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Veterinário atualiza estratégias e detalha passos para elevar proteção dos aviários

Com a intensificação das ameaças sanitárias, como a Influenza Aviária e a Doença de Newcastle, os protocolos de limpeza e desinfecção ganham ainda mais relevância na prevenção de perdas econômicas e na garantia da saúde animal.

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A biosseguridade é um dos pilares fundamentais para o sucesso da avicultura, especialmente diante de desafios impostos por condições climáticas adversas e surtos virais. Com a intensificação das ameaças sanitárias, como a Influenza Aviária e a Doença de Newcastle, os protocolos de limpeza e desinfecção ganham ainda mais relevância na prevenção de perdas econômicas e na garantia da saúde animal.

A Organização Mundial de Saúde Animal estima que 20% da produção animal global é perdida devido a enfermidades, o que reflete a importância de medidas preventivas robustas. De acordo com o médico-veterinário Maurício Schiavo Marchi enfatiza que o processo deve seguir etapas que incluem limpeza a seco, pré-enxágue, limpeza úmida, detergência, enxágue, secagem, desinfecção, uma nova secagem e, por fim, uma segunda desinfecção por termonebulização. “Cerca de 80% do tempo deve ser dedicado à limpeza e os outros 20% à desinfecção nos aviários. Quando cada etapa é bem executada a carga microbiana da granja pode ser reduzida em sua totalidade, garantindo um ambiente mais seguro para as aves”, mencionou o profissional durante sua participação na Conferência Brasil Sul da Indústria de Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), realizada em meados de novembro, em Gramado, na serra gaúcha.

Além disso, a escolha do equipamento adequado é fundamental para garantir a efetividade dos programas de limpeza e desinfecção na avicultura. É necessário verificar fatores como tensão (110/220 V ou trifásico), vazão (litros por hora ou por minuto), pressão (bar ou PSI), tipo de ponteira, capacidade de aquecer a água e disponibilidade de conectores de reserva. “Hidrolavadoras, por exemplo, devem operar com vazão mínima de 800 litros por hora e pressão de 120 bar ou 1.740 PSI”, aponta Marchi.

Importância de protocolos bem planejados

A implementação de protocolos de limpeza e desinfecção adaptados às condições locais é essencial para mitigar os impactos de enfermidades na avicultura. “Investir em treinamento, produtos eficazes e gestão sanitária contribui para a sustentabilidade do setor e protege a competitividade da avicultura brasileira no mercado global”, salienta Marchi.

Entre os principais dispositivos utilizados para limpeza e desinfecção de aviários estão lançadores de espuma, hidrolavadoras de alta ou baixa pressão, pulverizadores costais, atomizadores, termonebulizadores, pedilúvios, arcos de desinfecção, tapetes sanitários e fumigadores de objetos. “Cada um desses equipamentos possui características que permitem uma aplicação específica e eficiente, dependendo da necessidade do ambiente”, menciona, frisando a importância de adaptar a diluição e o rendimento do produto de acordo com o tipo de equipamento. “Essa adaptação garante que o processo de desinfecção seja eficaz, sem desperdício de recursos ou comprometimento da saúde do lote”, afirma.

Outro aspecto importante na limpeza e desinfecção é a identificação das diferentes sujidades presentes na unidade produtora. As sujidades podem ser inorgânicas, como resíduos de sais minerais, formação de óxido e fuligem, e orgânicas, que incluem óleos, gorduras, proteínas, sangue, entre outros. “Para cada tipo de sujeira é necessário utilizar detergentes específicos, que podem variar entre soluções ácidas, neutras ou alcalinas, para garantir uma limpeza profunda e eficiente”, evidencia Marchi, destacando que a correta aplicação de programas de limpeza e desinfecção além de prevenir a propagação de doenças, também contribui para o bem-estar das aves e a qualidade da produção. “O uso adequado de produtos e equipamentos é essencial para manter a sanidade do rebanho e minimizar os impactos econômicos causados ​​por eventuais surtos”.

