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Avicultura Manejo

Vacinação em granjas de frangos de corte: uma prática desnecessária na avicultura brasileira

Cada vacina deve ser escolhida em função primeiramente da ou das enfermidades-alvo

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito pela médica veterinária MSc. Aline Sousa e médico veterinário PhD. Jorge Chacón – Serviços Veterinários da Ceva Brasil

Os programas imunoprofiláticos, parte fundamental dos programas de biosseguridade, são imprescindíveis para garantir a produção de lotes sem doenças clínicas e subclínicas que afetam a viabilidade e produtividade das aves.

Os programas vacinais são desenhados baseados no nível de desafios ou pressão de infecção em cada realidade geográfica. O desenvolvimento da avicultura brasileira em termos de tecnificação e eficiência produtiva tem crescido notoriamente nas últimas décadas, convertendo-se em principal exportador de carne de frango. No país, as melhores práticas de criação têm ajudado a diminuir a pressão de patógenos, levando ao uso de programas vacinais menos carregados, com menor número de aplicações na granja.

As vacinas têm se estabelecido como um dos principais pilares para os programas de controle de doenças na avicultura. Até a década de 2000, era comum ter granjas aplicando mais de cinco vacinas no campo. A disponibilidade de vacinas aplicadas no incubatório e mais eficazes tem diminuído e até eliminado as vacinações na granja de frango de corte.

Mas, nem todas as vacinas têm a capacidade de eliminar as revacinações ou vacinações de reforço na granja. As vacinas devem ter a capacidade de parar o ciclo das doenças ou controlá-las de forma integrada, para isso, é importante não apenas proteger a ave vacinada, mas também o ambiente ou granja. Uma ave bem protegida não apenas não adoecerá, mas também não permitirá a replicação e consequente excreção do patógeno na cama.

Requerimentos da vacina ideal

Vários e efetivos produtos foram desenvolvidos durante a última década e estão disponíveis para as mais importantes enfermidades avícolas, sendo responsáveis por uma acentuada redução das perdas por doenças em aves comerciais.

Além da proteção da ave e do ambiente, uma vacina ideal deve possuir outras características específicas: facilidade de administração, custo de aquisição acessível, estabilidade do produto durante o armazenamento e após a inoculação no organismo e adequação para programas de vacinação em massa. São objetivos da vacinação: prevenir a infecção, prevenir a doença clínica e suas consequências, atenuar a doença clínica e suas consequências, reduzindo a severidade e intensidade dos sinais. Em relação à eficácia, a vacina deve induzir imunidade precoce, robusta e duradoura.

O desejo pela obtenção de um baixo custo de produção, associado ao objetivo de um produto de alta qualidade para o consumidor, foi um forte incentivo para o desenvolvimento de biológicos de alta tecnologia, aplicados a novas formas de administração nas aves, mais seguras e eficientes, durante os últimos 15 anos. Outro fator determinante foi a perda de eficácia das vacinas tradicionais e aplicações, frente a produções em larga escala, ao alto custo de mão-de-obra qualificada e à sua utilização em momentos emergenciais (in time). Os resultados das pesquisas foram alavancados pelo advento das tecnologias Complexo Imune e de DNA recombinantes, aplicadas no primeiro dia de vida por via subcutânea ou no 18º dia de incubação via In ovo ou por vacinas vivas aplicadas via spray no primeiro dia de vida no incubatório. Todas essas tecnologias precisam ser entendidas e utilizadas da forma correta para as diferentes enfermidades a que se propõem imunizar, a fim de demonstrarem seu verdadeiro benefício e efetividade.

