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Notícias Mercado

Vendas externas sustentam preços domésticos da carne bovina

Indicador do boi gordo ESALQ/B3 (mercado paulista, à vista) teve média de R$ 153,12, 2,11% acima da registrada em junho

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Arquivo/OP Rural

A média das cotações da arroba subiu em julho na comparação com o mês anterior, de acordo com informações do Cepea. O Indicador do boi gordo ESALQ/B3 (mercado paulista, à vista) teve média de R$ 153,12, 2,11% acima da registrada em junho.

Com a demanda doméstica ainda fragilizada pelo baixo poder de compra da população, o suporte aos preços internos segue vindo do bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina.

Além disso, o volume de oferta de animais prontos para abate tem sido regulado, favorecendo a sustentação dos preços da arroba em julho, mesmo com escalas de abate relativamente confortáveis.

Fonte: Cepea
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Notícias Agricultura

Santa Catarina e Rio Grande do Sul investem nas culturas de inverno

O objetivo é apostar em novos cultivares de cereais de inverno no Sul do País, incentivando os produtores rurais a investirem no plantio de trigo, triticale, centeio, aveia e cevada

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Foto: Wenderson Araujo/Trlux-CNA - Divulgação

A redução do déficit de milho e a queda de custos de produção de aves, suínos e gado leiteiro estão entre as prioridades dos criadores e das agroindústrias de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Com uma cadeia produtiva de proteína animal em plena expansão a iniciativa ganhou ainda mais força com a união de lideranças catarinenses e gaúchas na busca por alternativas para aumentar o fornecimento de insumos.

Santa Catarina tem um déficit anual de quase 5 milhões de toneladas de milho e, o Rio Grande do Sul, igualmente, importa 4 milhões de toneladas/ano, o que representa uma demanda de 9 milhões de toneladas que os dois Estados do extremo sul precisam buscar em outros mercados, do País ou do exterior.

O objetivo é apostar em novos cultivares de cereais de inverno no Sul do País, incentivando os produtores rurais a investirem no plantio de trigo, triticale, centeio, aveia e cevada. O andamento do projeto que envolve a Embrapa nas duas Unidades – Concórdia (SC) e Passo Fundo (RS) – vem sendo discutido e está ganhando forma com a parceria de lideranças dos dois estados e apoio de lideranças nacionais.

Em recente encontro da FAESC, FARSUL e Secretaria da Agricultura de SC na sede da Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, o presidente da FAESC, José Zeferino Pedrozo, realçou que a união de esforços dos dois estados para reduzir a escassez de milho encontrou amparo na pesquisa. Segundo ele, a única matéria-prima que sempre será difícil é o precioso cereal milho.

“Da mesma forma que outros países, nós temos que encontrar o sucessor deste grão. A Inglaterra tem uma variedade de trigo especialmente para rações de animais. Com o tempo chegaremos lá. Assim como o Brasil segue dando lição de produtividade nas suas novas fronteiras agrícolas e está se transformando em um dos maiores produtores de grãos do mundo, também encontraremos cereais que se adaptam à nossa realidade do sul do País, ou seja, cereais que substituam o milho – grão que temos dificuldades em produzir”.

O presidente da FAESC reforçou, ainda, que o projeto envolvendo os dois estados será a solução para esse grave problema. “Iniciamos esse movimento em Santa Catarina, mas existem limites territoriais e o Rio Grande do Sul tem essa potencialidade. Com engajamento das lideranças do agro dos dois estados e com a participação da agroindústria nacional, que é parceira desse programa, teremos em médio prazo uma solução”.

 INCENTIVO AO PLANTIO DE CEREAIS DE INVERNO

O secretário de Estado da Agricultura e Pesca de SC, Altair Silva, ressaltou que em SC foi criado o Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno Destinados à Produção de Grãos, que subvenciona 50% do valor das sementes de cereais de inverno destinadas à fabricação de ração. Na outra ponta, a Embrapa Suínos e Aves, em conjunto com a Embrapa Trigo, está trabalhando no desenvolvimento de cultivares adaptados para a produção de cereais voltados à fabricação de ração. São passos importantes para diversificarmos ainda mais a economia dos dois estados”.

