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Veto à prorrogação de dívidas rurais provoca indignação da FPA
Parlamentares afirmaram que a decisão ignora a urgência de socorrer os produtores rurais.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, vetou integralmente o Projeto de Lei 397/2024. A proposta, de autoria do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), autorizava a prorrogação do pagamento de financiamentos relacionados a operações de crédito rural em municípios ou no Distrito Federal, quando neles houvesse sido declarado estado de calamidade ou situação de emergência, reconhecidos em ato oficial do município, Distrito Federal, estado ou governo federal, em virtude de situação de seca ou estiagem extremas ou de excessos hídricos.
Segundo Mecias, o veto foi embasado em uma justificativa “equivocada”, de que a medida traria prejuízos à arrecadação pública. “A proposta não inclui perdão de dívidas, mas sim uma extensão no prazo de pagamento”, explicou.
Parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) atuaram para a aprovação da proposta, que suspendia por até quatro anos o pagamento de parcelas de crédito rural de produtores de regiões atingidas por desastres climáticos.

Deputada Marussa Boldrin: “Quando pedimos ajuda, esquecem de tudo o que fizemos e fazemos diariamente” – Foto: Divulgação/FPA
A deputada Marussa Boldrin (MDB-GO), relatora do projeto na Câmara dos Deputados, destacou que vetar um socorro aos produtores atingidos por eventos climáticos é um desserviço prestado pelo governo. “Quando precisam de nós, produtores, lá estamos no sol e na chuva. Quando pedimos ajuda, esquecem de tudo o que fizemos e fazemos diariamente”, disse.
Além de suspender os pagamentos por até 48 meses, a medida abrangia um amplo conjunto de financiamentos rurais, incluindo programas como o Pronaf, Pronamp, Moderinfra, Inovagro, além de financiamentos pelo Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, entre outros. Um regulamento específico deverá ser elaborado para definir as normas e os procedimentos para a suspensão dos pagamentos.
Apesar de atender os produtores rurais atingidos pela tragédia no Rio Grande do Sul, a proposta atende a todos os estados e municípios do país que enfrentem algum desastre climático.

Senador Alan Rick: “Não flexibilizar o pagamento das dívidas de financiamentos rurais é decretar a falência total dessas famílias.” – Foto: Divulgação/FPA
O relator do projeto nas Comissões de Agricultura e Assuntos Econômicos do Senado, senador Alan Rick (União-AC), relatou que de 2023 pra cá, o Acre foi atingido por duas grandes cheias e no início deste ano, 19 dos 22 municípios ficaram em situação de emergência em razão do transbordamento dos rios e agora o estado passa pela maior estiagem da sua história. “Há produtores rurais que perderam absolutamente tudo, inclusive suas casas. Esses eventos extremos se repetem em vários estados do país. Vimos o que os gaúchos viveram. Não flexibilizar o pagamento das dívidas de financiamentos rurais é decretar a falência total dessas famílias. Este veto é cruel. Vamos derrubá-lo.”

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Brasil abre mercado nas Filipinas para exportação de DDG
Negociações também garantem envio de sementes de pimenta ao Peru. Países somaram mais de US$ 2,5 bilhões em compras do agro brasileiro em 2025.

O governo brasileiro concluiu negociações para exportar grãos secos de destilaria de milho (DDG) às Filipinas, ampliando o acesso a um dos principais mercados asiáticos para insumos destinados à alimentação animal. O produto, derivado do processamento do milho, é amplamente utilizado em dietas de ruminantes e aves.
Em 2025, as Filipinas importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, indicando potencial de expansão para novos itens na pauta comercial.
Além disso, o Brasil também obteve autorização para exportar sementes de pimenta da espécie capsicum baccatum ao Peru. A liberação inclui variedades como dedo-de-moça, pimenta-cumari e cambuci.
No caso peruano, o fluxo comercial já é relevante. Em 2025, o Brasil exportou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários ao país, com destaque para produtos florestais, carne de frango, óleo de soja e café.
As aberturas de mercado ampliam a diversificação da pauta exportadora brasileira e reforçam a presença do país em mercados estratégicos na América do Sul e na Ásia.
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Oferta restrita sustenta alta do trigo e preço no Paraná supera R$ 1.280 por tonelada
Produtores afastados do spot e necessidade de recomposição de estoques pelas moageiras reduzem liquidez e elevam valores.

Os preços do trigo seguem em trajetória de alta nas praças acompanhadas pelo Cepea, em um contexto de oferta restrita no mercado spot nacional. No Paraná, o valor médio do cereal ultrapassou R$ 1.280 por tonelada no fim de março, retornando a patamares observados em meados de setembro de 2025.
Segundo o Cepea, produtores permanecem afastados das negociações, à espera de melhores oportunidades de comercialização. Parte dos agricultores também direciona a atenção às atividades da safra de verão, fator que contribui para limitar a liquidez no mercado disponível.
Do lado da demanda, moageiras indicam necessidade de recomposição de estoques, especialmente neste início de mês. Diante da baixa disponibilidade do cereal, compradores ativos encontram pouca oferta e acabam aceitando os valores mais elevados pedidos pelos vendedores, conforme relatam pesquisadores do Centro de Pesquisas.
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Ratinho Junior reforça protagonismo do agro paranaense durante ExpoLondrina
Governador destaca crescimento da produção, investimentos em infraestrutura e papel da feira como vitrine de negócios e inovação no campo.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou na última sexta-feira (10) da abertura da 64ª edição da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina (ExpoLondrina), no Norte do Paraná, um dos maiores eventos agropecuários da América Latina. A feira segue até domingo (19) e reúne produtores, empresas, especialistas e a população em uma programação voltada à inovação, negócios e valorização do agronegócio.

