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Notícias Pecuária Leiteira

Vaca Girolando atinge marca rara de produção de leite na raça

Somente quatro fêmeas da raça já tinham superado os 100 mil quilos de produção

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Mais uma vaca da raça Girolando entrou para o restrito grupo de animais com produções acima de 100 mil quilos. A fêmea Promessa Barbante BAC acumulou 100.618,87 kg de leite em 2592 dias, após última pesagem realizada em novembro de 2019 pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Em 12 anos e 8 meses de vida, ela teve oito lactações oficiais e deixou 18 descendentes.

Promessa era uma vaca CCG 1/2HOL + 1/2GIR de destaque dentro da Fazenda Bacuri, localizada em Orindiúva/SP, e de propriedade do associado Carlos Alberto Luiz de Almeida. “Como técnico, minha opinião é que Promessa é o animal que buscamos ter nos rebanhos brasileiros, animal rentável, com grande produção de leite, sistema mamário longevo e ótimo histórico reprodutivo”, assegura Nilton Barcelos Júnior, técnico da Girolando responsável pelo controle leiteiro oficial e o registro genealógico do rebanho da Fazenda Bacuri.

Com um intervalo de partos de 386 dias, e média diária acima de 38 kg por dia em toda a sua vida, Promessa estava na cabeceira de um rebanho já conhecido na região por ser grande produtor de vacas de alta qualidade genética. “Ela não era só leite. Deixou na fazenda filhas produtivas e altamente rentáveis. Um exemplo é a filha Baladeira, que já tem acumulado mais de 54 mil kg de leite em sua vida produtiva e uma média de 38,17 kg por dia. Outro exemplo é Sanfona, que fechou a primeira cria com 9280,13kg em 306 dias”, informa o técnico da Girolando. Promessa faleceu em janeiro deste ano.

A Fazenda Bacuri tem produção diária entre 3500 a 4000 litros de leite, com projeto de chegar aos 5000 litros/leite/dia até o final do ano. A seleção da raça Girolando com fins de produção de genética acontece na propriedade há 18 anos, mas a produção de leite sempre fez parte do dia a dia da Bacuri.

Além de Promessa, a raça Girolando tem outras quatro vitalícias acima de 100 mil quilos, que são elas: Esparta Windstar OG, Elegância 4365 Gameta NF Irmãos, ICH Canela Teatro e Flora WTF da Estiva.

A longevidade é uma característica de grande impacto na pecuária leiteira, pois está relacionada à rentabilidade das propriedades leiteiras. Graças aos avanços no melhoramento genético, hoje é possível ter um número cada vez maior de vacas que envelhecem com saúde e atingem uma elevada produção durante toda a sua vida.

Fonte: Assessoria
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Notícias COVID-19

Agronegócio mineiro discute impactos do COVID-19 em frigoríficos

Para dar andamento ao tema o Comitê se reunirá novamente no dia 10/06

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Na última sexta-feira (29), foi realizada a reunião on-line entre representantes dos diversos elos da cadeia de pecuária de Minas Gerais. A mesma foi convocada pelo Comitê Estadual de Sanidade Suídea de Minas Gerais (COESUI- MG) para a discussão dos impactos e prevenção da COVID-19, junto aos frigoríficos dos setores de aves, bovinos e suínos.

Estiveram presentes representantes das seguintes instituições: Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação dos Avicultores de Minas Gerais (AVIMIG),Associação de Frigoríficos de Minas Gerais, Espírito Santo e Distrito Federal (AFRIG),Conselho Regional de Medicina Veterinária de Minas Gerais (CRMV-MG),Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG),Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA),  Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (SEAPA),Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), membros do COESUI e representantes do Frigorífico Saudali. De acordo com o presidente do Comitê, Fernando Araújo; “o COESUI  levantou o tema com toda a cadeia produtiva visando mitigar os riscos de suspensão temporária dos abates em decorrência da pandemia. É de extrema importância o envolvimento de todo o sistema produtivo, no denominador comum que é a segurança sanitária de todos os colaboradores da cadeia produtiva. Visando a segurança e mantendo a população com normalidade de abastecimento de proteína animal”.

O diretor procurador do frigorífico Saudali, Desidério Guimarães, foi convidado pelo COESUI a iniciar a reunião apresentando o Plano de Contingenciamento  elaborado pelo frigorífico frente a epidemia da COVID 19. O diretor demonstrou  as diversas novas práticas adotadas pela empresa. “Nesse momento as empresas precisam se movimentar para garantir a saúde de seus colaboradores bem como permanecer produzindo. As ações não terminaram, é necessário um melhoramento contínuo, temos que manter o negócio funcionando, mas obviamente com o respeito a vida humana, não podemos ignorar o momento e temos que fazer o melhor para manter a saúde” explicou Guimarães.

