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Vaca holandesa de Salvador do Sul é bicampeã na Expointer

No concurso Vaca Jovem venceu criatório de Humaitá e Vaca do Futuro ficou com exemplar de Ibiraiaras.

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Foto: Stephany Franco/AgroEffective Divulgação

A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando) promoveu nesta quinta-feira (04), o julgamento da raça holandesa. A atividade, dentro da 48ª Expointer, aconteceu na Pista do Gado Leiteiro, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. A Expointer termina no domingo (07).

O julgamento culminou com a escolha da Grande Campeã da exposição, destacando a excelência genética da raça holandesa, bem como o trabalho dos criadores. No campeonato Grande Campeã, a vaca C.A.M Custódia Hotjob 156, venceu pela segunda Expointer seguida. Ela pertence ao expositor Carlos Jacob Wallauer, de Salvador do Sul (RS). O expositor disse tratar-se de mais uma missão cumprida. “É o esforço de muitos anos de trabalho e dois anos consecutivos vencendo na Expointer”, destacou.

Já a campeã Vaca Jovem foi Bickel 644 Laurinha Chrome Doc, do expositor Bruno Bickel, de Humaitá (RS). No concurso de vaca holandesa pelagem vermelha e branca, a Grande Campeã foi A, Spada 343 Estrela Redeye PTE, do expositor Elias Andre Spada, de Ibiraiáras (RS).. No campeonato Vaca do Futuro, envolvendo vacas jovens vencedoras das raças Jersey, Gir, Girolando e Holandesa, venceu a holandesa A, Spada Tamiris 375 Lemajic, também do expositor Elias Andre Spada.

O jurado canadense Adam Hunt avaliou que os animais vieram muito bem preparados e convocou o público a aplaudir todos os criadores. “Agradeço a todos pela oportunidade de julgar um concurso de um nível muito alto”, elogiou.

O presidente da Gadolando, Marcos Tang, destacou que não foi ele quem elogiou a qualidade dos animais, mas, sim, o jurado canadense Adam Hunt. “Eu fiquei muito satisfeito que o juiz reconheceu o trabalho de excelência feito pelos nossos criadores. A disputa foi maravilhosa, e todos, independente da premiação, estão de parabéns”, destacou. Tang disse que o concurso é feito de detalhes. “Eles fazem a lição de casa o ano inteiro. Eu sempre falo o seguinte: aqui você apenas consuma um trabalho que todos fazem com denodo e dedicação o tempo todo lá na propriedade”, constata. Tang concluiu afirmando que quem chega no julgamento já é um vencedor.

A programação da Gadolando terá nesta sexta-feira, dia 5, a premiação do Circuito Exceleite. que destaca o ranking anual da vaca holandesa.

Fonte: Assessoria AgroEffective

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Programa de genética da USP pode elevar desempenho dos rebanhos em até 10%

Iniciativa inédita coloca a vaca no centro das decisões de seleção, integra índice bioeconômico e oferece ferramentas de gestão para criadores no Brasil e em seis países da América Latina.

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Fotos: Divulgação

Com o objetivo de contribuir com a profissionalização da gestão da cadeia da carne no país, pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo (FZEA/USP), de Pirassununga, lançaram o GMA – Programa de Genética e Melhoramento Animal.

O programa reposiciona a vaca no centro das decisões de seleção, reconhecendo seu papel determinante na produtividade, na qualidade do produto final e na sustentabilidade do sistema. A estimativa é que o GMA tenha potencial de melhorar em até 10% os indicadores de cada animal a um custo de 6% do investimento necessário para mantê-lo, podendo variar de acordo com as circunstâncias da fazenda, as condições sanitárias e nutricionais, e o nível de adesão do pecuarista.

Liderado pelos pesquisadores José Bento Ferraz e Fernando Baldi, o programa conta com a parceria técnica da CTAG NextGen e um conselho formado por especialistas da Embrapa, Instituto de Zootecnia de São Paulo e instituições parceiras, além da participação ativa dos pecuaristas.