Monitoria do processo de vacinação

As vacinas aplicadas no incubatório têm recebido boa acolhida devido às necessidades das empresas produtoras de eliminar as vacinações na granja motivados principalmente aos inúmeros erros realizados durante as vacinações na granja, dificuldade de obter mão de obra qualificada, e à menor eficácia das vacinas aplicadas de forma massal na granja. Para poder eliminar as vacinações na granja, garantindo uma boa proteção, além de ter uma boa vacina, é também importante ter um processo de vacinação eficiente, mecanizado, controlado e monitorado. Treinamento contínuo da equipe de vacinação do incubatório, revisão e manutenção permanente dos equipamentos e execução adequada que permita a aplicação da dose vacinal correta viável em quase 100% das aves é necessário. Para ter todos estes aspectos controlados, é necessário que a empresa disponha de um sistema de auditoria que verifique a eficácia do processo de vacinação.

Para eliminar as vacinações na granja de frango de corte, deve-se incluir no programa imunoprofilático, vacinas altamente eficazes. Para selecionar a melhor alternativa vacinal ou tecnologia, se faz necessário o entendimento de cada doença, de cada agente etiológico, e da sua epidemiologia. A continuação, se discutirá de forma resumida nestes aspectos.

Doença infecciosa da bursa ou Doença de Gumboro (IBD)

A IBD é uma das principais doenças a comprometer a imunocompetência em aves. Seu impacto pode variar de altas taxas de mortalidade à imunossupressão (destruição dos linfoblastos B, precursores dos plasmócitos responsáveis pela síntese de anticorpos), permitindo que outras enfermidades (Anemia infecciosa, E. coli, Bronquite infecciosa) se estabeleçam e causem alta morbidade no plantel.

O agente da IBD é um birnavirus, sem envelope, tornando-o extremamente resistente à desinfecção, aumentando sua população no ambiente do aviário – na cama, na poeira, nas penas – à medida que os lotes iam sendo criados. O vírus ingressa pela via oral e, depois de horas, chega até o órgão alvo que é a bursa.

A doença pode ser prevenida em parte pela hiperimunização das matrizes, mas os anticorpos maternais (imunidade passiva) não permitem prevenir a infecção por vírus de campo nas últimas semanas de vida da ave. Desta forma, se faz necessário a imunização da progênie, para garantir que no momento da queda dos anticorpos maternais (AcM), as aves não se infectem pelos vírus de campo (imunidade ativa).

Vacinas vivas convencionais contendo cepas invasivas (intermediária plus ou forte) foram capazes de ocupar a Bursa de Fabrícius e tornar os linfócitos B aí presentes, imunologicamente refratários a uma segunda infecção pelo IBDV. O grande problema era definir a melhor idade para a vacinação de campo.

“Durante muitos anos, utilizou-se algumas ‘fórmulas’ para estabelecer ‘qual a’ ou ‘quais as’ idades ideais para a vacinação a campo dos frangos de corte: quando muito precoce, os AcM destruiriam o antígeno vacinal; quando tardia, abriria um espaço para que os vírus de campo, capazes de ultrapassar a barreira de AcM precocemente, chegassem antes à bursa e causassem a doença”.

A Fórmula de Deventer, que ficou mais conhecida, foi muito utilizada nas décadas de 1990 e 2000. Ela contemplava o uso de mais de uma vacina de Gumboro (intermediária, plus e forte). Utilizando o cálculo de decréscimo dos AcM (meia vida), verificou-se que existiam diferenças entre os vários tipos de aves (frangos, matrizes e poedeiras).

De forma geral, após fazer o Elisa Idexx de 20 pintos de 1 a 3 dias de idade, proveniente de cada lote de matriz em produção (no caso de frangos de corte), os números eram lançados em uma planilha que “calculava” a idade em que 75% do plantel estaria em condições de receber a vacina escolhida. Caso fôssemos esperar que 90% do plantel atingisse a idade ideal, aquelas aves com AM mais baixos seriam infectadas pelo vírus de campo. Também poderíamos escolher dois ou três percentuais do lote para fazer duas ou três vacinações a campo e garantir uma melhor chance de acerto (50% – 30% – 20%, p.e.).

