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Vale na bola, vale no agro

Proteção vegetal lembra muito questão do elenco no futebol; está sob constante prova das determinações da natureza e por isso não pode perder o passo para as exigências técnicas da produção do campo

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Artigo escrito por Coriolano Xavier, membro do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e professor do Núcleo de Estudos do Agronegócio da ESPM 

Do papo de boteco à crônica esportiva especializada, “uma verdade” é quase absoluta: no competitivo futebol atual, para se ganhar campeonato é preciso ter elenco. Um bom e sempre renovado grupo de jogadores, pois é assim que se mantém o padrão de jogo e competitividade de um time campeão. É sabedoria popular, mas vem muito a calhar a propósito de algumas reações contrárias à proposta de desburocratização do registro de produtos agroquímicos, sugerida em Projeto de Lei que está em discussão no Congresso (PL 3200).

A proteção vegetal lembra muito a questão do elenco no futebol. Está sob constante prova das determinações da natureza e por isso não pode perder o passo para as exigências técnicas da produção do campo. O aumento dos desafios sanitários nos cultivos é um fato e a agilidade na criação de novas tecnologias de controle e manejo fitossanitário sustentável é hoje um fundamento da agricultura eficiente e competitiva, principalmente em um agro maduro e internacionalizado como o nosso.

No Brasil, a renovação do elenco de produtos para controle das doenças, pragas e daninhas que atacam as plantações enfrenta uma complexa rede de processos burocráticos, para registro. E o PL entra nessa questão, propondo medidas para eliminar déficits de eficiência nessa tarefa, sem afetar a segurança ou assertividade científica da concessão dos registros e valorizando os conhecimentos dos órgãos responsáveis – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Ibama e Anvisa.

Pela proposta, continua o papel estratégico dos três e suas interações serão aprimoradas. O PL define com objetividade as competências de cada um para o registro e são sugeridos prazos para as tarefas. Também propõe padrões científicos para extensão de registro a produtos equivalentes, promove a informatização de processos e centraliza a coordenação das análises no órgão de maior contato com o dia a dia dos desafios fitossanitários – o MAPA, que assim coordenaria a avaliação dos outros órgãos, inclusive estabelecendo prioridades, de acordo com necessidades do campo.

Segundo dados do Giagro e Sindiveg (2017), o tempo para registro de defensivos novos anda em torno de oito anos. Dois a cinco anos mais do que países concorrentes como Chile, França, Argentina, Austrália e Estados Unidos. Pode até parecer detalhe, mas isso tem impactos sobre a evolução da competitividade e qualidade de produção brasileira. No começo de 2017, havia uma fila de 108 produtos novos aguardando registro. A fila ainda incluía 2.352 produtos equivalentes ou registrados com pedidos relacionados a alterações de embalagem, de componentes e outros aspectos de formulação.

Quase 2.500 produtos aguardando análise em uma fila que anda por ordem cronológica: sai primeiro o que chega antes. Só que nessa multidão pode haver vários processos de um mesmo produto, mas de empresas diferentes. E, no meio de tudo, lá atrás na fila, pode haver um produto novo para ferrugem e para mofo branco, doenças que hoje tiram o sono do agricultor. Para encurtar a história, estima-se que, no ritmo atual de registros, essa fila seria zerada somente daqui a 10 anos.

Talvez alguns ainda tenham dúvidas ou reservas quanto à capacidade de produtos novos contribuírem para o progresso do manejo fitossanitário. E aí vale lembrar que o rigor científico hoje é muito maior. Há 20 anos, para cada substância registrada eram avaliadas cerca de 50.000 e atualmente a busca por moléculas mais efetivas e seguras envolve avaliações de 160.000 substâncias para cada registrada, em pesquisas que duram até 11 anos.

No mundo do futebol, é possível elevar o padrão de jogo de um time agregando novos e bons atletas ao elenco. Do mesmo modo, sabe-se que sacar um jogador durante a partida, sem substituição, significa jogar com 10, em desvantagem. Substituir ou renovar é da essência do jogo, no campo da bola o do agro. É um gol de modernização cujos impactos positivos surpreenderão no futuro. A torcer para que tudo avance no Congresso.

Fonte: Assessoria

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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