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Ventilação mínima: princípios e principais pontos de atenção
Correto manejo da ventilação mínima é de extrema importância para a obtenção de resultados zootécnicos superiores e a expressão de todo o potencial genético das aves

Rodrigo Tedesco Guimarães, Supervisor Regional de Serviços Técnicos, especialista em frango de corte da Aviagen
Contato: rtedesco@aviagen.com Aviagen
A ventilação é o principal parâmetro de atenção e controle de um ambiente adequado para as aves. A ventilação mínima traz ar fresco para dentro do galpão, remove o excesso de umidade e limita o acúmulo de gases potencialmente nocivos.
Trata-se de um processo orientado por ciclos de tempo. A qualquer hora, dia ou noite, que a temperatura externa estiver abaixo do Set-Point do aviário, deve-se considerar “clima frio em relação às aves” e a ventilação mínima será benéfica para as mesmas.
Deve-se ter atenção a dois pontos fundamentais para a correta execução da ventilação mínima:
1 – Aviário Bem-Vedado e Isolado
- Os aviários devem ser bem fechados e vedados ao máximo.
- Quanto melhor a vedação do galpão:
- mais fácil será criar a pressão negativa;
- mais controle você terá de onde e do modo como o ar entrará no aviário;
- Um aviário bem isolado manterá o calor em seu interior em condições de clima frio.
2 – Capacidade de Aquecimento
Deve-se ter capacidade de aquecimento suficiente para manter o Set-Point ideal de acordo com a idade das aves, proporcionando ventilação adequada para que a qualidade do ar seja aceitável para as aves independente da temperatura externa.
Reduzir a capacidade de aquecimento em um aviário não reduzirá necessariamente o custo/consumo total do aquecimento:
ter mais capacidade de aquecimento, bem distribuído em todo o aviário, muitas vezes resultará em menor custo e ambiente melhor e mais uniforme para as aves.
A ventilação não deve ser reduzida abaixo do mínimo necessário para manter a qualidade do ar (umidade, amônia, CO2, CO) a fim de reduzir o custo de aquecimento.
Para o correto manejo e configuração da ventilação mínima, o ar frio deve passar pelas entradas das paredes laterais dos galpões (Inlets), e ser direcionado até o topo do teto.
Isso é importante porque:
- mantém o ar frio que entra longe das aves;
- o ar frio que entra irá misturar-se com o ar quente interno do aviário, que em um aviário bem isolado e vedado se acumula no topo do teto;
- o fluxo do ar que entra ajuda a trazer o ar quente para baixo, a nível das aves;
- a ventilação mínima ajuda a misturar o ar no aviário, quebrar qualquer estratificação térmica e na qualidade do ar;
Durante a ventilação mínima, as entradas de ar devem operar de acordo com a pressão negativa (diferencial de pressão).
A pressão negativa operacional ideal para um aviário específico varia e depende:
- da largura do aviário (distância que o ar precisa percorrer para chegar ao topo do teto);
- do ângulo e forma do teto interno;
- do tipo de entrada de ar;
- do tamanho da entrada de ar;
Para uma determinada forma de teto, a exigência da pressão será menor para um teto liso em comparação com um teto com vigas/treliças expostas.
Um guia útil para estimar a pressão operacional para um determinado aviário, é que para cada aumento na pressão negativa de 3-4 Pa, o ar será lançado cerca de 1m para dentro do aviário.
Por exemplo, para um aviário com 14 m de largura, a pressão operacional deverá ser:
(14/2) * 3-4 = 21-28 Pa
O manejo da entrada de ar é parte crucial da ventilação mínima. Geralmente, nem todas as entradas de ar deverão ser abertas durante a ventilação mínima, e estas deverão ser abertas de maneira uniforme garantindo o correto fluxo e distribuição de ar uniformes.
A abertura mínima recomendada da entrada de ar é de aproximadamente 5cm.
Se as entradas de ar não estiverem abertas o suficiente, o ar que entra só percorrerá uma curta distância antes de chegar até as aves, independentemente da pressão do aviário.