O mais interessante eram as observações ao final das explicações de todo o método de cálculo e utilização da fórmula:

  1. “A fórmula calcula a idade de ‘ultrapassagem’ dos títulos de AcM através do Elisa Idexx Standard e não deve ser usada com outros Elisas, a menos que aprovados pelo fabricante da vacina”;
  2. “Uma estimativa da data correta para vacinação contra Gumboro (caso a fórmula seja utilizada), é apenas uma ferramenta na escolha da idade ótima. Ela não é uma garantia. Ela não compensará uma higienização pobre, uma alta pressão de infecção no campo (vírus muito virulentos – vvIBDV – ‘ultrapassam’ a barreira dos AcM com mais altos títulos do que qualquer vacina) e má aplicação da vacina”.

Temos que lembrar que: nos anos 1990-2000, testes de Elisa tinham um alto custo no Brasil (têm até hoje, uma vez que seguem a variação do dólar); que, como hoje, os lotes de frangos são cada vez maiores, e são formados por uma mistura de progênies de vários lotes de matrizes; que matrizes não transferem AcM para a sua progênie de forma uniforme, que também sofrem os efeitos de vacinações mal realizadas, de falhas de aplicação etc. Na prática, já naquela época, a determinação do momento ideal de vacinação era uma falácia, um “desejo”, conquistado, muitas vezes, mais pela experiência do veterinário e pelas múltiplas vacinações do que pelo cálculo, que era impossível de ser feito, sequer mensalmente (sem esquecer as inúmeras integrações que ainda não eram verticalizadas e adquiriam os ovos de terceiros).

Depois da determinação da idade de vacinação, chegou a hora de realmente executar uma vacinação na água de bebida em uma granja de corte. Alguns dos fatores que interferem nesse método de vacinação (válidos até hoje):

  • Treinamento (da equipe, do técnico, do integrado, do granjeiro) – rotatividade;
  • Estocagem e transporte da vacina até a granja;
  • Limpeza de bebedouros ou nipples (canos, reservatórios);
  • Jejum hídrico (cálculo da quantidade de água a ser utilizada – consumo entre 1h e 1:30h);
  • Qualidade da água (microbiológica, ajuste de pH);
  • Número de doses da vacina;
  • Uso de estabilizantes, declorificantes e corantes;
  • Preparação da vacina;
  • Temperatura da água e do ambiente;
  • Estabilidade do vírus vacinal;
  • Administração da vacina (tempo de consumo x ordem social x tempo de viabilidade);
  • Stress das aves.

“Podemos imaginar ou calcular o número de pessoas envolvidas e treinadas para que todo esse procedimento seja feito corretamente em uma integração de 6 milhões de aves, por exemplo”.

“Pelos inúmeros motivos citados acima, é impossível conseguir uma uniformidade de vacinação via água de bebida, correta e eficaz, de maneira contínua em 100% dos lotes em qualquer sistema de produção”.

Em meados dos anos 2000, surgiram as vacinas com as tecnologias Complexo imune e vetorizadas ou recombinantes. Essas vacinas permitem que a vacinação para Gumboro e para outras enfermidades seja feita no incubatório ao 1º dia (via subcutânea) ou por volta do 18º dia – (in ovo), por sistemas automatizados que podem vacinar mais de 50.000 pintos/hora.

  • Vacinas Complexo Imune

Consistem em suspensão de vírus de Gumboro (IBDV) vivo atenuado, do tipo intermediário Plus, recoberto por imunoglobulinas específicas (Imunoglobulinas Protetoras de Vírus ou VPI). Dessa forma, o vírus vacinal coberto pelas VPI fica protegido, e não é reconhecido pelo sistema imune das aves

Após a administração do Complexo imune, as VPI são catabolizadas ao mesmo tempo que os AcM, então, o vírus vacinal é liberado. A proteção da vacina, que corresponde à replicação do vírus vacinal na bursa, ocorre quando os AcM diminuem a um nível que permite a cobertura vacinal antes do lote tornar-se suscetível à infecção.

