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Notícias Segundo Imea

Vendas de soja do Mato Grosso perdem ritmo com queda do preço em abril

Produtores realizaram vendas para cobrir despesas, e também já pensando em liberar espaço nos silos

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Hugo Harada

As vendas de soja do Mato Grosso, principal produtor brasileiro da oleaginosa, ficaram ainda mais lentas no último mês, com agricultores se retraindo em meio a uma queda nos preços do produto em abril, informou na segunda-feira (13) o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Até o início de maio, produtores do Estado tinham comercializado 71,84% de sua soja, avanço de cinco pontos percentuais ante abril, mas abaixo dos 79,7% vistos na mesma época do ano passado para a temporada anterior (2017/18). “Este é o menor avanço registrado desde novembro de 2018, sendo pautado, principalmente, pelo recuo das cotações de soja na bolsa de Chicago e também dos prêmios, que pesaram mais que a valorização do dólar no período”, disse o Imea em nota.

Assim como nos meses anteriores, os produtores realizaram vendas para cobrir suas despesas, e também já pensando em liberar espaço nos silos, tendo em vista que a colheita de milho deverá ser iniciada nos próximos dias. O valor médio mensal da saca comercializada fechou em R$ 62,59 em abril, recuo de 2,43% em comparação ao mês anterior.

A situação, contudo, pode ser alterada no caso de a guerra comercial entre EUA e China se intensificar, elevando ainda mais os prêmios para a soja brasileira na comparação com os valores da bolsa de Chicago. Os prêmios subiram bem nos últimos dias, mas ainda não ao ponto de alterar muito a intenção de venda dos produtores, informou à Reuters o Cepea, da Esalq/USP.

Safra nova

Já a comercialização da safra 2019/20, a ser plantada somente em setembro avançou 4,15 pontos percentuais ante o mês passado, para 12,35%. As vendas da nova safra, que começaram de forma antecipada, agora já estão atrás do verificado para a temporada anterior nesta época.

A safra futura foi vendida com preço médio de R$ 64,63/saca em abril, baixa de 1,94% ante o mês anterior, segundo o Imea. Apesar da retração, as vendas de soja da nova safra ainda estão acima da média histórica para o período.

Milho

Em abril, a comercialização do milho em Mato Grosso para a safra 2018/19 avançou apenas 3,83 pontos percentuais, a um preço médio de R$ 19,91/saca, alcançando 62,29% da produção estimada. “O aumento mensal das vendas foi o menor desde dezembro de 2018, em reflexo do recuo nas cotações da bolsa de Chicago (jul/19) de 1,02% no último mês, o que acabou por impactar negativamente os preços do cereal mato-grossense e desmotivar novos negócios”, disse o Imea.

No entanto, o Imea destacou que, ainda assim, a comercialização da nova safra está adiantada em relação ao mesmo período da safra anterior em 5,07 pontos percentuais. “Para o mês de maio/19, é importante que o produtor mato-grossense continue atento aos melhores momentos para negociar, visto que os preços do cereal podem ser pressionados com a aproximação da colheita e entrada de oferta em MT, em conjunto com o recente recuo nas cotações do cereal na bolsa de Chicago (jul/19).”

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

EUA esperam elevar exportação de carne de aves à China em US$1 bi após fim de embargo

China proibiu aves e ovos dos EUA em janeiro de 2015 devido a um surto de gripe aviária

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Arquivo/OP Rural

A decisão da China de suspender a proibição de quase cinco anos a importações de carne de aves dos Estados Unidos deverá acrescentará 1 bilhão de dólares anualmente às exportações norte-americanas, disseram autoridades nesta quinta-feira (14).

“A China é um importante mercado de exportação para os criadores de aves da América, e estimamos que agora eles poderão exportar mais de 1 bilhão de dólares em aves e produtos avícolas a cada ano para a China”, disse o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, em comunicado.

A alfândega da China informou nesta quinta-feira que suspendeu restrições à importação de carne de aves dos Estados Unidos, com efeito imediato.

O plano para suspender a proibição ao produto norte-americano foi anunciado pelo Ministério do Comércio da China no final de outubro, mas a publicação no site da administração aduaneira é um reconhecimento formal da reabertura do comércio.

