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Avicultura Genética

Valores econômicos, ambientais e de bem-estar animal: o tripé da seleção genética

Busca pelo frango do futuro segue através de ganhos genéticos baseados em intensos programas de seleção e aprimoramento das linhagens

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Arquivo/OP Rural

A evolução do frango no sistema produtivo é tão fantástica que chegou a gerar mitos persistentes, como o do crescimento por hormônios. Neste setor, não há zona de conforto. A busca pelo frango do futuro segue através de ganhos genéticos baseados em intensos programas de seleção e aprimoramento das linhagens. O frango do futuro foi um tema amplamente discutido durante o 20º Simpósio Brasil Sul de Avicultura, realizado em abril, em Chapecó, SC. Mark Cooper, diretor de produto da Cobb-Vantress, destacou os planos da empresa para o frango de corte do futuro. Cooper supervisiona o progresso genético nos Estados Unidos e na Europa.

No SBSA, o profissional destacou os esforços para otimizar os resultados de produção de ovos, via matrizes. O Brasil se destaca pela estabilidade na produção total de ovos, em comparação com outros países. “Resultado do bom manejo”, crava. O frango de corte do futuro também envolve um contínuo investimento em crescimento e conversão alimentar, utilizando tecnologias como a genômica. “A qualidade da carne também é foco”, além da rusticidade das aves, para que se tornem mais saudáveis e viáveis economicamente, evitando perdas no processo.

Conforme Cooper, é o consumidor que dita os rumos da pesquisa genômica, através da busca de saúde através dos alimentos. Por isso, espera-se um frango que também seja livre de antibióticos, por exemplo. “Buscamos um frango que agrade o consumidor, mas que seja rentável para o produtor”.

A partir do produto que o mercado espera, as pesquisas para evolução das linhagens de frangos focam em aspectos como qualidade da carne, fisiologia e nutrição. Isso resulta em benefícios diretos ao produtor, principalmente com uma conversão alimentar cada vez melhor. O frango do futuro segue sua evolução com ganhos genéticos via programas de seleção e aprimoramento intenso das linhagens. Logicamente, o que se busca é um equilíbrio da ave. “Para sermos sustentáveis, temos que seguir selecionando intensamente nossas aves, cada vez mais focados em valores econômicos, ambientais e de bem-estar animal, na busca da construção do frango do futuro”, enfatiza Cooper.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Em relação ao mesmo período de 2018

Receita de exportação de carne de frango cresce 4,3% de janeiro a outubro

Entre janeiro e outubro, totalizou US$ 5,700 bilhões

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Arquivo/OP Rural

A receita de exportações de carne de frango (considerando todos os produtos, entre in natura e processados) segue em alta em 2019, segundo levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Entre janeiro e outubro, totalizou US$ 5,700 bilhões, número 4,3% superior ao registrado no mesmo período de 2018, com US$ 5,463 bilhões. Foram exportadas 3,415 milhões de toneladas, volume 0,3% inferior na comparação com o ano anterior, com 3,426 milhões de toneladas.

Considerando apenas o mês de outubro, a receita das exportações totalizou US$ 536,5 milhões, número 7,1% inferior ao alcançado no mesmo período de 2018, com US$ 577,8 milhões. Foram exportadas 334 mil toneladas, volume 8,8% menor que as 366,1 mil toneladas embarcadas no décimo mês de 2018.

“As vendas de carne de frango foram mais qualificadas em outubro deste ano, registrando preço médio 1,8% superior ao registrado em relação ao ano anterior. Ao mesmo tempo, o quadro sanitário da Ásia segue gerando efeitos nas exportações, com elevação de 39% nas exportações para a China”, destaca Ricardo Santin, diretor-executivo da ABPA.

Fonte: Assessoria
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Avicultura Nutrição

Minerais orgânicos na avicultura de postura

Uso de minerais orgânicos proteinatos apresenta diferenças significativas para produção, peso dos ovos, conversão por dúzia, gravidade específica

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Arquivo/OP Rural

Os minerais orgânicos podem ser uma excelente alternativa para melhorar o desempenho na avicultura de postura. O gerente de vendas para Avicultura da Alltech do Brasil, Christian Simões, traça um panorama da utilização desses minerais, pontuando seus principais diferenciais. Confira!

“Os minerais orgânicos apresentam uma biodisponibilidade superior aos minerais inorgânicos. Devido a isto, normalmente, são utilizados em menores quantidades que os inorgânicos. Para poedeiras comerciais, características como melhora de imunidade, menor mortalidade, melhor produtividade, menor conversão alimentar e, principalmente, melhora na qualidade de casca e tempo de prateleira dos ovos são evidenciadas.

A poedeira comercial, por se tratar de um animal de vida longa, passa por vários desafios onde o fortalecimento do seu sistema imunológico é imprescindível. Quando estes animais são alimentados com minerais orgânicos, eles estão sendo preparados para apresentar maior resiliência quanto aos desafios do dia-dia.