Imunizações com esse tipo de tecnologia, aliadas a cepas invasivas contra o IBDV, são capazes de proteger imunologicamente os linfócitos B presentes na bursa e, ciclo após ciclo, diminuir a pressão viral. Consequentemente, a seleção de populações virais na granja não ocorre, alcançando-se o “controle” verdadeiro da doença.

Atualmente, as matrizes de corte já vêm sendo vacinadas no incubatório com vacinas Complexo imune, eliminando as vacinas vivas feitas na recria antes da vacinação inativada. Isso significa um primer de alta qualidade, menor CV, menor custo com mão-de-obra, menos manipulação das aves, etc…

  • Vacinas vetorizadas ou recombinantes para IBD

São produzidas a partir de vírus geneticamente modificado (vetor HVT, vírus da doença de Marek), cujo genoma contém o gene do vírus de Gumboro que codifica a proteína VP2 do capsídeo viral. A vacina recombinante não estimula todos os ramos do sistema imune, como as vacinas vivas, pois não existe a replicação do vírus de Gumboro (ele não está presente); apenas induz uma resposta imune de anticorpos contra o antígeno VP2, carreado pelo vírus de Marek (HVT). A proteção induzida pelas vacinas rHVT-VP2 vai aumentando aos poucos, levando alguns dias até várias semanas pós-administração.

As vacinas vetorizadas não impedem a replicação de vírus de campo nas aves. Por isso, a pressão nos aviários se mantém ou até mesmo aumenta. Muitas vezes, é preciso complementar o programa utilizando-se vacinas vivas atenuadas, para reduzir a pressão viral no campo.

A curto prazo, a imunidade induzida pelas vacinas vetorizadas para Gumboro é adequada contra vírus homólogos, mas limitada no caso de desafio precoce, como ocorre em áreas onde a pressão viral é alta. A longo prazo, o fato da imunidade ser específica para o tipo de antígeno, e não proteger igualmente contra todas as cepas virais de Gumboro, afeta negativamente a prevenção da doença.

Conclusões

Cada vacina (viva, inativada, Complexo imune, recombinante) deve ser escolhida em função primeiramente da ou das enfermidades-alvo. Cada enfermidade é causada por agentes com características intrínsecas diferentes, que devem ser bem entendidas para definir o melhor programa preventivo. Deve-se conhecer também a epidemiologia, o nível de pressão de infecção, e o nível de risco da doença para a escolha da alternativa que melhor se adeque à realidade de cada granja ou região geográfica. Uma vez tendo estas informações, o técnico deve definir os requisitos para um programa adequado.

É importante citar que, na maioria das vezes, a via de vacinação é escolhida baseando-se nos critérios humanos envolvidos (número de pessoas, custo, facilidade de aplicação) e não nos critérios técnicos (melhores condições para conservação dos títulos vacinais, alta ou baixa estabilidade fora da ave).

A avaliação da eficiência de um programa vacinal deve basear-se fundamentalmente no aspecto sanitário (não apenas na forma clínica, mas também a subclínica). Mas, como na atualidade as formas subclínicas das doenças são mais comuns e menos detectadas, a avaliação deve incluir a mensuração da produtividade dos lotes a partir de dados confiáveis.

“Devido ao tamanho dos lotes criados e aos preços dos principais insumos e do produto final, gramas de ração ou de carcaça de frango podem representar lucros ou perdas milionárias para as empresas produtoras”.

Finalmente, devemos lembrar que, qualquer que seja a forma da avaliação do programa vacinal, ele terá um custo, o maior deles, uma avaliação errônea de que tudo está indo muito bem e que não precisamos melhorar os parâmetros alcançados.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de janeiro/fevereiro de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Casal cria galinheiro inspirado em disco voador; veja vídeo

Construído com antenas parabólicas reaproveitadas e equipada com isolamento térmico, controle de temperatura e sistema para facilitar o manejo, estrutura criada por casal dos Estados Unidos combina funcionalidade e humor.

