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Vendas de ovos crescem no atacado, mas preços seguem estáveis

Contudo, maior procura ainda não foi suficiente para impulsionar os valores da proteína.

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Foto: Rodrigo Felix Leal

Os elevados preços das carnes – como a bovina, suína e de frango – têm resultado em aquecimento na demanda por ovos, conforme apontam levantamentos do Cepea.

Diante disso, o Centro de Pesquisas observa aumento nas vendas de ovos nos atacados.

No entanto, a maior procura ainda não foi suficiente para impulsionar os valores da proteína.

Levantamentos do Cepea mostram que as cotações seguem estáveis na maioria das regiões acompanhadas.

Fonte: Assessoria Cepea

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Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Paraná reforça vigilância contra gripe aviária com operação no Litoral

Ação preventiva da Adapar mobiliza equipes em sete municípios até 27 de março.

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Foto: Pablo Henrique/Adapar

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), por meio da Divisão de Sanidade Avícola, iniciou uma nova ação de combate à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) no território paranaense. Desta vez, a operação ocorre no Litoral do Estado.

A iniciativa teve início nesta terça-feira (17), com uma reunião realizada no Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná (UFPR), no município de Pontal do Paraná. As atividades seguem até o dia 27 de março e abrangem os sete municípios da região – Pontal de Paraná, Paranaguá, Guaratuba, Matinhos, Morrestes, Antonina e Guaraqueçaba.

Além dos 16 servidores da autarquia, participam também médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). Essa ação é da Petrobras e faz parte das condições para o licenciamento ambiental emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A ação é executada pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná.

A reunião inicial apresentou aos participantes os objetivos e a metodologia de trabalho da operação. Foi destacado que o Paraná registrou 13 focos da doença em aves silvestres em 2023 e, desde então, não houve novas ocorrências no Estado. Atualmente, não há suspeitas em investigação, e a ação tem caráter preventivo, baseada em análise de risco.

A chefe da Divisão de Sanidade Avícola da Adapar, Pauline Sperka, foi responsável por orientar os servidores e falou sobre a importância das ações contínuas de fiscalização, orientação e prevenção, como o principal pilar da defesa sanitária. “A manutenção de equipes a campo, com ações contínuas de vigilância, orientação e fiscalização, é essencial para mitigar o risco e preservar o status sanitário da agricultura paranaense, garantindo a segurança da cadeia produtiva”, afirma.

Ações

As atividades do Serviço Veterinário Oficial, realizadas pela Adapar e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), incluem a fiscalização de propriedades com criação de aves. Também fazem parte das ações a orientação sobre a prevenção à introdução do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) e da Doença de Newcastle -DNC (doença viral contagiosa), além da educação sanitária voltada a proprietários de aves de subsistência.

O PMP-BS contribuiu diretamente com a operação. Na tarde do primeiro dia, os veterinários do projeto auxiliaram os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de possíveis sinais das enfermidades.

O médico-veterinário e responsável técnico do PMP-BS, Fábio Henrique de Lima, destaca a importância da atuação conjunta para a proteção da sanidade animal no Estado. “O trabalho executado pelo Laboratório da Ecologia de Conservação com a Adapar foi algo essencial para que a gente conseguisse controlar não só a questão da parte produtiva em relação à gripe aviária, mas também em relação à conservação da fauna marinha”, comenta.

Fábio ainda salienta a importância da parceria para a valorização dos órgãos públicos que atuam nessa área. “A valorização desses órgãos públicos e também da Universidade Federal, faz com que a gente, por meio de pesquisa, ciências, estudos, extensão, consigamos cada vez mais entender, diminuir esses riscos e ter a possibilidade de trabalhar em conjunto. Esse fortalecimento não cresce apenas em uma área, mas sim faz o que chamamos de uma só saúde, o que deve ser o nosso norte”, salientou.

Desenvolvimento

Após as orientações iniciais, as equipes definiram as rotas de atuação. Cada grupo será responsável pelas vistorias em locais previamente selecionados e deverá seguir um cronograma, com o objetivo de cumprir as metas de fiscalização estabelecidas.

A fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Anna Carolina Penna, que atua no escritório local de Ivaiporã e que participa pela primeira vez de uma operação, destacou a expectativa em contribuir com as ações em campo. “É um trabalho totalmente diferente do que estamos acostumados no interior, onde trabalhamos mais com os animais de produção, então, ter esse contato diferenciado aqui no Centro do Mar é importante para a gente. Viemos para somar”, avalia.

Relevância

A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é fundamental para a saúde pública e para a economia do Estado. O Paraná é o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera, com ampla vantagem, o segmento de carne de frango, sendo responsável por mais de um terço da produção nacional.

Além da conexão com o conceito de Saúde Única — que integra a saúde humana, animal, vegetal e ambiental —, o controle de doenças impacta diretamente na geração de empregos, no desenvolvimento econômico e no abastecimento alimentar em nível nacional.

Fonte: AEN-PR
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