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Vantagens de balancear a dieta das vacas com aminoácidos vão muito além do leite
Road Show da Adisseo com o Dr. Charles Schwab referência mundial em nutrição de ruminantes apresentou benefícios dos aminoácidos, como ganhos na produção, saúde e reprodução do rebanho leiteiro, para público de cinco estados (MG, RS, PR
Para demonstrar a importância do balanceamento das dietas de vacas leiteiras por aminoácidos, um Road Show acaba de percorrer 5 estados brasileiros e mobilizar mais de 300 convidados. Organizado pela Adisseo, que há 70 anos atua no mercado de aditivos nutricionais e está presente em mais de 100 países, a iniciativa contou com a apresentação do Dr. Charles Schwab, professor emérito em Ciências Animais da University of New Hampshire (EUA), referência mundial em nutrição de ruminantes. Nas apresentações discutiu-se como os benefícios dos aminoácidos (AA) vão muito além do leite, com ganhos na produção, saúde e reprodução do rebanho.
“O Dr. Schwab veio ao Brasil justamente para discutir a aplicação e benefícios do balanceamento por aminoácidos na produção de leite e sólidos do leite, saúde das vacas durante o período de transição, e melhora dos parâmetros reprodutivos”, afirma Fernanda Lopes, Gerente de Especialidades Ruminantes da Adisseo América do Sul. “Desde que passamos a disponibilizar todas as nossas soluções também para o rebanho leiteiro dos países dessa região, essa foi a nossa maior ação de extensão nesse mercado, e atraiu representantes de diferentes empresas, cooperativas, fabricantes de ração, além de formadores de opinião do setor de produção leiteira.”
Vários pontos importantes sobre o balanceamento das proteínas e AA na nutrição das vacas leiteiras foram destacadas pelo Dr. Charles Schwab no Road Show. “Proteínas degradáveis no rúmen ??são, por exemplo, requeridas pelos microorganismos do rúmen ao passo que aminoácidos são uma exigência para as vacas. Ou seja: AA são nutrientes necessários para a vaca leiteira; e não proteína bruta”, diz o especialista. Nesse cenário, segundo Schwab, “cabe ainda dizer que metionina e lisina são os aminoácidos mais limitantes, e a metionina é quase sempre mais limitante do que a lisina.”
O Road Show deu ênfase ao apresentar as vantagens de se usar metionina e lisina nas dietas típicas de vacas de alta produção. Isso é importante porque na América do Sul tem sido muito discutido nos últimos 5 anos o balanceamento por AA, mas essa tecnologia ainda não é amplamente utilizada no campo. “A Adisseo acredita que, com as tendências das dietas atuais em reduzir o teor de proteína bruta, e com a valorização dos pagamentos por sólidos no leite, ainda que modesto, o Brasil e demais países da região seguirão o que já temos há 20 anos nos EUA, quanto à inclusão de AA na formulação da dieta”, explica Fernanda.
Durante o Road Show foi debatido como os investimentos em pesquisas com AA, nas últimas décadas, foram fundamentais para o desenvolvimento de programas (softwares) que incluem as exigências de aminoácidos no modelo nutricional. Isso serviu para solidificar os princípios da proteína ideal em um sistema robusto e funcional. Assim, as dietas para vacas leiteiras podem hoje ser formuladas para assegurar uma utilização mais eficiente da proteína, otimizando o rendimento e os componentes do leite, particularmente a proteína do leite.
Repercussão do Road Show com o Dr. Charles Schwab
O Road Show organizado em junho pela Adisseo com o Dr. Charles Schwab atraiu o interesse de um público variado por onde passou (MG, RS, PR, GO e SP) e proporcionou inúmeros debates. “Como pesquisador, minha participação no evento aqui na região Sul teve como objetivo apresentar perguntas para esclarecer algumas questões que ainda restam em torno do balanceamento por AA”, diz o consultor Wagner Beskow, engenheiro agrônomo com doutorado em manejo de sistemas pastoris. “Isso é importante porque, como formadores de opinião, nós precisamos separar o joio do trigo. Alguns produtos e algumas empresas exageraram em determinadas ações, interferindo no trabalho de todos. Como sempre tenho levantado, o importante é ter em vista o ganho ao produtor, pois tendo claro esse parâmetro, ele nos norteia e é difícil errar na tomada de decisão.”
O zootecnista Renato Palma Nogueira, consultor em manejo e nutrição de vacas leiteiras, ressalta que no passado as experiências com balanceamento com aminoácidos não foram as melhores. “Como ele mesmo (Dr. Schwab) mostrou, nem todos os produtos respondem da mesma forma. Terei que recomeçar e agora com o produto correto”. Nesse sentido, ele ressalta que o Road Show realizado pela Adisseo foi “muito importante para o nosso mercado”, pois proporcionou o saber necessário “para realizar o maior ajuste fino que existe nas dietas, que é o balanceamento de aminoácidos e qual o seu impacto no resultado”.
