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VIII CLANA anuncia programação

Evento vai reunir principais especialistas em nutrição animal de vários países para debater as principais tendências e pesquisas e qualidade e regulatórios

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As mais recentes pesquisas e tendências da nutrição animal serão debatidas pelos principais especialistas de vários países durante o VIII Congresso Latino-Americano de Nutrição Animal (CLANA), que vai acontecer de 16 a 18 de outubro, em Campinas, no interior de São Paulo. Para estimular a vinda dos profissionais da América Latina o Congresso terá tradução para o espanhol de todas as palestras apresentadas em português. As palestras apresentadas em inglês serão traduzidas para o português.

Nutrição animal para a máxima longevidade e produtividade, para a produção 4.0, para o bem-estar animal, para fortalecer o sistema imunológico dos animais e para minimizar o impacto ambiental da produção serão alguns dos temas em destaque durante o encontro, realizado pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA).

Com o tema "Nutrição Animal e Produção Sustentável de Alimentos", o evento vai debater nutrição animal e qualidade dos alimentos de aves poedeiras, frangos de corte, suínos, vacas leiteiras e gado de corte, explicou o presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg.

A expectativa é de reunir mais de 700 participantes nesta edição, entre médicos veterinários, zootecnistas, produtores, profissionais da agroindústria, pesquisadores, empresários e representantes das principais empresas do setor. Outras informações sobre o VIII CLANA estão disponíveis no site do evento, através dos e-mails cbna@cbna.com.br ou cbna@lexxa.com.br ou pelo telefone (19) 3232-7518.

Programação

A secretaria do evento começa a atender os participantes a partir das 8h30 do dia 16 de outubro para a realização de inscrições e entrega de material aos inscritos. A partir das 9h30 haverá um café de boas-vindas e às 10h o Chefe Adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, abre o programa científico do encontro com uma apresentação sobre "Produção sustentável de alimentos".

Na sequência, começa o Painel Saúde Intestinal e Imunidade com um debate sobre "Nutrição e produção sustentável de alimentos", que será encabeçado pelo mestre e doutor em Nutrição Animal pela Georg-August University, na Alemanha e pós-doutorado na Universidade de Alberta, no Canadá, John Htoo.

Às 12h, o PhD em Nutrição Animal pela Universität Hohenheim, na Alemanha, Stefan Jakob, vai debater "Saúde intestinal, nutrição e imunidade". A partir das 14h30 as salas serão divididas em quatro: Aves, Suínos, Bovinos e Garantia da Qualidade. Nas salas de aves e suínos, a programação segue com um Painel de Saúde Intestinal e Imunidade.

Dia 16 de outubro

Na sala de Aves: O professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sérgio Vieira, abre a programação, a partir das 14h30, com um debate sobre "Alterações de formulações das dietas para frangos de corte que impactam a saúde intestinal". Na sequência, o professor da faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da USP – Campus de Pirassununga (FZEA/USP), Lúcio Araújo, vai discutir "Imunonutrição em aves". E a partir das 17h haverá Espaço Promocional, com palestras simultâneas realizadas nestas quatro salas, pelas empresas Adisseo, APC, Evonik e Trouw Nutrition.

Na sala de Suínos: A programação científica começa às 14h30 com um debate sobre "O estresse da desmama e a permeabilidade intestinal", encabeçado pelo pesquisador da Iowa State University, nos Estados Unidos, Joy Campbell. Em seguida, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Geraldo Alberton, vai discutir "Nutrição e imunidade: saúde intestinal em suínos".

Na sala de Bovinos: Uma apresentação sobre "Manejo alimentar de vacas leiteiras em sistemas de produção com ordenha robotizada" vai abrir o programa desta sala, às 14h30, realizada pelo nutricionista de bovinos leiteiros com doutorado em Ciência Animal e Pós-Doutorado em Nutrição de Ruminantes pela Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq/USP), Alexandre Pedroso. A partir das 15h30, o debate segue sobre "Nutrição de vacas leiteiras para máxima longevidade e produtividade", encabeçado pela pesquisadora da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Marina Danes.

