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Veterinário da Coopavel compartilha suas experiências no Alimenta 2025

Médico veterinário Eduardo Leffer, responsável pelos matrizeiros da cooperativa, participou como convidado especial de uma mesa-redonda que discutiu biosseguridade.

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Edu, da Coopavel (quarto a partir da esq.) e outros líderes integrados à programação oficial do Alimenta 2025 - Foto: Divulgação/Coopavel

A Coopavel foi uma das cooperativas que representaram o Paraná no Alimenta 2025 – Congresso e Feira Internacional de Proteína Animal, realizado de 16 a 18 de junho no Centro de Eventos da Fiep, em Curitiba. O médico veterinário Eduardo Leffer, responsável pelos matrizeiros da cooperativa, participou como convidado especial de uma mesa-redonda que discutiu biosseguridade, tema considerado estratégico para a sustentabilidade e competitividade do setor. A realização foi do Sindiavipar.

Foto: Divulgação/Alimenta

Com mais de 1,5 mil participantes ao longo dos três dias, o Alimenta 2025 estreou como um fórum de alto nível voltado à inovação, sanidade, mercados globais e sustentabilidade nas cadeias produtivas de frangos, suínos, bovinos, peixes e ovos. A presença de nomes de peso como os ex-ministros Paulo Guedes e Antonio Cabrera, o presidente da ABPA, Ricardo Santin, e representantes do Ministério da Agricultura reforçou a relevância da pauta abordada e da participação de cooperativas como a Coopavel, referência em produção animal no Brasil.

O convite a Eduardo Leffer evidenciou a importância técnica da Coopavel nas discussões sobre prevenção sanitária, controle de doenças e manejo eficiente no campo. “Falar de biosseguridade é imprescindível em um cenário em que as barreiras sanitárias internacionais estão cada vez mais rígidas e os mercados exigem rastreabilidade e conformidade com normas rigorosas”, destaca o veterinário.

Liderança em proteína

O congresso marcou também um novo momento para o setor paranaense, que busca consolidar sua liderança mundial na produção e exportação de proteína animal. O Paraná respondeu, em 2024, por 39,47% da produção nacional de carne de frango e por 21,9% da suína, além de liderar as exportações brasileiras de frango com mais de 2,1 milhões de toneladas embarcadas – número que posiciona o Estado como o segundo maior exportador mundial dessa proteína, atrás apenas do Brasil enquanto Federação.

Foto: Divulgação/Alimenta 2025

De acordo com os organizadores, o Alimenta 2025 nasce da fusão de eventos técnicos consagrados promovidos no Oeste paranaense, como o Congresso de Suinocultores e Avicultores, com apoio de cooperativas como Frimesa, Lar e Copagril. Agora, com alcance ampliado e frequência bienal, o evento pretende consolidar o Paraná como epicentro das discussões sobre proteína animal no mundo.

Roberto Kaefer, presidente do Alimenta 2025, avaliou positivamente o evento. “Criamos um ambiente estratégico para refletir sobre o presente e o futuro da produção animal, reunindo todos os elos da cadeia em torno de temas como inovação, sustentabilidade e sanidade”, afirmou.

Fonte: Assessoria Coopavel

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ABAG alerta para impactos de temporais sobre a produção agropecuária e cobra medidas preventivas

Entidade manifesta preocupação com prejuízos registrados em São Paulo e no Rio Grande do Sul e defende ações estruturais para reduzir os efeitos de eventos climáticos extremos no campo.

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A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) manifestou preocupação com os impactos provocados pelos recentes temporais que atingiram municípios do interior de São Paulo e diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Em nota, a entidade lamentou os danos humanos e materiais causados pelas chuvas e alertou para os reflexos sobre a produção agropecuária e o abastecimento de alimentos.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

No interior paulista, a entidade destacou os prejuízos registrados em Ribeirão Preto e em outras cidades da região Nordeste do Estado, onde o temporal provocou danos em imóveis residenciais e comerciais, deixou pessoas feridas e resultou em uma morte.

Segundo a ABAG, os efeitos também chegaram ao campo. A entidade informou que lavouras de cana-de-açúcar, frutas, soja e milho foram atingidas, comprometendo parte da produção agrícola e pecuária da região. Na avaliação da associação, os prejuízos podem repercutir tanto no abastecimento de alimentos quanto na oferta de biocombustíveis.

A nota também presta solidariedade aos produtores rurais e à população do Rio Grande do Sul, onde as fortes chuvas voltaram a provocar transtornos em diversas regiões do Estado.

Foto: Divulgação/MPA

De acordo com a entidade, a situação desperta preocupação diante da possibilidade de novos impactos sobre a agropecuária, em um contexto marcado pelos prejuízos provocados pelas enchentes registradas anteriormente. A associação lembra que muitos produtores ainda enfrentam dificuldades para recuperar suas atividades e permanecem com elevado nível de endividamento.