Em Santa Catarina, a Secretaria da Agricultura está investindo R$ 5 milhões para incentivar o cultivo de cereais de inverno. Com o Projeto de Incentivo ao Plantio de Cereais de Inverno Destinados à Produção de Grãos, os produtores receberão uma subvenção de R$ 250 por hectare efetivamente plantado com trigo, triticale, centeio, aveia e cevada, em um limite de 10 hectares por agricultor. A intenção é ampliar em 20 mil hectares a área cultivada em todo o estado na safra 2020/2021.

Todo esse movimento para apoiar o plantio de cereais de inverno tem como objetivo reduzir a dependência de milho e os custos de produção, além de trazer mais uma alternativa de renda para os produtores rurais e mais competitividade para a cadeia produtiva de carnes. “O déficit de milho é um desafio que Santa Catarina tem enfrentado e as alternativas estão aí. Estou animado com esse movimento que o Rio Grande do Sul vem fazendo, de incentivo à produção de alimentos alternativos, e tenho certeza que isso fortalecerá toda a nossa produção no Sul”, ressalta Altair Silva.

MOMENTO ÍMPAR PARA O AGRO

O presidente da FARSUL, Gedeão Pereira, realçou que o momento é ímpar para o agronegócio brasileiro devido às grandes demandas e crescimento de consumo no mundo todo. “O Brasil, com uma das maiores agriculturas do mundo, se apresentou na comunidade internacional como solução de problemas, pois cada vez mais a demanda pelos nossos produtos é maior e estamos aprendendo a produzir quantidade e qualidade para chegarmos com um made in Brasil com muita qualidade. Os três estados do sul são grandes produtores de proteína animal. E nós do RS e SC nos deparamos com um problema sério de falta de milho”, observou.

Gedeão Pereira ressaltou, ainda, que o Brasil é um produtor crescente deste cereal, que está remunerando bem o produtor, mas a produção está voltada para a logística exportadora via arco norte e Porto de Santos, o que está trazendo dificuldade principalmente para SC e RS. “Quando fizemos um levantamento, detectamos que o Paraná praticamente dobrou a sua suinocultura e avicultura nos últimos anos enquanto RS e SC pararam. Mas, por que pararam? Por falta do milho! Descobrimos que o Rio Grande do Sul, que é uma nova fronteira agrícola brasileira, tem apenas 1,09 safra por ano enquanto o Brasil Central está com duas”.

Mas, por que existe essa limitação? “Porque plantamos 6 milhões de hectares de soja e no inverno plantamos apenas 1 milhão e 100 mil hectares de trigo, que é o cereal de inverno. E a nossa possibilidade para duas safras está em cima dos cereais de inverno. Então estamos nos socorrendo às nossas Embrapas que têm todos os pacotes tecnológicos que precisamos. Estamos usando quatro Embrapas que estão com pacotes tecnológicos para oferecer tanto para o crescimento de grãos para suíno e frango como também um outro problema que está surgindo no RS que está fazendo com que a pecuária de corte esteja diminuindo de tamanho”, esclareceu.

Segundo o superintendente do SENAR/RS, Eduardo Condorelli, esta é uma oportunidade excelente de agregação de renda para o setor produtivo dos estados do Sul. “Precisamos estar organizados para enfrentar o desafio, que não é tão grande assim, pois temos área, infraestrutura e tecnologia. Nosso papel é dar voz ao que a Embrapa desenvolve, pois é aqui que encontramos a solução”, enfatizou.

Enquanto a Embrapa Trigo, de Passo Fundo, trabalha no desenvolvimento das cultivares de cereais de inverno, a Embrapa Suínos e Aves analisa o uso desse material na alimentação de suínos e aves. “A nossa missão é a de gerar as soluções que a cadeia produtiva precisa. Estamos aqui para atuar em conjunto com o Estado, as cooperativas e os produtores em busca do que o produtor precisa”, afirmou a chefe geral da Embrapa Suínos e Aves, Janice Zanella.

AGRICULTURA PUXA O CRESCIMENTO

Apesar da pandemia e das incertezas políticas e fiscais, a economia brasileira deve crescer 4% este ano, de acordo com projeções de várias consultorias e instituições. Mais uma vez, a agricultura e o agronegócio – em razão da combinação de alta dos preços de commodities, de taxa de câmbio desvalorizada e de expansão do comércio mundial – darão uma sustentação mínima à atividade econômica no Brasil neste ano.