Na sala Garantia da Qualidade e Regulatório: Especialista em nutrição animal, Ricardo Utishiro, vai abrir a programação desta sala, às 14h30, com a palestra "Evolução da nutrição animal: da bancada para a produção animal 4.0”. Em seguida. O especialista em NIR, Robson Patto, vai apresentar o tema “Desvendando a tecnologia NIR e suas aplicações em Nutrição Animal”.

Dia 17 de outubro

A programação desta quarta-feira começa às 8h com visitação aos trabalhos científicos. Nas salas de aves e suínos haverá um Painel Nutrição 4.0 a partir das 9h.

Na sala de Aves: O pesquisador da Purdue University, nos Estados Unidos, Layi Adeola, abre o programa científico às 9h com um debate sobre "Fósforo e cálcio digestível em aves". Logo depois, o pesquisador da Universidade Federal de Goiás (UFG), Regis Kamimura, vai abordar "Novas proteínas: insetos". E, na sequência, o nutricionista Vitor Hugo Brandalize vai destacar a "Influência da nutrição animal na qualidade da carne". No período da tarde, a programação volta às 14h, com uma discussão sobre "Suplementação de vitaminas na avicultura: o que a indústria está fazendo?", realizada pelo doutor em nutrição animal Michael B. Coelho.

A partir das 15h, a programação será aberta para a apresentação de trabalhos científicos. Às 16h30, o médico veterinário pela Universidad de Zaragoza, na Espanha, Xabier Arbe, vai ministrar a palestra "Como preparar nutricionalmente a poedeira para chegar a 100 semanas de idade em produção".

A partir das 17h30 as quatro salas terão palestras simultâneas do Espaço Promocional realizado pelas empresas: Adisseo, Basf, DuPont e Evonik.

Na sala de Suínos: O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Gustavo Lima, vai abrir a programação às 9h com um debate sobre "Imunocastração e ractopamina". Em seguida, as discussões seguem com o tema "Suplementação de vitaminas na suinocultura: o que a indústria está fazendo?", com o doutor em nutrição animal, Michael B. Coelho. Logo depois, o pesquisador da Purdue University, Layi Adeola, vai falar sobre "Fósforo e cálcio digestível em suínos". A partir das 14h, o tema "Novas proteínas: insetos" será abordado pelo pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia, Regis Kamimura.

A programação do encontro será aberta, a partir das 15h, para a apresentação de trabalhos científicos. A partir das 16h30, o pesquisador da Aarhus University, na Dinamarca, Bach Knudsen, vai destacar "Uso de fibra na nutrição de suínos".

Na sala de Bovinos: O programa técnico será aberto às 9h com um debate sobre "Aminoácidos para vacas leiteiras no período de transição: benefícios para a saúde e desempenho", encabeçado pelo pesquisador Antonio Estefan Garcia. Logo depois, o especialista em ciência animal pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Portugal, Leonel Leal, vai destacar "LifeStart: influência da nutrição na fase jovem e o impacto no desempenho de vacas leiteiras". Em seguida, o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rodrigo de Almeida, apresentará "Nutrição de precisão em gado de leite". A partir das 14h, o especialista com pós-doutorado em Ciência da Carne pela Iowa State University, nos estados Unidos, Pedro Veiga, vai debater "Nutrição de precisão em gado de corte".

A partir das 15h haverá apresentação de trabalhos científicos. E a partir das 16h30, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Alexandre Berndt, ministrará a palestra "Emissão de metano: uma revisão".

Na sala Garantia da Qualidade e Regulatório: O especialista em nutrição animal, Felipe Corrêa Soares, abre o programa científico a partir das 9h, com um debate sobre "NIR in line". Em seguida, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Gilberto de Souza, vai abordar "Ferramentas estatísticas de aplicação no laboratório: por que os laboratórios erram?". Logo depois, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste, Gilberto de Souza, vai discutir "Análises bromatológicas de produtos de origem vegetal e animal: quais os métodos, como interpretar e utilizar resultados, vantagens e desvantagens de métodos e análises e interferências nos resultados". A partir das 14h, o tema "Variação analítica" será debatido pela Oneida Vieira, química pela UNAERP, e pela farmacêutica especialista em controle de qualidade Valéria Rodrigues. Às 15h, a programação segue com a coordenadora da unidade de Alimentos do Serviço Agrícola e Pecuário (SAG) do Chile, Mônica Contreras, com uma apresentação sobre o "Cenário regulatório para importação e exportação: visão Chile". A coordenadora de Fiscalização de Produtos para Alimentação Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Fernanda Tucci, encerra a programação desta quarta-feira com a palestra "Cenário regulatório para importação e exportação – visão Mapa".

