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VOZ DO COOP

Avicultura

VBP do frango cai pelo segundo ano consecutivo

Diversos fatores contribuíram para essa redução no desempenho financeiro do setor avícola.

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Foto: Shutterstock

A produção de frangos no Brasil enfrentou uma queda significativa no Valor Bruto da Produção (VBP) pelo segundo ano consecutivo, encerrando 2023 com um faturamento de R$ 88 bilhões. Os dados com as expectativas foram publicadas em novembro pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Esse declínio se torna mais evidente ao comparar com os anos anteriores, quando o VBP atingiu R$ 92,8 bilhões em 2022 e R$ 95,2 bilhões em 2021.

Diversos fatores contribuíram para essa redução no desempenho financeiro do setor avícola. Em parte, os altos custos de produção se destacam como um desafio premente, impactando diretamente a rentabilidade das operações. Além disso, a queda na cotação do dólar adicionou uma camada adicional de complexidade, afetando a competitividade no mercado global e, consequentemente, influenciando os resultados domésticos.

O frango, que representou 7,64% do VBP total do Brasil em 2023, viu sua participação diminuir em comparação com os 8,48% registrados em 2021. Essa mudança na proporção destaca não apenas os desafios enfrentados pelo setor, mas também a dinâmica fluida do agronegócio, sujeito a flutuações econômicas e variáveis globais.

Estados

No âmbito regional, o estado do Paraná manteve sua posição como o principal player na produção de frangos, faturando expressivos R$ 30 bilhões. Santa Catarina figurou como o segundo estado mais proeminente, alcançando R$ 11,1 bilhões, seguido de perto por São Paulo, com R$ 10,1 bilhões. O Rio Grande do Sul e Goiás também contribuíram significativamente, registrando respectivamente R$ 9,9 bilhões e R$ 7,3 bilhões. Para saber o desempenho de outros grandes produtores, veja o gráfico.

Resiliência

Embora o cenário atual apresente desafios, a resiliência do setor avícola permanece evidente. As estratégias de adaptação e inovação são essenciais para superar os desafios emergentes, garantindo não apenas a sustentabilidade econômica, mas também a continuidade do papel vital que a produção de frangos desempenha na economia brasileira e global.

Para conferir o desempenho das principais atividades agropecuárias de 2023 e as expectativas para 2024 acesse a versão digital do Anuário do Agronegócio Brasileiro clicando aqui. Boa leitura e um excelente 2024!

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Alta da carne de frango na primeira quinzena de fevereiro garante avanço na média mensal

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

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Foto: Jonathan Campos

Apesar das recentes desvalorizações da carne de frango nesta segunda quinzena de fevereiro -, quando geralmente as vendas se enfraquecem no atacado, devido ao menor poder aquisitivo da população brasileira -, o incremento da demanda na primeira metade do mês vem garantindo um aumento no valor médio mensal da proteína.

Levantamento do Cepea mostra que a carne de frango resfriada é negociada no atacado da Grande São Paulo à média de R$ 7,22/kg em fevereiro (até o dia 21), com alta de 2,7% frente à de janeiro.

Fonte: Assessoria Cepea
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Avicultura Neste início de ano

Ovos registram menor disponibilidade nas gôndolas dos supermercados brasileiros

Oferta chegou a ser 20,6% menor entre o fim de 2023 e o início de 2024, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O Índice de Ruptura da Neogrid, indicador que mede a ausência de produtos nas gôndolas dos supermercados brasileiros, chegou a 13,8% em dezembro de 2023 e 15,3% em janeiro de 2024. O número segue a média do mesmo período dos anos anteriores.

De acordo com o diretor de Customer Success da Neogrid, Robson Munhoz, a ruptura que costuma acontecer em janeiro é um movimento natural por conta das festas de final de ano e o período de férias coletivas na indústria: “A indústria volta das férias de final de ano no começo de janeiro e daí o ciclo de pedidos, faturamento e entrega começam a acontecer, fazendo com que a ruptura seja maior em janeiro, comparada a outros meses”, pontua.

Munhoz também destaca que há um comportamento, em especial nas capitais brasileiras, de êxodo em janeiro para o litoral e, por isso, os supermercados dessas cidades não investem tanto em estoque, ao passo que os estabelecimentos das localidades que recebem esses turistas aumentam a dinâmica de reposição.

De acordo com a consultoria, o produto com menor disponibilidade nas gôndolas no período foi o ovo, com 20,6% de ruptura nos dois meses, ante uma média de 14% em dezembro de 2022 e janeiro de 2023. A falta do item nas prateleiras ocorreu mesmo com o aumento de 3,7% no preço do produto em janeiro ante dezembro, conforme levantamento feito pela Horus.

Apesar do aumento de preço registrado em janeiro, desde agosto de 2023 o preço dos ovos vem caindo, contribuindo para a ruptura ao longo dos últimos seis meses.

Altas temperaturas influenciam os hábitos de consumo

O ano de 2023 foi considerado mais quente da série histórica no Brasil, segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM). A temperatura ficou 0,69°C acima da média entre os anos de 1991/2020. Para 2024, a perspectiva é de que permaneça alta pelo menos até abril em razão do fenômeno climático El Niño.

Fonte: Assessoria Neogrid
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Avicultura Rio Grande do Sul

Seapi conclui vigilância em propriedades no raio de 5 km do foco de gripe aviária em Rio Pardo

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos

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Foto: Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul concluiu, na última segunda-feira (19), as ações de vigilância às propriedades localizadas em um raio de cinco quilômetros a partir do último foco confirmado de influenza aviária de alta patogenicidade, a H5N1, em Rio Pardo.

A vigilância na zona 1, referente ao raio de cinco quilômetros, ocorreu de forma simultânea às vistorias nas propriedades localizadas na zona 2, que compreende um raio de 10 quilômetros a partir do foco. Totalizando ambas as regiões, 616 propriedades foram vistoriadas até o momento, e a previsão é de que as ações na zona 2 se encerrem nesta semana. O número total é de 699 propriedades a serem visitadas.

Além da checagem de medidas de biosseguridade nas granjas e ações de educação sanitária, que chegaram a 1.245 pessoas, as equipes da Secretaria da Agricultura também estão coletando amostras em casos suspeitos. Após a observação de 1.029 aves, foram realizadas cinco coletas em criações de subsistência, com três laudos negativos e dois ainda à espera do resultado. “As visitações estão sendo muito boas. Estamos conseguindo explicar o nosso trabalho aos produtores, que têm nos recebido muito bem, entendendo a importância da atuação”, destaca o diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal, Francisco Lopes.

Fonte: Assessoria Seapi
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