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Notícias Sanidade em risco

Vietnã sacrifica 2,5 milhões de suínos para conter surto de peste africana

Vírus foi detectado pela primeira vez no Vietnã em fevereiro, e espalhou-se desde então por 58 das 63 províncias do país

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Arquivo/OP Rural

O Vietnã sacrificou mais de 2,5 milhões de suínos para conter a disseminação de um surto de peste suína africana que ameaça infectar todas províncias do país, disse um representante do Ministério da Agricultura do país nesta terça-feira (18).

O vírus, que é fatal para suínos, foi detectado pela primeira vez no Vietnã em fevereiro, e espalhou-se desde então por 58 das 63 províncias do país, segundo o chefe de epidemiologia do Departamento de Saúde Animal do Vietnã, Nguyen Van Long.

Um outro representante do departamento disse que é “uma questão de tempo” até que o vírus chegue a todas as províncias. O funcionário falou sob a condição de anonimato, porque não está autorizado a falar com a imprensa.

Em março, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) aconselhou o Vietnã a declarar o surto de peste suína como uma emergência nacional. “Nós não vamos declarar o surto como emergência nacional, uma vez que o vírus não causa danos a humanos e o surto não representa uma ameaça à segurança nacional”, disse Long à Reuters por telefone.

A carne suína responde por três quartos do consumo total de carne no Vietnã, um país de 95 milhões de pessoas onde a maior parte do rebanho de 30 milhões de suínos criados em fazendas é consumida internamente.

O Vietnã disse no mês passado que iria mobilizar seu exército e forças policiais para ajudar a combater o curso, pedindo para que as pessoas não deixem de consumir carne suína.

A indústria de carne suína do país é avaliada em cerca de US$ 4,03 bilhões e corresponde a cerca de 10% do setor agrícola local.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado Internacional

Na Índia, ministra busca ampliar e diversificar comércio e cooperação

Está prevista assinatura de declaração conjunta para troca de experiências em saúde animal e melhoramento genético

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Divulgação/MAPA

A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) inicia nesta quarta-feira (22) a agenda de compromissos na Índia com objetivo de ampliar e diversificar o comércio e a cooperação com o país asiático. Estão previstas reuniões com os ministros que tratam da agricultura e alimentação no país, além da participação em encontros empresariais.

No dia 24, a ministra se integra à comitiva do presidente Jair Bolsonaro, quando participará da cerimônia de troca de atos e reunião com integrantes do governo local.

Tereza Cristina irá se encontrar com Harsimrat Kaur Badal (ministra do Processamento de Alimentos), Giriraj Singh (ministro da Pecuária, Pesca e Lácteos), Narendra Singh Tomar (ministros da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores) e Ram Vilas Paswan (ministro de Abastecimento, Alimentos e Distribuição Pública).

Está prevista a assinatura de uma declaração conjunta entre o Mapa e o Ministério da Pecuária, Pesca e Lácteos para cooperação em saúde animal e melhoramento genético. A cooperação, com duração de três anos, prevê que a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irá oferecer capacitação para técnicos indianos em fertilização in vitro e transferência de embriões, além de apoiar a instalação e operacionalização de um Centro de Excelência em Pecuária de Leite na Índia.

Um dos encontros empresariais tratará de parcerias entre os dois países na área de segurança alimentar, com a participação do setor privado brasileiro e indiano. Além de negociações para aumentar a oferta de produtos agropecuários brasileiros para o mercado indiano – que tem a segunda maior população do mundo (mais de 1,2 bilhão de pessoas), o modelo produtivo brasileiro, a qualidade dos produtos, status sanitário e a sustentabilidade da produção serão abordados.

Oportunidades na área de energia é o tema de outra agenda com empresários. A ministra participará ao lado do ministro Bento Albuquerque, de Minas e Energia. Uma das pautas é o apoio do Brasil para o aumento da produção de etanol na Índia.

No dia 27, último dia da agenda naquele país, Tereza Cristina estará na abertura do seminário India-Brazil Business Forum, que terá a presença do presidente Jair Bolsonaro e mais ministros brasileiros. O evento é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) em parceria com o governo e entidades empresariais indianas.

Cerca de 70 representantes de empresas brasileiras e de associações, de diversos setores, integram a missão. Desse total, há 16 empresas do agronegócio, como de carnes, frangos, suínos, etanol, algodão, feijão, pulses (lentilha e grão de bico) e cítricos. Eles terão a oportunidade de fazer visitas técnicas e conhecer empresários indianos, o que poderá facilitar a realização de futuros negócios entre os dois países.