Dia 18 de outubro

O programa técnico começa às 9h, com um Painel Nutrição e Bem-estar nas salas de Aves e Suínos.

Na sala de Aves: O zootecnista e gerente de nutrição do Grupo Mantiqueira, André Carreira Carlos, abre a programação do último dia desta sala com um debate sobre "Nutrição para frangas de postura Cage Free". Em seguida, o médico veterinário pela Universidad Nacional Autónoma de México com doutorado pela University of Guelph, no Canadá, Ricardo Esquerra, vai destacar "Stress calórico e aminoácidos para aves". Logo depois, o médico veterinário pela Universidad de Zaragoza, na Espanha, e especialista em nutrição animal, Xabier Arbe, vai discutir "Fibra na nutrição de aves".

Na sala de Suínos: O consultor do OPP Group, na Espanha, Carlos Martinez, abre os debates, às 9h, com o tema "Nutrição de fêmeas em baias coletivas". Na sequência, o pesquisador da Unesp – Campus de Jaboticabal, Luciano Hauschild, vai abordar "Stress calórico e aminoácidos para suínos". Logo depois, o professor da University of Minnesota, nos Estados Unidos, Jerry Shurson, vai ministrar a palestra "Uso de DDGS na alimentação de suínos".

Na sala de Bovinos: O professor da Universidade de Buenos Aires, na Argentina, Darío Colombatto, vai abrir a programação com um debate sobre o "Uso de modificadores da função ruminal". Em seguida, o professor da Unesp – Campus de Jaboticabal, Ricardo de Andrade Reis, vai discutir "Como a pecuária pode contribuir com a redução no desmatamento e mitigação de gases do efeito estufa". O programa técnico será encerrado pelo professor da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Pedro Eduardo de Felício, com a palestra "Qualidade da carcaça e da carne bovina no Brasil".

A partir das 12h30 haverá entrega de Prêmios de Trabalhos Científicos e Encerramento.

Fonte: Assessoria

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Notícias Região Nordeste

Mais 16,3 mil toneladas de milho são destinadas ao ProVB em cinco Estados

Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco são os Estados que estão recebendo milho destes contratos e as unidades que já tem estoque disponível já podem ser acessadas para a aquisição do produto.

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Divulgação/Mapa

Unidades armazenadoras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em cinco Estados nordestinos já começaram a receber o milho contratado em leilões de frete da Companhia (em um total de 16,3 mil toneladas) para abastecer o Programa de Venda em Balcão (ProVB).

Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Pernambuco são os Estados que estão recebendo milho destes contratos e as unidades que já tem estoque disponível já podem ser acessadas para a aquisição do produto. Os preços da saca de 60kg variam quinzenalmente, de acordo com a localidade onde é comercializada. Consulte aqui os preços do milho nas unidades de venda.

O ProVB tem como objetivo permitir aos pequenos criadores (pecuaristas e avicultores) o acesso aos estoques públicos de milho, garantindo uma regularidade no suprimento de ração animal, com preços mais acessíveis que os praticados no mercado varejista.

O criador que desejar participar do Programa deve realizar previamente seu registro no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais (SICAN). Também deve encaminhar a uma das unidades armazenadoras da Companhia uma cópia do Cadastro Ambiental Rural (CAR), RG, CPF, Ficha de Vacinação do rebanho contra a febre aftosa e documento que comprove a propriedade ou posse da terra.

Fonte: Conab
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Notícias Avanços

Um ano de zona livre de aftosa sem vacinação: saiba o que mudou para os produtores gaúchos

Além da comercialização de animais e envio de genética gaúcha para o Estado vizinho, a nova condição sanitária viabilizou a integração dos criadores em feiras e exposições.

