Suínos
Variações na economia influenciam diretamente cadeia de suínos
É importante que o produtor fique atento aos fatos econômicos que acontecem para que, no futuro, tome as decisões corretas
Saber das variações da economia e o que roda a cadeia produtiva da suinocultura são algumas questões que fazem com que o produtor saiba como dar os próximos passos para que a produção seja rentável. Quem falou um pouco sobre este assunto foi o médico veterinário Alvimar Lana e Silva Jalles, durante o Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), que aconteceu entre os dias 09 e 11 de agosto, em Chapecó (SC). O tema da palestra foi “Variáveis econômicas na cadeia de suínos – separando fatos de mitos”.
O médico veterinário comenta que a suinocultura, do ponto de vista econômico, é basicamente a relação de troca entre carne versus milho e farelo de soja. “Como toda atividade, esta também está inserida dentro da economia nacional e internacional”, diz. Ele explica que dessa forma os ciclos da suinocultura são determinados pelos preços relativos entre a carne e os grãos, com grande influência da relação de preços entre o real e o dólar americano. “Isso representa o poder de compra entre a moeda nacional e o restante do mundo”, explica Jalles.
Ele conta que o tema é de interesse do produtor rural porque a relação carnes versus grãos, influenciadas por variáveis da própria suinocultura e da questão econômica social, vão determinar a viabilidade do negócio no momento. “Entender e perceber o que realmente tem relação de causa e efeito e, principalmente, se antecipar na preparação para momentos difíceis é que vai dar ao produtor a tranquilidade para ultrapassá-los”, afirma. Jalles ainda diz que saber destas variáveis na economia faz toda a diferença na produção, isso porque é a consciência do contexto em que cada um está inserido que permite as escolhas adequadas em vez de buscar culpados fora da zona de influência do produtor.
O médico veterinário ainda comenta que a variável mais determinante na atividade é o próprio aumento da oferta criado por ela, na ampla maioria das vezes em momentos de alta rentabilidade. “Isso não é exclusividade da suinocultura e, por mais óbvio que pareça, muitas vezes é subestimado. O que vemos geralmente nos momentos de crises é a busca por vilões a serem responsabilizados, sejam clientes da indústria frigorífica, varejo, fornecedores ou governos”, conta. Ele diz que quando os problemas surgem ou o desempenho não corresponde às expectativas, geralmente a culpa é colocada em alguém ou alguma coisa. “Entretanto, frequentemente as crises são causadas pelos próprios sistemas e não por forças externas”, esclarece.
Jalles ainda comenta que desde 1994, quando o plano real eliminou o problema da hiperinflação brasileira, a economia nacional passou a funcionar dentro de parâmetros de maior normalidade. “Eliminadas as distorções da inflação exagerada, ficou mais clara a tendência do comportamento cambial: apreciação crônica com momentos de maxi desvalorização”, diz. Para ele, essa situação já se repetiu inúmeras vezes nesse período e novamente no segundo semestre de 2015, tendo sido decisiva na destruição de valores na cadeia da suinocultura em favor do milho. “O Brasil das últimas duas décadas é um país com essa tendência. A melhor analogia que encontrei é com terremotos e placas tectônicas. À medida que vai passando o tempo, teremos um “tremor” a qualquer momento e suas consequências na economia virão automaticamente. É cíclico”, finaliza.
Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2016 ou online.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