Se as entradas de ar estiverem muito abertas ou muitas delas estiverem abertas, a pressão negativa no aviário será reduzida e a velocidade que o ar entrará no aviário será muito baixa, chegando diretamente até as aves.
Ter menos entradas de ar abertas e com a abertura “correta” (mínimo de 5 cm) é melhor do que ter todas as entradas de ar não suficientemente abertas.
Se houver obstáculos no teto e/ou forração do aviário obstruindo a passagem do ar, será importante utilizar uma placa direcionadora do ar, que deverá ser instalada acima da entrada de ar lateral (Inlet).
Se o aviário tiver um teto liso, a orientação geral é ajustar a placa direcionadora de modo que o ar entre em contato com a superfície do teto ±0,5m a 1m distante da parede lateral.
Para tetos que tenham obstruções que cruzam a direção do fluxo de ar, a placa direcionadora deve ser ajustada para conduzir o ar que entra abaixo da(s) obstrução(s).
Uma forma simples e eficaz de verificar se a configuração da placa direcionadora está correta é, usar um ponteiro laser fixado na placa afim de ajustar o ângulo correto desta.
Abaixo dois exemplos de utilização de ponteiro laser para verificar o fluxo do ar:

O fluxo do ar e a pressão operacional devem ser testados, verificados e confirmados através de um teste de fumaça ou do método com fita magnética.
O ar deve fluir para o centro do aviário (topo do telhado) antes de desacelerar e descer em direção ao chão.
Ao usar um teste de fumaça verifique:

Ao usar o método com fita magnética verifique:
- Escolha uma entrada da ventilação mínima, de preferência, próximo da entrada do aviário.
- Pendure tiras de fita magnética ou de plástico leve (aproximadamente 15cm de comprimento) a cada 1-1,5m na frente da entrada escolhida, até o topo do teto.
- Se o movimento do ar estiver correto, cada tira deverá se mover. A tira mais próxima da entrada de ar se moverá mais do que as outras tiras, e à medida que observamos as demais tiras em direção ao topo do teto o movimento vai diminuindo gradativamente.
- Essas tiras podem permanecer no lugar durante todo o ciclo de produção, para fornecer uma verificação visual rápida.
A regulagem/calibração/verificação das entradas deverá ser feita quando o aviário estiver na temperatura operacional definida e a temperatura externa for mínima (em outras palavras, em condições menos favoráveis).
As explicações acima sobre a configuração e manejo das entradas referem-se às laterais (Inlets). No entanto, os princípios básicos serão aplicados à maioria dos tipos de entrada ao serem utilizadas durante a ventilação mínima. É importante ter em mente que o ar quente sobe e se acumula sempre na parte mais elevada do galpão e todo o ar que entra, independentemente do tipo de entrada, deve ser direcionado para cima, garantindo assim o correto acondicionamento e dinâmica de ar.
Como calcular a taxa de ventilação mínima?
Existem tabelas e programas de ventilação mínima que se baseiam em uma série de fatores, tais como o peso corporal das aves, níveis de CO2, amônia, temperatura e umidade ambiental.
Qualquer programa de ventilação mínima deve ser considerado apenas como uma forma de orientação, visto que, na maioria das vezes, a ventilação mínima destina-se a controlar a umidade, não a fornecer ar fresco às aves.
O aumento da umidade no aviário é muitas vezes o primeiro sinal de insuficiência na ventilação mínima.
Ao avaliar o histórico de umidade, verifique o comportamento da mesma e observe como estava a umidade ao entardecer e como está ao amanhecer. Esta informação é importante para verificar possíveis sinais de insuficiência na ventilação, constatada sempre que a umidade ao amanhecer for superior a umidade ao entardecer.
O bom manejo do ciclo de ventilação mínima é importante para garantir que o ar úmido seja removido do aviário de forma eficiente. Normalmente quando a umidade está sob controle, as outras variáveis como CO2, amônia, umidade da cama e níveis de poeira também estarão.
