Bovinos / Grãos / Máquinas Nesta quarta-feira (1º)
Valter Vanzella destaca história da cadeia produtiva no Dia do Leite
Há mais de duas décadas à frente da Frimesa Cooperativa Central, uma das dez maiores indústrias de lácteos no país, Vanzella participou ativamente do desenvolvimento de uma das mais importantes cadeias do agronegócio nacional e acompanhou de perto as transformações da pecuária leiteira no Oeste paranaense.

Um dos alimentos mais consumidos no mundo estará em evidência nesta quarta-feira (1º), com a realização do Dia do Leite, uma iniciativa inédita do Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa. O evento será realizado no formato híbrido, com a participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon, cidade localizada na região Oeste do Paraná, e transmissão ao vivo pelos canais do O Presente Rural no Facebook e no YouTube, a partir das 09h15.
Há mais de duas décadas à frente da Frimesa Cooperativa Central, uma das dez maiores indústrias de lácteos no país, Valter Vanzella participou ativamente do desenvolvimento de uma das mais importantes cadeias do agronegócio nacional e acompanhou de perto as transformações da pecuária leiteira no Oeste paranaense. Essa expertise e experiência adquirida ao longo da sua trajetória como produtor rural, contador e gestor ele irá trazer para o Dia do Leite. “A cadeia leiteira no Oeste do Paraná foi uma das atividades que, em um determinado momento, era a renda principal do pequeno produtor, tudo era feito de forma manual e com o tempo a produção passou a ser mais tecnificada”, cita Vanzella.
Ele conta que com a transformação da cadeia leiteira, a quantidade de produtores diminuiu consideravelmente, mas, por outro lado, quem permaneceu se profissionalizou, ampliou a produção da sua propriedade, passando a atender as rigorosas exigências do mercado com a produção de um produto com melhor qualidade para a indústria, o que tornou o Estado o segundo maior produtor nacional, com uma produção anual de cerca de quatro bilhões de litros de leite.
Mas, com os altos custos de produção, a atividade vive hoje um dos seus momentos mais desafiadores, o que torna ainda mais difícil a permanência de pequenos produtores, que hoje representam mais de 80% da cadeia. “Estou há bastante tempo no comando da Frimesa, diria que é um dos momentos mais desafiadores que estou vivendo, porque o custo de produção está lá em cima, o poder aquisitivo da população lá em baixo, não temos nem condições de falar muito do que vai acontecer daqui para frente. É preciso procurar alternativas para reduzir os custos de produção. Já passamos por crises mais severas, mas é uma situação desconfortante para o produtor”, ressalta Vanzella.
O diretor-presidente da Frimesa destaca a importância de reunir a cadeia produtiva para discutir o leite. “Através do Dia do Leite vamos poder mostrar aos produtores a nível nacional como está a nossa cadeia, relembrar a evolução da atividade ao longo das últimas décadas, trocar informações, debater os desafios e oportunidades do setor”, salienta.
Ciclo de palestras
Ao longo do dia, três profissionais com relevante atuação na cadeia produtiva brasileira irão conduzir as palestras. A primeira começa às 10 horas e será ministrada pelo secretário de Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná, Norberto Anacleto Ortigara, sob a temática “Importância do status sanitário das propriedades leiteiras no Paraná”.
Em seguida, às 11 horas, o doutor em Economia Aplicada e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, vai falar sobre “Leite 4.0: desafios e oportunidades”.
E o engenheiro agrônomo, mestre em Economia Rural, e atual coordenador da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Leite e Derivados do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (CSLEI/Mapa) pela Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Vicente Nogueira Netto, encerra o ciclo de palestras com o tema “Reflexões sobre o mercado do leite”, marcada para as 13h30.
O encerramento da programação do Dia do Leite está previsto para as 15 horas.
Quem faz acontecer
O Dia do Leite é uma realização do Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa. O evento tem patrocínio ouro da Sicredi; prata da Biochem, Imeve e Prado Saúde Animal; e bronze da AB Vista, Anpario e Syntec. E conta ainda com o apoio do Sistema Ocepar, Câmara do Leite, Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa e da Associação Brasileira dos Produtores de Leite.

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Contribuições ao Fundesa-RS sobem 4,43% com atualização da UPF em 2026
Reajuste eleva valores pagos por produtores e indústrias nas cadeias de carnes, leite e ovos. Nova lei sancionada em dezembro passa a valer a partir de março.

Já estão em vigor os novos valores de contribuição do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul, atualizados pela Unidade de Padrão Fiscal (UPF). A UPF é um indexador utilizado para a correção de taxas e tributos cobrados pelo Estado, e seu valor é atualizado anualmente pela Receita Estadual com base no IPCA-E. Para 2026 o reajuste foi de 4,43%, ficando a UPF fixada em R$28,3264, ante R$27,1300 de 2025.
Atualmente, indústria e produtores contribuem em igual parte para o fundo, considerando cabeças abatidas, e produção de ovos e leite. Com a atualização da UPF, a contribuição por bovino abatido, por exemplo, passa de R$1,4324 para R$1,496, sendo R$0,748 cabendo ao produtor e o mesmo valor à indústria, que fica responsável pelo recolhimento e pagamento ao Fundesa. A tabela com todos os valores e respectivas cadeias produtivas está disponível no site.
Esse reajuste considera apenas a atualização da UPF e não é o mesmo que está previsto na Lei 16.428/2025, sancionada pelo governador em 19 de dezembro. Pelo princípio de anterioridade, a lei só poderá ser implementada 90 dias após a sanção. “Neste período, o Fundesa está articulando com a Secretaria da Agricultura o formato para permitir a contribuição dos produtores que não recolhiam, bem como a modificação do sistema de cobrança utilizado pelo fundo”, explica o presidente do Fundesa, Rogério Kerber.
Para saber mais sobre o projeto aprovado na Assembleia legislativa, clique aqui.
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CooperAliança e Sebrae lançam projeto de ultrassonografia de carcaça
Iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final.

