Bovinos / Grãos / Máquinas
Vazio sanitário da soja segue até 30 de setembro no Tocantins
Proibição do plantio e da manutenção de plantas vivas em lavouras de sequeiro busca controlar a ferrugem asiática, principal ameaça à cultura no estado.

O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), informa que iniciou na terça-feira (1º) o período do vazio sanitário da soja, que se estende até 30 de setembro, onde ficam proibidos o plantio e a manutenção de plantas vivas de soja em lavouras de sequeiro no estado.
De acordo com o responsável técnico do Programa Estadual de Ferrugem Asiática, Cleovan Barbosa, o vazio sanitário é uma medida fundamental para a prevenção e o controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura da soja. “Durante o período do vazio sanitário, a Adapec continua realizando monitoramento e fiscalizações de áreas onde houve o plantio de soja, a fim de coibir a presença de plantas vivas no campo”, ressalta Cleovan Barbosa.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno
Vale destacar que a responsabilidade pela eliminação de todas as plantas vivas de soja voluntárias ou não é exclusivamente dos produtores ou dos ocupantes da área e, havendo a presença de plantas vivas no campo, são obrigados a eliminá-las por meio químico ou mecânico, e a não eliminação estará sujeito a sanções previstas em lei.
Excepcionalidade
Durante o período proibitivo do vazio sanitário, os cultivos excepcionais de soja para fins de pesquisa em terras altas e produção de soja sementes, sementes para uso próprio e pesquisa/ensino nas Planícies Tropicais sob sistema de subirrigação estão autorizadas no Tocantins.
Dados
Nesta safra 2024/2025, a área plantada de soja sequeiro cadastrada na Agência foi de 1,415 milhão de hectares, totalizando 2.705 propriedades com cultivo da oleaginosa no Tocantins.
Ferrugem Asiática
A ferrugem asiática da soja é a principal praga que acomete a oleaginosa, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Ela dissemina rapidamente entre as plantações pelo vento. O maior prejuízo causado é a redução da produtividade, já que causa desfolha precoce nas plantas, impedindo que os grãos de soja se formem completamente.

Bovinos / Grãos / Máquinas
Rompimento de cabo de alta tensão mata 32 bovinos leiteiros em Santa Catarina
Ocorrência foi registrada na manhã de quarta-feira em assentamento no município de Abelardo Luz. Rebanho era principal fonte de renda de uma família rural.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Boi gordo fecha primeiro semestre em alta no mercado brasileiro
Cepea aponta valorização da arroba impulsionada pela menor oferta de animais e pelo aquecimento das exportações.

O mercado pecuário encerrou o primeiro semestre de 2026 com valorização em todos os segmentos da cadeia, sustentada pela combinação de menor oferta de boi gordo para abate, alta no preço do bezerro, elevada participação de fêmeas nos abates e forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, principalmente da China.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário favoreceu a manutenção dos preços ao longo dos seis primeiros meses do ano.

Foto: Luiz Pfeifer
Em junho, o Indicador do Boi Gordo Cepea/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, registrou média à vista de R$ 347,59 por arroba. O valor representa alta real de 4,6% em relação à média de janeiro, de R$ 332,14, considerando a correção pelo IGP-DI de maio de 2026.
Ainda conforme o Cepea, a maior cotação da arroba no primeiro semestre foi registrada em abril, quando a média real atingiu R$ 365,93. O resultado foi influenciado pela transição do período de safra para a entressafra.
Os pesquisadores também destacam que, de acordo com a série histórica do Cepea, iniciada em 1997, é comum que os preços da arroba recuem entre janeiro e junho, devido à maior oferta de animais para abate nesse período. Em 2026, no entanto, o comportamento foi diferente, com valorização do indicador ao longo do semestre.
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Estudantes apresentam soluções tecnológicas para o setor leiteiro em etapa do Ideathon no Paraná
Evento promovido pelo Sistema Faep reuniu equipes de cinco colégios agrícolas em Palotina.