“O Saudali tem feito um excelente e responsável trabalho. Trata-se de um case de sucesso que deve servir de inspiração para outras empresas da área” comentou Altino Rodrigues Neto, superintendente técnico da FAEMG.

A reunião também debateu o manual de Orientações Gerais para Frigoríficos em razão da Pandemia da COVID-19, divulgado recentemente, em conjunto, pelos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da Economia (ME) e da Saúde (MS) e as melhores formas de fazer com que estas orientações sejam cumpridas.

O documento traz mais de 70 medidas divididas em: caráter geral, práticas de boa higiene e conduta, cuidados nas refeições e no vestiário, sobre as comissões internas de prevenção de acidentes, transporte de trabalhadores fornecido pelo empregador, máscaras de proteção facial, trabalhadores pertencentes ao grupo de risco, suspensão de exigências administrativas em segurança e saúde no trabalho,  procedimentos de contingência e retomada das atividades de setores ou do estabelecimento. “É necessário a instrução e orientação a todos os frigoríficos e manter o diálogo entre a secretaria do meio ambiente com toda a cadeia;” afirmou Charli  Ludtke Diretora Técnica da Associação Brasileira dos Criadores de Suíno- ABCS.

Para o presidente da ASEMG João Carlos Bretas Leite debater este tema é de primordial importância para a cadeia. “Os frigoríficos são partes integrantes e de grande importância para a nossa cadeia e garantir o bom andamento deles é fundamental para que a pecuária consiga cumprir o seu papel e levar alimento de qualidade aos brasileiros. Parabenizo ao COESUI pela iniciativa e pelo grande trabalho que vem sendo feito em prol do nosso setor” conclui João Leite.

Para dar andamento ao tema o Comitê se reunirá novamente no dia 10/06.

Fonte: Assessoria
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Notícias Asgav/ Ovos RS

ASGAV e Programa OVOS RS realizam em julho de 2020 atividades de qualificação em formato virtual

Para respeitar a necessidade de manter o isolamento social, mas cumprir com os objetivos de capacitação e evolução técnica, o Curso de BPFs para Fábricas de Ração e a VII edição do Encontro de Inovação e Capacitação Ovos RS serão realizados em modalidade virtual em Julho de 2020.

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Para auxiliar os estabelecimentos associados e membros do Programa Ovos RS na implantação de Boas Práticas de Fabricação em suas Fábricas de Ração, requisito indispensável ao atendimento da IN 14 de 2016 que passa a vigorar a partir de Julho de 2020, a ASGAV previu a realização de um curso em parceria com o Laboratório de Ensino Zootécnico da UFRGS. O curso estava agendado para 19 de Março de 2020 e foi suspenso com base nas orientações de prevenção e controle da disseminação do coronavírus.

Tendo em vista a necessidade de oferecer suporte técnico aos estabelecimentos nesta etapa, o Curso de BPF’s para Fábricas de Ração será retomado e realizado em formato virtual nos dias 02 e 03; 09 e 10 de Julho de 2020 conforme programação disponível no site do Programa Ovos RS (www.ovosrs.com.br). O Programa Ovos RS/ASGAV está propiciando este curso aos seus associados a fim de otimizar e qualificar também as fábricas de rações dos estabelecimentos produtores de ovos do Rio Grande do Sul.

Tradicionalmente a cada ano o Programa Ovos RS realiza um Encontro de Inovação e Capacitação.

Na oportunidade são discutidos temas técnicos e relevantes à produção de ovos por meio da interação de técnicos; diretores/proprietários e colaboradores de estabelecimentos associados ASGAV com a participação de membros do serviço oficial; técnicos de empresas apoiadoras do Programa Ovos RS e pesquisadores convidados.

“Temos que nos adaptar as situações que decorrem da pandemia, não podemos parar, ainda mais quando se trata de conhecimento e capacitação, requisitos essenciais para evolução”… comentou Eduardo Santos,  executivo da Asgav e coordenador do Programa Ovos RS.

Mantendo a tradição, mas atentos às orientações decorrentes do estado de pandemia, a VII edição do Encontro de Inovação e Capacitação Ovos RS – 2020 será realizada em modalidade virtual através de 04 encontros agendados para os dias 23 e 24; 30 e 31 de Julho. Na ocasião serão discutidos assuntos relevantes a Postura Comercial agrupados em 03 painéis: Sanidade; Nutrição; Gestão, Manejo e Inovações. Programação completa e detalhes para a participação serão disponibilizados no site do Programa Ovos RS (www.ovosrs.com.br) e divulgados diretamente aos estabelecimentos associados.