A CooperAliança, em parceria com o Sebrae, lançou um novo projeto voltado à utilização da ultrassonografia de carcaça por cooperados de bovinos. A iniciativa foi apresentada aos cooperados com o objetivo de elevar ainda mais a qualidade da carne produzida pela cooperativa e agregar valor ao produto final, desde a propriedade até a indústria.
Segundo o médico-veterinário da CooperAliança, Renan Guilherme Mota, a ultrassonografia de carcaça é uma ferramenta estratégica no processo de melhoramento genético dos rebanhos. “Quando utilizamos a ultrassonografia na matriz, ela permite e viabiliza o melhoramento genético focado em características de carcaça, como área de olho de lombo, espessura de gordura subcutânea e marmoreio. Essas características estão diretamente relacionadas à musculosidade, ao padrão dos cortes, ao rendimento de carcaça e ao desempenho do animal”, explica.
Renan destaca ainda que os dados obtidos vão além da qualidade da carne. Por exemplo, essas informações também estão ligadas à fertilidade, precocidade sexual e ao desempenho reprodutivo. Ou seja, é uma ferramenta que agrega tanto para a indústria, em qualidade, perfil de carcaça, tamanho dos cortes e rendimento de desossa, quanto para o produtor, em desempenho, reprodução e fertilidade.
Para o consultor do Sebrae, Heverson Morigi Miloch, o projeto representa uma oportunidade concreta de evolução na pecuária dos cooperados. “O objetivo é atender esses produtores para que, por meio da seleção genética, eles possam identificar e trabalhar com os animais mais adequados para a produção e para a entrega aqui na CooperAliança.”
Heverson também destaca o apoio financeiro oferecido. O Sebrae vai subsidiar 50% do custo, além de facilitar as formas de pagamento. “Isso garante que mais produtores possam participar, fortalecendo a união, melhorando a produção na ponta e elevando a qualidade da do animal que chega até a CooperAliança.”
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Concurso de Carcaças Angus valoriza boas práticas e eleva padrão da carne bovina
Iniciativa reuniu produtores de diferentes regiões e avaliou mais de 4,1 mil novilhas com critérios técnicos de qualidade.

Realizado entre os meses de outubro e dezembro, o Concurso de Carcaças Angus teve como foco estimular a adoção de boas práticas pecuárias e valorizar a produção de carne bovina de alta qualidade no Brasil. A iniciativa reconhece produtores que se destacam no manejo, na genética e no acabamento de animais da raça Angus, contribuindo para a padronização do produto e para a elevação dos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

Foto: Shutterstock
A ação foi promovida pela Associação Brasileira de Angus, em parceria com a Minerva Foods, e reuniu produtores de diferentes regiões do país. As avaliações técnicas das carcaças ocorreram em unidades localizadas em Barretos, no interior de São Paulo; Bataguassu, no Mato Grosso do Sul; Rolim de Moura, em Rondônia; Palmeiras de Goiás, em Goiás; e Tangará da Serra, no Mato Grosso.
Ao longo do concurso, os produtores encaminharam animais previamente selecionados para análises que levaram em conta critérios técnicos como conformação, acabamento e rendimento de carcaça. A iniciativa reforça o papel da genética Angus como instrumento de agregação de valor à pecuária de corte brasileira e de alinhamento às demandas de consumidores e mercados cada vez mais atentos à qualidade, à padronização e à origem da carne.
Neste processo, foram observados aspectos como padrão racial, faixa etária e nível de acabamento, assegurando uma avaliação criteriosa e

Foto: Shutterstock
alinhada aos mais elevados protocolos de qualidade. A partir desses parâmetros, cada carcaça foi classificada, permitindo o cálculo do desempenho médio dos lotes avaliados e a valorização objetiva dos melhores resultados. “O Concurso de Carcaças é uma ferramenta estratégica para fortalecer a pecuária de qualidade no Brasil. Ao incentivar boas práticas, reconhecer o trabalho dos produtores e valorizar a raça Angus, criamos um ciclo virtuoso que beneficia toda a cadeia produtiva e para o posicionamento da carne brasileira nos mercados mais exigentes do mundo”, frisou o gerente executivo de Relacionamento com Pecuaristas da Minerva Foods, Rostyner Costa.
Nesta edição, mais de 4,1 mil novilhas foram avaliadas, número recorde do concurso promovido pela Companhia, refletindo o crescente engajamento dos produtores e a consolidação da iniciativa como referência no setor. Os vencedores receberam um troféu e um avental personalizado da Associação Brasileira de Angus, como forma de reconhecimento pela excelência alcançada.



