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Vigilância ativa da Defesa Agropecuária de São Paulo contribui para barrar entrada da Influenza aviária no Brasil
Dentre as ações realizadas pelo Programa Estadual de Sanidade Avícola estão à incursão no complexo estuarino lagunar de Iguapé – Cananéia – Ilha Comprida, importante local de ocorrência de aves migratórias, onde foram coletadas amostras em aves de vida livre e também de subsistência de criações locais, palestras e trabalhos para mitigar riscos.

Desde meados de outubro de 2022, quando casos de Influenza aviária começaram a ser notificados em países da América Latina, a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), através de seu Programa Estadual de Sanidade Avícola (PESA), vem intensificando suas atividades de vigilância para Influenza aviária. “Além do trabalho de campo, A CDA tem atualizado seus meios de comunicação com instruções no sentido de mitigar riscos da introdução do vírus e também de orientar produtores, veterinários e o público em geral a respeito da importância da notificação de possíveis ocorrências de mortalidade súbita em aves”, comenta Paulo Blandino, médico-veterinário e gerente do PESA.
Dentre as ações já realizadas pelo programa, estão à incursão no complexo estuarino lagunar de Iguapé – Cananéia – Ilha Comprida, importante local de ocorrência de aves migratórias, onde foram coletadas amostras em aves de vida livre e também de subsistência de criações locais. “A ação visa também, a verificação da existência da circulação viral”, diz Paulo.
Na ocasião, foi estabelecida também, uma parceria entre a CDA e o Instituto de Pesquisas de Cananéia (IPEC). “Este órgão realiza monitorias diárias nas praias locais, ou seja, qualquer observação de mortalidade ou de aves com sintomas compatíveis à Influenza Aviária o PESA será imediatamente comunicado e amostras dessas aves serão colhidas para análise”, destaca o veterinário.
Outra ação que vem sendo realizada pela Coordenadoria é uma série de palestras com integradoras e produtores das mais expressivas empresas avícolas, no sentido de apresentar a importância da doença na avicultura e no setor econômico do Estado, além das formas de mitigar os riscos. Uma das palestras está agendada para acontecer no próximo dia 9 no município de Amparo, importante região avícola do Estado. “O PESA estabeleceu também contato e parcerias com a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e com a Associação de Zoológicos e Parques Florestais do Estado, também visando à orientação de ser estabelecido a vigilância em aves, a notificação em casos de ocorrências de mortalidades e assim a coleta de amostras”, acrescenta o gerente do PESA.
Para dar sequência às atividades, o PESA dará início a vigilância e colheita de amostras em criações de subsistência do Estado, localizadas em pontos de ocorrências de rotas de aves migratórias, onde se prevê a colheita de mais de três mil amostras em 85 locais, situados em 72 municípios paulistas

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.