Ao menos sete projetos setoriais de promoção de exportações desenvolvidos pela Apex-Brasil em parceria como setor privado tem hoje a Índia como mercado prioritário, entre os quais os de carnes suínas, frangos e ovos; suco de laranja; couros; alimento, acessórios médicos e cosméticos para animais e o de etanol e derivados.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que participa do encontro, o mercado indiano já está aberto para o frango brasileiro, porém cobra tarifas de 30% para produtos inteiros, 100% para cortes de frangos e 27% para suínos.

Balança comercial

Em 2019, as exportações agropecuárias para a Índia somaram US$ 676 milhões. Os dez produtos agrícolas mais vendidos foram: óleo de soja (bruto), açúcar de cana (bruto), algodão, feijão seco, pimenta piper (seca ou triturada em pó), óleo essencial de laranja, óleos essenciais, maçãs (frescas), sucos e milho.

As importações resultaram em US$ 85 milhões no ano passado. Os produtos indianos mais comprados foram: óleos essenciais, cominho (semente), cebola, chocolate e preparações à base de cacau, sementes oleaginosas (com exceção da soja), ração para animais domésticos, óleos vegetais, hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos, muciloginosos e espessantes e substâncias de animais para produtos farmacêuticos.

Fonte: MAPA
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Notícias PIB-Agro

Movimento de alta segue firme, com sustentação vinda da pecuária

PIB do ramo agrícola continuou pressionado especialmente pela queda dentro da porteira

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Arquivo/OP Rural

O PIB do agronegócio brasileiro cresceu 1,15% no acumulado de janeiro a outubro de 2019, de acordo com cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e com a Fealq (Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz). Esse resultado segue atrelado à expressiva alta de 13,09% no ramo pecuário no acumulado de 2019, tendo em vista a queda de 3,24% no agrícola.

Segundo pesquisadores do Cepea, o PIB do ramo agrícola continuou pressionado especialmente pela queda dentro da porteira. A renda do segmento primário agrícola tem sido prejudicada por quedas de preços na comparação anual para diversos produtos (como algodão, café, mandioca, milho e soja) e pelo aumento dos custos de produção, apesar das boas safras de culturas como milho, algodão, laranja, banana e mandioca. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, apesar da queda do PIB do segmento no período, houve melhora do cenário e crescimento em outubro. O bom resultado da agricultura em outubro, por sua vez, se deve aos avanços nos preços do milho e da soja e a um reajuste positivo expressivo realizado pela Conab para a produção anual de cana-de-açúcar.

Quanto ao ramo pecuário, seguindo a tendência dos meses anteriores, continuou crescendo significativamente, acumulando alta em todos os segmentos no período. Segundo pesquisadores do Cepea, a ocorrência da PSA em países asiáticos e o consequente forte aumento das importações chinesas de carnes suína, bovina e de aves têm favorecido as cadeias pecuárias brasileiras. Além de impulsionar os preços, o bom desempenho das exportações tem estimulado também a produção, dentro e fora da porteira. Como os casos da PSA foram duradouros até o final de 2019, os seus efeitos devem continuar impulsionando o PIB nos próximos meses.

Fonte: Cepea
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Notícias Gestão de Risco

Publicado zoneamento da soja para estados do Norte e Nordeste

Calendário de plantio nessas regiões tem início nos meses de março ou abril

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Paulo Pires/Divulgação

Foram publicadas no Diário Oficial da União de segunda-feira (20) as portarias com o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), ano-safra 2019/2020, para a cultura da soja nos estados de Alagoas, do Amapá, de Roraima e Sergipe. O calendário de plantio nessas regiões tem início nos meses de março ou abril, período contrário ao recomendado em outras regiões produtoras do país.

O zoneamento agrícola da soja para Amapá e Roraima foi feito respeitando as áreas sem florestas, de cerrado e desmatamento até 2008. Com base no Projeto Prodes – monitoramento por satélite do desmatamento na Amazônia Legal –, a Embrapa verificou as áreas em que pode ocorrer o plantio, levando em conta áreas florestais e as normas do Código Florestal.

Alagoas e Sergipe se destacam pelo potencial para produção de soja, assim o Zarc foi renovado para safra que será semeada em 2020, o que confirma a aprovação do Mapa e da Embrapa para essa importante área de produção.

Fonte: MAPA
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