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Verminoses em galinha caipira causam sérios prejuízos ao produtor

As aves domésticas são igualmente sujeitas a numerosas infestações de endoparasitoses

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 Artigo escrito por Guilherme Augusto Vieira, médico veterinário e sócio da Farmácia na Fazenda

Você sabia que as galinhas caipiras têm vermes e precisam ser vermifugadas? As verminoses ou endoparasitoses são patologias causadas por vermes em todos os animais domésticos, sendo evidenciadas com grande visualização de sinais e sintomas nos animais de produção como os bovinos, nos equinos, ovinos, caprinos e principalmente nos cães. As aves domésticas são igualmente sujeitas a numerosas infestações de endoparasitoses.

Entretanto, o controle de vermes em criações industriais (granjas industriais) de frangos de corte é negligenciado e alguns criadores entendem que o período de produção curto (35 a 40 dias) não é necessário a utilização de vermífugos. Já a produção de poedeiras, por possuir um período produtivo mais longo nota-se uma infestação maior e o controle é realizado de forma sistemática.

E o controle de verminoses em galinhas caipiras? Aí é que está o grande problema. Pelo fato destes animais serem rústicos, criados soltos e a falta de informações, os criadores “acham” que as galinhas não precisam ser vermifugadas. Contudo, é comum as galinhas caipiras criadas soltas (ou semi-intensivo) e as aves selvagens apresentarem infestação por vermes, muitas vezes não diagnosticadas e os animais morrem sem um diagnóstico adequado.

Atualmente ocorreu uma mudança na produção da galinha caipira, tornando-a tecnificada, com produção em galpões e aumentando a densidade de aves nestes ambientes.

Neste novo modelo produtivo, há introdução de cama (maravalha, casca de arroz, café, etc.), alguns galpões possuem piso de chão batido, na grande maioria das criações as galinhas permanecem um período no galpão e outro período são soltas, com isso se alimentam de insetos, há um aumento de besouros e moscas nos galpões, todos estes fatores  favorecem a incidência de vermes chatos e redondos em criações de galinhas  caipiras.

A infestação das galinhas caipiras (granjas também) ocorrem por ciclo direto via transmissão horizontal (aves para aves), através da ingestão de larvas, ou pelo ciclo indireto requerendo um hospedeiro intermediário como insetos e moluscos. A transmissão de maneira geral ocorre mediante a ingestão de ovos de parasitas, através de água e alimentos contaminados.

Outros fatores que favorecem a infestação dos animais são higiene inadequada dos galpões, alta densidade de aves, erros de manejo sanitário e principalmente a vermifugação preventiva. Existe uma variedade muito grande de helmintos que parasitam as aves. São dois grupos os de maior importância, os cestoides e os nematoides.

Como verificar se os animais estão infestados?

O primeiro passo para o criador é verificar o estado de saúde dos animais. Segundo verificar a presença de parasitos nas fezes e na cama onde animais se encontram. Geralmente os áscaris (lombrigas) estão presentes nas fezes e no ambiente. Se possível consultar o médico veterinário para orientações.

Como tratar a verminose nas galinhas caipiras?

Existem dois tipos de tratamentos das verminoses: Tratamento curativo (para os animais infestados e doentes) e o preventivo através de vermifugação preventiva, a adoção de medidas higiênico sanitárias e manejo eficiente.

Entre as medidas preventivas a serem adotadas destacam-se:

  • Limpeza dos galpões após a saída das galinhas para o “passeio” diário;
  • Realizar o vazio sanitário após a saída do lote;
  • Limpeza do terreiro e pasto onde as galinhas realizam o passeio diário;
  • Limpeza dos ninhos onde as galinhas realizam a postura;
  • Revolver a cama sistematicamente;
  • Retirada dos animais doentes

E os prejuízos causados pelas verminoses nas galinhas caipiras?

As endoparasitoses (verminoses) causam sérios prejuízos sanitários e econômicos aos criadores. Os prejuízos sanitários além da perda de peso, falta de apetite, diarreias e problemas respiratórios, desenvolvimento tardio e predisposição a outras doenças, pois o organismo fica vulnerável tornando-se portas de entrada para bactérias, vírus e fungos levando os animais à morte.

Os prejuízos econômicos destacam-se ao emagrecimento dos animais, diminuindo o peso e consequentemente aumenta o tempo de abate dos animais gerando mais custos e despesas. Quanto à postura há diminuição ou perdas nas produções de ovos além dos problemas mencionados. Em ambos os casos os criadores têm muito gastos com medicamentos, tratamentos auxiliares, despesas com veterinários, além da falta de renda dos produtos que a granja comercializa e a reposição de pintos.

Ao terminar este artigo observou-se a necessidade de vermifugar as galinhas caipiras, pois os prejuízos provocados pelas verminoses são muito grandes além de um aumento de custo da produção.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Exportações gaúchas de carne de frango têm queda de 0,3% no trimestre e alta de 6,3% na receita

Desempenho foi sustentado pelas vendas externas em março, quando os embarques cresceram 12% na comparação anual, além da valorização do produto no mercado externo e da expansão das vendas de ovos, que subiram 45,6% em volume no período.