A segunda etapa regional do Ideathon 2026 reuniu 50 estudantes de cinco colégios agrícolas da região Oeste do Paraná, no sábado (27), no Colégio Agrícola Estadual (CAE) Adroaldo Augusto Colombo, em Palotina. A iniciativa, promovida pelo Sistema Faep em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), desafia os participantes a desenvolverem soluções inovadoras para problemas reais do agronegócio.
Nesta etapa, o tema fomentou projetos para ajudar produtores de leite a transformarem a quantidade de dados gerados por análises laboratoriais e programas de monitoramento da qualidade em informações práticas e rentáveis para a tomada de decisão. A proposta é contribuir para o aumento da produtividade, da qualidade do leite e a rentabilidade das propriedades.
“A agropecuária exige, cada vez mais, jovens capazes de unir conhecimento técnico, inovação e visão empreendedora. O Ideathon proporciona exatamente essa experiência ao conectar os estudantes dos colégios agrícolas com desafios reais da produção rural, incentivando a busca por soluções que podem gerar ganhos de eficiência, competitividade e sustentabilidade para o campo paranaense”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Participaram do encontro dez equipes, formadas por cinco alunos cada, representando os colégios agrícolas de Palotina, Toledo, Cascavel e Foz do Iguaçu, além de cinco professores orientadores.
Solução campeã
A equipe do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP) de Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel, foi a vencedora da etapa, garantindo vaga na final estadual do Ideathon, marcada para 18 de novembro, em Curitiba. O grupo desenvolveu uma solução para auxiliar produtores de leite na interpretação dos resultados das análises laboratoriais e na gestão da propriedade.
A ferramenta consiste em um relatório simplificado, que reúne os principais indicadores da atividade, aponta possíveis causas de problemas e apresenta recomendações para melhorar a qualidade do leite, a produtividade e a rentabilidade da produção.
A proposta é atuar como uma ponte entre os dados do leite e a tomada de decisão dentro da propriedade. A partir das análises mensais, será elaborado um extrato simplificado para o produtor, mostrando de forma clara quanto ele produziu, quanto recebeu, quais índices estão bons, quais precisam de atenção, por que determinado problema pode estar acontecendo e quais ações devem ser feitas para melhorar a qualidade do leite e aumentar a rentabilidade.
O segundo lugar ficou com a equipe do CAE Adroaldo Augusto Colombo, de Palotina. O grupo sugeriu um aplicativo para facilitar a interpretação das análises laboratoriais do leite pelos produtores rurais. A solução transforma informações em uma linguagem simples, por meio de um sistema de semáforo (verde, amarelo e vermelho), indicando quando está tudo certo, quando é preciso atenção ou quando é necessário suporte técnico. O aplicativo também demonstra o impacto financeiro da qualidade do leite.
A terceira colocação também foi conquistada por estudantes do CEEP Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel. A proposta utiliza Inteligência Artificial para transformar os relatórios enviados pelos laticínios em diagnósticos simplificados, estimativas de perdas financeiras e planos de ação personalizados.
A plataforma conecta produtores, laticínios e o Sistema Faep, eliminando a necessidade de desenvolver um novo aplicativo e facilitando o acesso à tecnologia. Além de um chat inteligente para esclarecer dúvidas, a solução prevê cursos e tutoriais do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para capacitar os produtores. O diferencial é traduzir dados técnicos em decisões práticas, mostrando o que pode ser melhorado, quanto isso impacta na renda e quais ações devem ser priorizadas.
Próximas etapas
Consolidado como uma das principais iniciativas de inovação voltadas ao ensino agrícola no Paraná, o Ideathon reúne, ao longo deste ano, 360 estudantes de 35 colégios agrícolas da rede estadual. Cada instituição participa com duas equipes de cinco alunos, selecionadas internamente.
Serão realizadas sete etapas regionais classificatórias. As equipes vencedoras de cada encontro disputarão a final estadual, em Curitiba, reunindo 35 estudantes na busca pelas melhores soluções para os desafios propostos ao setor agropecuário.
As próximas etapas classificatórias serão em Santa Mariana (1/8), Guarapuava (18/8), Diamante do Norte (29/8), Palmeira (19/9) e Clevelândia (3/10).
Confira os trabalhos vencedores na segunda etapa do Ideathon
1º lugar – CEEP de Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel

João Pedro Ossovski
Gabriel Grassi
Guilherme Villetti Talgatti
Murilo Marmentine Scholz
Pedro Henrique Santos Capelesso
Resumo do projeto: A proposta da empresa é atuar como uma ponte entre os dados do leite e a tomada de decisão dentro da propriedade. A partir das análises mensais, será elaborado um extrato simplificado para o produtor, mostrando de forma clara quanto ele produziu, quanto recebeu, quais índices estão bons, quais precisam de atenção, por que determinado problema pode estar acontecendo e quais ações devem ser feitas para melhorar a qualidade do leite e aumentar a rentabilidade.
2º lugar – CAE Adroaldo Augusto Colombo, de Palotina

Kamilly Vitória Faccin Sornberger
Nicolas Motta Felizari
Luis Felipe Ferreira Menossi
José Carlos Baumgartner
Ederson Kauã Mendez
Resumo do projeto: O principal problema é que as cooperativas tradicionais pagam praticamente o mesmo valor pelo leite, independentemente da qualidade, desestimulando investimentos dos produtores. Além disso, muitos não conseguem interpretar os resultados das análises laboratoriais. A solução é o aplicativo, que transforma esses resultados em informações simples por meio de um sistema de semáforo (verde, amarelo e vermelho), indicando quando está tudo certo, quando é preciso atenção ou quando é necessário suporte técnico. O aplicativo também mostra o impacto financeiro da qualidade do leite.
3º lugar – CEEP Agroinovação Professor Moacir Benedito Leme da Silva, de Cascavel

Enzo Davi Maróstica
Murilo Pereira Cechinel
Lucas Antônio Szimanski
Vitor Gabriel Wichoski
Otávio Batista Freire
Resumo do projeto: Inteligência Artificial para transformar os relatórios enviados pelos laticínios em diagnósticos simples, estimativas de perdas financeiras e planos de ação personalizados. A proposta conecta produtores, laticínios e o Sistema Faep em uma única plataforma, eliminando a necessidade de criar um novo aplicativo e facilitando o acesso à tecnologia. Além do chat inteligente para esclarecer dúvidas, a solução prevê cursos e tutoriais do SENAR para capacitar os produtores no uso da ferramenta. O público-alvo são produtores de leite, laticínios, técnicos do SENAR e cooperativas. O diferencial é traduzir dados técnicos em decisões práticas, mostrando o que está pode ser melhorado e quanto isso impacta na renda e quais ações devem ser priorizadas.




