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VBP Agropecuária de Santa Catarina cresce 8,8% e chega a R$ 33,6 bilhões
Suinocultura foi o grande destaque da agropecuária catarinense no último ano e superou o valor da produção de frangos pela primeira vez em 20 anos

Grande produtor de alimentos, Santa Catarina ampliou o faturamento do setor agropecuário em 2019. O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) chegou a R$ 33,6 bilhões, um aumento de 8,8% em relação ao ano anterior. A alta foi impulsionada principalmente pelo desempenho da produção pecuária. Os dados fazem parte da Síntese Anual da Agricultura e dos Indicadores de Desempenho da Agricultura e do Agronegócio de Santa Catarina, documentos elaborados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).
“Com pouco mais de 1% do território brasileiro, Santa Catarina é referência em várias atividades agropecuárias, desde a produção de proteína animal, cultivo de ostras e mexilhões e também a produção vegetal e florestal. Nós tivemos crescimentos importantes em diversos setores, principalmente na produção de carnes, devido às exportações de carne suína e de aves. E isso tudo é fruto do trabalho dos produtores rurais e das entidades públicas e privadas. É importante valorizar também a condição sanitária dos nossos rebanhos e lavouras”, destaca o secretário adjunto da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo Miotto.
A suinocultura foi o grande destaque da agropecuária catarinense no último ano e superou o valor da produção de frangos pela primeira vez em 20 anos. A produção de suínos se tornou responsável por 19,2% do VBP catarinense, alcançando um valor de R$ 6,47 bilhões. As receitas geradas pela cadeia produtiva, na fase de criação dos animais, foram 35% maiores do que em 2018.
O bom momento da suinocultura catarinense é resultado de uma combinação de fatores: aumento na produção e também nos preços pagos ao produtor. Santa Catarina é o maior produtor e exportador de carne suína do Brasil e vem em um ritmo acelerado de crescimento nas vendas internacionais.
“O momento agora é de celebrar e enaltecer esses números, que são significativos para a economia do estado na geração de emprego, renda e qualidade de vida, mas que também deixam o compromisso de continuar crescendo e zelando pela condição sanitária catarinense”, acrescenta Miotto.
Os analistas da Epagri/Cepa trabalham agora nas perspectivas para o VBP de 2020. Segundo o coordenador da Síntese Agropecuária, Tabajara Marcondes, o faturamento deste ano será muito influenciado pelo desempenho da economia brasileira e a reação do mercado internacional.
“Os produtos que dependem exclusivamente do mercado interno têm um cenário mais desafiador do que os que possuem uma válvula de escape no mercado internacional. Como por exemplo, o milho, soja e suínos, que devem ter um crescimento na produção e faturamento. O comportamento do VBP 2020 irá depender de uma combinação de fatores, entre eles o emprego, economia brasileira e demanda internacional”, explica.
Produção Animal
A produção animal respondeu por 60% do VP da agropecuária de Santa Catarina. Em 2019, o faturamento do setor foi de R$ 20,14 bilhões, com alta de 14,9% em relação ao ano anterior.
O VP da avicultura, que até 2018 ocupava o primeiro lugar no ranking de faturamento, fechou em R$ 6,41 bilhões em 2019. Seguido pela produção de leite, presente em 80% dos municípios de Santa Catarina, com um VP de R$3,72 bilhões e um crescimento de 7,7% em comparação com 2018.
O faturamento da aquicultura também teve alta no último ano, com um VP de R$ 322 milhões, puxado, principalmente, pela produção de tilápias.
Produção das Lavouras
Outro destaque do agronegócio catarinense, a produção de lavouras fechou 2019 com um VP de R$ 11,55 bilhões e responde por 34,5% do faturamento total do estado.
A soja é o carro-chefe do setor, com um VP de R$ 2,76 bilhões. Logo após, aparece a produção de tabaco, com R$ 2 bilhões. Na fruticultura, a maçã tem o maior faturamento com R$ 590 milhões e uma alta de 3,7% em relação a 2018.
Produção da Silvicultura e Extração Vegetal
A produção de madeira e produtos florestais teve uma alta estimada de 12,8% no faturamento em 2019. O VP do setor foi de R$ 1,8 bilhão. A produção de madeira para a indústria tem o maior peso com R$ 1,3 bilhão de faturamento.
Os produtores de milho também tiveram uma alta expressiva no faturamento em 2019. O VP ficou em R$1,56 bilhão, um aumento de 10,3% em relação ao ano anterior.
Destaques do agronegócio catarinense
Santa Catarina coleciona os títulos de maior produtor nacional de suínos, maçã, cebola, pescados, ostras e mexilhões; segundo maior produtor de tabaco, palmito, aves, pera, pêssego, alho e arroz, e quarto maior produtor de uva, cevada e leite.
O estado é livre de Cydia pomonella, considerada o pior inseto praga da fruticultura, além de ser o único estado do país reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação – status que abre as portas para os mercados mais exigentes do mundo.