Preparação para eventos climáticos

A ABAG defende que os recentes episódios reforçam a necessidade de ampliar as ações de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos.

Embora reconheça o trabalho desenvolvido pela Defesa Civil e por organizações da sociedade civil no atendimento às

Foto: Divulgação

populações atingidas, a entidade afirma que é necessário fortalecer o planejamento e os investimentos voltados ao gerenciamento de emergências climáticas.

Na avaliação da associação, medidas estruturais e apoio financeiro são fundamentais para reduzir os impactos sobre lavouras e pastagens, preservar a produção agropecuária e evitar reflexos no abastecimento interno e nas exportações brasileiras.

A entidade também destaca a importância de garantir condições para que produtores afetados por eventos climáticos consigam retomar a produção, especialmente aqueles que ainda enfrentam dificuldades para reconstruir suas propriedades e recuperar as perdas acumuladas nas últimas safras.

Fonte: O Presente Rural
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O que está sustentando a alta do milho mesmo com a chegada da safra

Oferta restrita, expectativa de melhores preços nas exportações e postura cautelosa dos vendedores mantêm as cotações do cereal em alta.

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Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra em todas as regiões produtoras, o mercado brasileiro de milho continua registrando oferta restrita, cenário que tem sustentado a alta dos preços em diversas praças do país.

Foto: Shutterstock

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostra que, embora os trabalhos de campo avancem, a média nacional da área colhida ainda está abaixo da observada nas temporadas anteriores. Além disso, muitos produtores têm adiado novas negociações, aguardando uma valorização maior do cereal.

Segundo os pesquisadores do Cepea, a estratégia é influenciada pelo comportamento do mercado internacional. A alta das cotações externas pode elevar a paridade de exportação, tornando as vendas ao mercado externo mais atrativas e fortalecendo os preços no mercado doméstico.

Foto: Gilson Abreu

Como resultado, as cotações do milho avançaram em boa parte das regiões monitoradas pelo Cepea nos últimos dias.

Compradores recorrem aos estoques

Enquanto os vendedores reduzem o ritmo de comercialização, os consumidores adotam uma postura mais cautelosa. De acordo com o Cepea, muitas indústrias e demais compradores têm priorizado o consumo dos estoques disponíveis, evitando novas aquisições no mercado.

A expectativa desses agentes é de que o aumento do volume colhido nas

Foto: Gilson Abreu

próximas semanas amplie a oferta e pressione os preços. Outro fator considerado é a necessidade de parte dos produtores comercializar a produção para liberar espaço nos armazéns ou reforçar o caixa, movimento que pode aumentar a disponibilidade de milho no mercado interno.

Nesse cenário, o mercado segue dividido entre a estratégia dos produtores, que apostam em preços mais altos impulsionados pelo mercado externo, e a expectativa dos compradores de que o avanço da colheita aumente a oferta e contribua para uma acomodação das cotações.

Fonte: O Presente Rural
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Tensões no Oriente Médio e risco de El Niño elevam preços da soja no mercado brasileiro

Alta do petróleo, valorização dos prêmios de exportação e expectativa de impactos climáticos na safra 2026/27 fortalecem as cotações da oleaginosa e alteram o comportamento de compradores e vendedores.

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As cotações da soja voltaram a ganhar força no mercado brasileiro, impulsionadas por uma combinação de fatores externos e internos. O avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio, que elevou os preços internacionais do petróleo, somou-se à valorização dos prêmios de exportação e ao aumento da demanda pela soja brasileira, sustentando os preços no mercado spot, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Foto: R.R.Rufino

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o movimento observado no Brasil acompanha o cenário internacional. A valorização do petróleo tende a dar suporte às cotações da soja, especialmente em razão da relação entre a oleaginosa e a produção de biocombustíveis, além de influenciar as expectativas dos agentes que atuam no mercado global de commodities.

No mercado doméstico, a demanda aquecida pela soja brasileira também contribuiu para a elevação dos preços. Outro fator relevante foi o fortalecimento dos prêmios de exportação, que aumentam a competitividade do produto nacional e reforçam a remuneração dos vendedores.

Foto: Divulgação

Além do cenário geopolítico, o mercado acompanha com atenção as previsões climáticas para a próxima safra. A expectativa de intensificação do fenômeno El Niño ao longo do ciclo 2026/27 ampliou as preocupações quanto aos possíveis impactos sobre a produção mundial da oleaginosa.

Segundo o Cepea, esse ambiente de incerteza já influencia as estratégias de comercialização. Parte dos consumidores tem antecipado compras para reduzir o risco de enfrentar preços mais elevados ou dificuldades de abastecimento caso ocorram problemas climáticos durante o desenvolvimento da safra.

Ao mesmo tempo, produtores e demais vendedores vêm restringindo a oferta de grandes volumes no mercado, aguardando condições consideradas mais favoráveis para a comercialização.

Fonte: O Presente Rural
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