Médica-veterinária e pós-doutoranda pelo Instituto de Zootecnia, Letícia Pereira integra o comitê técnico-administrativo do GMA e explica que a ideia é se diferenciar dos programas tradicionais, que focam eminentemente no aspecto comercial. “Nosso conceito é diferente porque colocamos a vaca no centro das decisões e priorizamos a melhoria dos índices de produtividade: ao final de tudo, o objetivo é democratizar o acesso à tecnologia e contribuir para a evolução da pecuária nacional. Além do mais, somos o único programa do mercado a contar com um comitê técnico de professores pesquisadores de carreira internacionalmente reconhecida”, salienta.

Um universo a ser explorado

De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no Brasil 238,2 milhões de cabeças de gado, sendo 80 milhões de vacas. Desse total, de acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), apenas 21,29% das matrizes brasileiras são inseminadas. “Esse dado dá uma ideia da dimensão do universo ainda a ser explorado quando o assunto é tecnologia para pecuária. E, para o pecuarista, a contabilidade é simples: cada R$ 1 investido em melhoramento genético reverte, em média, R$ 4 de lucro, o que torna o investimento no programa, na prática, gratuito”, ressalta Letícia.

Por dentro do programa

Daniel Logo (CTAG NextGen), Angélica Cravo Pereira (USP), Letícia Pereira (GMAB), Washington Assagra (GMAB), José Bento Ferraz (USP) e Fernando Baldi (USP) – Foto: Divulgação

O pecuarista que tiver interesse em aderir ao programa pode entrar em contato com os idealizadores, que desenvolvem propostas personalizadas de acordo com a realidade de cada fazenda. A equipe do programa divide os animais dos criadores em três grupos, de acordo com os índices de produtividade e, a partir dessa segmentação, traça estratégias específicas para melhorar os indicadores de cada grupo, ano a ano.

Os produtores associados têm direito à avaliação genética, ferramentas, fóruns de discussão, projeto assistido e planejamento genético para o rebanho, com suporte científico e de extensão, sem distinção de valores ou de serviços, independente do número de cabeças de gado do rebanho.

O projeto GMA já está rodando, em fase de testes, desde novembro de 2025, e conta com 55 criadores associados do Brasil, além do México, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Honduras e Guatemala.

Fonte: Assessoria USP
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Creep feeding aumenta ganho de peso de bezerros no desmame

Estratégia de c reduz estresse, melhora adaptação alimentar e mantém desempenho na recria.

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Foto: Eduardo Rocha

O período de desmame é um dos momentos mais decisivos para o desempenho dos bezerros na pecuária de corte. Estratégias que combinam manejo adequado e nutrição estratégica, como o uso do creep feeding no pré-desmame, têm ajudado pecuaristas a reduzir o estresse dos animais, melhorar a adaptação alimentar e garantir maior ganho de peso já nas primeiras etapas da recria.

De acordo com a zootecnista Mariana Lisboa, o desmame é considerado uma fase crítica porque envolve uma mudança brusca na rotina dos animais. “A separação da mãe, a alteração da dieta e a adaptação a um novo ambiente representam uma ruptura importante no comportamento do bezerro. Quando o manejo não é conduzido de forma adequada, é comum observar redução no consumo de alimento, queda no ganho de peso e maior predisposição a problemas sanitários, o que pode atrasar o desenvolvimento dos animais na recria”, explica.

Foto: Carlos Maurício Andrade

Na pecuária de corte, diferentes métodos de desmame podem ser utilizados para reduzir esses impactos. De maneira geral, métodos que reduzem a ruptura abrupta do vínculo entre vaca e bezerro tendem a favorecer o bem-estar animal e estimular o consumo de alimento sólido. “O modelo mais comum ainda é o desmame tradicional ou abrupto, caracterizado pela separação imediata entre vaca e bezerro, o que tende a gerar maior nível de estresse. No entanto, outras estratégias têm ganhado espaço nas fazendas, como o desmame lado a lado, no qual vaca e bezerro permanecem próximos, separados por cerca ou estrutura física, permitindo contato visual e auditivo entre os animais. Há ainda o desmame gradual, que promove a redução progressiva do contato ou da amamentação, proporcionando uma transição mais suave”, comenta Mariana.