Fonte: Ass. de Imprensa ASGAV / SIPARGS / OVOS RS
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Notícias Segundo Embrapa

Alimentar o planeta com sustentabilidade dependerá de inovação

Soluções devem envolver todos os atores do processo: produtores, indústrias, trabalhadores, investidores, governos e consumidores

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Alimentar a população do planeta sem exaurir seus recursos é um desafio bem mais complexo do que simplesmente oferecer soluções inovadoras ao mercado. Essa é uma das conclusões de estudo realizado por um grupo de 48 cientistas de 13 países publicado na revista Nature Food. Eles demonstraram que a adoção de tecnologias não depende somente dos trabalhos nos laboratórios, mas necessita de uma relação de múltiplos atores envolvidos. Os sistemas produtivos devem ser olhados em sua totalidade da produção no campo até a gestão de desperdício nas casas, passando pela indústria, trabalhadores, investidores, governos e consumidores.

“A simples melhoria incremental contínua – como pequenos aumentos nas produções de lavouras, criações e indústrias – não será suficiente para tornar os sistemas alimentares globais capazes de alimentar a crescente população mundial de maneira sustentável”, relata o pesquisador da Embrapa Maurício Antônio Lopes, único brasileiro a participar do estudo. “Em vez disso, será necessária uma transformação radical do sistema alimentar”, alerta Lopes que foi presidente da Empresa (2012 a 2019) e atua hoje na Embrapa Agroenergia.

Para chegar às conclusões, os cientistas fizeram um detalhamento de tecnologias relacionadas ao setor desde o período Neolítico (entre 8 mil a 5 mil anos antes de Cristo) até o presente, avaliando seus impactos positivos e negativos. Eles também listaram 75 tecnologias em desenvolvimento antecipadas para as próximas décadas e as caracterizaram em detalhes. Fizeram parte temas como: impressão molecular, internet das coisas, nano-drones, sequenciamento genômico, nanofertilizantes, impressão 3D e outras. Elas foram catalogadas de acordo com a estala TRL, metodologia que avalia o grau de maturidade de cada tecnologia. A partir daí, os cientistas propuseram oito fatores capazes de acelerar a transição para um sistema alimentar mais sustentável. “O artigo faz uma abordagem equilibrada da dimensão tecnológica e das demais dimensões transformadoras ou aceleradoras das mudanças pretendidas com a tecnologia”, resume Lopes.

Muito além da tecnologia

Embora o estudo se concentre no potencial transformador das tecnologias, os autores reconhecem que a inovação, por si só, não é suficiente para transformar os sistemas alimentares. “A transformação do sistema de produção de alimentos não será puramente tecnológica. No centro desse processo está o formato de inovação que envolve mudanças profundas nos diversos componentes do sistema (tecnologias, infraestrutura, habilidades e capacitação) e uma ampla reforma de valores, regulações, políticas, mercado e governança envolvida”, declara o artigo.

Muitas tecnologias atuais apresentam forte potencial de promover mudanças importantes. Porém, isso não garante que sejam adotadas ou, se o forem, que surtam os efeitos esperados. Por isso, uma das conclusões do trabalho é que os esforços para acelerar as mudanças tecnológicas deve estar alinhados com os processos políticos e sociais. “Eles podem tanto impedir como catalisar os sistemas de inovação”, alertam os cientistas.

Esse amplo acordo, dizem os autores, será crucial para a evolução dos sistemas produtivos, uma vez que a produção de alimentos envolve preocupações éticas e ambientais de muitos grupos.

É um caminho complexo, mas que vale a pena empreender, de acordo com os autores. A adoção simultânea de várias tecnologias pode levar a avanços na sustentabilidade, redução de desperdício de alimentos, melhorias no bem-estar humano e ainda criação de novas oportunidades locais de negócios, muitos deles ligados à bioeconomia.

Os pesquisadores listaram oito fatores capazes de promover um fluxo virtuoso de inovações que acelere a transformação do sistema alimentar mundial aumentando sua produtividade e garantindo sua sustentabilidade. São elas: construção de confiança; transformação de mentalidades; adesão social e diálogo com os atores envolvidos; garantias de políticas e de regulamentações para as mudanças; criação de incentivos para o mercado; proteção contra efeitos indiretos indesejados; estabilidade no financiamento e desenvolvimento de vias de transformação.

Os fatores decisivos para transformar os sistemas alimentares

  • Construção de confiança 

Produzir alimentos envolve amplas e complexas cadeias de produção e atores com diferentes interesses. Empresas privadas procuram boas oportunidades de negócios, governos buscam bem-estar da população e desenvolvimento, cidadãos direcionam a produção por meio de mudanças de comportamento de consumo, além de muitos outros participantes que influenciam o sistema. Gerenciar expectativas de diferentes atores será essencial para que o processo inovativo ganhe legitimidade e confiança, acreditam os autores do artigo.