Notícias
Paraná atualiza regras para licenciamento de poços paraq agilizar processos
Nova norma dispensa a outorga prévia em parte dos casos, integra etapas do licenciamento e muda o fluxo para captação de água subterrânea no Estado.

O Instituto Água e Terra (IAT) atualizou o procedimento de licenciamento ambiental para a captação de água subterrânea por meio de poços no Paraná. A Instrução Normativa nº 09/2026 aprimora o processo, integrando-o de forma mais eficiente com a emissão de outorgas, documentos obrigatórios para o uso de recursos hídricos no Estado.
Além de tornar mais claro o fluxo de documentos que devem ser requisitados, a medida estabelece algumas mudanças no procedimento, como a remoção da necessidade da Outorga Prévia (OP) para algumas modalidades de licenciamento, agilizando os trâmites. “É mais um passo que damos para agilizar, de maneira segura e eficaz, esse processo tanto importante para o desenvolvimento sustentável do Paraná”, diz a diretora de Licenciamento e Outorga do IAT, Ivonete Coelho da Silva Chaves.
Para os empreendimentos monofásicos, que requerem apenas a emissão de uma licença por possuírem um potencial poluidor ou degradador menor, a norma determina que a Outorga Prévia não é mais necessária para os processos que envolvem poços ainda não perfurados, necessitando apenas da obtenção de uma anuência prévia pelo órgão responsável por iniciar o licenciamento. No entanto, o documento ainda é imprescindível para o uso de poços já perfurados.
Após essa etapa inicial, deve ser solicitada a licença apropriada ao empreendimento (seja ela Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental, Licença Ambiental por Adesão e Compromisso, ou Licença Ambiental Simplificada), e em seguida a Outorga de Direito, que autoriza o uso da água no poço.
O gerente de Outorga do IAT, Tiago Bacovis, acrescenta que com esse novo fluxograma os produtores rurais podem obter o licenciamento ambiental apenas com a apresentação da anuência prévia ou da outorga prévia, trazendo uma série de benefícios. “Isso permitirá um acesso mais rápido ao financiamento e aos recursos necessários para a implantação do empreendimento e do poço. Na sequência, poderá ser realizada a perfuração, bem como os testes de bombeamento e a análise da qualidade da água, para, então, solicitar a outorga de direito de uso”, explica.
“Também é muito importante que os proprietários levem em conta a demanda de água do empreendimento antes de solicitar a outorga. Caso o poço não consiga atender a necessidade, será preciso procurar outras fontes de abastecimento”, acrescenta a chefe da Divisão de Demanda e Disponibilidade Hídrica do IAT, Gláucia Tavares Paes de Assis
A Outorga Prévia também deixou de ser exigida em processos de empreendimentos com alto potencial poluidor e degradador. Nesses casos, o processo funciona de forma trifásica, com a emissão de três licenças, seguindo a seguinte sequência de requisições: Anuência Prévia, Licença Prévia, Outorga de Direito, Licença de Instalação, e por fim a Licença de Operação.
Já nos casos em que o responsável estiver com a portaria de outorga em processo de renovação, poderá requisitar a prorrogação da licença ambiental com condicionante, o que reduz o tempo necessário para a solicitação.
Outorga
A outorga é um documento essencial para delimitar o uso da água em ações comerciais e de geração de energia. Assim, qualquer pessoa ou empreendimento com interesse em aproveitar recursos hídricos superficiais ou subterrâneos deve solicitar uma Portaria de Outorga ou uma Declaração de Uso Independente de Outorga, quando aplicável. Passar por esse procedimento é o que assegura que a alocação da água foi feita conforme as orientações estabelecidas pelo IAT.
Para solicitar o documento, o requerente deve acessar a página do SIGARH no site do IAT. Lá, o usuário deve fazer tanto o registro pessoal do usuário quanto o cadastro completo do empreendimento. Feito isso, o proprietário deve enviar os documentos e as informações necessárias para a formulação do requerimento seguindo as orientações expostas no site.
Licenciamento
O Licenciamento Ambiental é um procedimento administrativo emitido pelo IAT que autoriza a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.
Para mais informações sobre o processo de licenciamento ambiental no Estado do Paraná, é possível consultar o site do Instituto Água e Terra.
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Cooperja firma acordo com cinco países e amplia presença no comércio global
Negociação inclui exportação de grãos e ração com foco em qualidade e logística eficiente.