Papel da nutrição estratégica

Independentemente da estratégia adotada, o manejo nutricional tem papel decisivo para facilitar essa transição. Quando o bezerro chega ao desmame já adaptado ao consumo de alimentos sólidos, os impactos causados pela separação da mãe são significativamente menores e o animal consegue manter o ritmo de desenvolvimento na fase seguinte do ciclo produtivo.

Foto: Divulgação

Nesse contexto, o creep feeding tem se consolidado como uma importante ferramenta dentro das propriedades. A estratégia consiste no fornecimento de suplemento concentrado em um cocho exclusivo para os bezerros, com acesso restrito às vacas, permitindo que os animais iniciem o consumo de alimento sólido ainda durante a fase de amamentação. “O creep feeding estimula o consumo precoce de concentrado e favorece o desenvolvimento do rúmen. Isso prepara o animal para a transição alimentar que acontece no desmame, reduzindo os impactos negativos e melhorando a adaptação à dieta da recria”, afirma Mariana.

De acordo com a zootecnista, o consumo antecipado de concentrado estimula o crescimento das papilas ruminais, estruturas responsáveis pela absorção dos nutrientes provenientes da fermentação no rúmen. Com o sistema digestivo mais desenvolvido, o bezerro passa a apresentar maior eficiência alimentar e melhor capacidade de aproveitar os nutrientes da dieta sólida.

Resultados no desempenho

Na prática, os resultados dessa estratégia aparecem diretamente no desempenho produtivo. “Quando o creep feeding é adotado de forma correta, o produtor pode observar maior peso ao desmame, continuidade no ganho de peso após essa fase e maior uniformidade do lote. Além disso, a prática ajuda a reduzir o chamado ‘vale de desempenho’ pós-desmame, que é aquele período em que muitos animais apresentam queda temporária de produtividade”, destaca.

Erros que comprometem os resultados

Foto: Arnaldo Alves/AEN

Apesar dos benefícios, alguns erros ainda são comuns e podem comprometer os resultados da estratégia nutricional. Entre eles estão o início tardio da suplementação, o uso de suplementos inadequados para a idade dos animais, falhas no manejo de cocho, ausência de adaptação alimentar gradual e a desconsideração da qualidade da pastagem disponível na propriedade.

Para garantir bons resultados, a escolha do suplemento nutricional também deve ser criteriosa. “O produto ideal precisa apresentar alta digestibilidade, equilíbrio entre energia, proteína, minerais e vitaminas, além de elevada palatabilidade, estimulando o consumo pelos bezerros. Também é importante que a formulação seja específica para animais em fase de desenvolvimento e esteja alinhada ao sistema de produção adotado na fazenda”, expõe Marina.

Impacto no ciclo produtivo

Segundo a zootecnista, investir em nutrição estratégica desde o início da vida dos animais é uma decisão que impacta todo o ciclo produtivo da pecuária. “O sucesso no desmame não depende de uma única prática, mas da integração entre manejo, nutrição e planejamento produtivo. Quando o pecuarista investe na nutrição dos bezerros ainda no pré-desmame, ele prepara esses animais para uma recria mais eficiente, com reflexos positivos no desempenho, na produtividade e até na qualidade final da carcaça”, ressalta.

Fonte: Assessoria Supremax
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Brasileiro busca carne sustentável sem abrir mão de sabor e qualidade

Pesquisa com mais de mil consumidores mostra que 78% consideram importante a produção responsável. Redução do impacto ambiental, segurança e maciez estão entre as prioridades, e supermercados se tornam palco estratégico para comunicação das práticas.