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Família Betti inaugurou granja de suínos, em 2021, e prevê novos investimentos diante da perspectiva de ampliação de vendas - Foto: Divulgação/Seapdr

mMédico-veterinário Gilson Barreto Hoffmann, que administra a Cabanha Santa Lúcia – Foto: Fernando Dias/Seapdr

No dia 27 de maio de 2021 o Rio Grande do Sul conquistava o status de zona livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). E o que mudou para os produtores gaúchos durante esse período, que tem significado o início da expansão de novas fronteiras? “Em janeiro deste ano, já vendemos um touro para São Joaquim (SC), depois de mais de 20 anos. Ele foi comercializado por R$ 18 mil”, comemora o médico-veterinário Gilson Barreto Hoffmann, que administra a Cabanha Santa Lúcia, localizada no município gaúcho de André da Rocha, junto com a mãe, Soely, de 86 anos, e a ajuda da esposa, da irmã e do irmão.

A cabanha foi fundada em 1935, por seu avô materno, Amantino Barreto da Costa, quando iniciou o plantel de gado Devon. Atualmente, na propriedade de cerca de 470 hectares, a família trabalha principalmente com melhoramento genético de gado da raça Devon, além de plantar soja, milho, aveia e azevém. São 70 hectares de campo nativo melhorado. Possui 450 exemplares, entre machos e fêmeas. “Produzimos uma média de 50 touros por ano. Quanto às fêmeas, a gente vende alguma coisa de genética também. Atuamos com comercialização de reprodutores (machos e fêmeas); temos uma parceria na venda de sêmen com uma empresa com sede em Porto Alegre, cuja matriz é nos Estados Unidos. Hoje, todos os touros da raça Devon que a empresa tem no Brasil são dessa parceria”, destaca Hoffmann.

O pecuarista foi supervisor regional da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) nos municípios de Nova Prata e Lagoa Vermelha, e servidor do órgão de 1982 a 2017, e hoje coordena a Câmara Setorial da Pecuária de Corte. Ele conta que, na década de 1940, o avô começou a participar das exposições do Menino Deus, de onde surgiu a Expointer. “De lá pra cá a família sempre participou ininterruptamente”, diz com orgulho. “Além disso, meu pai e meu avô sempre compareciam às exposições de Santa Catarina (em Lages, Chapecó, Bom Jardim da Serra, São Joaquim). E tivemos que parar em 2000, por conta do foco de aftosa que ocorreu em Joia, aqui no Estado”.

Durante esses mais de 20 anos, como a família não podia vender animais em pé para o estado vizinho, porque ele era livre de febre aftosa sem vacinação e o Rio Grande do Sul não, comercializou sêmen e embriões. “Antes a gente tinha um mercado muito bom em Santa Catarina, vendia muitos touros, e quando ele ficou em um status diferente (há 15 anos, reconhecido pela OIE), a gente perdeu esse mercado”, explica. “Mas agora, felizmente, voltamos a negociar com os catarinenses. Pra nós foi uma grande felicidade, inclusive já tem mais gente interessada nos nossos animais. Agora, as coisas vão melhorar muito”, acredita.

“Outra grande alegria nossa é poder voltar às feiras que participávamos. Pretendemos fazer isso ainda este ano”, promete Hoffmann. “E tenho ouvido manifestações de que mais criadores de Santa Catarina vão participar da Expointer este ano. É um avanço muito grande”.

Com novo status, cabanha quer exportar sêmen e embriões

 

Os primeiros animais da cabanha foram importados da Inglaterra. “Também adquirimos sêmen importado da Nova Zelândia, Austrália Estados Unidos e Inglaterra até hoje, principalmente quando surge a oferta de novas linhagens”, diz Hoffmann, que também é diretor comercial da Associação Brasileira de Criadores de Devon e Bravon (ABCDB). Conforme ele, em 2017 o presidente da Associação Britânica de Criadores de Devon, John May, em visita à propriedade, manifestou vontade de adquirir o material genético. “Ele afirmou que o Devon que viu no Brasil é um dos melhores do mundo e que eles tinham muito interesse em comprar principalmente sêmen daqui”, comenta. “O que não era possível antes da conquista do novo status. Era um impeditivo para exportar sêmen para a Inglaterra. Agora vamos poder retomar as negociações de exportar material genético, como sêmen e embriões. Inclusive elas já iniciaram”, fala com satisfação.

