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Vendas de sêmen Girolando crescem 20% na Alta em 2013

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O crescimento nos investimentos em tecnologias para alavancar a produção leiteira brasileira é fundamental. Uma das ferramentas importantes para auxiliar o produtor a superar os desafios é o melhoramento genético. Em termos de comercialização de sêmen para a prática de inseminação artificial, a Girolando se destaca no mercado. Segundo a Embrapa Gado de Leite, nos últimos três anos, a evolução nas vendas de sêmen da raça chegou a 81,67%, enquanto a do conjunto das raças leiteiras cresceu 19,22%.
O segmento segue otimista. Na Alta – uma das maiores empresas de melhoramento genético do mundo – as vendas de sêmen Girolando aumentaram 20% ao longo do ano. Para Guilherme Marquez, gerente de Produtos Leite Nacional, este resultado se deve às apostas que a Empresa tem realizado na raça. “Hoje, a Alta é a central que possui maior quantidade de touros Girolando no mercado e a que mais se destaca nas provas de progênie da raça, com 60% dos touros de sua bateria provados. Como resultado, é a que mais vende sêmen desta raça”, afirma Guilherme. 
O Girolando possui grande aceitação no Brasil, 80% do leite produzido provêm destes animais. Sua formação visa atingir as particularidades das características rurais brasileiras, ou seja, um animal que se sobressai no sistema de manejo dos trópicos: o pastejo. O touro desta raça une a alta produtividade do Holandês e a rusticidade do Gir Leiteiro. Seu destaque é produzir mais leite com menos custo, além de possuir resistência aos parasitas, menos problemas de cascos, melhor reprodução e longevidade nas vacas. 
A Fazenda Xapetuba, de Uberlândia (MG), é uma das fornecedoras de embriões da raça Girolando para os programas de Fertilização In Vitro (FIV) da Alta. Desde 2011, a Xapetuba também vem trabalhando com melhoramento genético e os animais, que ainda estão na primeira ou segunda cria, já apresentam resultados interessantes. Em três ordenhas diárias, a média atual é de 23 litros/dia. “A Girolando é uma raça versátil e pode ser trabalhada não somente à pasto, mas em sistemas de 100% confinamento também apresenta boa produtividade. Pela sua variabilidade de graus de sangue, pode ser utilizada em qualquer estado do Brasil ou em outros países”, comenta Thiago Silvieira, proprietário da Fazenda. 

Resultados 

A Embrapa Gado de Leite realiza um trabalho importante que colabora para este desenvolvimento expressivo da raça no Brasil. Desde 1997, são realizados testes de progênie para identificar as melhores opções do mercado. Em julho deste ano foi lançado oficialmente o Sumário de Touros da Raça Girolando em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando.
Dos touros apresentados no Sumário, sete dos 10 primeiros foram da bateria Alta. São eles: em 1º Tango Storm Renascer (5/8) com PTA Leite de 451 kg; 2º Argeu Leduc Santa Luccia TE (3/4) com PTA Leite de 444 kg; 5º Diamante Billy do Cacá (3/4) com PTA Leite de 235 Kg; 7º Fausto Polo Itauna (5/8) com PTA Leite de 224 kg; 8º Turbante Touch das Arábias (5/8) – PTA Leite de 206 kg; 9º Nicolau Fausto Itauna (P.S) com PTA Leite de 198 Kg e em 10º Magical Mascot TE Rancho Alegre (5/8) com PTA Leite de130 kg.

Sobre a Alta 

A Alta hoje é considerada uma das maiores e mais importantes centrais de distribuição do mundo –  foi fundada no Brasil em maio de 1996, em Uberaba, Minas Gerais, sob o comando de Heverardo Rezende de Carvalho. Composta por mais de 130 colaboradores em sua Matriz em Uberaba, e mais de 700 em todo o país, a Alta do Brasil está localizada na BR 050 – km 164 -, num terreno de 110 hectares onde há mais de 12.000 m2 de construção. Atualmente abriga 280 touros, mas sua capacidade irá aumentar mais de 20% em 2013. Para 2013, a perspectiva é crescer 14%, ultrapassando a casa de 70 milhões de faturamento.

Fonte: Ass. Imprensa da Alta Genetics

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Agricultura familiar recebe novo impulso com programas e financiamentos

Mais de 800 mil operações de crédito e R$ 37 bilhões já foram contratados no Plano Safra 2026.

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Foto: Valdelino Pontes

O governo federal realizou na terça-feira (24) a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), em Brasília (DF), com foco na agricultura familiar, reforma agrária e fortalecimento de territórios quilombolas. Durante o evento, foram anunciadas novas ações e apresentados resultados de programas já em andamento.

Entre as iniciativas destacadas estão:

  • Desenrola Rural: renegociação de dívidas de 507 mil agricultores, totalizando R$ 23 bilhões.
  • Plano Safra 2026: já contratou R$ 37 bilhões em um milhão de operações, com meta de dois milhões até o fim do ano.
  • Floresta Produtiva: R$ 557 milhões destinados à recuperação de terras degradadas.
  • Coopera Mais Brasil: R$ 40 milhões aplicados no fortalecimento de 530 organizações da agricultura familiar.

O evento também anunciou recursos para aquisição de terras na reforma agrária e a titularização de terras para comunidades quilombolas. Desde 2023, foram entregues 32 títulos e 60 decretos quilombolas, beneficiando 10,1 mil famílias em 271 mil hectares.

