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Bovinos / Grãos / Máquinas Opinião

Venda futura de soja não pode gerar dano ao produtor

As oscilações do mercado existem e nem sempre se pode estabelecer o melhor momento para a comercialização dos grãos

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Artigo escrito por Cesar da Luz, diretor do Grupo Agro10

Em artigo anterior sobre venda futura de soja, abordamos a obrigação legal do cumprimento da tradição, com a entrega dos grãos na safra passada, mesmo sob condições desfavoráveis aos produtores, haja vista que a alta no preço do produto na hora da entrega não proporcionou ganhos financeiros e até resultou em prejuízos no caso de alguns, diante de um cenário inimaginável, bem diferente da época em que os contratos foram celebrados.

Neste artigo, abordamos outros pontos dessa prática costumeira no mercado de grãos, sendo que na maioria das vezes o grão sai da lavoura do produtor diretamente para o silo do comprador, pelo preço acordado na assinatura dos contratos, e independentemente da cotação na época da colheita.

Quem acompanha o mercado sabe que no final do ciclo da safra 2020/2021 houve alvoroço entre os produtores que venderam antecipadamente sua produção e a parte compradora, questionando-se a grande diferença no preço de venda e a cotação no momento da entrega. Enquanto os produtores buscavam rever o preço, os compradores queriam garantir o cumprimento dos contratos nas condições celebradas quanto ao preço, e que se efetivasse a tradição, com a entrega efetiva e no volume vendido. Não se podia questionar o negócio, mesmo diante da grande alta cambial e dos reflexos da pandemia da Covid-19, que acabou incidindo na alta dos insumos comprados em dólar.

Os compradores não aceitaram revisar os contratos, apesar do ambiente único que afetou o status quo dos negócios, inclusive no agro, setor onde muitos ganharam com a pandemia, mas não necessariamente todos os produtores rurais, que se encontram no início da cadeia e muitas vezes não têm como repassar a alta nos custos de produção, se vendo obrigados a cumprir os contratos e honrar a tradição. Esse foi o entendimento geral dos compradores, que ameaçaram ingressar ações na Justiça para garantir a entrega dos grãos, gerando pressão na cabeça do produtor descontente.

A análise feita no artigo anterior destacou al passant a origem da fragilidade do produtor nessas circunstâncias, seja de ordem legal, seja na área financeira. Mas agora queremos ressaltar que ao se ver obrigado a cumprir um contrato sem obter qualquer vantagem com a alta no preço da soja como ocorrida na safra passada, isso se dá geralmente pela falta de recursos para investir em estruturas próprias de armazenagem, pois o fluxo de caixa nem sempre é favorável para esperar o melhor momento para comercializar sua safra.

Passada a colheita e a entrega da produção, é preciso observar outros pontos essenciais nessa questão, como o fato de o produtor estar no início da cadeia e não ter como repassar a alta nos custos de produção, e sequer em pensar na hipótese de se beneficiar de uma oscilação positiva do preço dos grãos. Um fluxo de caixa em melhores condições, combinado com a armazenagem própria permitiria ao produtor aguardar para vender sua produção no momento que mais lhe conviesse, e não exatamente de forma antecipada como vem ocorrendo a cada safra, onde se criou um círculo vicioso que nem sempre beneficia o produtor, além de criar a dependência de terceiros. Dessa forma, os grãos saem da lavoura diretamente para o caminhão que os levará direto para a área de armazenagem da parte compradora. Não se quer questionar que os parceiros do produtor estejam errados ao investir nessas estruturas, e nem que essa prática não seja conveniente a ambas as partes, mas no caso da safra passada, ficou evidente que muitos produtores foram prejudicados, sem poder revisar os contratos. Aliás, muitos os assinam, sem saber exatamente o que estão neles contidos que lhe são desfavoráveis.

As oscilações do mercado existem e nem sempre se pode estabelecer o melhor momento para a comercialização dos grãos. O produtor se baseia em seus custos e acaba fazendo a transação com um preço de venda o mais próximo do ideal, após consideradas suas necessidades e as particularidades da sua propriedade. Assim, nas últimas duas décadas, as oscilações no preço da soja nem sempre foram positivas, mas isso não significa que quando o comprador cumpriu sua parte, pagando à mais pelos grãos na hora da entrega, ele tenha enfrentado maiores dificuldades para absorver a alta do preço dos grãos, pois muitos até mesmo agregam valores com a transformação dos grãos, e em muitos casos é possível repassar a alta nos custos de produção ao varejo e esse, por sua vez, ao consumidor final. Para comprovar isso, basta verificar quantas vezes, nos últimos anos, houve aumento nos produtos nas gôndolas dos supermercados. Então, não há como comparar as situações.