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Foto: Reprodução/Backyard Chickens

Um casal do estado de Idaho, nos Estados Unidos, encontrou uma maneira pouco convencional de unir a criação de galinhas ao interesse por ficção científica. Em vez de um galinheiro tradicional, os dois desenvolveram uma estrutura em formato de disco voador que cria a ilusão de que as aves estão sendo abduzidas por alienígenas, especialmente durante a noite.

Foto: Reprodução/Backyard Chickens

O projeto voltou a ganhar repercussão nas redes sociais após imagens da construção circularem novamente na internet. Embora tenha aparência lúdica, a chamada ‘galinave’ foi idealizada para atender às necessidades práticas da criação de aves, reunindo soluções para conforto térmico, segurança e facilidade de manutenção.

A base da estrutura foi montada com duas antigas antenas parabólicas de aproximadamente três metros de diâmetro cada. A partir desse esqueleto, o casal realizou adaptações para impermeabilização, ventilação, coleta de ovos e limpeza interna.

Foto: Reprodução/Backyard Chickens

As janelas foram produzidas com cúpulas acrílicas originalmente utilizadas em câmeras de segurança. O piso foi rebaixado por meio da instalação de um círculo de madeira de cerca de 2,4 metros de diâmetro, enquanto o isolamento térmico recebeu aplicação de espuma para reduzir os efeitos das baixas temperaturas no inverno.

Estrutura alia criatividade e soluções para o manejo

Além da porta de acesso das galinhas, a construção ganhou uma escotilha destinada à retirada dos ovos e às atividades de limpeza, contribuindo também para a circulação de ar. O teto recebeu revestimento impermeável e pintura com tinta de alumínio, escolhida tanto pelo aspecto visual semelhante ao de uma nave espacial quanto pela capacidade de refletir a luz solar e ajudar a reduzir o aquecimento durante o verão.

Para minimizar o risco de ataques de predadores, o galinheiro foi instalado sobre a base

Foto: Reprodução/Backyard Chickens

reaproveitada de um trampolim, elevando a estrutura do solo e reforçando o efeito de um objeto flutuando.

Os acabamentos incluíram ninhos, sistemas de abertura para manutenção e iluminação instalada na parte inferior da estrutura.

À noite, as luzes simulam um feixe luminoso semelhante ao frequentemente retratado em filmes sobre extraterrestres, criando a impressão de que as galinhas estão sendo sugadas para o interior da nave.

Foto: Reprodução/Backyard Chickens

Posteriormente, o casal incorporou um sistema de controle de temperatura baseado em uma placa Raspberry Pi, permitindo o monitoramento e o ajuste remoto das condições internas pela internet.

Projeto foi publicado com tutorial e voltou a repercutir

A ‘galinave’ foi apresentada originalmente em 2021 no fórum Backyard Chickens, plataforma dedicada a criadores e entusiastas da avicultura doméstica. Na ocasião, os responsáveis compartilharam imagens do resultado final e um tutorial detalhando as etapas da construção e os materiais utilizados.

Nos últimos dias, o projeto voltou a circular nas redes sociais, chamando atenção pela combinação

Foto: Reprodução/Backyard Chickens

entre reaproveitamento de materiais, soluções técnicas para o manejo das aves e uma estética inspirada na cultura pop.

O caso se destaca por transformar um equipamento voltado à produção doméstica em uma instalação criativa que desperta curiosidade muito além do universo da avicultura.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura

Consumo recorde impulsiona debate sobre futuro da avicultura de postura durante SIAVS 2026

Com consumo anual de 288 ovos por habitante, o setor debate no Simpósio Ovos Brasil exportações, agregação de valor, sucessão empresarial e tecnologias para ampliar a competitividade.