É importante lembrar que todos os processos desenvolvidos pelo corpo, como por exemplo, sistema respiratório e sistema reprodutivo, produzem radicais livres, os quais degradam as células e, por consequência, os órgãos. Com o objetivo de prolongar a integridade celular, minerais, tais como cobre, zinco e ferro, são cofatores de enzimas como superóxido desmutase e catalase, respectivamente, atuando nas ações negativas deste “degradador”. Já o selênio é um importante componente da glutationa peroxidase, enzima que também atua combatendo estes radicais livres. Devemos lembrar que a produção de células de defesa, assim como sua atividade, são dependentes de ferro e zinco (Linfócitos T e Macrófagos) e selênio (anticorpos).

A partir do momento que os animais apresentam células mais íntegras, os órgãos respondem com maior eficiência, e por consequência, promovem maior digestão, absorção, melhor produtividade, menor mortalidade e menor conversão alimentar. O uso de minerais orgânicos proteinatos apresenta diferenças significativas para produção, peso dos ovos, conversão por dúzia, gravidade específica, assim como espessura e percentual de casca.

Os minerais orgânicos proteinatos não interagem com vitaminas, nem com nenhum nutriente como fibras, carboidratos, outros minerais, ou com o meio intestinal, água, mucina, entre outros, pois não apresentam cargas.

Os minerais orgânicos proteinatos estão ligados a aminoácidos, peptídeos e tripeptídeos, sendo diferentes dos minerais inorgânicos. Estes últimos se dissociam ao passar pelo pH ácido do estômago, apresentando desta forma cargas. A presença dessas cargas pode resultar na interação com os nutrientes da dieta, tais como minerais e vitaminas, o que pode reduzir a disponibilidade dessas nutrientes para o animal.

Sendo muito objetivo, citarei três grandes trabalhos dentre outros, que simbolizam a evolução dos minerais orgânicos proteinatos. Steve Lesson & Summers publicaram em 2001, a diferença de biodisponibilidade entre os minerais inorgânicos e orgânicos. Lesson et al. (2007) apresentou um trabalho que mostrava claramente que não houve diferença estatística quando os minerais orgânicos proteinatos foram reduzidos em até 80% dos níveis usados em minerais inorgânicos, com relação a ganho de peso e conversão alimentar. Por fim, Perazzo et al. (2010) também demonstrou as influências positivas do uso dos minerais orgânicos proteinatos em poedeiras comerciais.

O mais recente trabalho, embora com frangos de corte, elaborado por Rostagno et al. (2017 ), e que inclusive estão expostos nas Tabelas Brasileiras de Exigências Nutricionais para Aves e Suínos publicada em 2017, fortalece cada vez mais o conceito e a utilização dos minerais orgânicos proteinatos devido a sua alta biodisponibilidade. A conclusão do trabalho foi que o uso de aproximadamente 45% dos minerais orgânicos na forma de proteinatos frente aos 100% de minerais inorgânicos não apresenta nenhuma diferença significativa com relação aos resultados zootécnicos.

Entretanto, é válido lembrar que apenas os minerais orgânicos proteinatos apresentam uma substituição total com diminuição de inclusões de minerais”.

Outras notícias você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de 2019.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Seguro

Mato Grosso assina primeiro seguro avícola do mundo

Termo de seguro beneficiará produtores mato-grossenses frente a eventuais focos de Influenza Aviária e Doença de Newcastle

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Arquivo/OP Rural

Após quase uma década de estudos e negociações, a avicultura do Brasil passa a contar, a partir desta terça-feira (29), com um seguro contra eventos sanitários. O seguro é o primeiro do mundo, e o Mato Grosso é o primeiro Estado brasileiro a aderir a iniciativa. A assinatura do seguro aconteceu nesta terça-feira, em solenidade com a presença da Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, em Brasília, DF.

Criado com o objetivo de garantir fundos privados de defesa sanitária para indenização, o termo de seguro assinado pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e pela Associação Mato-grossense de Avicultura (AMAV) beneficiará os produtores mato-grossenses frente a eventuais focos de Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Único entre os grandes produtores a nunca registrar Influenza Aviária em seu território, o Brasil terá no seguro, segundo o diretor de Relações Institucionais da ABPA e um dos idealizadores do projeto, Ariel Antônio Mendes, um instrumento de transferência de riscos dos produtores, reduzindo as contribuições e incrementando a capacidade financeira dos fundos indenizatórios hoje existentes no Brasil para ocorrências sanitárias.

“A existência de recursos com este objetivo é fundamental para a rápida recomposição do polo de produção em eventuais ocorrências sanitárias. Também é importante para reforçar as boas práticas sanitária, além dos protocolos de prevenção. Após a adesão do Mato Grosso, outros Estados deverão aderir ao seguro, que é válido para todo o Brasil”, ressalta Mendes.

Fonte: Assessoria
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