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Foto: Freepik

A sustentabilidade deixou de ser um atributo opcional na decisão de compra de carne no Brasil. Segundo a pesquisa O que o brasileiro pensa sobre a carne, 78% dos entrevistados consideram importante ou muito importante que o produto seja produzido de forma sustentável, sendo que 44% avaliaram o aspecto como “muito importante” e 34% como “importante”.

Ao mesmo tempo, 34% afirmaram não saber se a pecuária brasileira avançou nessas práticas, indicando uma lacuna entre a expectativa do consumidor e a visibilidade das ações no campo.

Fotos: Shutterstock

O levantamento, encomendado pelo movimento A Carne do Futuro é Animal e realizado pelo Instituto Qualibest com 1.021 pessoas, mostra que a confiança na qualidade da carne brasileira permanece alta: 80% avaliam o produto como bom ou ótimo. Além disso, 91% dos entrevistados associam o consumo de carne a benefícios à saúde, com 82% destacando seu valor como fonte de proteínas e 57% citando aporte de ferro e vitaminas.

Os resultados indicam uma dupla demanda: práticas de produção sustentáveis e comunicação clara sobre essas ações. Segundo especialistas, produtores e indústrias que apresentarem evidências, como rastreabilidade, certificações, controles de bem-estar animal e relatórios de sustentabilidade, poderão agregar valor ao produto e reduzir a incerteza do consumidor. “O brasileiro continua consumindo carne, mas passou a exigir mais responsabilidade, transparência e eficiência. A carne do futuro, na percepção do consumidor, está ligada à forma como ela é produzida e à confiança na cadeia”, mencionam os pesquisadores no estudo.

Prioridades para a carne do futuro

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Quando questionados sobre o que esperam da carne do futuro, os consumidores apontaram múltiplas prioridades. Entre as opções, 47% citaram a redução do impacto ambiental como principal exigência. Segurança e qualidade foram destacadas por 40%, enquanto 37% mencionaram sabor e maciez.

Os dados indicam que o consumidor brasileiro busca simultaneamente responsabilidade ambiental e alto padrão sensorial. “Ele não quer abrir mão do sabor nem da qualidade em nome da sustentabilidade”, aponta a pesquisa, reforçando a necessidade de equilibrar práticas responsáveis com atributos sensoriais percebidos no produto final.

Intenção de consumo

Apesar da preocupação crescente com sustentabilidade, a pesquisa mostra estabilidade no consumo. Setenta e dois por cento dos entrevistados afirmam que manterão o mesmo nível de consumo de carne bovina nos próximos seis meses; 12% pretendem aumentar, e outros 12% reduzir. Apenas 1% declarou intenção de abandonar completamente o consumo. “O mercado se mostra fundamentalmente estável, mas cerca de 24% dos consumidores ainda podem alterar hábitos de acordo com percepção sobre sustentabilidade, preço ou qualidade”, observa o levantamento.

Para a indústria, isso representa uma oportunidade estratégica: marcas que comprovarem práticas responsáveis têm potencial de conquistar consumidores, enquanto as que não se adequarem correm o risco de perdê-los.

Canais de compra e preferência de raça

O estudo também mapeou os canais de aquisição e preferências de produto. Supermercados são o local mais usado para comprar carne, apontados por 69% dos entrevistados, à frente de açougues e boutiques especializadas. Isso transforma o ponto de venda em palco estratégico para comunicação de práticas sustentáveis: rótulos, selos, painéis informativos e campanhas nos balcões são ferramentas eficazes para traduzir ações do campo em percepção concreta do consumidor.

Quanto à preferência por raça, 37% dos entrevistados optam pela carne Angus, reforçando o valor de atributos reconhecidos pelo mercado, como sabor e maciez, aliados à reputação da marca e da cadeia produtiva.

A pesquisa completa está disponível no site do Movimento A Carne do Futuro é Animal.

Fonte: Assessoria Movimento A Carne do Futuro é Animal
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