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VBP é estimado em R$ 683,2 bilhões para 2020

As lavouras de soja, milho, café e laranja puxam a projeção para este ano

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Divulgação/MAPA

O Valor da Produção Agropecuária (VBP) de 2020 é estimado em R$ 683,2 bilhões, montante 8,2% acima do registrado em 2019, com base nas projeções de fevereiro. Para as lavouras, o valor estimado é de R$ 448,4 bilhões e, para a pecuária, R$ 234,8 bilhões. Em comparação ao do ano passado, o crescimento é de 8,9% e 8,2% respectivamente.

“A maior parte das lavouras analisadas apresenta crescimento do valor da produção. Entre estas, as de maior crescimento são a do amendoim (11,8%), cacau (6,6%), café (25,9%), da laranja (9,7%), da mandioca (7,8%), do milho (15,2%) e da soja (15,5%). Os resultados de milho e soja devem-se aos preços maiores neste ano, e também às safras mais elevadas. O café teve forte recuperação – a safra do arábica é 22,3% maior, e os preços são 10,4% superiores aos do ano passado”, diz a nota da Secretaria de Política Agrícola, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Já os produtos com previsão de redução do VBP são: banana, batata-inglesa, trigo, feijão, tomate e uva.

Na pecuária, carnes (bovina, suína e de frango) têm projeção de bons resultados este ano. O faturamento de ovos deve apresentar alta de 4,7 % em relação a 2019. A retração está prevista no setor de leite: 2,5%.

Por regiões, o Centro-Oeste lidera com projeção de 31,8% do VBP total. Em seguida, aparece o Sul (26,8%), Sudeste (25,2%), Nordeste (9,6%) e Norte (6,6%).

Fonte: MAPA

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Brasil leva à ONU estudo que projeta redução de até 92% das emissões na pecuária até 2050

Relatório apresentado na FAO aponta que recuperação de pastagens, integração lavoura-pecuária-floresta e ganho de produtividade podem ampliar a produção de carne com menor intensidade de carbono.

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Foto: Gisele Rosso

O Brasil apresentou nesta semana, na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, um estudo que projeta uma forte redução das emissões de carbono da pecuária bovina nas próximas décadas sem comprometer o crescimento da produção de carne.

Levantamento “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050” foi apresentado pela ApexBrasil durante Missão do Brasil em Roma – Foto: Divulgação/ApexBrasil

O levantamento “Trajetórias de Descarbonização da Pecuária de Corte no Brasil – 2025 a 2050”, elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), foi lançado durante a Quarta Sessão do Subcomitê de Pecuária do Comitê de Agricultura da FAO. A iniciativa foi apresentada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Missão do Brasil em Roma.

Segundo o estudo, a adoção de tecnologias já disponíveis na pecuária brasileira pode reduzir em até 60% as emissões absolutas do setor até 2050. Nos cenários mais avançados de mitigação, a intensidade de carbono da carne bovina poderá cair 92,6%.

Foto: Shutterstock

Produzir mais com menos área

Um dos principais resultados apresentados mostra que o aumento da produtividade tem permitido ao Brasil ampliar a produção sem expandir a área destinada às pastagens.

Entre 2004 e 2024, a produção nacional de carne bovina cresceu mais de 240%, enquanto a área de pastagens recuou de 181 milhões para 160 milhões de hectares, redução de 11%.

Esse ganho de eficiência gerou o chamado “efeito poupa-terra”. De acordo com o estudo, cerca de 397 milhões de hectares deixaram de ser incorporados à atividade pecuária porque a produção passou a crescer por meio de ganhos de produtividade e não pela expansão da área utilizada.

A pesquisadora da FGV Agro, Camila Estevam, explicou que os modelos projetam reduções expressivas das emissões

Foto: Shutterstock

mesmo com manutenção do crescimento produtivo. “O primeiro grande resultado do modelo matemático foi mostrar que as tendências que o setor já executa reduzem em até 60% as emissões absolutas até 2050. Quando olhamos para a intensidade de carbono, a redução chega a 80% no cenário de referência, baixando de 80 kg para 16 kg de CO₂ equivalente por quilo de carne”, afirmou.

Segundo ela, os cenários que incorporam práticas previstas no Plano ABC+ apresentam resultados ainda mais expressivos. “Nos cenários mais ambiciosos, a intensidade cai 92,6%, chegando a apenas 5 kg de CO₂ equivalente por quilo de carne”, acrescentou.

Integração ganha destaque

Entre as tecnologias destacadas no estudo está a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), sistema que combina diferentes atividades produtivas em uma mesma área.

Presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller: “O que o Brasil faz de diferente é que, na mesma área da pastagem para o boi, fazemos uma rotação com lavoura e floresta na mesma propriedade” – Foto: Divulgação/ApexBrasil

O presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, afirmou que o modelo brasileiro tem sido um diferencial na busca por maior eficiência produtiva e redução das emissões. “O que o Brasil faz de diferente é que, na mesma área da pastagem para o boi, fazemos uma rotação com lavoura e floresta na mesma propriedade. Já estamos com cerca de 17 milhões de hectares com algum tipo de produção integrada”, destacou.

De acordo com a ApexBrasil, a combinação entre recuperação de pastagens degradadas, sistemas integrados de produção, biotecnologia e melhorias na nutrição animal forma a base da estratégia brasileira para reduzir a pegada de carbono da pecuária.

Produção elevada e menor intensidade de carbono

As projeções indicam que, mesmo reduzindo a área destinada às pastagens em mais 35% até 2050, o Brasil poderá manter a produção de carne bovina em patamares elevados.

O estudo estima uma produção de 18,2 milhões de toneladas de carcaça em 2050, sustentada pelo aumento da produtividade dos animais. A expectativa é que o peso médio das carcaças passe de 211 quilos para 277 quilos por animal abatido, crescimento de 31%.

Argumento para os mercados internacionais

A apresentação do estudo ocorreu diante de representantes de diversos países e especialistas ligados à FAO, em um

Foto: Rodrigo Alva

momento de crescente pressão internacional por sistemas de produção com menor impacto ambiental.

Para o diretor de Sustentabilidade da ABIEC, Fernando Sampaio, a produção de dados científicos é fundamental para respaldar a posição brasileira nos mercados internacionais. “Isso é fundamental para a exportação e para trazer dados fundamentados em ciência para mostrar ao mundo por que a nossa carne é sustentável e por que o nosso produto é confiável”, afirmou.

O estudo foi apresentado em um contexto de redução dos rebanhos em importantes regiões produtoras. Segundo os dados divulgados, a América do Norte enfrenta o menor rebanho bovino dos últimos 70 anos, a União Europeia registra o menor volume em três décadas e o Mercosul opera no menor nível dos últimos seis anos.

Nesse cenário, o Brasil busca reforçar sua posição como fornecedor global de proteína animal, associando crescimento da produção, ganhos de produtividade e redução das emissões de carbono.

Fonte: Assessoria ApexBrasil
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Brucelose entra no centro das discussões do agro paranaense e mobiliza plano conjunto

Reunião reúne entidades do setor e propõe reativação de comitê para ampliar estratégias de controle e erradicação.

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Foto: Pablo Aqsenen/Adapar

O controle e erradicação da brucelose precisam ser prioridades no Paraná. Essa foi a posição do Sistema Faep, durante a reunião realizada no dia 2 de junho, com representantes das comissões técnicas de bovinocultura de corte e de leite da entidade, associações de produtores e órgãos reguladores e fiscalizadores em nível estadual e nacional. O grupo concordou em reativar imediatamente o comitê estadual sobre o tema, para pensar em estratégias efetivas de combate à doença.

“Vencemos a batalha contra a febre aftosa. Agora temos como desafio essa nova missão, erradicar a brucelose. Precisamos, urgentemente, avançar”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, que colocou a instituição à disposição para apoiar os órgãos oficiais no que for preciso.

Ronei Volpi, consultor do Sistema Faep e coordenador-geral da Aliança Láctea Sul Brasileira convoca a todos para a ação: “precisamos sair da inércia”

“Precisamos sair da inércia para erradicar, de vez, a brucelose. Entre outras medidas, precisamos manter uma campanha contínua de educação sanitária e de saúde pública. O Sistema Faep dá todo o suporte para que a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná [Adapar] possa executar essa e outras medidas necessárias”, garante Ronei Volpi, consultor do Sistema Faep e coordenador-geral da Aliança Láctea Sul Brasileira.

A expectativa é a de que o grupo apresente um plano de ações concretas até o final deste mês. Atualmente, Santa Catarina é o único Estado livre da brucelose no país.

A reunião contou com representantes da Superintendência de Agricultura e Pecuária (SFA/PR) do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul Paraná), Sindicato e Organizações das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Paraná (Sindileite), Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (APCRH) e professores do departamento de Medicina Veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC PR) e Universidade Federal de Lavras (UFLA).

Realidade no Paraná

De acordo com dados da Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina da Adapar, atualmente são 155,7 mil propriedades criadoras de bovinos no Estado. No entanto, somente 124 propriedades são certificadas como livres de brucelose e tuberculose.