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Foto: Divulgação/OP Rural

O crescimento do consumo de ovos no Brasil, a abertura de novos mercados internacionais, as estratégias para agregação de valor aos produtos e os avanços tecnológicos estarão entre os principais temas debatidos durante o Simpósio Ovos Brasil, realizado dentro da programação do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS), de 04 a 06 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

O encontro vai reunir especialistas, produtores e empresas para discutir os desafios e as

Coordenadora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Tabatha Lacerda: “É fundamental que produtores e empresas estejam preparados para compreender as tendências de mercado, identificar oportunidades comerciais, fortalecer suas marcas e estruturar seus negócios para os desafios das próximas décadas” – Foto: Divulgação

oportunidades da cadeia produtiva de ovos em um momento de expansão do setor, marcado pelo fortalecimento do consumo interno e pelo avanço das exportações brasileiras.

De acordo com a coordenadora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Tabatha Lacerda, a programação foi estruturada para oferecer uma visão ampla sobre o futuro da avicultura de postura. “Entre os temas centrais estarão o comportamento do mercado global de ovos, as oportunidades de abertura de mercados internacionais para os produtos brasileiros, estratégias de marketing e posicionamento para ampliar o consumo e agregar valor aos produtos, além de questões ligadas ao planejamento patrimonial, sucessório e tributário das empresas do setor”, explica.

Conforme salienta, os assuntos debatidos serão estratégicos para garantir competitividade e sustentabilidade da atividade nos próximos anos. “Para sustentar esse avanço, é fundamental que produtores e empresas estejam preparados para compreender as tendências de mercado, identificar oportunidades comerciais, fortalecer suas marcas e estruturar seus negócios para os desafios das próximas décadas”, reforça.

Foto: Shutterstock

Consumo recorde fortalece cadeia produtiva

As discussões ocorrem em um momento histórico para o setor. Segundo projeções da ABPA, o consumo per capita de ovos no Brasil alcançou 288 unidades por habitante ao ano, o maior patamar já registrado no país. Para Tabatha, o resultado está diretamente ligado à consolidação do ovo como um alimento essencial na dieta dos brasileiros. “O principal fator é o reconhecimento cada vez maior do ovo como um alimento completo, nutritivo, seguro e acessível. Hoje, o consumidor tem mais informação sobre os benefícios nutricionais do produto, que oferece proteína de alta qualidade, vitaminas e minerais essenciais para uma alimentação equilibrada”, realça.

Além desses atributos, a versatilidade do alimento contribuiu para ampliar sua presença no dia a

Foto: Shutterstock

dia da população. “Esse crescimento demonstra a consolidação do ovo como uma das proteínas mais presentes na mesa dos brasileiros e confirma a capacidade do setor de atender a uma demanda crescente com qualidade, segurança e eficiência”, destaca.

Essa subida nos gráficos do consumo também impulsiona novos investimentos em produção, inovação, logística e desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, fortalecendo a competitividade da atividade nacional.

Consumidor impulsiona inovação e diversificação

As mudanças no comportamento do consumidor têm direcionado os investimentos do setor. A busca por qualidade, rastreabilidade, segurança dos alimentos e praticidade estimulou a adoção de novas tecnologias e o desenvolvimento de soluções voltadas às diferentes demandas do mercado. “Nos últimos anos, observamos avanços importantes em processos produtivos, controle

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

de qualidade, certificações, bem-estar animal e desenvolvimento de embalagens mais práticas e informativas. Também cresceu a oferta de produtos com maior valor agregado, como ovos líquidos, linhas voltadas ao público que busca maior aporte proteico, praticidade e conveniência”, compartilha Tabatha.

Esse cenário abre espaço para diversificação de produtos, fortalecimento de marcas e ampliação do consumo em canais como food service, varejo de conveniência e alimentação fora do lar. “A tendência é que essa aproximação entre as demandas do consumidor e a capacidade de inovação da cadeia continue impulsionando o crescimento do setor nos próximos anos”, avalia.