Na safra passada, a diferença de preços foi em sua maioria em torno de 100%, saindo dos R$ 80,00 como preço de venda da saca para R$ 160,00, que foi a média da cotação na entrega dos grãos. E mesmo que essa situação tenha sido comparada a da safra de 2004, ainda assim, agora, tivemos a pandemia e o ambiente por ela criado. Então, a safra 2020/2021 teve características próprias e circunstâncias que a envolveram que não poderiam ter sido previstas por ninguém.

Portanto, nessas condições, não se pode afirmar que o processo de venda futura de soja tenha sido benéfico para ambas as partes, na safra passada. E mesmo que a prática permita ao produtor travar seus custos e planejar sua safra, no caso do ano passado, faltou combinar com o mercado, inclusive com a China, a propósito, a maior compradora mundial de grãos, e que os chineses deviam ter evitado espalhar o vírus causador desta pandemia. Por isso, não se pode atribuir responsabilidade unicamente ao produtor, se ele não conseguiu obter maiores ganhos, pois ninguém teria como prever o que acabou acontecendo.

Os que afirmaram que quando os compradores pagam valor maior pelo grão na hora da entrega, e que com isso acabam tendo prejuízos ao não renegociarem os contratos, mesmo que corresponda à verdade, isso não pode servir de argumento para justificar que o produtor deve continuar se fomentando, com recursos próprios ou através de financiamentos, correndo todos os riscos para plantar, e na hora em que pode se beneficiar, não ter como.

Nesse contexto, também precisamos analisar o clima de pressão exercido sobre os produtores para o cumprimento integral dos contratos, sem lhe permitir qualquer questionamento. Ele tinha três caminhos a seguir: entregar o grão, independentemente da situação, cumprindo a tradição; buscar entendimento com o comprador, ou buscar a Justiça para revisão dos contratos. Optou-se pela primeira alternativa. Já os compradores, por compartilhar arrestos decorrentes de ações judiciais no caso de quem se recusava a entregar os grãos, uma atitude no mínimo inadequada quando se fala em parceria de negócios. Também, apregoar que o produtor insatisfeito poderia pagar a multa para renegociar os contratos, mas que deveria arcar com a diferença do mercado da soja, não soou como opção ao produtor. Sem falar que uma análise rápida de qualquer contrato de venda futura de soja mostra o total desequilíbrio nessa relação, onde o produtor geralmente não recebe nenhum valor antecipado para fomentar sua produção, corre todos os riscos durante a safra e na hora da colheita, segue fragilizado, tendo que se submeter a essas situações. Ou seja, parece ser proibido falar em vantagens financeiras ao produtor. Quando se fala em washout, é para destacar que o produtor com quebra de safra e dificuldades para entregar a produção, precisa recomprar seus grãos, e que o default é uma grande desvantagem ao comprador. Há controvérsias!

Fonte: Assessoria

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Novo status sanitário do Brasil fortalece exportações paranaenses para a China

Setor pecuário do Estado espera ganhos em competitividade, demanda por proteínas e valorização da cadeia bovina.

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Foto: Maurílio Fernandes de Oliveira

O reconhecimento do território brasileiro como área livre de febre aftosa sem vacinação pela China terá impacto positivo para a pecuária do Paraná, conforme análise do Sistema Faep. A medida tem potencial de ampliar oportunidades comerciais para o Estado, já reconhecido como área livre da doença desde 2021. A decisão do governo chinês ocorre após mais de duas décadas de negociações e elimina restrições sanitárias que ainda limitavam parte das exportações brasileiras de produtos da pecuária.

Foto: Shutterstock

O anúncio ocorre um ano após a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) reconhecer o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação, resultado de um processo de décadas envolvendo produtores rurais, serviços veterinários oficiais e governos estaduais.