Representantes do Mapa, Adapar e UFLA mediam o debate para definir os próximos passos do combate à Brucelose no Paraná.

Ainda de acordo com as informações da agência, em 2025 foram identificados 102 focos e 266 casos de brucelose no Paraná. Já nos primeiros quatro meses de 2026, foram 45 focos identificados. O índice de vacinação de bezerras, em 2025, foi de 70,1% (abaixo da média nacional que é de 76,3%).

Segundo o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins, o Estado já desenvolveu ações que o colocam o Paraná à frente dos demais Estados no combate à doença. “Inclusive, temos o laboratório da Tecpar desenvolvendo um antígeno para fornecer a todo o país. Porém, seguimos preocupados, em especial com o gado de corte, pelas fronteiras que voltaram a abrir a animais de outras unidades federativas. As mais críticas são Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, afirma. “Precisamos modernizar e desburocratizar esse processo”, completa.

A meta para 2026, no Estado, é de que pelo menos 80% dos animais sejam vacinados. Inclusive, o Paraná foi o primeiro Estado do país a impor a obrigatoriedade da vacina.

“Em 25 anos de Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose Animal (PNCEBT), muitas foram as conquistas. Mas reconhecemos que existem pontos que podem ser melhorados”, aponta Maria Goretti Borcath, representante da superintendência do Mapa no Paraná.

Para a professora de Defesa Sanitária Animal e Epidemiologia Veterinária da UFLA, Elaine Maria Seles Dorneles, cada Estado deve olhar o próprio território e entender a realidade da cobertura vacinal e áreas mais críticas.

“Pensar apenas na vacinação não é suficiente para alcançar a erradicação. É preciso ter outras ferramentas que venham ajudar”, destaca a pesquisadora, que concorda com a necessidade de se modernizar a legislação do PNCEBT e, no Paraná, de pensar em uma vigilância ativa e estratégica.

Ainda segundo Elaine, além dos pontos elencados para o plano de ação no Paraná, é essencial que o Mapa olhe para a questão da disponibilidade das vacinas. “O desabastecimento e a distribuição irregular comprometem, inclusive, a confiança do produtor no Programa”, diz. “A cadeia do Paraná é muito importante, organizada e tem força política que pode incentivar outros Estados. O que o setor do Paraná faz é replicado”, conclui a professora.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Vacinas contra clostridioses somam 27,2 milhões de doses liberadas em maio no Brasil

Produção nacional respondeu por 63% do volume disponibilizado. Desde março, mercado recebeu mais de 41 milhões de doses entre produtos fabricados no país e importados.

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Foto: Fabiano Bastos

O mercado brasileiro recebeu 27,2 milhões de doses de vacinas contra clostridioses ao longo de maio, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O volume inclui vacinas produzidas no Brasil e produtos importados, em um momento de atenção do setor pecuário à disponibilidade de imunizantes para prevenção de doenças bacterianas que afetam bovinos, ovinos, caprinos e outras espécies de produção.

Foto: Shutterstock

De acordo com o ministério, foram disponibilizadas exatamente 27.217.356 doses no período. Desse total, 17.167.285 doses foram fabricadas no país, o equivalente a 63,08% do volume liberado. As vacinas importadas responderam por 10.050.071 doses, ou 36,92% do total.

Os números reforçam o aumento da oferta observado nos últimos meses. Considerando as liberações realizadas desde março deste ano, o mercado nacional já recebeu mais de 41 milhões de doses de vacinas contra clostridioses.

Em nota, o Mapa informou que mantém acompanhamento permanente do abastecimento do mercado e ações voltadas à ampliação da oferta. Segundo o órgão, há articulação junto à indústria de insumos veterinários para estimular a produção nacional, facilitar a importação de vacinas e acelerar os processos de fiscalização e liberação dos produtos. “O Mapa mantém atuação permanente junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e agilizar os procedimentos de fiscalização e liberação de vacinas”, destacou o ministério.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

As clostridioses estão entre as principais enfermidades bacterianas de impacto econômico na pecuária. O grupo inclui doenças como carbúnculo sintomático, enterotoxemias e outras infecções causadas por bactérias do gênero Clostridium, que podem provocar mortes súbitas e prejuízos significativos aos rebanhos.

A ampliação da disponibilidade de vacinas ocorre após meses de preocupação de produtores e entidades do setor com o abastecimento desses imunizantes no país. O aumento da oferta busca atender à demanda dos programas sanitários adotados nas propriedades pecuárias brasileiras.

Fonte: O Presente Rural
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