Avicultura
Veja as previsões de produção e exportação de carne de frango para 2025
ABPA projeta crescimento de até 2,3% para a produção e 1,9% nas exportações

O primeiro mês do ano geralmente é de preços mais fracos para as proteínas animais, podendo moderar os spreads. No entanto, olhando para 2025, o cenário para a avicultura deve seguir favorável, com provável aumento de produção e das exportações.

Foto : Jonathan Campos
Pelas estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) 2024 foi de recordes de produção e exportação de carne de frango, com altas de 1,8% e 2,2% sobre 2023, respectivamente. Já o consumo per capita deverá se manter estável no patamar de 45 kg/ano. Para 2025, a entidade projeta que os bons ventos seguirão, com crescimentos de até 2,3% para a produção (15,35 MM t) e 1,9% nas exportações, alcançando 5,35 MM t.
A perspectiva é de fato interessante. Pensando nos custos, os sinais são positivos, vindos da primeira safra de grãos, beneficiada pelas boas chuvas e na melhora considerável nas margens previstas para o milho segunda safra, dada a elevação do cereal nos últimos meses, que deve levar a uma boa expansão de área. Neste sentido, caberá somente ao clima garantir a oferta potencial de milho para a segunda metade do ano.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
Além do cenário benigno para os custos, a perspectiva de menor oferta de carne bovina ajudará na sustentação dos preços da ave, mantendo a carne de frango competitiva frente aos cortes bovinos. Do lado das exportações, a expectativa do USDA é de que o Brasil apresente o maior crescimento absoluto (100 mil t) entre os maiores exportadores globais.
No curto prazo, isto é, para este mês, é possível que os preços se acomodem um pouco, seguindo a sazonalidade da demanda interna. E mesmo as exportações também podem se mostrar um pouco menores. Contudo, dado o bom patamar dos spreads e o cenário favorável para os custos, o impacto dos preços menores não deve ser significativo.

Avicultura Em São Paulo
Asgav apresenta Conbrasfran à MBRF e amplia articulação com a indústria avícola
Encontro em São Paulo reuniu representantes das duas entidades para discutir temas estratégicos da cadeia produtiva e reforçar a participação da empresa na conferência que será realizada em novembro, em Gramado (RS).

A Organização Avícola do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs) ampliou sua agenda de articulação institucional junto à indústria avícola brasileira. Na quarta-feira (17), o presidente executivo da entidade, José Eduardo dos Santos, participou de uma reunião no escritório corporativo da Global Foods Company (MBRF), em São Paulo (SP), para apresentar as ações desenvolvidas pela associação e discutir temas ligados ao desenvolvimento do setor.
Participaram do encontro o diretor global de Sustentabilidade e Relações Governamentais da MBRF, Paulo Pianez, e a especialista em Relações Institucionais e Governamentais da empresa, Amanda Borban.
Durante a reunião, Santos apresentou a estrutura institucional da Asgav, abordando aspectos relacionados à governança, à representatividade do setor e às estratégias de comunicação adotadas pela entidade para manter os associados informados sobre temas técnicos, regulatórios e de mercado.
Segundo ele, a aproximação com empresas que ocupam posição de destaque na cadeia global de proteínas contribui para fortalecer a atuação institucional e ampliar a compreensão sobre os desafios enfrentados pelo setor.
“O diálogo com empresas e lideranças que possuem papel relevante na cadeia produtiva global permite ampliar a troca de informações, identificar desafios comuns e construir iniciativas que contribuam para o fortalecimento institucional do setor. A Asgav tem buscado manter uma atuação cada vez mais conectada às demandas da avicultura e da agroindústria brasileira”, afirmou.
A agenda também foi utilizada para apresentar a segunda edição da Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), que será realizada entre os dias 23 e 25 de novembro, em Gramado (RS).
Promovido pela Asgav, o evento reunirá lideranças empresariais, especialistas, indústrias e profissionais ligados à cadeia avícola para debater temas considerados estratégicos para a produção brasileira de carne de frango.
A programação prevê painéis sobre sanidade avícola, qualidade industrial, mercado e comercialização, logística e infraestrutura, além de questões tributárias, jurídicas e tendências que impactam a competitividade e a sustentabilidade da atividade. A entidade também apresentou à empresa a estrutura da central de negócios prevista para o evento.
De acordo com a Asgav, os representantes da MBRF demonstraram interesse na iniciativa e confirmaram apoio e participação na edição de 2026 da Conbrasfran.
A visita faz parte do programa de agendas institucionais mantido pela entidade junto às empresas associadas. A iniciativa busca estreitar o relacionamento com o setor produtivo, ampliar a troca de informações e manter a organização alinhada às demandas e aos desafios da avicultura brasileira.
Avicultura
Conbrasfran 2026 debate inovação, educação e negócios em meio à aceleração das transformações tecnológicas
Evento em Gramado (RS) vai reunir especialistas para discutir os impactos da falta de profissionais, os desafios da liderança e as transformações exigidas pelo novo ambiente de negócios.

A dificuldade de formar lideranças, atrair talentos e preparar equipes para um ambiente de mudanças cada vez mais aceleradas está entre os principais desafios enfrentados pelas empresas brasileiras. O tema será debatido durante a 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), que será realizada de 23 a 25 de novembro, em Gramado (RS), reunindo lideranças empresariais, especialistas e profissionais da cadeia de proteína animal.

