maio/SFA-SP
O médico-veterinário Fernando Murai, cedido pelo município de Guaraçaí ao consórcio, esteve na solenidade, junto com o superintendente de Agricultura e Pecuária no Estado de São Paulo, Guilherme Campos. “É uma conquista que vai mudar a vida de muita gente, muita gente mesmo nessa região de São Paulo. Que esse exemplo sirva para todo o Estado”, afirmou Guilherme.
O superintendente acompanhou o secretário executivo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Irajá Lacerda, a Mirassol d’Oeste. O ministro Carlos Fávaro não pode comparecer, pois está em missão no Oriente Médio. O consórcio participou do ConSIM, projeto do Mapa que orientou tecnicamente os consórcios públicos de municípios para desenvolver seus serviços de inspeção de produtos de origem animal.
O presidente do Ciensp, Cristiano Eleuterio Soares da Silva, prefeito de Murutinga do Sul, disse que o consórcio se sente honrado com a projeção que obteve junto ao Mapa. “Daremos a oportunidade de os produtores e empresários comercializarem o seu produto em âmbito nacional. Certamente será um marco na economia regional”, afirmou, reforçando que vai apoiar a equipe diante dos desafios que possam surgir.
Impactos
Até o momento, quatro empresas já estão autorizadas a expandir as vendas: duas granjas, uma beneficiadora de produtos cárneos e uma beneficiadora de mel. Mas a notícia sobre a conquista tem feito muitas empresas procurarem o consórcio, que tem sede em Andradina. “Até o momento essa foi a principal mudança que percebemos aqui. Tem muito empresário buscando informação”, disse a secretária-executiva do Ciensp, Rose Francé.
O veterinário Murai já está atuando na inspeção dos municípios. Mas a ideia é ampliar o quadro, por meio de concurso público para a contratação de um segundo
veterinário, que deve ser convocado até final de março de 2024.
Rose contou que a mobilização começou em 2016 e envolveu os municípios, o próprio consórcio, além de produtores e empresários. Municípios tiveram que adequar suas legislações para atender às exigências do Sisbi-POA. Desde então, o Ciensp já tem três agroindústrias inspecionadas pelo SIM (e outras três em análise), além das quatro aprovadas pelo Sisbi (e outras três em análise também).
De acordo com Amélia Cristina Cruz da Silva Teixeira, auditora fiscal federal agropecuária do Mapa que atua como ponto focal do Sisbi-POA em São Paulo, as quatro empresas autorizadas já podem iniciar as vendas para outros pontos do país.

Notícias
China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
Notícias
Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

Notícias
Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