O cenário para o balanço de pagamentos também está se tornando mais positivo. O fluxo de moeda estrangeira para o Brasil começa a se recuperar, favorecendo, pela primeira vez desde fins de 2020, uma tendência de queda da cotação do dólar ante o real. O “boom” de commodities também aumenta a renda em algumas regiões do país, como a fronteira agrícola, e cria um efeito de riqueza com a alta de ações na bolsa.

Esse é o cenário que os economistas chamam de “reflação”, ou seja, uma convergência dos níveis de inflação muito baixa dos últimos anos nos Estados Unidos para mais próximos do percentual desejado, na casa dos 2%.

As commodities são também um ativo financeiro e, por isso, respondem a outros fatores além de fundamentos econômicos. As commodities são uma forma de proteção contra a inflação. No caso das commodities agrícolas, há restrições na oferta, devido a eventos climáticos que limitaram a produção de grãos nos Estados Unidos e no Brasil. Além disso, a demanda aumentou durante a pandemia, quando as famílias trocaram o consumo de serviços por alimentação.

Os preços das commodities são muito importantes para o PIB brasileiro: se as cotações sobem num trimestre, a atividade econômica responde já no trimestre seguinte e continua reverberando por algum tempo, antes de se dissipar completamente. É um enorme ganho de renda para a economia brasileira. O aumento do emprego formal nas localidades que produzem produtos para exportação é o dobro das demais regiões do país.

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Notícias Portfólio

Katayama Alimentos é referência em ovos líquidos

Produto oferece segurança alimentar, economia e produtividade à indústria alimentícia e ao segmento de food service

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A Katayama Alimentos, uma das principais indústrias avícolas do País, com produção anual de 1 bilhão de ovos, também se dedica à produção de ovos líquidos pasteurizados, dispondo de uma planta própria, totalmente automatizada, com equipamentos de padrões internacionais e apurado controle de qualidade, garantindo um produto fresco, seguro e de origem comprovada.

Além dos ovos “in natura” ou ovo com casca, a Katayama Alimentos introduziu em seu portfólio, em abril de 2019, os ovos líquidos pasteurizados para atender uma demanda de mercado, principalmente da indústria alimentícia e do segmento de food service. “É um produto seguro, de fácil transporte, que propicia alto rendimento e praticidade no preparo de diversificadas receitas”, explica Camila Cuencas, Gestora de Operações Industriais da Katayama Alimentos.

Os ovos líquidos estão disponíveis em três versões principais: ovo integral pasteurizado resfriado; gema de ovo pasteurizada resfriada; clara de ovo pasteurizada resfriada. Mas o portfólio inclui também opções com adição de aditivos, como enzimas ou ainda com fórmulas específicas, de acordo com as necessidades do cliente. Todos os produtos podem ser acondicionados em garrafas pet de 1 kg, galão pet de 5 kg, caixas de 18 kg, tanques isotérmicos BIN ou carretas.

Em uma fábrica moderna – com capacidade instalada de até 60 toneladas/dia – os ovos líquidos são processados diariamente, garantindo um produto de alto frescor e qualidade. Trata-se de uma produção pautada em:

► Garantia de origem e rastreabilidade

Todas as etapas de produção dos ovos líquidos da Katayama Alimentos estão concentradas em uma única fábrica, garantindo a origem e a forma como são produzidos. A rastreabilidade fornece toda a informação necessária sobre a data de produção e o lote de aves dos produtos.

► Segurança

O rigoroso controle das etapas de produção permite que as aves sejam alimentadas com ração própria, contendo ingredientes selecionados e inspecionados. A biosseguridade das unidades de recria e postura garantem aves saudáveis, livres de doenças e de substâncias que possam contaminar os ovos.

► Frescor

Os ovos “in natura” são coletados imediatamente após a sua postura e conduzidos por esteiras transportadoras até a indústria dos ovos líquidos pasteurizados, resultando em um produto com alto índice de frescor.

► Bem-estar animal

A estrutura de produção dos ovos contempla equipamentos de climatização que propiciam conforto térmico para as aves. A água captada por poços artesianos é tratada antes de ser servida para as aves, que ficam protegidas de animais silvestres e pragas.