No dia 25 de novembro, o mestre em Comportamento de Consumo, diretor de Marketing e professor Romeo Busarello vai palestrar na Conbrasfran sobre “O futuro dos negócios no âmbito da produção de alimentos em larga escala” – Foto: Divulgalção
No dia 25 de novembro, o mestre em Comportamento de Consumo, diretor de Marketing e professor Romeo Busarello vai palestrar sobre “O futuro dos negócios no âmbito da produção de alimentos em larga escala”. Segundo ele, o ambiente empresarial exige uma revisão profunda dos modelos de gestão e da forma como as organizações se preparam para o futuro. “Quem não pensa o futuro trabalha o presente usando ferramentas do passado. Se uma empresa quer salvar o mês, fecha contratos. Se quer salvar o ano, corta custos. Mas, se quer salvar a próxima década, precisa investir em inovação, educação e transformação”, afirma.
Para o especialista, além dos avanços tecnológicos, as empresas precisarão enfrentar desafios ligados à formação de pessoas, à saúde mental e à escassez de mão de obra qualificada. “Vivemos uma época de excesso de informação e escassez de clareza. Há muita pressa para julgar e pouca paciência para aprender. O maior desafio das organizações não será apenas tecnológico, mas humano. Liderar equipes, desenvolver talentos e construir ambientes capazes de atrair e reter pessoas será decisivo para a competitividade dos negócios”, destaca.

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “A competitividade da indústria de alimentos dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de formar líderes, atrair profissionais qualificados e se adaptar às transformações que estão ocorrendo em ritmo acelerado” – Foto: Divulgação/Asgav
De acordo com o presidente executivo da Asgav e organizador da Conbrasfran 2026, José Eduardo dos Santos, discutir tendências de gestão e liderança é tão importante quanto debater temas técnicos da produção. “A competitividade da indústria de alimentos dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de formar líderes, atrair profissionais qualificados e se adaptar às transformações que estão ocorrendo em ritmo acelerado. A Conbrasfran busca ampliar esse olhar estratégico, promovendo debates que impactam diretamente o futuro dos negócios e da produção de alimentos no Brasil”, afirma.
A Conbrasfran 2026 reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir temas relacionados à produção animal, sanidade, qualidade industrial, mercados, inovação, geopolítica, sustentabilidade e gestão. As oportunidades de patrocínio e as inscrições para participação no evento estão disponíveis junto à organização.
Avicultura
Porto de Paranaguá responde por quase 50% das exportações brasileiras de frango
Porto embarcou 1,04 milhão de toneladas nos cinco primeiros meses de 2026 e movimentou US$ 1,88 bilhão em vendas ao mercado internacional.

A Portos do Paraná alcançou 47,3% de participação nas exportações brasileiras de carne de frango nos primeiros meses de 2026. O percentual foi obtido após o embarque recorde de 1,04 milhão de toneladas de aves congeladas para o mercado internacional entre janeiro e maio. Somente em maio, foram exportadas mais de 208 mil toneladas do produto. O volume consolida o Porto de Paranaguá como líder nacional e uma das principais referências mundiais na movimentação da proteína.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando as exportações somaram 921,9 mil toneladas, o crescimento foi de 13,1%. O recorde anterior havia sido registrado em 2023, com 945,9 mil toneladas embarcadas. Os dados são do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne informações sobre o comércio exterior brasileiro.
De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado é reflexo dos investimentos concretizados nos últimos anos. “Os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e qualificação operacional são fundamentais para garantir a competitividade dos portos paranaenses e ampliar a qualidade dos serviços prestados aos nossos clientes”, afirma.
Em valores FOB, valor da mercadoria no momento do embarque, a Portos do Paraná foi responsável pela maior fatia da receita nacional, somando US$ 1,88 bilhão de um total de US$ 4,08 bilhões.
O principal destino da carne de frango exportada pelos portos paranaenses foi a China, que recebeu 114,2 mil

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
toneladas, o equivalente a 11% do total embarcado em Paranaguá. Entre os principais mercados também estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países receberam o produto.
Estrutura impulsiona resultados
O diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, reforça que a estrutura do Porto de Paranaguá é um dos diferenciais para esse protagonismo nacional. “O grande destaque é a capacidade que o terminal possui para receber contêineres refrigerados (reefers). Paranaguá conta, de longe, com o maior número de tomadas refrigeradas do país, ultrapassando 5,2 mil plugs disponíveis”, explica.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Outro fator importante é o desempenho do Paraná na produção avícola nacional. O Estado responde por aproximadamente 35% da produção brasileira de aves para abate e boa parte desse volume segue para exportação pelos portos paranaenses.
Liderança em proteínas animais
A Portos do Paraná também ampliou a liderança nacional nas exportações de proteínas animais. Considerando carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, mais de 1,4 milhão de toneladas foram embarcadas entre janeiro e maio de 2026, volume equivalente a 37% das exportações brasileiras do segmento.
O crescimento do grupo das carnes nos cinco primeiros meses do ano foi de 9,9% em relação ao mesmo período de

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
2025. Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá embarcou 277,5 mil toneladas entre janeiro e maio. O volume representa a segunda maior movimentação do país, com participação de 24,7% nas exportações nacionais. China, Estados Unidos e Rússia foram os principais destinos do produto.
Já as exportações de carne suína pelo porto paranaense alcançaram 84,8 mil toneladas no acumulado do ano. Em 2025, o volume registrado no mesmo período foi de 79,6 mil toneladas, o que representa crescimento de 6,5%. Mais de 50 países importaram carne suína pelos Porto de Paranaguá, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.