Eficiência da limpeza

Para avaliar a eficiência da limpeza, existem diferentes métodos, como o controle visual, dispositivos como o Clean Trace e bioluminômetros, o método do papel-toalha, checklists realizados durante o intervalo sanitário ou ainda a coleta de swabs para análise microbiológica.

Para Marchi o uso de lançadores de espuma é uma estratégia eficiente na limpeza de instalações avícolas, pois oferece diversas vantagens. “A aplicação visual da espuma facilita o controle do processo, garantindo melhor tempo de contato com as superfícies, evitando desperdícios de solução, agilidade na aplicação, segurança para o aplicador e maior aderência aos locais tratados”, pontua.

Marchi também aponta que diversos fatores podem interferir na ação de um desinfetante em nível de campo. Entre eles estão a qualidade da água utilizada, o nível de sujidade das superfícies, a técnica de limpeza de empregada, o tipo de superfície e o equipamento utilizado. “É essencial optar por um desinfetante testado e aprovado em condições reais de campo”, orienta o profissional.

Na escolha de um desinfetante, é fundamental considerar características específicas, como classificação veterinária, bom custo-benefício, estabilidade em solução, facilmente solúvel em água, ação germicida de amplo espectro e ecologicamente correto. “Além disso, o produto não deve ser corrosivo e nem tóxico para usuários e animais nos níveis de diluição recomendados, ter velocidade de ação adequada e ser eficaz em superfícies porosas e não porosas. Esses critérios garantem a eficiência e segurança no processo de limpeza”, explica Marchi.

Estratégias para limpeza e desinfecção eficiente dos aviários

A limpeza das linhas de água em aviários é essencial para avaliar a formação de biofilmes e identificar sua composição microbiológica. Marchi diz que entre os microrganismos que podem ser encontrados estão mesófilos aeróbios, enterobactérias, bolores e leveduras. “Após a confirmação da presença de biofilmes, o material coletado deve ser encaminhado para análise laboratorial”, menciona o profissional.

Outro procedimento importante é a nebulização aérea na presença de animais, com o objetivo de reduzir a pressão de infecção ambiental e a quantidade de poeira dispersa, que pode transportar agentes patogênicos. “Essa prática também ajuda a prevenir surtos respiratórios virais e infecções secundárias. O uso correto de nebulizadores de teto ou atomizadores é fundamental, assim como a regulação adequada dos equipamentos, aplicação em horários mais frescos do dia, manutenção da ventilação mínima, fechamento da cortina do lado do vento e evitar a aplicação direta sobre os animais são essenciais para garantir a eficácia do processo. É importante lembrar que protocolos de biosseguridade contínua devem limitar a quantidade de poeira, reduzindo a propagação de agentes patogênicos”, reforça o médico-veterinário. “A eficácia da nebulização pode ser monitorada por máquinas sugadoras que medem o volume de ar que entra no sistema para fazer a contagem bacteriana antes e após a desinfecção ambiental”, complementa.

Marchi recomenda o uso de desinfetantes aprovados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, bem como que o produtor leia o rótulo para garantir que o produto seja seguro para as aves e eficaz contra os desafios sanitários. “A frequência de aplicação pode variar entre três a cinco dias por semana, com uma ou duas aplicações diárias, sempre sob orientação de um médico-veterinário, considerando os desafios sanitários locais. Além disso, é fundamental que os desinfetantes não causem danos à mucosa respiratória das aves, preservando a integridade ciliar e das células caliciformes e das glândulas responsáveis ​​pela proteção do sistema respiratório”, aponta.

Médico-veterinário Maurício Schiavo Marchi: “Cerca de 80% do tempo deve ser dedicado à limpeza e os outros 20% à desinfecção nos aviários. Quando cada etapa é bem executada a carga microbiana da granja pode ser reduzida em sua totalidade, garantindo um ambiente mais seguro para as aves” – Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A limpeza e sanitização de painéis evaporativos deve ser feita para evitar o crescimento e multiplicação de bactérias e de algas, além da formação de depósitos minerais nas placas, que podem comprometer a renovação de ar no galpão. “Em regiões em que os aviários são próximos de lavouras, especialmente durante épocas de colheita, partículas de poeira podem carregar agentes patogênicos, reforçando a necessidade de um controle rigoroso e do uso de desinfetantes eficazes com tempo de ação adequado”, reforça Marchi.