Para garantir que saúde, bem-estar e indicadores zootécnicos não sejam comprometidos, torna-se importante manter os níveis abaixo:
- Amônia: abaixo de 10ppm;
- CO²: abaixo de 3000ppm;
- CO: abaixo de 10ppm;
- Umidade ambiental: 60-70% no alojamento e 50-60% nas demais fases;
- Poeira: os níveis de poeira no aviário devem ser mantidos mínimos;
Quando em visita à uma granja, avalie a qualidade do ar no primeiro minuto em que entrar no aviário, evitando assim que se habitue às condições internas do aviário.
O comportamento das aves e a qualidade do ar são os melhores indicadores da qualidade do manejo da ventilação mínima.
Observe as aves em silêncio e responda as seguintes questões:
- Como está a atividade das aves nos comedouros e bebedouros?
- As aves estão distribuídas adequadamente?
- Há áreas abertas sem aves?
Para minimizar possíveis interferências ao observar o comportamento das aves, certifique-se de que ninguém tenha estado no aviário nos últimos 20-30 minutos. Se houver uma janela de visualização na sala de serviço, use-a para observar o máximo possível o comportamento e a distribuição das aves antes de entrar no aviário.
Os seguintes sinais sugerem a necessidade de aumentar a taxa de ventilação mínima:
- UR elevada;
- ar “abafado”;
- níveis de amônia elevados;
- gotas de água (condensação) nas linhas de água;
- condensação nas paredes e/ou no teto;
- cama úmida;
Os seguintes sinais sugerem que a taxa de ventilação mínima pode estar elevada e que pode ser reduzida:
- a qualidade do ar está tão boa quanto a externa;
- cama muito seca;
- ambiente empoeirado no aviário;
- não foi possível manter a temperatura definida no aviário durante a noite;
Durante toda a vida do lote, faça anotações sobre as mudanças aplicadas à ventilação mínima. Use as anotações para atualizar as configurações do controlador e o programa de ventilação mínima.
Lembre-se que o correto manejo da ventilação mínima é de extrema importância para a obtenção de resultados zootécnicos superiores e a expressão de todo o potencial genético das aves. As taxas de ventilação mínima podem e devem ser alteradas sempre que os fatores mencionados acima não estiverem dentro dos parâmetros aceitáveis.
Deve-se manejar as taxas de ventilação mínima com a mesma atenção dada ao manejo da temperatura, e sempre que se optar por reduzir as taxas, isto deve ser feito sem que prejudique a qualidade do ar.
Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2020 ou online.

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Paraná reforça vigilância contra gripe aviária com operação no Litoral
Ação preventiva da Adapar mobiliza equipes em sete municípios até 27 de março.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), por meio da Divisão de Sanidade Avícola, iniciou uma nova ação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no território paranaense. Desta vez, a operação ocorre no Litoral do Estado.
A iniciativa teve início nesta terça-feira (17), com uma reunião realizada no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no município de Pontal do Paraná. As atividades seguem até o dia 27 de março e abrangem os sete municípios da região – Pontal de Paraná, Paranaguá, Guaratuba, Matinhos, Morrestes, Antonina e Guaraqueçaba.
Além dos 16 servidores da autarquia, participam também médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Essa ação é da Petrobras e faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação é executada pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná.
A reunião inicial apresentou aos participantes os objetivos e a metodologia de trabalho da operação. Foi destacado que o Paraná registrou 13 focos da doença em aves silvestres em 2023 e, desde então, não houve novas ocorrências no Estado. Atualmente, não há suspeitas em investigação, e a ação tem caráter preventivo, baseada em análise de risco.
A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, foi responsável por orientar os servidores e falou sobre a importância das ações contínuas de fiscalização, orientação e prevenção, como o principal pilar da defesa sanitária. “A manutenção de equipes a campo, com ações contínuas de vigilância, orientação e fiscalização, é essencial para mitigar o risco e preservar o status sanitário da agricultura paranaense, garantindo a segurança da cadeia produtiva”, afirma.
