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Vacas mais produtivas são mais suscetíveis a edemas de úbere

Entre os problemas causados pelo edema de úbera está principalmente a perda na produção e doenças secundárias, como a mastite

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Uma doença que precisa de atenção redobrada de produtores e profissionais é o edema de úbere. Problema que atinge muitos animais, provocando dores de cabeça e perda de produtividade nas propriedades. Para explanar um pouco sobre as soluções para isso, o médico veterinário Marcelo Feckinghaus falou sobre “Impactos do tratamento precoce do edema de úbere” durante o 13° Simpósio do Leite, que aconteceu nos dias 08 e 09 de junho em Erechim (RS).

O profissional explicou aos presentes que o problema costuma acontecer em animais até a terceira ou quarta cria, no máximo. “Isso acontece porque neste período nós temos um aumento de produção gradativo. Da primeira para a segunda é muito grande, da segunda para a terceira é grande, e da terceira para a quarta é um pouco menor”, explicou. O veterinário comentou que se o produtor olhar para a veia mamária do animal haverá o entendimento de porquê a novilha tem a doença e a vaca não. “O calibre do vaso de uma vaca é muito maior do que de uma novilha, consequentemente é mais uma questão anatômica do que uma situação nutricional”, explanou.

Feckinghaus disse que o problema é uma situação de onde o animal foi selecionado e o que é esperado dele. “Se eu quero que a minha novilha produza 30 litros de leite (dia), eu posso me preparar que ela vai ter edema. Junto com isso, terá também a cetose, e se eu não tratar a cetose ela vai ter mastite”, comenta. Ele acrescenta ainda que se o problema de edema for tratado de forma equivocada, há também a possibilidade de ter mastite e até problemas de casco. “Ou seja, se eu não cuidar desse animal de forma adequada no momento de transição, que são 15 dias antes e 15 dias depois do parto, eu vou ter muitos problemas com essa vaca”, afirma.

O médico veterinário explica que as vacas terão menos problemas e serão mais produtivas. “A novilha tem o mesmo tamanho de úbere que a vaca, então, se eu tiver animais adaptados, eu consigo fazer produção”, explana. Feckinghaus ainda fala sobre a doença. “O que é o edema de úbere? Nada mais do que um processo inflamatório individual porque eu tenho a inflamação, mas não tenho infecção”, explica. “Se levarmos em consideração a agressão que nós provocamos na novilha no edema de úbere, é a nossa seleção genética que levou a isso”, afirma. O profissional explica que hoje, quando se fala em seleção genética, não está sendo no ponto de selecionar animais na maneira mais correta e eficaz. Isso porque ainda não há propriedades com rebanhos estabilizados, porque hoje a seleção é feita por produção. “Um animal que produz 35 litros de leite me dá um tipo de problema, um que produz 40 litros, outro tipo. Então, qual animal me dará determinado tipo de problema? Depende da situação”, diz. O grande problema é que o produtor olha somente o balde, e o leite é uma consequência no processo, é o fim da cadeia, explana o profissional. “Se eu tiver um animal que produz 35 litros de leite e não me dá nenhum problema, é muito melhor do que eu ter um que produz 50 litros, mas me dá diferentes tipos de problemas”, entende.

 

A matéria completa você lê na proxima edição do Jornal O Presente Rural de Bovinos que começa a circular em agosto.

Fonte: O Presente Rural

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Boi gordo enfrenta semanas de instabilidade e pressão nas cotações

Recuo de até R$ 13/@ reflete um mercado mais sensível antes do período de maior consumo.

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Foto: Ana Maio

A possibilidade de novas medidas protecionistas da China voltou a gerar incerteza no mercado pecuário brasileiro. O país asiático, principal destino da carne bovina do Brasil, estaria avaliando restringir a entrada do produto, mas não há qualquer confirmação oficial até o momento. Mesmo assim, os rumores foram suficientes para pressionar os contratos futuros do boi nas últimas semanas.

As especulações ganharam força no início de novembro, indicando que Pequim poderia retomar o movimento iniciado em 2024, quando alegou excesso de oferta interna para reduzir as importações. A decisão, que inicialmente seria tomada em agosto de 2025, foi adiada para novembro, ampliando a cautela dos agentes e intensificando a queda na curva futura: em duas semanas, os contratos recuaram entre R$ 10 e R$ 13 por arroba.

Foto: Gisele Rosso

Com a China respondendo por cerca de 50% das exportações brasileiras de carne bovina, qualquer redução nos embarques tende a impactar diretamente os preços do boi gordo, especialmente em um momento de forte ritmo de produção.

Apesar da tensão, o cenário de curto prazo permanece positivo. A demanda doméstica, reforçada pela sazonalidade do fim de ano, e o recente alívio nas barreiras impostas pelos Estados Unidos ajudam a sustentar as cotações. Caso os abates não avancem mais de 10% em novembro e dezembro, a disponibilidade interna deve ficar abaixo da registrada em outubro, movimento que favorece a recuperação dos preços da carne nos próximos 30 dias.

