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Victor Miranda é reeleito presidente da ACNB para biênio 2025/2027

Nova diretoria assume com foco no fortalecimento institucional, ampliação do quadro de associados e valorização da genética Nelore.

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Foto: Divulgação/ACNB

O Conselho Deliberativo da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) reelegeu na última segunda-feira (9), na sua sede em São Paulo, o atual presidente Victor Paulo Silva Miranda para um segundo mandato à frente da entidade com vigência para o biênio 2025/2027.

Presidente da ACNB, Victor Paulo Silva Miranda: “Seguiremos firmes no propósito de valorizar a genética, defender os interesses dos criadores e fortalecer o Nelore como protagonista da pecuária brasileira” – Foto: Fabio Fattori

A eleição, convocada através de edital publicado em 09 de maio, ocorreu com chapa única, seguindo as normas estabelecidas nos estatutos da entidade. Na função desde 2023, o dirigente foi reconduzido ao cargo após uma gestão marcada por avanços na atuação institucional da ACNB, com ampliação da base de associados e crescimento nas iniciativas de fomento e valorização da carne Nelore.

A chapa eleita conta ainda com Arthur Cesar Pereira de Lira na 1ª vice-presidência; Felipe Carneiro Monteiro Picciani na 2ª vice-presidência; e Paulo de Castro Marques na 3ª vice-presidência.

Os demais cargos na diretoria da entidade serão ocupados por:

  • Bruno Abreu Leão, diretor jurídico;
  • Cesar Tomé Garetti, diretor de leilões;
  • Fernando Carvalho Leite Barros, diretor técnico;
  • João Leopoldino Neto, diretor administrativo-financeiro;
  • Luiz Carlos Marino, diretor comercial e de eventos;
  • Mônica Marchett, diretora de marketing;
  • Nabih Amin El Aouar, diretor de fomento da carne;
  • Romildo Antonio da Costa, diretor de relações governamentais e institucionais.

Nos últimos dois anos, a gestão de Victor Miranda foi destaque por ações que ajudaram a valorizar ainda mais a raça Nelore. Entres as iniciativas, destaca-se o aumento das exposições oficializadas no Ranking Nacional; a criação do Ranking Nacional do Nelore Pelagens; o crescimento na participação de animais e o fortalecimento do calendário de leilões na Expoinel 2024; a ampliação do número de leilões oficializados e a realização de duas grandes edições do Leilão ACNB & Amigos; os recordes no número de etapas, produtores participantes e animais avaliados alcançados em 2024 no Circuito Nelore de Qualidade; o sucesso da Nelore Fest.

Além disso, a gestão foi marcada pela representação institucional dos criadores de Nelore em fóruns como a Câmara Setorial da Carne Bovina do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Comissão Nacional de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e o Conselho Deliberativo Técnico da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Foto: Shutterstock

No âmbito administrativo, o primeiro mandato foi marcado pelo fortalecimento do caixa da associação; pelo investimento na modernização de equipamentos e softwares de gerenciamento e contabilização de resultados do Ranking e do Circuito Nelore de Qualidade; pela reforma da sede da entidade no Centro Histórico de São Paulo; a reforma e ampliação do estande no Parque Fernando Costa em Uberaba; e pela recomposição da equipe técnica a serviço dos associados. “Seguiremos firmes no propósito de valorizar a genética, defender os interesses dos criadores e fortalecer o Nelore como protagonista da pecuária brasileira. A nova diretoria traz experiência e renovação para continuarmos avançando. Já definimos o primeiro projeto desta nova gestão: a criação da ACNB Jovem, que será coordenada pelo Vice-Presidente Felipe Picciani, com o objetivo trazer para a Associação a nova geração de neloristas, para agregarmos modernidade e visão de futuro”, afirmou o presidente reeleito.

