Suínos
Vendas de carne suína alcançam 155,2 mil toneladas no 1° trimestre
Número foi 13,4% inferior ao obtido nos três primeiros meses de 2017, com 179,2 mil toneladas
As vendas de carne suína (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) para o exterior totalizaram 155,2 mil toneladas no primeiro trimestre de 2018, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo o levantamento, o número foi 13,4% inferior ao obtido nos três primeiros meses de 2017, com 179,2 mil toneladas. Em receita, o desempenho das vendas no acumulado do ano chegou a US$ 315,3 milhões, número 21,9% inferior aos US$ 403,7 milhões registrados entre janeiro e março do ano passado.
Considerando apenas o mês de março, as exportações do setor alcançaram 58,1 mil toneladas, volume 8,1% inferior às 63,2 mil toneladas obtidas no terceiro mês de 2017. Em receita, houve retração de 23%, com US$ 115 milhões em março de 2018 e US$ 151 milhões no ano anterior. Em forte expansão, as vendas de carne suína para a China somaram 39,2 mil toneladas no primeiro trimestre deste ano, resultado 152% superior às 15,5 mil toneladas embarcadas no ano passado. No mesmo período, Hong Kong foi destino de 46,4 mil toneladas, 23% a mais que as 37,7 mil toneladas embarcadas em 2017. Ainda na Ásia, Singapura incrementou suas compras em 5%, com 8,7 mil toneladas neste ano, contra 8,2 mil toneladas no ano passado.
Na América do Sul, o Uruguai importou 8,8 mil toneladas nos três primeiros meses deste ano, saldo 31% superior que as 6,7 mil toneladas exportadas no ano passado. O Chile também incrementou suas importações, com total de 7,1 mil toneladas, 30% a mais que as 5,4 mil toneladas embarcadas no ano anterior. Já para a Argentina foram exportadas 10,3 mil toneladas, 3,5% a menos que as 10,7 mil toneladas registradas em 2017. Na África, os embarques para Angola chegaram a 8,2 mil toneladas no trimestre, 11% acima das 7,3 mil toneladas exportadas no ano passado.
“Em praticamente todos os mercados houve incremento das exportações. Isto ajudou a reduzir os impactos causados pelo embargo russo, que entre janeiro e março do ano passado havia importado 68,5 mil toneladas”, avalia Francisco Turra, presidente-executivo da ABPA.
Fonte: Assessoria ABPA

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





