Avicultura
Vigiagro intercepta ovos in natura enviados dos EUA sem certificação sanitária
Remessa postal partiu da Carolina do Norte, estado que ainda registra focos de influenza aviária H5N1, e foi devolvida ao país de origem para evitar risco de contaminação no Brasil.

A Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), interceptou na terça-feira (23) uma encomenda de ovos in natura no Centro de Tratamento Internacional dos Correios (CEINT), no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. O material, originário da Carolina do Norte (Estados Unidos), foi enviado por remessa postal sem a necessária autorização e certificação zoossanitária internacional.
Apesar de os Estados Unidos terem encerrado, em julho deste ano, o estado de emergência nacional em saúde pública para a gripe aviária, o país ainda registra focos do vírus H5N1 em aves, rebanhos leiteiros e até casos de infecção em humanos. A Carolina do Norte, de onde partiu a remessa, é um dos principais estados produtores de aves.
A ação do Vigiagro resultou na devolução dos ovos ao país de origem, medida essencial para reduzir o risco de introdução de doenças no Brasil. A entrada de produtos de origem animal ou vegetal sem o cumprimento das normas do Mapa configura infração legal e está sujeita a penalidades.
Risco sanitário
Ovos in natura podem estar contaminados pelo vírus da influenza aviária, tanto na casca quanto em seu interior, caso sejam provenientes de aves infectadas. Apesar de o consumo de ovos cozidos ser considerado seguro, a finalidade da remessa interceptada era desconhecida. Se destinados à reprodução, pintos oriundos de ovos contaminados poderiam introduzir e disseminar o vírus.
A fiscalização reforça a importância do cumprimento das normas zoossanitárias para proteger a avicultura nacional e a segurança alimentar.

Avicultura
Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos
Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado
O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.
Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.
A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.
Avicultura Recorde histórico
Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre
Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.
Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março
Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos
Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.
Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.