“O elevado status sanitário paranaense e a organização da cadeia pecuária colocam o Estado em posição favorável para aproveitar o novo cenário comercial. O principal reflexo esperado é o fortalecimento da competitividade das nossas proteínas, ainda mais para um mercado consumidor com alta demanda, como a China”, avalia o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Na prática, a decisão pode resultar em aumento da demanda chinesa por proteínas animais produzidas no Brasil, mais oportunidades para frigoríficos exportadores instalados no Paraná, sustentação ou valorização dos preços do boi gordo em caso de crescimento das exportações e efeitos positivos no mercado de reposição, especialmente para bezerros e garrotes.

Foto: Thais Rodrigues de Sousa

Segundo o técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Fábio Peixoto Mezzadri, os números já demonstram a relevância do mercado chinês para a pecuária de corte bovino paranaense. “Em 2025, o Paraná exportou 23,5 mil toneladas de produtos bovinos para China, movimentando US$ 126,9 milhões. O principal volume corresponde às carnes bovinas congeladas desossadas, responsáveis pela maior parte do valor exportado pelo Estado”, explica.

Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025. “O reconhecimento sanitário reforça a confiança nas cadeias produtivas nacionais e fortalece a parceria estratégica entre os dois países, ao mesmo tempo em que cria novas possibilidades de expansão para produtores e exportadores brasileiros e, especialmente, os paranaenses”, conclui Mezzadri.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Pecuária impulsiona alta de 4% nas vendas de suplementos minerais

Exportações aquecidas, valorização da cria e período seco sustentam crescimento do mercado.

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Foto: Shutterstock

As vendas de suplementos minerais para pecuária começaram 2026 em ritmo de crescimento. Entre janeiro e abril, as indústrias associadas à Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (Asbram) comercializaram 764,8 mil toneladas de produtos, volume 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Apenas em abril, as vendas alcançaram 210,4 mil toneladas, alta de 4,9%.

Os números foram apresentados durante o Painel de Mercado da entidade, realizado em São Paulo, e refletem um cenário favorável para a pecuária brasileira, impulsionado pela valorização dos animais, pelo avanço das exportações e pela necessidade de suplementação durante o período seco.

O aumento no volume comercializado foi acompanhado por uma expansão ainda mais expressiva do número de animais atendidos. Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, pesquisador da FGV Agro, a quantidade de bovinos suplementados cresceu 8% no primeiro quadrimestre, alcançando 68 milhões de cabeças.

O crescimento foi puxado principalmente pelos produtos das categorias Núcleos e Pronto para Uso. “A tendência é que os bons resultados continuem durante o período seco de outono-inverno, impulsionados pela necessidade de suplementação nutricional, pela valorização da cria e pelo bom momento da pecuária brasileira. Apesar dos desafios internos e externos, a economia brasileira deve seguir crescendo e a carne bovina continuará forte em produção, exportações, abates e consumo interno”, afirmou Serigati.

Exportações sustentam otimismo na pecuária

Foto: Gisele Rosso

Durante o encontro, o professor da Universidade de São Paulo (USP) Marcos Fava Neves destacou o fortalecimento das cadeias de proteína animal como um dos principais motores da economia brasileira. “Estamos assistindo a uma verdadeira ‘carnificação’ da economia brasileira, fortalecendo o interior do país e integrando cadeias produtivas como DDG, farelo de soja, biogás, biometano e biodiesel. O agro brasileiro está construindo um modelo cada vez mais eficiente e sustentável”, enfatizou.

Segundo o profissional, o mercado internacional segue favorecendo a pecuária brasileira. Ele destacou o aumento das compras pelos Estados Unidos e a manutenção da demanda chinesa pela carne bovina nacional. “Os Estados Unidos estão comprando muito e a China segue demandando carne brasileira, inclusive por caminhos alternativos. Hoje, exportamos cerca de 4 milhões de toneladas por ano e podemos chegar a 5 milhões até 2035”, frisou.

Economia cresce, mas desafios permanecem

A avaliação dos participantes do painel é que o Brasil continua apresentando crescimento econômico em 2026, apesar do ambiente marcado por inflação elevada, juros altos e aumento do custo dos alimentos.

A projeção apresentada por Serigati aponta expansão de aproximadamente 1,9% do PIB neste ano, sustentada pelo consumo das famílias, aumento da renda e desempenho das exportações, especialmente do agronegócio. “O Brasil possui petróleo para exportar e está menos vulnerável do que outras economias globais. Porém, o crescimento atual ocorre sem sustentação fiscal, os juros devem cair lentamente e o endividamento das famílias continua elevado”, ponderou.

