Bovinos / Grãos / Máquinas
Vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul entra em vigor nesta quinta-feira
Período de 90 dias proíbe plantas vivas da cultura e prepara produtores para o início da semeadura em outubro.

Começa nesta quinta-feira (03) o vazio sanitário da soja no Rio Grande do Sul, que vai até 30 de setembro. Durante o período de 90 dias, é proibido manter plantas de soja vivas em qualquer estágio de desenvolvimento.
A medida, estabelecida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio da Portaria 1217/2025, também define o calendário oficial de semeadura da soja no estado, que ocorrerá entre 1º de outubro de 2025 e 28 de janeiro de 2026.
A estratégia visa combater a ferrugem asiática, uma das doenças mais severas da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi. Segundo Ricardo Felicetti, diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), o vazio sanitário e o calendário de semeadura são fundamentais para preservar as ferramentas químicas de controle e garantir a produtividade da cultura no estado.
Para monitorar a doença, o Rio Grande do Sul mantém o programa Monitora Ferrugem RS, que identifica a presença de esporos do fungo e associa esses dados às condições climáticas para gerar mapas de risco. Essas informações auxiliam técnicos e produtores na tomada de decisões e na adoção de medidas eficazes de manejo da ferrugem asiática.

Bovinos / Grãos / Máquinas
Exportações sustentam mercado da carne bovina
Demanda externa absorve maior oferta de animais, enquanto preços do boi voltam a subir no início de junho.

As exportações de carne bovina seguiram dando sustentação ao mercado, mesmo com a queda nos preços do boi gordo registrada em maio. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a arroba teve desvalorização de 3,9% em relação ao mês anterior, com média de R$ 349. Já no início de junho, as cotações voltaram a subir, alcançando R$ 354/@ no dia 11.

Foto: Divulgação/Freepik
Apesar da oferta de gado terminado ter sido um pouco maior do que a registrada no ano anterior, a demanda internacional absorveu a produção ao longo do ano. Em maio, os embarques de carne bovina in natura totalizaram 262 mil toneladas, volume 20% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e 16% acima do desempenho anual.
Segundo dados do IBGE, os abates de bovinos cresceram 3,3% no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a menor participação de fêmeas no abate e o maior peso médio das carcaças elevaram a produção de carne em 5,1%.
Ainda de acordo com a Consultoria Agro Itaú BBA, o mercado também registrou alta de 2% nos preços do bezerro em maio, enquanto a carcaça casada permaneceu estável no atacado.

No mercado externo, a China manteve a liderança entre os destinos da carne bovina brasileira. Entre janeiro e maio de 2026, os embarques para o país asiático cresceram 24% em relação ao mesmo período de 2025, representando 51% do volume total exportado. Além do aumento nas vendas, o preço médio da tonelada exportada para a China subiu de US$ 5.400, em janeiro, para US$ 6.800, em maio.
Com o boi em dólares 3% mais barato no mês e a carne bovina 4,2% mais valorizada, o spread das exportações passou de 0% em abril para 7% em maio. Além disso, a menor participação de fêmeas nos abates e a valorização do bezerro continuam indicando avanço do processo de reconstrução do rebanho bovino.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Rompimento de cabo de alta tensão mata 32 bovinos leiteiros em Santa Catarina
Ocorrência foi registrada na manhã de quarta-feira em assentamento no município de Abelardo Luz. Rebanho era principal fonte de renda de uma família rural.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Boi gordo fecha primeiro semestre em alta no mercado brasileiro
Cepea aponta valorização da arroba impulsionada pela menor oferta de animais e pelo aquecimento das exportações.

O mercado pecuário encerrou o primeiro semestre de 2026 com valorização em todos os segmentos da cadeia, sustentada pela combinação de menor oferta de boi gordo para abate, alta no preço do bezerro, elevada participação de fêmeas nos abates e forte demanda internacional pela carne bovina brasileira, principalmente da China.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário favoreceu a manutenção dos preços ao longo dos seis primeiros meses do ano.

Foto: Luiz Pfeifer
Em junho, o Indicador do Boi Gordo Cepea/ESALQ, referente ao estado de São Paulo, registrou média à vista de R$ 347,59 por arroba. O valor representa alta real de 4,6% em relação à média de janeiro, de R$ 332,14, considerando a correção pelo IGP-DI de maio de 2026.
Ainda conforme o Cepea, a maior cotação da arroba no primeiro semestre foi registrada em abril, quando a média real atingiu R$ 365,93. O resultado foi influenciado pela transição do período de safra para a entressafra.
Os pesquisadores também destacam que, de acordo com a série histórica do Cepea, iniciada em 1997, é comum que os preços da arroba recuem entre janeiro e junho, devido à maior oferta de animais para abate nesse período. Em 2026, no entanto, o comportamento foi diferente, com valorização do indicador ao longo do semestre.




