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Vendedor se afasta do spot e preços do milho sobem
O suporte vem de preocupações relacionadas ao clima seco durante o período de desenvolvimento das lavouras.

Os preços do milho voltaram a avançar em parte das regiões acompanhadas pelo Cepea.
O suporte vem de preocupações relacionadas ao clima seco durante o período de desenvolvimento das lavouras e aos possíveis impactos sobre a produtividade das lavouras no Sul do País e na Argentina e também do ritmo intenso das exportações brasileiras – em janeiro/23, o Brasil escoou 6,34 milhões de toneladas, volume 132% superior ao de janeiro/22, segundo a Secex.
Atentos a este cenário e a pontuais problemas logísticos, vendedores limitam a disponibilidade de lotes no spot nacional, enquanto outros elevam os valores pedidos.

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Ureia dispara 64% e lavouras perdem até 70% dos nutrientes aplicados
Escalada dos fertilizantes expõe desperdícios da adubação convencional e abre espaço para biossoluções e manejo foliar com ganho de 5% a 15% na produtividade.

A alta recente dos fertilizantes recolocou o custo de produção no centro das decisões no campo. Entre janeiro e abril, a ureia, base dos nitrogenados, acumulou valorização superior a 64%. No mesmo período, o potássio subiu 17% e o fósforo, 14%. A combinação de crise energética, tensões geopolíticas e falhas logísticas globais, incluindo gargalos no fornecimento de quelatos usados na formulação de micronutrientes, pressionou toda a cadeia de suprimentos.
Para o produtor, o efeito é direto: aumento relevante das despesas e incerteza quanto ao abastecimento de nutrientes essenciais. “O cenário exige um novo olhar em relação à eficiência no uso de nutrientes. Na adubação convencional, por exemplo, parcelas significativas são perdidas por lixiviação, volatilização, fixação no solo e limitação na capacidade de absorção”, afirma o doutor em Agronomia Eli Carlos Oliveira.
Essas perdas são expressivas. Estimativas indicam desperdício de 40% a 60% do nitrogênio aplicado, 10% a 25% do fósforo e 50% a 70% do potássio. Elevar a eficiência, portanto, significa produzir mais sem aumentar o volume de fertilizantes sintéticos. Nesse contexto, o uso de biossoluções ganha relevância prática no manejo nutricional. Além da economia operacional, já que poucos mililitros de inoculante podem tratar grandes áreas, essas tecnologias têm desempenho validado em diferentes condições agronômicas.
A estratégia, no entanto, não se resume à substituição de insumos. Envolve ajuste técnico do manejo. A adubação foliar surge como alternativa em momentos de restrição de oferta ou desequilíbrios nutricionais. “Uma não substitui a outra. A aplicação foliar corrige a deficiência de micronutrientes, pouco diagnosticada pelos agricultores, mantendo o vigor da cultura para aumentos de produtividade entre 5 e 15%. Hoje, existem biossoluções específicas para otimizar a assimilação também de macronutrientes”, esclarece Oliveira.
Dentro dessa lógica, fertilizantes foliares, biofertilizantes e inoculantes de maior eficiência passam a integrar o planejamento nutricional como ferramentas complementares à adubação de base. “Fertilizantes foliares e biofertilizantes atuam na correção de deficiências nutricionais, enquanto o uso de inoculantes de alta tecnologia permite alçar a produtividade sem a dependência exclusiva de fertilizantes de base”, ressalta o engenheiro agrônomo.
O manejo passa a considerar, além do suprimento de nutrientes, a capacidade fisiológica da planta em utilizá-los. “Os desafios atuais da agricultura exigem mais do que produtos isolados, demandam combinar eficiência, resiliência e sustentabilidade. Plantas mais resilientes produzem mais, mesmo sob estresse de seca, variações de temperaturas e desiquilíbrios nutricionais. É justamente isso que as biossoluções entregam”, menciona Oliveira.
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Conferência em Brasília discute como ciência e inovação podem acelerar metas da Agenda 2030 no Brasil
Encontro da rede ligada à pesquisa agropecuária reúne governo, setor produtivo e sociedade civil para debater educação, bioeconomia e uso de inteligência artificial no desenvolvimento sustentável.