A Santa Lúcia possui um banco de sêmen de mais de 20 touros de diferentes países: Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália e Inglaterra. “Temos touros de mais de 50 anos no banco de sêmen e de até 12 anos trabalhando como reprodutores a campo. A longevidade é outra característica da raça Devon. A gente começa a comercializar os touros com a idade de dois anos”, afirma Hoffmann. “Os últimos que a gente congelou estão também habilitados para exportação para o Mercosul. E agora, o fato de o Rio Grande do Sul ser zona livre de febre aftosa sem vacinação vai facilitar muito a exportação de sêmen”, espera.

Ele também tem boas expectativas para a comercialização durante o período mais aquecido de venda dos animais. “A partir de agosto, é que vamos ver se o faturamento poderá aumentar devido à conquista do novo status”, esclarece Hoffmann.

Cabanha Gema voltou a fazer vendas para criadores de Jersey de Santa Catarina

Outra produtora que celebra o novo status sanitário é Ângela Maraschin, que administra a Cabanha Gema, de Santa Rosa, com tradição na criação de bovinos de leite da raça Jersey desde 1961. Para ela, a conquista significou a “quebra de barreiras” de trânsito animal com Santa Catarina, estado que tinha condição sanitária diferenciada do Rio Grande do Sul até maio de 2021.

Durante a Fenasul, a produtora Ângela vendeu a terneira Jersey para um criador catarinense -Foto: Cíntia Marchi

Para a Cabanha Gema, o novo status já tem possibilitado novos negócios. Ângela conta que, em novembro do ano passado, vendeu nove terneiras para um criador de Vargeão, no Oeste catarinense. Durante a Fenasul Expoleite, em Esteio, na semana passada, outra terneira foi comercializada para Praia Grande, Sul de Santa Catarina. A fêmea, com título de bezerra menor no julgamento da raça, embarcou no último domingo (22/5) direto para a fazenda do novo dono.

“A conquista do novo status foi essencial para que o Rio Grande do Sul não ficasse isolado e pudesse avançar no intercâmbio com os criadores de Jersey de Santa Catarina”, avalia Ângela, que também possui, em sua propriedade, a certificação livre de brucelose e tuberculose, situação que permite o ingresso de animais no estado vizinho sem a necessidade de testagens prévias.

Além da comercialização de animais e envio de genética gaúcha para o Estado vizinho, a nova condição sanitária viabilizou a integração dos criadores em feiras e exposições. Ângela diz que a Cabanha Gema está programando a participação em eventos em Santa Catarina, como na exposição que ocorre em Braço do Norte, Sul catarinense, em julho. “Essa cidade é a capital nacional do Jersey, e a nossa presença lá é importante, seja para a troca de informações com os produtores catarinenses, seja para mostrar a qualidade dos nossos animais”, afirma a produtora de leite.

Com perspectiva de ampliação nas exportações, suinocultores investem em novas granjas

A nova condição sanitária também gera reflexos positivos para a cadeia da suinocultura, uma vez que os suínos são suscetíveis à febre aftosa. “Embora a conjuntura de mercado global e os altos custos de produção não tenham favorecido o nosso setor, o novo status tornou-se um carimbo no passaporte que nos apresenta para o mundo com uma condição bastante avançada, e isto é muito relevante. A sanidade é a primeira porta de entrada para os mercados importadores”, avalia o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Valdecir Folador.

Para o suinocultor Reginaldo Betti, de Rodeio Bonito (município que lidera a produção de suínos no Estado), o novo status de febre aftosa incentiva indústrias frigoríficas a expandir suas vendas, o que gera impulso para produção de mais suínos localmente. Em parceria com dois irmãos, Betti vem ampliando a estrutura na propriedade para aumentar o tamanho do seu plantel, driblando as dificuldades que se apresentam para o setor, como os preços elevados da ração animal e de insumos.