A reabertura do mercado ocorre em momento em que a China enfrenta uma escassez sem precedentes de proteínas, depois da epidemia de peste suína africana matar milhões de porcos no país, maior consumidor global de carne suína.

O aval para a retomada do comércio acontece depois de o Serviço de Inspeção e Segurança Alimentar dos EUA alterar o Registro Federal na semana passada para aprovar as importações de produtos avícolas derivados de aves na China.

As aprovações para o setor avícola dos dois lados seguem ainda em meio a negociações entre os países para resolver uma guerra comercial de 16 meses, na qual cada país pagou tarifas de bilhões de dólares em mercadorias uns dos outros.

Melhorar o acesso aos produtos agrícolas dos EUA no mercado chinês tem sido uma parte crítica das negociações, com a remoção de barreiras não-tarifárias vistas como chave para alcançar o objetivo de Donald Trump de dobrar as vendas agrícolas para a China.

A China proibiu aves e ovos dos EUA em janeiro de 2015 devido a um surto de gripe aviária, e as importações caíram naquele ano para um quinto dos 390 milhões de dólares importados em 2014.

Fonte: Reuters
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Notícias Guerra Comercial

China diz manter negociações “profundas” com EUA sobre acordo comercial interino

Grau de cancelamento das tarifas deve refletir completamente a importância da “fase um” de um acordo

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REUTERS

A China e os Estados Unidos estão mantendo discussões “profundas” sobre a primeira fase de um acordo comercial, e o cancelamento de tarifas é uma condição importante para se chegar a um pacto, disse o Ministério do Comércio chinês nesta quinta-feira (14).

O grau de cancelamento das tarifas deve refletir completamente a importância da “fase um” de um acordo, disse o porta-voz do ministério, Gao Feng, durante um briefing. “A China tem enfatizado muitas vezes que a guerra comercial começou com tarifas adicionais e deve terminar com o cancelamento de tarifas adicionais”, disse Gao.

Na terça-feira (12), o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que um acordo comercial com a China estava “próximo”, mas não deu detalhes e alertou que ele aumentaria as tarifas “substancialmente” sobre produtos chineses sem tal pacto.

A ameaça de Trump foi uma referência às tarifas de 15% anunciadas anteriormente sobre cerca de US$ 156 bilhões em bens de consumo chineses, que entrarão em vigor em 15 de dezembro, segundo especialistas em comércio e uma fonte próxima à Casa Branca.

Na semana passada, assessores da Casa Branca disseram que as tarifas de 15 de dezembro provavelmente seriam evitadas se um acordo comercial de primeira fase fosse alcançado.

“Se os dois lados chegarem à ‘fase um’ de um acordo, o grau de cancelamento tarifário deveria refletir completamente a importância da ‘fase um’; e sua importância deveria ser avaliada pelos dois lados em conjunto. Os dois lados estão conduzindo negociações profundas sobre isso neste momento”, disse Gao.

Fonte: Reuters
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Notícias Segundo Cepea

Valor do leitão é recorde nominal

Bom ritmo de embarques e aumento da procura doméstica têm feito com que grandes frigoríficos busquem novos lotes para abate

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Arquivo/OP Rural

Os preços do leitão atingiram os maiores patamares nominais de toda a série histórica do Cepea, iniciada em setembro de 2013. Na média parcial de novembro (até o dia 13), o leitão desmama comercializado em Erechim (RS) registra média de R$ 14,27/kg, avanço de 1,8% em relação à de outubro. Para o leitão creche, na mesma comparação, a alta é de 2,2%, com o animal comercializado, em média, a R$ 7,80/kg.

Esses são os maiores patamares nominais da série do Cepea, iniciada em setembro de 2013. Segundo pesquisadores, o bom ritmo de embarques de carne suína e o aumento da procura doméstica pela proteína têm feito com que grandes frigoríficos busquem novos lotes de animais para abate, principalmente no mercado independente. Esse cenário, por conseguinte, tem impulsionado as cotações dos leitões creche e desmama.

Fonte: Cepea
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