Brasília sediará, no dia 22 de abril, a Conferência Livre da Rede ODS da Embrapa, evento que reunirá especialistas, gestores públicos, representantes de ministérios e empresas públicas, organismos internacionais, do setor produtivo e movimentos sociais para discutir o papel da ciência, tecnologia e inovação na implementação da Agenda 2030 no Brasil.
A iniciativa integra as atividades comemorativas dos 53 anos da Embrapa e será realizada em formato semipresencial, na sede da instituição, com participação estimada de cerca de 100 pessoas. O encontro também se conecta à preparação da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), considerada estratégica para alinhar políticas públicas e desenvolvimento sustentável no país.
A proposta da conferência é fortalecer a articulação entre diferentes setores — governo, comunidade científica, setor produtivo e sociedade civil — em torno de soluções que integrem educação, inovação e desenvolvimento territorial.
Para Ana Maria Costa, pesquisadora da Assessoria de Relações Institucionais e Governamentais (ARIG) e à frente das ações de relacionamento institucional da Rede ODS Embrapa, o evento cumpre um papel estratégico de conexão entre atores e agendas: “a Conferência Livre amplia o diálogo entre diferentes setores e fortalece a articulação institucional necessária para transformar conhecimento em ação. É nesse espaço que construímos pontes entre ciência, políticas públicas e as demandas reais da sociedade”.
Entre os temas centrais estão ODS 4 (Educação de Qualidade) e ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura), considerados pilares para ampliar a capacidade tecnológica e promover uma industrialização sustentável no Brasil.
De acordo com o documento que embasa a proposta, o país já possui uma base consolidada de industrialização de matriz biológica, como a cadeia sucroalcooleira, mas ainda enfrenta o desafio de ampliar sua complexidade tecnológica e promover maior inclusão produtiva. Nesse contexto, a pesquisa agropecuária e a integração com a educação técnica e profissional são apontadas como fundamentais para impulsionar a bioeconomia e o desenvolvimento regional.
Outro destaque do encontro será o debate sobre o uso da chamada Inteligência Artificial Regenerativa, aplicada ao manejo sustentável dos recursos naturais.
Para Betulia de Morais Souto, da Gerência-Adjunta de Inclusão Socioprodutiva e Digital da Diretoria de Inovação, Negócios e Transferência de Tecnologia (DINT) e à frente das ações de engajamento interno da Rede ODS, a conferência também representa um movimento de mobilização institucional: “a Rede ODS é, antes de tudo, um espaço de engajamento. A conferência fortalece essa construção ao mobilizar pessoas, conectar iniciativas e ampliar a consciência sobre o papel de cada área e de cada membro da rede na agenda ODS”, explica.
Para ela, a tecnologia pode, por exemplo, apoiar práticas agrícolas mais eficientes, com redução de insumos químicos e aumento da captura de carbono, contribuindo para a sustentabilidade dos biomas brasileiros.
Segundo Marisa Prado, da Supervisão de Sustentabilidade Corporativa da Diretoria de Governança e Informação (DEGI) – área que ancora a Rede ODS Embrapa – e coordenadora do processo e do Grupo de Trabalho, o evento se configura como um espaço estruturante da agenda de sustentabilidade.
A conferência contará com a participação de representantes dos poderes Legislativo e Executivo e de instituições estratégicas, como ministérios, bancos públicos e entidades de fomento à inovação. Também estão previstas contribuições de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e entidades científicas, ampliando o diálogo entre diferentes perspectivas e saberes.
A programação inclui painéis de discussão, grupos de trabalho e uma plenária final para consolidação de propostas que poderão contribuir para políticas públicas e estratégias nacionais voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Para os organizadores, a realização do evento em Brasília reforça o papel da capital como centro de articulação política e institucional, favorecendo a construção de soluções integradas para os desafios da sustentabilidade. A expectativa da diretora de Governança e Informação, Selma Beltrão, é que encontro contribua para fortalecer políticas públicas, ampliar parcerias e acelerar a adoção de tecnologias voltadas à melhoria da qualidade de vida, especialmente em comunidades rurais e em situação de vulnerabilidade.
As inscrições poderão ser feitas neste link. O evento será híbrido e o público poderá participar das discussões.
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Seminário da Mulher da C.Vale reúne mil participantes em Palotina
Capitão da reserva do Corpo de Bombeiros, Léo Farah, usou experiências em Mariana e Brumadinho para falar sobre disciplina, família e pequenas atitudes.

Cerca de mil mulheres participaram, na quinta-feira (09), do 26º Seminário da Mulher promovido pela C.Vale, na Asfuca, em Palotina (PR). A principal atração foi o consultor corporativo Léo Farah, capitão da reserva do Corpo de Bombeiros, que utilizou experiências em grandes operações de salvamento para tratar de disciplina, missão coletiva e rotina pessoal.

Ao relembrar atuações nas tragédias de Mariana (2015) e Brumadinho (2019), em Minas Gerais, o palestrante afirmou que grandes resgates salvam vidas, mas são os pequenos gestos que salvam almas. “Se você quer mudar o mundo, comece por arrumar a sua cama. São os cuidados com as pequenas atitudes que geram confiança”, exaltou.
Farah também ressaltou a prioridade do bem coletivo sobre preferências individuais. “Não se trata do que você quer, mas do que a missão ou a família precisam. As coisas mais importantes de nossas vidas são os nossos filhos”, evidenciou.
O vice-presidente da C.Vale, Ademar Pedron, informou que as mulheres representam 20% dos 30 mil associados da cooperativa e 42% dos 15 mil funcionários.
Além da palestra, o evento contou com apresentação da Orquestra Sinfônica de Palotina. O radialista Juca Bala conduziu momentos de descontração ao longo da programação.
Entre as participantes, a avaliação foi positiva. “Eu venho todo ano e adoro, mas igual a esse não teve. Saio muito feliz, a gente aprende muito. Foi uma noite muito linda e divertida”, destacou Dulce Schuchardt, de Maripá. “O seminário valoriza a mulher, sempre é muito bem organizado”, acrescentou Tânia Sponchiado, de Palotina.
A professora Gleice Romão Richter definiu o encontro como momento de crescimento pessoal e profissional e relatou que a palestra reforçou a importância de valorizar a família. E a nutricionista Fabrícia Aires Kufeld, participando pela primeira vez, classificou a experiência como maravilhosa e comentou, em tom descontraído: “Acho até que vou comprar um pedaço de terra”.