Já a termonebulização é uma técnica utilizada no pré-alojamento das aves, indicada para reduzir os níveis de contaminação em unidades produtivas, incubatórios e fábricas de ração. “Esse método, que utiliza pouca água, é ideal para ambientes onde a umidade deve ser minimizada. Normas como a EN17272/2020 certificam a eficácia bactericida, viricida e fungicida dessa via de aplicação. É importante que os produtores verifiquem se o desinfetante utilizado na granja possui indicação para este uso no rótulo”, informa o profissional.

Pedilúvios e arcos de desinfecção são outras ferramentas importantes para a biosseguridade. Nos pedilúvios, é necessário ajustar a diluição do desinfetante, verificar o tempo de exposição e garantir uma troca frequente da solução. Já os arcos de desinfecção para veículos exigem atenção à diluição do produto, ao tempo de passagem e à estabilidade da solução.

Marchi também ressalta a importância dos Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs), que devem ser adaptados à realidade de cada granja, com linguagem simples e revisões periódicas. Entre os POPs recomendados estão os de limpeza e desinfecção, controle de moscas, higienização das mãos, manejo de composteiras, banhos e controle de roedores. “Ninguém melhor que o colaborador para auxiliar na elaboração do POP”, ressalta Marchi, destacando a importância de padronizar ações para garantir a eficiência e segurança nos processos.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Frango brasileiro ganha força no mercado externo e impulsiona exportações no início de 2026

Produção competitiva e preços atrativos colocam o país entre os líderes globais, com resultado recorde para janeiro, segundo dados da ONU analisados pelo Cepea.

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O bom desempenho do setor avícola brasileiro segue impulsionando as exportações de proteínas animais. O país registrou preços competitivos para a carne de frango no mercado internacional e ampliou os embarques tanto do produto quanto de ovos no início de 2026.

De acordo com dados da ONU, compilados e analisados pelo Cepea, o preço da carne de frango brasileira foi o terceiro mais competitivo do mundo em 2025, atrás apenas dos valores praticados na China e nos Estados Unidos. O cenário contribuiu para que as exportações nacionais atingissem o melhor resultado para um mês de janeiro desde o início da série histórica da Secex, iniciada em 1997.

No primeiro mês de 2026, o Brasil embarcou mais de 459 mil toneladas de carne de frango, volume 3,6% superior ao registrado em janeiro do ano anterior, que até então representava o recorde para o período. Na comparação com dezembro, porém, houve retração de 10%, já que naquele mês os embarques haviam superado 510 mil toneladas.

Outro fator que favorece o desempenho brasileiro é o perfil exportador do setor. Com base em informações do USDA, pesquisadores do Cepea destacam que Estados Unidos e China destinaram, respectivamente, 86% e 95% da produção de carne de frango ao consumo interno em 2025, enquanto o Brasil direcionou cerca de 67%, ampliando a participação no mercado internacional.

O avanço das exportações também foi observado no segmento de ovos. Os embarques brasileiros iniciaram 2026 em crescimento e alcançaram o maior volume para o mês de janeiro dos últimos 13 anos. Segundo o Cepea, o resultado foi impulsionado principalmente pelos envios de ovos in natura, enquanto as exportações de ovos processados também apresentaram aumento, porém em menor intensidade.

Entre os destinos internacionais, os Emirados Árabes Unidos voltaram a ocupar a liderança entre os principais compradores da proteína brasileira, após 11 meses. O país importou 1,05 mil toneladas de ovos, volume equivalente a 34% do total exportado pelo Brasil no período.