Para 2026, as projeções seguem otimistas para a pecuária brasileira. A expectativa é de menor oferta de animais terminados, custos de produção mais competitivos e demanda externa firme, em um contexto de queda da produção e das exportações de concorrentes, especialmente dos Estados Unidos. A principal atenção fica por conta do preço da reposição, que subiu de forma expressiva e exige valores mais ajustados na venda do boi gordo para assegurar a rentabilidade na terminação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA Agro
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Novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável busca impulsionar produção de leite no Noroeste de Minas Gerais

Assistência técnica, pesquisa aplicada e melhorias genéticas a 150 propriedades familiares, com foco em produtividade, sustentabilidade e fortalecimento da cadeia leiteira no Noroeste mineiro até 2028.

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Foto: Carlos Eduardo Santos

O fortalecimento e a ampliação da produção de leite de produtores de Paracatu (MG), de forma sustentável, eficiente e de qualidade, ganharam impulso com o início do novo ciclo do projeto Mais Leite Saudável, desenvolvido em parceria entre a Embrapa Cerrados e a Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu (Coopervap).

O projeto é desenvolvido no âmbito do Programa Mais Leite Saudável (PMLS) do MAPA desde 2020. O Programa Mais Leite Saudável é um incentivo fiscal que permite a laticínios e cooperativas obter até 50% de desconto (crédito presumido) no valor de PIS/Pasep e COFINS relativo à comercialização do leite cru utilizado como insumo, desde que desenvolvam projetos que fortaleçam e qualifiquem a cadeia produtiva por meio de ações diretas junto aos produtores.

O treinamento dos técnicos recém-selecionados foi realizado no fim de outubro, e as primeiras visitas às propriedades ocorreram no início de novembro. Essa é a terceira fase do projeto, que conta com o acompanhamento do pesquisador José Humberto Xavier e do analista de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados, Carlos Eduardo Santos.

O projeto articula as dimensões de assistência técnica e pesquisa e atuará nessa etapa com uma rede de 150 propriedades rurais familiares, que receberão acompanhamento de três veterinários e dois agrônomos, seguindo o modelo implantado em 2020. A equipe da Embrapa atua na capacitação técnica e metodológica dos técnicos e na condução de testes de validação participativa de tecnologias promissoras junto aos agricultores da rede.

A nova etapa, prevista para ser concluída em 2028, busca desenvolver alternativas para novos sistemas de cultivo com foco na agricultura de conservação, oferecer apoio técnico ao melhoramento genético dos animais de reposição com o uso de inseminação artificial e ampliar o alcance dos resultados já obtidos, beneficiando mais agricultores familiares e contribuindo para o desenvolvimento regional.

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, José Humberto Xavier, os sistemas de cultivo desenvolvidos até agora melhoraram o desempenho das lavouras destinadas à alimentação do rebanho, mas ainda são necessários ajustes para reduzir a perda de qualidade do solo causada pelo preparo convencional e pela elevada extração de nutrientes advinda da colheita da silagem, além de evitar problemas de compactação quando o solo está úmido. Ele destaca também os desafios de aumentar a produtividade e reduzir a penosidade do trabalho com mecanização adequada.

O analista Carlos Eduardo Santos ressaltou a importância de melhorar o padrão genético do rebanho. “A reposição das matrizes é, tradicionalmente, feita pela compra de animais de outros rebanhos. Isso gera riscos produtivos e sanitários, além de custos elevados. Por isso, a Coopervap pretende implementar um programa próprio de reposição, formulado com base nas experiências dos técnicos e produtores ao longo da parceria”, afirmou.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Curso gratuito da Embrapa ensina manejo correto de resíduos na pecuária leiteira

Capacitação on-line orienta produtores a adequar propriedades à legislação ambiental e transformar dejetos em insumo seguro e sustentável.

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Foto: Julio Palhares

Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequá-la à legislação e à segurança dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, técnicos e produtores têm à disposição um curso on-line, disponível pela plataforma de capacitações a distância da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gestão. A capacitação “Manejo de resíduos na propriedade leiteira” é gratuita e deve ocupar uma carga horária de aproximadamente 24 horas do participante.

O treinamento fecha o ciclo de uma série de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos básicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo hídrico da propriedade leiteira, também disponíveis na plataforma E-Campo.

De acordo com o pesquisador responsável, Julio Palhares, identificou-se uma carência de conhecimento sobre como manejar os resíduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente às determinações das agências ambientais. “O correto manejo é importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos resíduos como fertilizante”, explica Palhares.

A promoção do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se à promoção da agricultura sustentável de produção de alimentos e prevê práticas agropecuárias resilientes, manutenção dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adaptação às mudanças climáticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produção responsáveis, principalmente no que diz respeito à gestão sustentável.

O treinamento tem oferta contínua, ou seja, o inscrito terá acesso por tempo indeterminado.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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