► Certificação

Recentemente, a Katayama Alimentos conquistou, para toda a sua linha de produção, incluindo os ovos líquidos, a certificação Brand Reputation through Compliance (BRCGS) – norma global que visa garantir a segurança dos alimentos e tem aprovação da GFSI (Global Food Safety Initiative).

Onde são usados os ovos líquidos?

► Ovo integral pausterizado resfriado: ideal para utilização em preparações de massas, bolos, maioneses, pães de queijo, omeletes, molhos, pudins e confeitaria em geral, entre outros.

► Gema de Ovo pausterizada resfriada: indicada para utilização em preparações de massas, bolos, maioneses, quindins, doces, coberturas, panetones, molhos, sorvetes entre outros.

► Clara de ovo pausterizada resfriada: recomendada para utilização em preparações de massas, bolos, suspiros, mousses, produtos empanados, merengues, marshmallows, bebidas proteicas, entre outros.

Fonte: Assessoria
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Notícias Avicultura

Especialista aponta as mega tendências para a avicultura global

O professor David Hughes elencou os motivos do crescimento no consumo mundial de ovos e carne de frango

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O professor David Hughes atendeu a Boehringer Ingelheim Saúde Animal e elencou os motivos do crescimento no consumo mundial de ovos e carne de frango

O consumo de ovos e carne de frango vem aumentando no mundo de forma consistente nas últimas décadas, principalmente por serem alimentos de fácil acesso, baratos e versáteis. Porém, o preço não é o único fator determinante para essa maior busca de proteína animal em todo o planeta. A divisão de Saúde Animal da Boehringer Ingelheim global convidou David Hughes, professor emérito de Food Marketing no Imperial College, em Londres, para apontar as três principais tendências que estão alavancando a avicultura ao redor do planeta. Confira:

 

Procura por adjetivos

O professor Hughes explica que, no passado, os preços eram determinantes para o consumo de carne de frango. Citando a China como exemplo, ele explica que, nos últimos cincos anos, o mercado local mudou drasticamente. Os consumidores procuram agora produtos derivados. Segundo ele, “frango é apenas o substantivo, e há pouca margem no substantivo. São os adjetivos que as pessoas procuram: frango caipira, de alguma região específica, frango de crescimento lento, uma raça específica, frango de dieta vegetariana, frango orgânico, frango amigo do ambiente. Em todo o mundo, os consumidores procuram adjetivos e estão dispostos a pagar por isso”.

 

Alimentos ecologicamente corretos: uma megatendência

O impacto da nossa alimentação no meio ambiente traz um debate que ganha cada vez mais relevância, pelo bom desempenho que o frango apresenta neste aspecto. O Prof. Hughes acredita que isso se tornará um fator cada vez mais importante no futuro. “Algumas empresas já listam o impacto do carbono de seus produtos nas embalagens. Para o frango, com sua pegada de carbono relativamente baixa em comparação com outras carnes, essa tendência pode ser um benefício”.

 

Menos é mais

O Prof. Hughes aponta para a tendência da busca por objetivos: cada vez mais, os consumidores exigirão alimentos “livres de”. Sem antibióticos, sem aditivos, sem escravidão e sem desmatamento. Esses fatores sociais, de saúde e preocupações ambientais estão se tornando cada vez mais importantes para quem compra carne de frango e ovos. “E os consumidores vão esperar progressivamente que esses adjetivos ‘livres de’ tenham um preço de varejo normal”, afirma.

As questões sociais continuarão a ser uma tendência-chave após a pandemia de Covid-19. Qualquer pessoa que trabalhe na indústria avícola deve ficar de olho nesses desenvolvimentos e se adaptar às mudanças na demanda dos clientes.

 

Qual será o futuro da avicultura?

“O futuro do frango parece bem definido!” aponta o Prof. Hughes. “A mudança demográfica global pode levar à abertura de novos mercados para aves. Os desafios a serem observados serão pandemias zoonóticas relacionadas a aves e ovos, a mudança social acelerada e a aceitação de substitutos de carne baseados em células ou vegetais. No entanto, o crescimento do consumo de carne é frequentemente impulsionado pelo aumento da renda. Com as pessoas atingindo padrões de vida mais elevados, as aves continuarão em alta”, conclui.

Fonte: Assessoria
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