Para os próximos dois anos, a ACNB quer manter o crescimento e atrair a nova geração de criadores por meio de programas que estão em planejamento. As prioridades incluem ampliar o Circuito Nelore de Qualidade e o Ranking Nacional Nelore, reforçar a comunicação com o consumidor sobre os diferenciais da carne Nelore e incentivar práticas mais sustentáveis na pecuária. “Queremos ampliar a base de associados, apoiar o desenvolvimento dos criadores e mostrar, com números e resultados, a eficiência e a qualidade do Nelore brasileiro”, frisou.

Fonte: Assessoria ACNB

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Eventual sanção dos EUA ao Irã não deve afetar o Brasil, avalia governo

Comércio restrito com o Irã e cenário internacional complexo sustentam avaliação de baixo impacto para a economia brasileira.

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Foto: Shutterstock

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira (15) que uma eventual sanção dos Estados Unidos ao Irã, conforme anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump, não deve trazer impactos relevantes para o Brasil. “Os Estados Unidos colocaram que não querem que haja comércio com o Irã. Mas o Irã tem 100 milhões de pessoas. Países europeus exportam para o Irã, a maioria dos países tem algum tipo de exportação. No Brasil, nossa relação comercial com o Irã é pequena”, disse.

Foto: Jonathan Campos

Segundo Alckmin, a proposta de uma super tarifação enfrenta obstáculos práticos e políticos. “A questão da super tarifação é difícil de ser aplicada. Você teria que aplicar em mais de 70 países do mundo, inclusive países europeus”, afirmou.

O ministro destacou ainda que, até o momento, não houve a edição de uma ordem executiva pelo governo norte-americano que efetivamente imponha sanções ao Irã. “Esperamos que não seja aplicada. Porque imposto de exportação é imposto regulatório, é outra lógica. E isso valeria para o mundo inteiro”, ressalta.

Ao citar o comércio europeu com o país do Oriente Médio, Alckmin reforçou que a relação não é exclusiva de economias emergentes. “A Europa, por exemplo, também exporta para o Irã. A Alemanha, muitos países têm comércio exterior”, explicou, complementando: “Vamos torcer, trabalhar para que isso não ocorra”.

O vice-presidente também ressaltou o posicionamento histórico do Brasil no cenário internacional, afirmando que o país não mantém

Foto: Claudio Neves

litígios e tem tradição diplomática pacífica. “No Brasil, a última guerra tem mais de um século. O Brasil é um país de paz e, sempre que pode, atua promovendo a paz. O que nós queremos é paz. Guerra leva à morte, leva à pobreza. É a falência da boa política”, enfatizou.

Para Alckmin, o atual contexto internacional exige maior protagonismo brasileiro. Ele classificou o momento como delicado para o mundo, mas estratégico para o país. “Vamos promover a paz, fortalecer o multilateralismo, tratar de melhorar a vida do povo através do emprego e da melhora de renda. Esse é o bom caminho e é isso que o Brasil está trilhando”, reforçou.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Drones ganham escala no campo e desafiam a hegemonia dos aviões agrícolas

Equipamentos já entregam o mesmo desempenho, com mais segurança e menor custo operacional.

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Foto: Lucas Fermin/SEED

A evolução tecnológica dos drones profissionais é tão notória que não se questiona mais se os drones substituirão os aviões agrícolas. A questão que se coloca agora é quando isso acontecerá. E a resposta pode ser surpreendente: os drones já são capazes de fazer o mesmo trabalho que os aviões de pulverização e a um custo muito mais baixo e de forma mais segura para as pessoas.

A última fronteira para os drones de pulverização são mesmo os aviões. Isso porque eles se tornaram mais vantajosos do que os métodos tradicionais no campo para aplicação de defensivos agrícolas, fertilizantes e outros insumos, como pulverização costal, equipamento e produtos carregados nas costas pelos trabalhadores, pulverização de arrasto feita por tratores e pulverização de autopropelidos, grandes máquinas agrícolas.

