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Venco lança anestésico para pets e equinos
Medicamento deve estar disponível no mercado a partir do final de julho
A Venco Saúde Animal, de Londrina (PR), amplia seu portfólio e lança mais um medicamento indicado para pets e equinos. O Ketalex é um anestésico e deve estar no mercado a partir do final do mês de julho. O lançamento do produto está marcado para acontecer na 4ª edição do Congresso Medvep de Especialidades Veterinárias, que será realizado em Curitiba entre os dias 24 e 27 de julho.
Segundo Luis Eduardo Ferraz, gerente de Marketing da área de Pet e Equinos da Venco, trata-se de um anestésico dissociativo à base de Cloridrato de Cetamina (10%), um dos anestésicos mais utilizados na medicina veterinária. O fármaco é recomendado para cães, gatos e cavalos para a medicação pré-anestésica, contenção química, indução e manutenção da anestesia geral, em associação a outros produtos como benzodiazepínicos, alfa-2 agonistas, opioides, fenotiazinas, propofol, anestésicos inalatórios e outros.
Esse tipo de anestésico dissociativo, explica Luis Eduardo, promove uma anestesia capaz de dissociar o animal do ambiente, com interrupção da neurotransmissão no nível talâmico, embora a atividade do córtex cerebral seja mantida.
O Ketalex, acrescenta ele, tem a vantagem de ter um rápido início de ação, além de apresentar um menor custo por anestesia quando associado à xilazina. “Juntos, os dois medicamentos promovem um acentuado relaxamento muscular”, ressalta o veterinário, lembrando que a xilazina também ajuda a inibir ou minimizar os efeitos adversos do uso da quetamina. Em maio, a Venco também lançou a Xilazina 10% Injetável, um fármaco tranquilizante e indicado para sedação e tranquilização dos equinos.
Assim como a Xilazina, o Ketalex tem uso restrito. Trata-se de um fármaco sujeito a controle especial e que de acordo com a Instrução Normativa nº 25 de 2012 somente deve ser vendido sob prescrição do médico veterinário, com retenção obrigatória da notificação de receita.
De acordo com Luis Eduardo, o novo anestésico da Venco é contraindicado para animais com histórico de convulsões, trauma cranioencefálico, glaucoma, insuficiência cardíaca descompensada, hipertensão arterial, insuficiência renal (especialmente em gatos), e insuficiência hepática (principalmente em cães). A cetamina, explica ele, é contraindicada em pacientes com hipersensibilidade ao fármaco ou componentes da fórmula. “Embora o Ketalex seja um fármaco seguro, a utilização do princípio merece alguns cuidados”, recomenda, citando que a cetamina deve ser usada em animais em jejum, por ter a capacidade de induzir o vômito e quando for utilizada por via endovenosa, a administração deve ser lenta.
O Gerente de Marketing adianta que, em breve, outros lançamentos são esperados, com excelentes perspectivas para fortificar ainda mais o atual portfólio da empresa, que conta com mais de 60 produtos para pequenos e grandes animais.
Fonte: Ass. de Imprensa

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Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
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Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
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Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel
Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.
Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.
Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.
Benefícios
Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.