Ações
As atividades do Serviço Veterinário Oficial, realizadas pela Adapar e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), incluem a fiscalização de propriedades com criação de aves. Também fazem parte das ações a orientação sobre a prevenção à introdução do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e da Doença de Newcastle -DNC (doença viral contagiosa), além da educação sanitária voltada a proprietários de aves de subsistência.
O PMP-BS contribuiu diretamente com a operação. Na tarde do primeiro dia, os veterinários do projeto auxiliaram os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais das enfermidades.
O médico-veterinário e responsável técnico do PMP-BS, Fábio Henrique de Lima, destaca a importância da atuação conjunta para a proteção da sanidade animal no Estado. “O trabalho executado pelo Laboratório da Ecologia de Conservação com a Adapar foi algo essencial para que a gente conseguisse controlar não só a questão da parte produtiva em relação à gripe aviária, mas também em relação à conservação da fauna marinha”, comenta.
Fábio ainda salienta a importância da parceria para a valorização dos órgãos públicos que atuam nessa área. “A valorização desses órgãos públicos e também da Universidade Federal, faz com que a gente, por meio de pesquisa, ciências, estudos, extensão, consigamos cada vez mais entender, diminuir esses riscos e ter a possibilidade de trabalhar em conjunto. Esse fortalecimento não cresce apenas em uma área, mas sim faz o que chamamos de uma só saúde, o que deve ser o nosso norte”, salientou.
Desenvolvimento
Após as orientações iniciais, as equipes definiram as rotas de atuação. Cada grupo será responsável pelas vistorias em locais previamente selecionados e deverá seguir um cronograma, com o objetivo de cumprir as metas de fiscalização estabelecidas.
A fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Anna Carolina Penna, que atua no escritório local de Ivaiporã e que participa pela primeira vez de uma operação, destacou a expectativa em contribuir com as ações em campo. “É um trabalho totalmente diferente do que estamos acostumados no interior, onde trabalhamos mais com os animais de produção, então, ter esse contato diferenciado aqui no Centro do Mar é importante para a gente. Viemos para somar”, avalia.
Relevância
A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental para a saúde pública e para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.
Além da conexão com o conceito de Saúde Única — que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental —, o controle de doenças impacta diretamente na geração de empregos, no desenvolvimento econômico e no abastecimento alimentar em nível nacional.
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Aviário escola no Oeste do Paraná amplia estrutura para dobrar formação de mão de obra
Unidade em Assis Chateaubriand passa a operar com 1.040 m² e capacidade para 19,7 mil aves. Investimento de R$ 500 mil permite mais cursos e treinamento prático em ambiente que replica a produção comercial.

A avicultura da região Oeste do Paraná tem mais um suporte para continuar crescendo e se desenvolvendo. Isso porque, em fevereiro, o Sistema Faep reinaugurou o aviário escola no Centro de Treinamento Agropecuário (CTA) no município de Assis Chateaubriand. A obra de ampliação modernizou a unidade utilizada para capacitar profissionais da área, produtores e trabalhadores rurais com as técnicas e tecnologias mais modernas disponíveis no mercado.
A estrutura, de 1.040 m² e capacidade para alojar até 19,7 mil aves, funciona como unidade demonstrativa, replicando as etapas da produção de frango de corte, com foco em biosseguridade, bem-estar animal, manejo e sustentabilidade.
Com investimento de R$ 500 mil, recursos do próprio Sistema Faep, a reforma priorizou a obra civil. A principal mudança envolve a construção de uma nova sala de aula, permitindo a realização de dois cursos simultaneamente. A obra também incluiu dois banheiros no local e a expansão da área para instalação de equipamentos, garantindo maior comodidade e eficiência logística. “A modernização do aviário escola é um investimento estratégico no setor que move o Paraná, uma superpotência nacional na avicultura. Manter a liderança exige capacitação constante.”, salienta o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Presidente Ágide Eduardo Meneguette presente na reinauguração de aviário escola no CTA de Assis Chateaubriand: “A modernização do aviário escola é um investimento estratégico no setor que move o Paraná, uma superpotência nacional na avicultura” – Foto: Divulgação/Faep
De acordo com ele, esta reforma amplia a capacidade de formar profissionais e produtores, disseminando as melhores práticas que garantem produtividade, sustentabilidade e segurança alimentar. “É um legado para o fortalecimento contínuo da nossa cadeia produtiva”, exalta Meneguette.