Até 2020, a família tinha uma Unidade Produtora de Leitões Desmamados (UPD). De lá para cá, injetou recursos na construção de outra granja que entrou em operação no ano passado. A previsão, para 2023, é investir em uma terceira granja, desta vez, para terminação de suínos. Os novos planos se alicerçam em perspectivas de bons negócios daqui para frente. “Eu trabalho no sistema de integração para uma empresa que é grande exportadora. E quanto mais ela conseguir vender carne suína, mas vai precisar do campo”, diz Betti. “Nossa região vive da suinocultura e, há um ano, quando recebemos a notícia do novo status comemoramos, porque veio para abrir novas portas, agregar mais emprego e renda tanto para o suinocultor, quanto para o frigorífico, para o transportador, para o comércio, para todo o Estado”.

Fonte: Assessoria
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Termina em 31 de maio as inscrições antecipadas para o IPVS2022

Interessados em participar devem estar atentos ao prazo

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Comissão científica preparou uma programação com temas inovadores de importância global Foto: O Presente Rural

Reconhecido mundialmente como um dos principais encontros para atualizações sobre  pesquisas e conhecimento das inovações  na área suinícola, o IPVS2022, que ocorre entre os dias 21 e 24 de junho, no RioCentro, Rio de Janeiro (RJ), informa que o prazo para as inscrições prévias para o evento se encerrará no último dia do mês de maio (31).

Com o tema “Novas perspectivas para a suinocultura: biosseguridade, produtividade e inovação”, o evento  receberá renomados palestrantes, vindos de diversos países.

Para esta edição, na qual os interessados também poderão participar no formato híbrido, a comissão científica preparou uma programação com temas inovadores de importância global, nas áreas de reprodução, doenças bacterianas e virais, manejo, bem-estar, imunologia e vacinologia, nutrição, uso de antimicrobianos e segurança alimentar.

Além de se aprofundar nos temas propostos, os congressistas terão acesso às últimas tecnologias desenvolvidas pelas empresas expositoras e ainda conhecerão os trabalhos científicos selecionados pelo comitê de  avaliadores.

Na opinião de Fernanda Almeida, esta será uma grande oportunidade de reciclagem para os profissionais que atuam na cadeia suinícola. “O IPVS2022, além de trazer renomados nomes da suinocultura mundial, será uma oportunidade de promover networking , estimulando a troca de experiências entre todos os elos desta atividade”, declara.

 

 Inscreva-se

O IPVS2022 oferece condições especiais para participação aos interessados em fazer a sua inscrição com antecedência. Os prazos e valores podem ser consultados no site do evento.

Acesse: www.ipvs2022.com

 

Somando forças com o IPVS2022

O IPVS2022 conta com o apoio das principais entidades da suinocultura brasileira, como: Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Brasileira das Empresas de Genética de Suínos (ABEGS), Sindicarne-SC e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

O IPVS2022 tem como Partner as empresas Boehringer-Ingelheim, Farmabase, Hipra, MSD e Zoetis. Na categoria Supporter, temos a presença da Ceva e Elanco. As empresas Agroceres PIC, Biofarma, Idexx, Ourofino, Pharmacosmos, Sanvet, Trouw Nutrition, Vetanco, Virbac e DB-Danbred formam o grupo dos patrocinadores Platinum e no grupo Gold temos Crystal Spring, Magapor, Microvet, Phytobiotics, Thermo Fisher, Tonisity, VetScience, Vetoquinol e Lanxess. Além destas, as empresas Adisseo, Boehringer-Ingelheim e ICC patrocinam o Pré-Congresso do IPVS2022.

O evento apresenta como parceiros de mídia os veículos 333 Brasil, 333 Internacional, Academia Suína, Ediciones Pecuarias/Acontecer Porcino, Engormix, Feed & Food, Maiz Y Soya, MAP, O Presente Rural, Pig Progress, Piscishow e Avisuleite, Suíno Brasil, Suino.com, Suinocultura Industrial, SuiSite, Veterinária Digital e Globo Rural.

Fonte: Assessoria
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