Os cientistas acreditam que a transformação no sistema requer busca por consenso e ampla colaboração de base. Para isso, eles recomendam diálogo e transparência entre os atores durante todo o processo. Governos, por exemplo, devem explicar aos seus cidadãos como e por que estão implantando as inovações.

  • Transformação de mentalidades

Pessoas possuem relações biológicas, psicológicas e culturais com os alimentos. Portanto, para se tornar efetiva, qualquer tecnologia tem que levar em conta esses aspectos, sob o risco de ser socialmente rejeitada. “São fatores que vão muito além das questões sobre sanidade e preço”, afirma o artigo.

As mudanças de mentalidade são necessárias, especialmente, em relação a tecnologias cujas características são desconhecidas da maioria da população, é o caso, por exemplo, da edição genética.

  • Adesão social e diálogo com os atores

O aumento da conscientização pública das questões alimentares é capaz de gerar pressão de consumidores, trabalhadores, investidores e dos próprios governos para orientar a inovação para diferentes direções. Sem o engajamento desses diferentes atores em prol de uma inovação responsável, tecnologias de grande potencial podem simplesmente não ser adotadas, alertam os autores do trabalho.

A adesão a uma tecnologia envolve saber como utilizá-la efetivamente. Com isso, soluções sofisticadas que exigem maior grau de domínio podem ser um desafio maior para trabalhadores com menor nível educacional, como aqueles de países mais pobres.

  • Garantias de políticas e de regulamentações para as mudanças

Investir em tecnologias de baixa emissão de carbono só será atraente se o setor privado perceber que emissões e preços atraentes estarão estáveis ao longo do tempo. Se as políticas para o setor não se mostrar estável e confiável, dificilmente as tecnologias envolvidas encontrarão investidores e usuários no mercado.

Com essa preocupação, os cientistas recomendam que as políticas ajudem a direcionar as expectativas incentivando o desenvolvimento, de maneira consistente, por meio de seus mecanismos como subsídios ou investimentos diretos.

  • Criação de incentivos de mercado

O artigo ressalta que em mercados competitivos como o de alimentos e energia, as empresas, com frequência, investem menos em pesquisa e desenvolvimento do que seria o nível ideal. Isso ocorre porque, de maneira geral, elas acabam não sendo as únicas beneficiárias das soluções desenvolvidas partilhando os benefícios com a concorrência.

De acordo com os cientistas, cabe ao governo corrigir essas distorções elaborando incentivos adequados para o mercado investir em inovações. Há diferentes meios para isso como incentivos fiscais, compras públicas direcionadas a inovações e compensação por efeitos negativos inesperados, as chamadas externalidades, entre muitas outras opções.

Para os autores, as incubadoras e as aceleradoras de empresas de inovação exercem um papel-chave na entrega de novas soluções para o mercado. Drones, algas alimentícias, alimentos vegetais que simulam o sabor da carne são alguns exemplos que se desenvolveram em empreendimentos nesses ambientes.

  • Proteção contra efeitos indiretos indesejados

As políticas setoriais e estruturas de investimento estão sujeitas a provocar consequências não intencionais que são difíceis de prever. Como solução, os cientistas recomendam o estabelecimento de um amplo diálogo público capaz de mostrar a complexidade envolvida e os efeitos prováveis na adoção e na não adoção de uma determinada solução tecnológica.

  • Estabilidade de financiamento

O mote “falhe rápido e recomece”, usado na administração inovativa, não se aplica ao agro, submetido a produções sazonais e regulações complexas. Testes a campo que demandam mais tempo são necessários e os ciclos de adoção da solução são mais demorados, tornando fundamental a oferta estável de financiamentos de longo prazo para esse tipo de inovação.

  • Desenvolvimento de vias de transformação

Muitas análises sobre o futuro dos alimentos antecipam impactos de cenários possíveis e os efeitos de diferentes estratégias de ação. Porém, esses trabalhos raramente mostram como implementar as mudanças desejadas. O modo de se fazer isso, chamado de transition pathway (caminho de transição), é crucial, segundo os pesquisadores, para a realização de transformações.

Esse caminho deve envolver o necessário entendimento das tecnologias e seus impactos, objetivos científicos, custos de transição, identificação de beneficiários e prejudicados, estratégias para mitigar efeitos adversos, diferentes passos de adoção pelos diferentes atores e a inovação sistêmica necessária para se alcançar a inovação esperada.

O sucesso de todas essas ações resultará em melhores resultados em saúde, geração de riqueza e proteção do meio ambiente; “o fracasso resultará em muito mais do que a falta de alimentos”, conclui o estudo.

Fonte: Embrapa
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