Os equipamentos de última geração instalados no local como silos, comedouros, bebedouros, sistema de climatização com inlets e exaustores, fornos e painéis controladores, foram obtidos por meio de comodato e/ou doação de empresas do setor. “Produtores e cooperativas fizeram volumosos investimentos nesse setor e precisamos qualificar os colaboradores para desempenhar um bom trabalho e trazer lucratividade. O aviário escola permite isso, pois é tecnológico, equipado com o que há de mais avançado”, destaca o presidente do Sindicato Rural de Marechal Cândido Rondon, Edio Luiz Chapla.
“É um laboratório para os avicultores e funcionários, que fazem o treinamento e aplicam na propriedade rural para melhorar a produtividade dos aviários. Hoje há dificuldade de encontrar pessoas qualificadas para trabalhar na avicultura. Esse aviário escola vem ao encontro da necessidade e dos interesses dos produtores rurais”, complementa o presidente do Sindicato Rural de Assis Chateaubriand, Valdemar Mellato.

Reinauguração de aviário contou com a presença de 100 pessoas, entre autoridades, líderes do setor e parceiros – Foto: Divulgação/Faep
Atualmente, o Paraná responde por um terço dos abates de frangos do Brasil. No cenário estadual, a região Oeste, onde está localizado o aviário escola, é a principal produtora: Toledo, com 66,3 mil toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 917,6 milhões e Assis Chateaubriand com 52,5 mil toneladas e VBP de R$ 795 milhões, segundo informações do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Demanda crescente
O espaço, inaugurado em outubro de 2014, já recebeu mais de 640 cursos ao longo dos últimos 11 anos, capacitando mais de 7,5 mil alunos. A crescente demanda por treinamentos motivou a reforma, que focou na ampliação da estrutura física para dobrar a capacidade de atendimento. “A estrutura é utilizada para cursos que equilibram eficiência produtiva com responsabilidade ambiental e social, focando em bem-estar animal, uso eficiente de recursos como água e energia solar, e gestão de resíduos”, explica Alcione Mazur, gerente do Departamento de Organização e Gestão da Execução do Sistema Faep.
A nova estrutura permite otimizar a oferta de cursos que já estavam em expansão. Desde 2024, o CTA tem ampliado seu portfólio, incluindo os treinamentos de Ambiência na Avicultura, Elétrica para Aviários, Manejo de Frangos de Corte e Manutenção Preventiva de Equipamentos. Agora, com a reforma, será possível realizar essas capacitações com o dobro de turmas, atendendo a uma demanda crescente.
A programação dos próximos cursos do aviário escola no CTA de Assis Chateaubriand do Sistema Faep está disponível no site e nos sindicatos rurais. Todas as capacitações da entidade são gratuitas e contam com certificado.
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Manejo do frango de corte moderno norteia debate em painel do SBSA
Especialistas discutem como equilibrar eficiência produtiva, bem-estar animal e sustentabilidade na avicultura, com foco em aplicações práticas no campo durante 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura.

Os médicos-veterinários Rodrigo Tedesco Guimarães e Lucas Volnei Schneider serão os palestrantes do painel Manejo do Frango de Corte Moderno, durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). A apresentação está amrcada para o dia 08 de abril, às 14 horas, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e será realizado de 07 a 09 de abril de 2026.