No mercado interno, os preços dos ovos permanecem firmes nas regiões monitoradas pelo Cepea. Segundo agentes do setor, a antecipação das compras por atacadistas e varejistas, motivada pelo abastecimento antes do recesso de carnaval, tem sustentado o bom ritmo das vendas nos últimos dias.

Fonte: Assessoria Cepea
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Da nutrição à automação, IPPE apresenta as tendências da cadeia mundial de proteína

Exposição revela avanço tecnológico, integração de mercados e o Brasil como exportador de soluções para a indústria.

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Fotos: Selmar Marquesin/OP Rural

O jornal O Presente Rural participou, mais uma vez, da International Production & Processing Expo (IPPE), considerada o maior evento anual do mundo dedicado às indústrias de aves, ovos, carnes e alimentos de origem animal. Realizada de 27 a 29 de janeiro, em Atlanta, nos Estados Unidos, a feira reuniu tomadores de decisão, líderes empresariais e especialistas de toda a cadeia global de proteínas, se posicionando como um dos principais termômetros das transformações que impactam o setor.

Reconhecida como um espaço estratégico para negócios, inovação e networking, a IPPE conecta, em um único ambiente, as principais tendências tecnológicas, desafios regulatórios e movimentos de mercado que influenciam diretamente a produção mundial de proteínas animais. Em 2026, o evento atingiu um novo patamar ao ocupar o maior espaço expositivo de sua história, com mais de 62 mil metros quadrados e a presença de mais de 1.380 expositores de diferentes países. Somente do Brasil, são 30% a mais dos expositores da feira do que registrado na edição de 2025.

Diretor do Jornal O Presente Rural, Selmar Franck Marquesin, e a jornalista Eliana Panty no IPPE 2026

Para o diretor do O Presente Rural, Selmar Frank Marquesin, a participação do jornal reforça a relevância da imprensa especializada no acompanhamento das mudanças estruturais do agronegócio global. “Na IPPE é onde as grandes decisões e tendências globais da proteína animal são apresentadas. Estar no IPPE 2026 foi fundamental para entender o que vem pela frente e traduzir essas informações para o produtor, a indústria e toda a cadeia no Brasil”, ressaltou.

Segundo ele, a cobertura internacional amplia o alcance do jornal e fortalece a conexão entre o mercado brasileiro e os principais polos globais de inovação. “Nosso compromisso é levar ao leitor informações que ajudem na tomada de decisão e na compreensão do cenário internacional, que hoje influencia diretamente o mercado brasileiro”, pontuou.

Vitrine da transformação tecnológica

Mais do que uma feira comercial, a IPPE figura como um espaço de convergência entre tecnologia, gestão e estratégia. O evento reflete a crescente complexidade da cadeia de proteínas animais, que exige soluções integradas em áreas como nutrição, sanidade, automação, sustentabilidade e eficiência operacional.

Ao longo dos três dias, empresas e especialistas apresentaram tecnologias voltadas ao aumento da produtividade, redução de custos, melhoria do bem-estar animal e atendimento às exigências de mercados cada vez mais atentos a critérios ambientais e sociais. Esse conjunto de fatores transforma a IPPE em um ambiente decisivo para a formulação de estratégias de médio e longo prazos no setor.

TECHTalks reforçam caráter técnico e educativo

Dentro da programação técnica, um dos destaques foram as TECHTalks, apresentações gratuitas de 20 minutos conduzidas por expositores. As sessões trouxeram experiências práticas, soluções aplicáveis ao dia a dia da produção e análises de mercado, reforçando o caráter educativo da feira.

As palestras abordaram desde inovações em equipamentos e nutrição até estratégias de gestão e uso de dados para tomada de decisão, contribuindo para a disseminação de conhecimento técnico entre produtores, indústrias e profissionais do setor.

Integração amplia alcance da feira

A força da IPPE está diretamente ligada à integração de três grandes eventos internacionais: International Feed Expo, International Poultry Expo e International Meat Expo. Essa convergência permite representar toda a cadeia de produção e processamento de proteínas, do campo à indústria, criando um ambiente propício para negócios, parcerias e intercâmbio de conhecimento.