Mais do que a capacidade, que cresceu consideravelmente nos últimos anos, saindo de reservatórios de 20 litros para atuais que superam os 100 litros, o que permite aos drones competir em igualdade com os aviões é o chamado ‘voo em enxame’, que é a operação de mais de um equipamento ao mesmo tempo a partir de uma única estação de pilotagem. Dessa maneira, os drones podem trabalhar sobre uma área maior que antes era alcançada somente por aviões agrícolas. “A possibilidade de vários drones operarem como enxame de forma automática monitoradas por um piloto remoto apenas e dos avanços tecnológicos permitirem a operação em áreas maiores para a aplicação de defensivos vão garantir a supremacia das aeronaves remotamente pilotadas na agricultura”, afirma o engenheiro cartógrafo, Emerson Granemann.

De acordo com um estudo da ResearchAndMarkets, o setor de drones agrícolas vai crescer exponencialmente nos próximos anos. De um mercado de US$ 2,68 bilhões em 2024, vai saltar para US$ 80,94 bilhões em 2034, com um crescimento anual de 40,6% no período entre 2025 e 2034. No Brasil, calcula-se que existam 35 mil drones de pulverização em operação, em 2021 a estimativa era de 3 mil drones.

Fonte: Assessoria MundoGEO
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Poder de compra do produtor recua com queda das commodities e pressão cambial

IPCF sobe para 1,31 em dezembro, refletindo desvalorização agrícola, dólar mais forte e ajuste nos preços dos fertilizantes.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou dezembro em 1,31, acima dos 1,12 registrados em novembro, refletindo a combinação de fatores adversos no mercado agrícola e de insumos. O avanço do índice foi influenciado pela desvalorização das commodities agrícolas, pelas variações nos preços dos fertilizantes e pela valorização do dólar, que acumulou alta de 2% no período, impulsionada por incertezas políticas no cenário global e pelos indicadores econômicos mais recentes da economia doméstica.

Esse ambiente reforça a necessidade de monitoramento contínuo das variáveis internacionais, especialmente no que diz respeito ao enxofre, insumo estratégico para a cadeia de fosfatados, cujo equilíbrio entre oferta e demanda ainda não sinaliza uma normalização no curto prazo.

No mercado de commodities, os preços recuaram, em média, 0,8% em dezembro, movimento puxado principalmente pela soja, que caiu 2,3%, e pelo algodão, com retração de 2%. A desvalorização esteve associada à expectativa de uma safra elevada e ao avanço da colheita nos estados do Paraná e de Mato Grosso. Cana-de-açúcar e milho apresentaram estabilidade no período, embora o milho continue sob pressão diante da perspectiva de uma safrinha robusta no Brasil.

Os fertilizantes, por sua vez, registraram recuo médio de 0,3%, em um cenário marcado por baixa liquidez e pressão de inventários, com destaque para a queda de 2% nos preços da ureia. Em sentido oposto, o superfosfato simples apresentou valorização de 3,8% e o cloreto de potássio avançou 2,6%, sustentados pela maior demanda associada aos requerimentos de safra e pelo aumento dos custos de produção.

No mercado interno, o foco permanece concentrado na colheita da soja e no início do plantio da safrinha, fatores que devem seguir influenciando a dinâmica de preços nos próximos meses. Já no cenário internacional, as cadeias de fosfatados continuam operando em um ambiente ajustado, impactado pela redução temporária das exportações chinesas. Ao mesmo tempo, os preços globais do enxofre seguem firmes, sustentados pela maior demanda de outros segmentos industriais, como o de baterias. Esse contexto adiciona pressão gradual aos custos de produção dos fertilizantes fosfatados, ainda que de forma administrada pelo mercado.

Ao longo de 2025, o IPCF registrou média anual de 1,18, refletindo um ano marcado por elevada volatilidade nos mercados agrícolas e de insumos. Apesar desse ambiente desafiador, o índice demonstrou resiliência, evidenciando a capacidade de adaptação do setor às condições internacionais e a manutenção de um ambiente competitivo para o produtor brasileiro.

Fonte: O Presente Rural com Mosaic
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