Cenário internacional exige atenção

As tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã também entraram na pauta do evento. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz tem provocado volatilidade nos mercados de energia e insumos.

Mesmo assim, a avaliação dos especialistas é que o Brasil permanece em posição relativamente favorável por sua condição de exportador de alimentos e energia.

Para Fava Neves, as oportunidades para o agronegócio continuam robustas, mas exigem gestão profissional dentro das propriedades. “O mundo está turbulento, mas continuará precisando de alimentos. O Brasil é a cozinha do planeta e terá papel fundamental no abastecimento global diante da urbanização, do aumento da renda e do crescimento do consumo de proteína animal”, ressaltou.

Ele acrescentou que fatores como clima, custos de produção, sanidade, mão de obra e endividamento devem permanecer no radar dos produtores.

Logística reversa preocupa empresas

Além das questões de mercado, o encontro abordou temas regulatórios que preocupam o setor. Um deles é a logística reversa das embalagens, assunto que ainda não possui regulamentação definitiva para a cadeia de suplementos minerais.

Segundo a Asbram, empresas vêm sendo autuadas em estados como Goiás, Mato Grosso e São Paulo, apesar da ausência de obrigatoriedade formal para implantação do sistema. A recomendação da entidade é que as companhias apresentem recursos administrativos enquanto o tema continua em discussão.

Asbram prepara livro sobre 30 anos de atuação

A associação também anunciou o lançamento de um livro comemorativo aos seus 30 anos, previsto para ser apresentado durante o simpósio da entidade em 2027. A publicação reunirá a trajetória da Asbram e das cerca de 100 empresas associadas, registrando três décadas de atuação na nutrição do rebanho bovino brasileiro. “Vamos registrar nossa história, nossas ações, eventos, campanhas, debates e o trabalho técnico desenvolvido ao longo dessas três décadas. 2026 é um ano desafiador, mas acreditamos que, nos próximos dez anos, a pecuária será o maior setor do agronegócio brasileiro”, salientou Elizabeth Chagas.

Fonte: Assessoria Asbram
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Carne bovina está entre os cinco produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos

Levantamento da Comex Stat mostra que siderurgia, petróleo, proteína animal e setor aeronáutico lideram as vendas brasileiras ao mercado norte-americano.

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Foto: Shutterstock

A carne bovina ocupa a terceira posição entre os produtos brasileiros mais exportados para os Estados Unidos, segundo dados da Comex Stat. O produto respondeu por US$ 814,6 milhões em embarques e representou 7,5% do valor total exportado pelo Brasil para o mercado norte-americano no período analisado.

Foto: Shutterstock

O ranking evidencia a importância do agronegócio na pauta comercial entre os dois países, mas também mostra o peso de setores como siderurgia, petróleo e indústria aeronáutica nas exportações brasileiras.

Na liderança aparecem os produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, com vendas de US$ 1 bilhão, equivalentes a 9,2% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Em segundo lugar estão os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos crus, que somaram US$ 857,5 milhões e participação de 7,9%.

Além da carne bovina, a lista dos cinco principais produtos exportados inclui aeronaves e outros equipamentos,

Foto: Shutterstock

incluindo peças e componentes, com US$ 768,3 milhões e participação de 7% nas vendas externas. Fechando o ranking aparece o ferro-gusa, ferro-esponja, grânulos, pó de ferro ou aço e ferro-ligas, que movimentaram US$ 594,1 milhões, o equivalente a 5,4% do total exportado.

Agro ganha relevância em meio ao debate tarifário

Os números ganham relevância em um momento de atenção do setor exportador às medidas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos. A carne bovina é um dos produtos mais relevantes do agronegócio brasileiro no mercado americano e figura entre os itens estratégicos da pauta bilateral.

Foto: Shutterstock

O levantamento também mostra que a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos é marcada por uma diversificação de produtos, envolvendo commodities agrícolas, minerais, petróleo e bens industrializados de maior valor agregado.

Cinco produtos representam mais de um terço das exportações

Somados, os cinco principais produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos representam cerca de 37% do valor total embarcado ao país, demonstrando forte concentração em alguns segmentos específicos da economia.

A presença simultânea de produtos do agronegócio, mineração, energia e indústria reforça a importância do mercado norte-americano para diferentes cadeias produtivas brasileiras e ajuda a explicar a preocupação de exportadores diante de possíveis mudanças nas regras comerciais entre os dois países.

Fonte: O Presente Rural
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