Essa estrutura integrada transforma a feira em um ponto de encontro global, onde diferentes segmentos dialogam e constroem soluções conjuntas para desafios comuns, como sanidade, sustentabilidade e competitividade internacional.

Brasil deixa de ser importador de tecnologia

Um dos movimentos mais relevantes observados na IPPE 2026 foi o fortalecimento da presença brasileira como fornecedora de soluções para o mercado global. Marquesin destacou a mudança de posição do Brasil dentro do evento ao longo dos anos, sendo que nesta edição aumentou em 30% a participação de empresas brasileiras. “Ano a ano tenho percebido a participação maior dos brasileiros nesse que é o maior evento de processamento de proteínas animais. O Brasil passou por um momento em que os brasileiros vinham para a IPPE em busca de tecnologias em nutrição, equipamentos, genética, entre outros, para levar ao mercado brasileiro e melhorar desempenho e produtividade. Hoje percebemos empresas brasileiras expositoras na feira, trazendo tecnologias do Brasil, ou seja, o nosso país passou de importador para exportador de tecnologias”, destacou.

Marquesin ressaltou ainda que empresas brasileiras de sanidade, saúde animal, nutrição e equipamentos marcam presença como expositoras, evidenciando a maturidade tecnológica do setor nacional e sua capacidade de competir em nível global.

Avicultura latino-americana

Paralelamente à programação da feira, a Cúpula Latino-Americana de Avicultura de 2026 trouxe reflexões estratégicas sob o lema “Proteína de aves: não podemos viver sem ela”. O encontro destacou a avicultura como pilar da segurança alimentar, da sustentabilidade e da inovação na América Latina.

O evento reuniu líderes e especialistas para discutir decisões estratégicas diante de desafios econômicos, sociais e tecnológicos. A abertura contou com uma mesa redonda de CEOs com Lorenzo Martín, do El Gran Chaparral, do México; e Juan Felipe Montoya, da Huevos Kikes, da Colômbia, mediada por Mauricio Sanabria, da Hy-Line International.

Entre os temas debatidos estiveram doenças, mercados informais, infraestrutura logística, sucessão familiar e a necessidade de melhorar a comunicação com os consumidores, aproximando o campo dos centros urbanos e fortalecendo a confiança na produção avícola.

As discussões avançaram para temas técnicos sensíveis à produtividade. Foram abordados riscos associados ao manejo inadequado, como a disseminação da gripe aviária, e oportunidades ligadas à sustentabilidade, como o uso de biodigestores para produção de energia.

Dados sobre consumo per capita de ovos reforçaram a relevância da proteína avícola na região, com números expressivos no México, Colômbia e Brasil, que caminha para ultrapassar a marca de 300 ovos por habitante em 2026.

Outras apresentações trataram de micotoxinas, integridade intestinal, controle de Salmonella em fábricas de ração, manejo ambiental e influência da iluminação no desempenho das aves, além de estratégias de comunicação e branding para fortalecer a relação com o consumidor final.

O Presente Rural amplia cobertura internacional do agro

Ao acompanhar de perto esse ambiente de inovação e debate estratégico, O Presente Rural reafirma seu papel como elo entre o agronegócio brasileiro e os principais centros globais de decisão. “A presença do jornal na IPPE não é apenas institucional. É uma forma de garantir que o produtor e o setor tenham acesso direto ao que há de mais atual em tecnologia, gestão e mercado”, enfatizou Marquesin.

Na cobertura da IPPE 2026 o jornal conta na equipe com a jornalista Eliana Panty acompanhando de perto os principais debates, lançamentos e tendências do maior evento mundial da cadeia de proteínas animais.