“Aqui no Brasil ainda temos que fazer ajustes finos nas dietas em termos do balanceamento protéico e de AA, como já ocorre há muito tempo em aves e suínos”, avalia Cesar Augusto Pierezan, administrador industrial da fábrica de ração da Cotriel (Cooperativa Tritícola de Espumoso/RS). “Nós mesmos já trabalhamos com o Smartamine® M (fonte de DL-metionina revestida da Adisseo) em rações fareladas. É uma novidade que veio para ficar na cadeia de lácteos. Nessa primeira fase, nossos nutricionistas já têm alcançado uma boa vantagem na redução do custo de formulação, com um decréscimo de 6 a 8 centavos por quilo de ração produzida. Logo, pretendemos evoluir para outra fonte de metionina, específica para ração peletizada (MetaSmart®).”
Os conhecimentos científicos disponíveis já demonstram que os benefícios do balanceamento das dietas por AA ultrapassam a redução dos custos de produção do leite. Durante o Road Show foi apresentado como, segundo os próprios produtores, uma dieta balanceada para AA tem proporcionado aumento na fertilidade, maior volume de leite e menor incidência de doenças devido a melhora da imunidade no período da lactação. “Os resultados positivos na reprodução e na incidência de doenças são consequência das outras funções que aminoácidos como a metionina, por exemplo, possui no organismo, além da síntese de proteína”, diz Fernanda Lopes.
Fontes de metionina protegidas para ruminantes
A organização do Road Show com o Dr. Charles Schwab concluiu a primeira etapa do trabalho da Gerência de Especialidades Ruminantes da Adisseo América do Sul, iniciada ano passado com a realização de uma série de outros eventos pontuais na região. “A nossa intenção, a partir de agora, é desenvolver mais treinamentos técnicos envolvendo o uso dos programas (softwares) de formulação com AA que temos disponíveis atualmente”, diz Fernanda Lopes. Dessa forma, aqui na região será dado sequência ao trabalho de sucesso que já é realizado em outros países, como nos EUA, no qual a metionina protegida mais vendida é da marca Adisseo.
Como líder mundial nesse segmento de mercado, tendo lançado há mais de 20 anos sua linha de metionina protegida para ruminantes, a Adisseo disponibiliza ao produtor de leite duas fontes de metionina protegidas: Smartamine® M e MetaSmart®, ambas igualmente eficientes. Smartamine® M é uma DL-metionina revestida com um polímero sensível a pH específico, conferindo proteção durante a passagem através do rúmen, assegurando sua liberação no abomaso e absorção no intestino delgado — ou seja, passa pelo rúmen sem ser degradado. Por sua vez, MetaSmart® é um produto análogo de metionina (molécula HMBI de metionina desenvolvida para ruminantes), que tem excelente biodisponibilidade e mantém sua estabilidade e eficácia em todos os tipos de aplicações e formas de alimentos, com a vantagem que pode ser peletizado.
A vinda do Dr. Charles Schwab ao Brasil faz parte da consultoria mundial que ele presta a Adisseo há 4 anos, atuando nas áreas de extensão e treinamento, como suporte aos técnicos e clientes da empresa. Ele é reconhecido internacionalmente por sua pesquisa sobre a nutrição de aminoácidos em gado leiteiro, tendo participado como membro da comissão Dairy NRC (2001), na qual atuou com liderança para o desenvolvimento do submodelo de proteína e AA. Como consultor, Dr. Schwab trabalha ao lado de nutricionistas lácteos e produtores em todo o mundo para promover os avanços na nutrição de aminoácidos e suas implicações na produção de leite, saúde das vacas em transição e eficiência na utilização de “N” (nitrogênio).
A seguir, confira alguns parâmetros apresentados por Dr. Charles Schwab sobre a nutrição de aminoácidos em gado leiteiro:
— Na prática, o balanceamento das dietas em termos de lisina e metionina pode proporcionar oportunidades significativas para: redução do risco de uma deficiência de AA; otimização da saúde da vaca no período de transição; aumento do volume de leite e no rendimento dos componentes dele (sólidos no leite); e redução da oferta de proteínas degradáveis no rúmen para as vacas em pós-transição.
— Outras vantagens são trabalhar com níveis ideais de proteína degradável no rúmen e diminuir a inclusão de proteína não degradável no rúmen, possibilitando a redução no custo alimentar, e aumentando espaço na dieta para maximizar o uso de carboidratos, consequentemente aumentando a síntese de proteína microbiana.
— Não por acaso, portanto, o balanceamento de aminoácidos é cada vez mais usado na alimentação de vacas de leite. Ele oferece maior equilíbrio à produção leiteira ao resultar em dietas com níveis mais baixos de proteína, cujos preços de suplementação são elevados, e proporcionar maior aproveitamento da tendência geral de bonificação pela proteína do leite. Além disso, é objeto de um refinamento e melhoria contínua nos modelos de nutrição, em sintonia com o desenvolvimento dos aminoácidos protegidos.
Fonte: Ass. de Imprensa

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
Empresas
Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.