Tecnologia e sustentabilidade 

Além das discussões, os participantes do SIAVS terão acesso a um amplo conjunto de tecnologias, equipamentos e soluções voltadas para todas as etapas da produção.

Entre os destaques estão tecnologias de automação de granjas, monitoramento de desempenho em

Foto: Rodrigo Felix Leal

tempo real, sistemas de gestão baseados em dados, equipamentos para classificação e processamento de ovos, além de soluções para biosseguridade, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Também ganham espaço temas como rastreabilidade, bem-estar animal, redução de desperdícios, aproveitamento de subprodutos e melhoria da eficiência operacional. “A presença dos principais fornecedores nacionais e internacionais de genética, nutrição, sanidade, equipamentos e tecnologia permitirá aos visitantes conhecerem tendências que já estão transformando a avicultura de postura no Brasil e no mundo, reforçando o papel do SIAVS como um ambiente estratégico para atualização, networking e geração de negócios”, enfatiza a coordenadora técnica da ABPA.

Fonte: Assessoria SIAVS
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Avicultura Em Arapongas (PR)

1ª Feira Aves Seara deve reunir dois mil produtores do Paraná e Mato Grosso do Sul

Evento exclusivo para integrados terá painéis com lideranças da avicultura, exposição de tecnologias e participação de mais de 40 empresas do setor.

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Foto: Shutterstock

Arapongas, no Norte do Paraná, será palco da primeira edição da Feira Aves Seara na próxima sexta-feira (26). A iniciativa, criada para fortalecer a cadeia produtiva avícola e ampliar o desenvolvimento dos produtores integrados da companhia, deve reunir cerca de dois mil avicultores de frangos de corte e matrizes ligados às operações da empresa no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antônio Ribas Junior: “A feira foi criada para fortalecer essa parceria de longo prazo, promovendo acesso a conhecimento, tecnologia e inovação que contribuam para o desenvolvimento das propriedades e para a evolução contínua da avicultura brasileira” – Foto: Divulgação

Com participação gratuita e exclusiva para os integrados, o evento foi estruturado como um ambiente de troca de experiências, atualização técnica e geração de oportunidades para o setor. A programação terá início às 08h30, no Golden Hall Eventos, às margens da PR-218, Km 5, na saída para Astorga.

Segundo o diretor-executivo de Agropecuária da Seara, José Antônio Ribas Junior, a proposta é reforçar a parceria construída com os produtores ao longo dos anos. “Os produtores integrados são protagonistas do modelo de negócio da Seara e fundamentais para a qualidade e a competitividade dos nossos produtos. A feira foi criada para fortalecer essa parceria de longo prazo, promovendo acesso a conhecimento, tecnologia e inovação que contribuam para o desenvolvimento das propriedades e para a evolução contínua da avicultura brasileira”, afirma.

Debates com lideranças da avicultura

A programação inclui painéis e debates com executivos da Seara e representantes de destaque do setor avícola nacional. Entre os convidados estão Francisco Turra, conselheiro da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e Ricardo Santin, presidente da entidade.

Foto: Divulgação

Além do conteúdo técnico, os participantes terão acesso a uma área de exposição com mais de 40 empresas fornecedoras de equipamentos, tecnologias e soluções para a atividade. Também estarão presentes companhias ligadas às áreas de nutrição animal, genética e bem-estar animal, apresentando inovações, tendências e oportunidades de negócios para os produtores.

Plataforma de relacionamento com mais de 10 mil integrados

A Feira Aves Seara faz parte da Plataforma SuperAgro, principal programa de relacionamento da companhia com seus mais de 10 mil produtores integrados de aves e suínos em todo o país.

Criada há mais de uma década, a iniciativa reúne ações voltadas ao reconhecimento dos produtores, acompanhamento de desempenho, capacitação técnica e gerencial, treinamentos e suporte às propriedades, com foco no fortalecimento da atividade no campo e na evolução sustentável da cadeia produtiva.

Fonte: Assessoria Seara
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