A presença do jornal na IPPE conta com o apoio das empresas Agrifirm, Amlan International, Biōnte Animal Nutrition, Natural BR Feed, Poly Sell, Sanex, Vetanco e United Animal Health. “Nosso agradecimento aos apoiadores que acreditam no jornalismo especializado e viabilizaram essa cobertura internacional, levando informação qualificada e estratégica ao produtor e à indústria brasileira”, salientou Marquesin.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Coopavel premia os 10 melhores avicultores de 2025 durante Show Rural

Reconhecimento aos produtores integrados com os melhores índices de conversão alimentar evidencia o papel decisivo do manejo, da inovação e do trabalho em equipe na avicultura.

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Foto: Divulgação/Show Rural

O setor de Fomento Avícola da Coopavel fez na quarta-feira (11), durante a 38ª edição do Show Rural, a entrega de premiação aos melhores colocados da avicultura de 2025, integrados da cooperativa. A cerimônia movimentou o auditório do Centro Tecnológico da Avicultura com a presença de diversos produtores, familiares, técnicos e representantes do setor avícola.

Para o gerente do Fomento Avícola e do Frigorífico de Aves da Coopavel, Noraldino Borborema, a premiação dos melhores do ano estimula os produtores a buscar melhores resultados. “A diferença de 50 centavos por frango entre os melhores e a média representa um retorno de R$125 mil/ano para o produtor. A chave para o sucesso é investimento e melhorias no aviário, pois é o mesmo pintinho, a mesma ração e o mesmo suporte técnico. Por isso o Show Rural oferece possibilidades de inovação, novos equipamentos, fatores que envolvem o trabalho de manejo e as condições para buscar melhores resultados”, salienta Borborema.

Foto: Divulgação/Show Rural

Segundo ele, a Coopavel busca aumentar o número de produtores de alta performance este ano, visando acima de R$ 2 de média por frango em 2026, com foco no aprimoramento técnico e no trabalho em equipe para alcançar os resultados desejados, beneficiando todos os envolvidos da cadeia.

Premiação – A classificação dos melhores do ano leva em conta o melhor índice de conversão alimentar, que é calculado pela quantidade de quilos de ração que o frango come para produzir um quilo de carne, um quilo de peso vivo. Como melhores produtores de 2025 ficaram: Arlindo Ferneda (Guaraniacu), com 1.480; Giliardi Andreolla (Guaraniacu), com 1.481; e Genesio Gregolon (Campo Bonito), com 1.500.

Fernando Ferneda, representou o pai na premiação, e atribui o sucesso ao cuidado diário, incluindo atenção aos frangos, apoio familiar e a colaboração da assistência técnica da Coopavel. “A gente fica faceiro, feliz por receber um resultado desse, mas tudo depende do cuidado do dia a dia. O resultado é uma junção do incentivo e experiência da família, dos conhecimentos e orientações que nos passam, de você entender o que a veterinária tá falando, além de aceitar novas ideias, é importante abrir a tua mente para novas ideias”, relata com satisfação Ferneda ao dizer que espera repetir o feito este ano.

Genesio Gregolon conquistou o terceiro lugar no ranking dos melhores avicultores de 2025. Ele expressou grande felicidade e gratidão, destacando a recompensa pelo trabalho, o incentivo para melhorar e a importância do evento promovido pela Coopavel. Ele atribuiu o sucesso ao trabalho árduo, dedicação e fé, além do suporte técnico da cooperativa, especialmente da equipe veterinária.

Confira os 10 melhores do ano, do primeiro ao décimo colocados:

  • Arlindo Ferneda – Guaraniacu
  • Giliardi Andreolla – Guaraniacu
  • Genesio Gregolon – Campo Bonito
  • Altevir Ferneda – Guaraniacu
  • Gladistone Cominetti – Santa Lúcia
  • Milton Neckel – Cascavel
  • Daniel Salvatti/ Tiago Salvatti – Cascavel
  • Adilson Rodrigues Leite/Vilamir Tussi/ Delir Rosset – Cascavel
  • Leomar Casarolli – Corbélia
  • João Piovesan/ Amilton Piovesan – Corbélia

Fonte: Assessoria Show Rural
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