A Cooperja deu um importante passo rumo à internacionalização ao firmar um contrato de marco integrado de fornecimento com El Salvador, Nicarágua, Guatemala, Costa Rica e Honduras na América Central. O acordo prevê a exportação de arroz, milho e ração.
A cerimônia de assinatura aconteceu na manhã de terça-feira (14), no auditório da Unidade de Santo Antônio da Patrulha/RS, com a presença do presidente Vanir Zanatta, do vice-presidente Antonio Moacir Denoni, diretor Carlos Roberto Wilk e do Conselho Administrativo da cooperativa. Também participaram Omar Salazar Castro, representante da empresa Cemersa, que atua como compradora internacional, importadora, distribuidora regional e operadora comercial para a América Central e Panamá.

O evento contou ainda com a presença de Rodrigo Veiga, representante da Origrains, empresa responsável pela integração e estruturação das operações internacionais, conectando produção, logística e mercado global com eficiência e segurança.
A parceria estabelece uma relação comercial de longo prazo, garantindo condições estruturadas de fornecimento, com foco na qualidade dos produtos e na eficiência logística. O contrato fortalece a presença da Cooperja no mercado internacional e evidencia a competitividade do agronegócio brasileiro.
Para El Salvador, o acordo representa acesso a produtos de alto padrão, contribuindo diretamente com a qualidade ofertada a população e o desenvolvimento da economia daquele país.
Durante a solenidade, Omar Salazar Castro destacou a relevância da parceria e o papel dos agricultores. “A Cooperja é mais do que um negócio, é uma parceira estratégica, comprometida com o desenvolvimento a longo prazo. É uma cooperativa que acredita em construir, dia após dia, resultados sólidos e duradouros. Valorizamos cada conquista e, principalmente, cada pessoa que faz parte dessa história”, ressaltou.
Além de ampliar mercados, a iniciativa reforça o papel das cooperativas brasileiras como agentes estratégicos no cenário global, promovendo geração de renda, inovação e desenvolvimento sustentável no campo.
Para o presidente Vanir Zanatta, o momento representa um marco na trajetória da cooperativa. “Estamos levando a qualidade da produção dos nossos cooperados para além das fronteiras, abrindo novas oportunidades e agregando valor ao que produzimos. A internacionalização é um caminho estratégico que fortalece a Cooperja e gera desenvolvimento para todos”, destacou.
A Cooperja segue avançando, conectando o produtor rural às oportunidades do mercado internacional e consolidando sua atuação como protagonista no agronegócio.
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Economia brasileira cresce 0,6% em fevereiro, aponta Banco Central
Alta é puxada pela indústria, enquanto serviços e agro registram avanço moderado.

A atividade econômica brasileira teve crescimento em fevereiro deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiu 0,6% em fevereiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período).

As altas foram de 0,2% na agropecuária, 1,2% na indústria e 0,3% em serviços.
Já na comparação com fevereiro de 2025, houve recuo de 0,3%, sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais. Em 12 meses acumulados até fevereiro deste ano, o índice acumula uma alta de 1,9%.
O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução o ritmo da economia do país e incorpora informações sobre o nível de atividade na indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos.
O índice ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre os juros básicos da economia, a Taxa Selic, definida atualmente em 14,75% ao ano. A Selic é o principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação.
Produto Interno Bruto

Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, o índice “contribui para a elaboração de estratégia da política monetária” do país, mas “não é exatamente uma prévia do PIB.”
O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.