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O desempenho das exportações de carne de frango do Rio Grande do Sul neste primeiro trimestre foi marcado por movimentos distintos entre os períodos. Enquanto o mês de março apresentou crescimento de 12% no volume embarcado em comparação ao mesmo mês de 2025, passando de 63 mil toneladas no ano passado para 70 mil toneladas neste ano, o volume das exportações no acumulado do trimestre registrou leve retração de -0,3% frente ao ano anterior, resultado que reflete estabilidade e retomada de mercados.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Em termos de receita, o desempenho foi positivo tanto no mês quanto no acumulado do ano, evidenciando a importância do produto avícola gaúcho nos países importadores. Em março deste ano, as exportações de carne de frango apuraram receita de US$ 135.1 milhões, crescimento de 21,9% em relação aos US$ 110.8 milhões registrados no mesmo mês de 2025. No consolidado do primeiro trimestre, o faturamento atingiu US$ 362.2 milhões, alta de 6,3% frente aos US$ 340.8 milhões obtidos no mesmo período do ano anterior, refletindo a valorização do produto no mercado internacional.

Segundo o presidente executivo da Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, o desempenho demonstra o valor da indústria avícola gaúcha nos países importadores. “A carne de frango produzida aqui no Estado segue valorizada no mercado internacional, impulsionada pela demanda global, por questões sanitárias em outros países e a fidelização de muitos importadores, que ao fim dos

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: ““A carne de frango produzida aqui no Estado segue valorizada no mercado internacional, impulsionada pela demanda global, por questões sanitárias em outros países e a fidelização de muitos importadores” – Foto: Divulgação/Asgav

embargos, voltaram com muito “apetite” a comprar nosso produto”, afirma.

O setor está muito atento aos efeitos da crise no Oriente Médio, que tem elevado o custo de produção.

Aumento nas exportações gaúchas

No segmento de ovos, as exportações do Rio Grande do Sul totalizaram 1.730 toneladas no primeiro trimestre, volume 45,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, com 1.188 toneladas embarcadas. Com este expressivo aumento nos volumes exportados, a receita apresentou crescimento de 78,1%, alcançando US$ 6.8 milhões, contra os US$ 3.8 milhões do ano passado, refletindo a valorização do produto no mercado internacional e a recomposição gradual da demanda externa de mercados relevantes.

Foto: Shutterstock

Santos avalia que a manutenção de mercados estratégicos reforça as perspectivas positivas no setor da indústria e produção de ovos gaúcha. “A retomada das exportações de ovos, especialmente para destinos tradicionais, reafirma o Rio Grande do Sul no comércio internacional e traz boas perspectivas de crescimento ao longo do ano, acompanhando a demanda externa e a crescente valorização do produto avícola gaúcho”, destaca.

Exportações de carne de frango crescem 6% 

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) totalizaram 504,3 mil toneladas em março, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O número supera em 6% o total exportado no mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 476 mil toneladas.

A receita mensal das exportações também registrou recorde. Ao todo, foram US$ 944,7 milhões em março deste ano, número 6,2% maior em relação aos US$ 889,9 milhões no mesmo período de 2025.

No ano (janeiro a março), o volume embarcado pelo setor chegou a 1,456 milhão de toneladas, superando em 5% o total exportado no

Foto: Shutterstock

primeiro trimestre de 2025, com 1,387 milhão de toneladas. O crescimento é ainda mais expressivo em receita, com US$ 2,764 bilhões neste ano, resultado 6,9% maior em relação ao ano anterior, com US$ 2,586 bilhões no ano passado.

Exportações brasileiras de ovos

O mercado externo para a indústria brasileira de produção de ovos, no total acusou recuos em volumes e receitas no trimestre, conforme quadro abaixo. Isso, se deve ao reposicionamento e planejamento de produção e volumes comercializados de alguns estados que certamente irão retomar os níveis médios exportados no decorrer dos últimos meses.

Fonte: Assessoria Asgav
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Simpósio de Avicultura arrecada mais de R$ 10 mil para entidade em Chapecó

Valor foi obtido com vendas durante o evento e destinado à associação que apoia hospitais da região.

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O lucro obtido com as vendas foi de R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste - Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

O Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) realizou, entre os dias 7 e 9 de abril, o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), em Chapecó. Durante o evento, os participantes tiveram acesso à NúcleoStore, loja com produtos personalizados cuja arrecadação é destinada a uma instituição local a cada edição.

Foram comercializados itens como bótons, camisetas, meias, lixocar e mousepads, com comunicação voltada ao setor avícola. Ao todo, a iniciativa arrecadou R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste (Avhro).

A Avhro completa em 2026 24 anos de atuação, destacando-se como uma das principais entidades de voluntariado da região oeste – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

A ação integra as iniciativas do Nucleovet para associar eventos técnicos a atividades de apoio à comunidade. Segundo a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o objetivo é ampliar o impacto das ações realizadas durante o simpósio.

A presidente da Avhro, Édia Lago, informou que parte dos recursos já foi aplicada na melhoria da estrutura da sede da instituição. Entre as ações, está a revitalização de um espaço externo, com reorganização da área de acesso, o que deve facilitar o fluxo de veículos e ambulâncias.

A Avhro completa 24 anos de atuação em 2026 e reúne mais de 300 voluntárias. A entidade presta apoio ao Hospital Regional do Oeste (HRO), ao Hospital da Criança de Chapecó e ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, em Coronel Freitas, com ações voltadas ao atendimento de pacientes e suporte às famílias.

Entre as atividades desenvolvidas estão a produção anual de cerca de 43 mil fraldas descartáveis, 350 enxovais de bebê, além de roupas hospitalares e outros itens utilizados nos atendimentos. A associação também organiza a entrega de cestas básicas para pacientes em tratamento oncológico.

Outro eixo de atuação é o brechó solidário, que destina roupas gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade e apoia ações emergenciais. A entidade também participa de campanhas de doação para municípios afetados por desastres em diferentes regiões do país.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, iniciativas que conectam o setor agropecuário a ações sociais têm ganhado espaço no Brasil, reforçando o papel do setor além da produção.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
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