Médico-veterinário Rodrigo Tedesco Guimarães será um dos palestrantes do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura – Foto Divulgação
Rodrigo Tedesco Guimarães é médico-veterinário formado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), no Rio Grande do Sul, com MBA em Gestão Empresarial pela Faculdade da Serra Gaúcha. Especialista em frango de corte e ambiência, é responsável pelo suporte técnico aos clientes da Aviagen no Brasil. Com 21 anos de atuação na indústria avícola, acumulou experiência em empresas como Frigorífico Nicolini, Agrofrango e Sadia/BRF (MBRF). É coautor do capítulo “Manejo Inicial e do Crescimento” do livro Produção de Frangos de Corte, 3ª edição da Facta.
Ao antecipar os temas que serão discutidos durante o Simpósio, Guimarães destaca que o melhoramento genético transformou a avicultura mundial e impõe novos desafios ao setor. “O melhoramento genético foi decisivo para tornar a carne de frango a proteína animal mais consumida no mundo. Evoluímos muito neste aspecto e em nutrição, manejo e biosseguridade, mas o grande desafio agora é equilibrar eficiência produtiva com bem-estar animal, sustentabilidade ambiental, qualidade da carne e segurança alimentar. Precisamos manter altos níveis de produtividade sem comprometer a saúde das aves, buscando desempenho aliado à robustez fisiológica e menor impacto ambiental”, avalia.

Médico-veterinário Lucas Volnei Schneider será um dos palestrantes do 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura – Foto Divulgação
Lucas Volnei Schneider é médico-veterinário, com MBA em Gestão e Desenvolvimento de Pessoas e formação técnica em Agropecuária pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Atualmente atua como Gerente sênior de produção avós na Cobb Genetics América Latina. Com sólida trajetória na indústria avícola desde 2005, Schneider possui ampla experiência na produção de matrizes e frangos de corte, com foco na gestão de pessoas, melhoria de processos operacionais e implementação de práticas estratégicas voltadas à eficiência produtiva e à geração de resultados no setor.
“O manejo adequado do frango de corte é um ponto importante quando falamos de eficiência produtiva na avicultura moderna”, destaca a presidente da Comissão Científica do SBSA, Daiane Albuquerque. “Aspectos relacionados à ambiência, densidade, bem-estar animal, controle de variáveis ambientais e aplicação correta de protocolos técnicos impactam diretamente no desempenho zootécnico, na conversão alimentar e na sustentabilidade da produção. Durante o painel, os especialistas trarão uma abordagem prática e atualizada sobre os desafios do manejo nas diferentes fases de crescimento, alinhando tecnologia, gestão e aplicabilidade no campo”, ressalta.
Compromisso
A presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, salienta que o SBSA mantém o compromisso de oferecer temáticas alinhadas às demandas da cadeia produtiva. “O Simpósio busca reunir especialistas que tragam conhecimento técnico com aplicação direta no dia a dia da produção. O manejo do frango de corte é um tema estratégico para a competitividade do setor, e a contribuição dos palestrantes reforça essa proposta”, afirma.
Para acompanhar a palestra e demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no 26º SBSA. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair, que ocorre simultaneamente ao Simpósio, custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site: https://nucleovet.com.br/simposios/avicultura/inscricao.
Programação geral
26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 07/04 – Terça-feira
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.
Palestrantes:
Delair Bolis
Joanita Maestri Karoleski
Vilto Meurer
Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h- Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 08/04 – Quarta-feira
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa
(15 minutos de debate)
9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.
Palestrante: Dianna V. Bourassa
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.
Palestrante: Wilmer Pacheco
(15 minutos de debate)
11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.
Palestrantes: Roselina Angel
(15 minutos de debate)
12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos
Painel Manejo
14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes:
Lucas Schneider
Rodrigo Tedesco Guimarães
16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.
Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo
(15 minutos de debate)
17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme
(15 minutos de debate)
18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
Dia 09/04 – Quinta-feira
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande
(15 minutos de debate)
9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber
(15 minutos de debate)
10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.
Palestrante: Gonzalo Tomás
(15 minutos de debate)
11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.
Palestrante: Taís Barnasque
(15 minutos de debate)
Sorteios de brindes.