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
Com o tema “Agro: inteligente, humano e feito de encontros”, a edição de 2026 reforça o papel do setor no dia a dia das pessoas e na economia do Estado. Durante a abertura, o governador destacou o momento positivo vivido pelo agro paranaense e o protagonismo da feira nesse cenário. “A ExpoLondrina, sendo uma das maiores feiras do Paraná, tem a responsabilidade de ditar o ritmo do agronegócio paranaense. É um grande ponto de encontro do setor, onde a gente apresenta o que está sendo feito e projeta o futuro”, afirmou Ratinho Junior.
Ele ressaltou que o Estado vive um ciclo de crescimento sustentado no campo, com reflexos diretos na economia. “O Paraná se transformou no maior produtor de proteína animal do Brasil. Somos o maior produtor de frango, de peixe de água doce, estamos entre os maiores produtores de leite, ovos e carne suína, e hoje também estamos entre os dez maiores produtores de carne bovina do País”, acrescentou.
O avanço, segundo o governador, é resultado de decisões estruturantes adotadas nos últimos anos, como a retirada da vacinação contra a febre aftosa, em 2019. “Foi

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
uma decisão importante para reposicionar o Paraná. Isso nos obrigou a modernizar a pecuária, investir em tecnologia e fortalecer toda a cadeia produtiva”, lembrou. “A ideia sempre foi transformar o Paraná no supermercado do mundo, agregando valor àquilo que produzimos. Hoje vemos esse resultado com mais agroindústrias, mais investimento e mais renda no campo”.
Segundo Ratinho Junior, os investimentos estruturantes realizados pelo Estado deram suporte ao crescimento do setor no campo. “Estamos levando infraestrutura para quem produz, com pavimentação de estradas rurais, mais de 25 mil quilômetros de rede de energia trifásica em todo o Estado e programas de apoio direto ao produtor, como o Banco do Agricultor Paranaense, que oferece crédito com juros zero para modernização das propriedades”, afirmou.
Visitação
Além da abertura oficial, Ratinho Junior participou da inauguração do novo complexo cultural que reúne o Museu da Sociedade Rural do Paraná e o Aquário de Londrina, no Parque Ney Braga Eventos. O espaço foi ampliado e modernizado, oferecendo uma experiência imersiva que conecta história, educação e inovação.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O museu passa a apresentar a trajetória da Sociedade Rural do Paraná, realizadora do evento, e sua relação com o crescimento econômico e social da região Norte, com destaque para a cultura do café, símbolo histórico do desenvolvimento local. Entre os itens preservados está uma máquina de beneficiamento de café, que ajuda a contar a evolução do setor no Estado.
Já o aquário ganha novas estruturas e ambientes interativos, ampliando as opções de visitação e fortalecendo o caráter educativo do espaço, voltado a públicos de todas as idades.
Estado na feira
O Governo do Estado participa da feira com uma ampla estrutura integrada, levando serviços, conhecimento e políticas públicas ao público urbano e rural. O Sistema Estadual de Agricultura (Seagri) promove seminários, palestras e encontros técnicos, além da tradicional Via Rural “Fazendinha”, espaço com mais de 11 mil metros quadrados dedicado à difusão de tecnologias e práticas sustentáveis.
Também estão presentes instituições como o BRDE, com ações de fomento ao desenvolvimento econômico, e a Fundação Araucária, que apresenta projetos

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
inovadores voltados ao futuro do agronegócio. Na área de segurança, forças estaduais atuam com estandes, demonstrações e atendimento ao público, incluindo delegacia móvel, exposição de viaturas e atividades educativas.
ExpoLondrina
A ExpoLondrina chega à 64ª edição consolidada como uma das principais vitrines do agronegócio da América Latina, conectando produtores, empresas e a população em um ambiente que une inovação, conhecimento e geração de oportunidades.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Marcelo Janene El-Kadre, ressaltou o potencial da feira. “A expectativa é muito grande. Tenho certeza de que vamos fazer um grande evento e que muitos negócios serão realizados ao longo desses dias”, disse.
Para o prefeito de Londrina, Tiago Amaral, a feira também é estratégica para o desenvolvimento econômico da cidade. “A ExpoLondrina é a nossa grande vitrine. É o momento em que mostramos o que somos capazes de fazer, atraímos investimentos e impulsionamos o desenvolvimento econômico. Hoje, por exemplo, já temos a presença de representantes de mais de dez países acompanhando o evento”, salientou.
A ExpoLondrina é reconhecida por reunir tecnologia, conhecimento e oportunidades de negócios. Na edição anterior, o evento movimentou cerca de R$ 1,7 bilhão e atraiu mais de 590 mil visitantes ao longo de dez dias.