Outros programas citados incluem:

  • Proagro: R$ 2,9 bilhões em seguros contra perdas por fenômenos naturais, pragas e doenças.
  • Mais Alimentos: 861 mil operações de financiamento de máquinas e equipamentos, totalizando R$ 33 bilhões, superando 95% do volume registrado entre 2019 e 2021.
  • Mais Reforma Agrária: inclusão de 234 mil famílias no Plano Nacional de Reforma Agrária desde 2023, com R$ 2,5 bilhões destinados à compra de terras em 2026.

O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, ressaltou os avanços dos projetos e o trabalho de servidores do setor, além de destacar os principais desafios: garantir soberania alimentar e incentivar a transição da agricultura baseada em insumos químicos para a agroecologia, promovendo produção mais sustentável de frutas, legumes e verduras.

Fonte: Agência Gov
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Caminhoneiros passam a ter piso mínimo do frete reforçado

Medida Provisória amplia fiscalização, obriga uso do CIOT e prevê multas de até R$ 10 milhões para empresas infratoras.

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Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O governo federal editou uma Medida Provisória que reforça o cumprimento do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas, ampliando a proteção aos caminhoneiros. A iniciativa define um preço mínimo obrigatório para o transporte de cargas no país, visando equilibrar a relação entre autônomos e grandes empresas contratantes.

Segundo o ministro dos Transportes, a medida garante que caminhoneiros recebam valores justos pelo serviço prestado, evitando que grandes empresas reduzam os fretes apenas para aumentar a margem de lucro. Ele ressaltou que, assim como o salário mínimo protege trabalhadores, o piso mínimo do frete protege os caminhoneiros e evita o sucateamento da frota.

Fiscalização e penalidades

Foto: Márcio Ferreira/MT

A Medida Provisória traz regras mais rigorosas para fiscalização e penalidades. Empresas transportadoras que descumprirem a tabela de fretes podem ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso ou cancelado por até dois anos. Transportadores autônomos não serão afetados por essas sanções.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicará resoluções que determinam o uso obrigatório do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e definem multas escalonadas, que variam de 5 a 30 dias em casos de descumprimento, podendo chegar à suspensão definitiva e cancelamento do registro em casos de reincidência.

As multas para contratantes que não pagarem o frete mínimo podem variar de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões, e a responsabilização pode atingir sócios e integrantes de grupos econômicos. Segundo o ministro, a fiscalização será eletrônica, integrada a dados fiscais e inteligência artificial, garantindo que nenhuma empresa consiga burlar as regras.

Diálogo com caminhoneiros

O governo mantém diálogo constante com representantes da categoria. Algumas reivindicações já foram atendidas, e reuniões estão previstas para discutir outros pontos, como a parada obrigatória de descanso. O objetivo é conciliar a segurança e o descanso dos caminhoneiros com a logística do transporte, permitindo que eles planejem melhor as viagens sem prejuízo financeiro ou pessoal.

Fonte: Agência Gov
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Crédito de R$ 15 bilhões é liberado para apoiar exportações brasileiras em meio à crise internacional

Linhas do Plano Brasil Soberano miram empresas afetadas por tensões geopolíticas e tarifas externas.

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Fotos: Claudio Neves

Em meio à instabilidade nos mercados internacionais provocada pela guerra no Irã, o governo federal editou, na terça-feira (24), a Medida Provisória 1.345, que cria linhas de crédito de R$ 15 bilhões dentro do Plano Brasil Soberano, sob gestão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No mesmo dia, também foi sancionada a lei que institui o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação.

Os recursos serão destinados a empresas exportadoras e setores estratégicos para a balança comercial, especialmente aqueles afetados por tensões geopolíticas, como o conflito no Oriente Médio e as tarifas impostas pelos Estados Unidos.

Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, a medida busca garantir competitividade às empresas brasileiras e preservar empregos.

As linhas de crédito poderão utilizar diferentes fontes, como o superávit financeiro do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e recursos de fundos vinculados ao Ministério da Fazenda, apurados até o fim de 2025. Terão acesso empresas exportadoras de bens industriais, fornecedores e setores relevantes para o comércio exterior.

De acordo com o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a iniciativa contempla segmentos que seguem impactados por tarifas elevadas, como siderurgia, metalurgia e setor automotivo, além de áreas como farmacêutica, máquinas e equipamentos e eletrônicos. O programa também considera impactos indiretos, como a redução na oferta de fertilizantes em função de conflitos internacionais.

Os financiamentos poderão ser utilizados para capital de giro, compra de máquinas, ampliação da capacidade produtiva, investimentos em inovação e adaptação de processos. As condições de crédito, como prazos e encargos, serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), enquanto os critérios de acesso ficarão a cargo dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento.

A nova lei que cria o Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação atualiza as regras de seguro e financiamento às exportações e amplia a atuação do BNDES. Entre as medidas, está a criação de um portal único para dar transparência às operações e a apresentação anual de relatórios ao Senado.

A legislação também mantém a regra que impede novos financiamentos a países inadimplentes com o Brasil e passa a incentivar operações voltadas à economia verde e à descarbonização. Outra mudança é a ampliação do prazo de cobertura de risco comercial para micro, pequenas e médias empresas, que passa de 180 para até 750 dias na fase de pré-embarque.

Além disso, a lei estabelece diretrizes para o funcionamento do Fundo Garantidor de Operações de Comércio Exterior (FGCE), voltado à redução de riscos em operações de exportação.

Fonte: Agência Gov
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