Empresas
Utilizando a tecnologia de previsões meteorológicas para prever os desafios de micotoxinas
A Nutriad criou um modelo para predizer informações sobre futuros desafios de micotoxinas
Usando uma compilação de dados de padrões meteorológicos passados, combinados com níveis regionais de micotoxinas dos últimos seis anos, a produtora multinacional de aditivos alimentares Nutriad criou um modelo para predizer informações sobre futuros desafios de micotoxinas, que poderiam ajudar a indústria a se precaver ao invés de “correr atrás do prejuízo”. Este modelo estará disponível nos EUA, onde Nutriad está cooperando com o notável meteorologista Thomas Novak da Novak Weather Consultants.
As epidemias em plantações, animais e humanos são influenciadas pelo clima, portanto, as previsões climáticas são desenvolvidas para orientar as estratégias de controle para as doenças mais relevantes em todo o mundo. Em posse dessas informações, a Nutriad será capaz de fazer previsões para as doenças relacionadas ao clima, adaptando-as aos mais recentes modelos de mudanças climáticas, o que proporcionará a previsão sobre os efeitos dessas alterações na ocorrência de micotoxinas.
O tempo é um fator chave na contaminação das culturas, uma vez que diferentes fungos se desenvolvem em diferentes temperaturas e umidades, e podem aumentar seu crescimento em função de mudanças climáticas em diferentes estágios de suas vidas. Chuvas, mais rigorosas do que as habituais, podem estimular o crescimento dos fungos, enquanto uma seca pode estressá-los, aumentando os riscos de produção de micotoxinas. O mesmo pode ocorrer com a temperatura, pois temperaturas mais altas ou inferiores às usuais podem influenciar a produção de micotoxinas pelos fungos.
O CEO da Nutriad, Erik Visser, declara: "A Nutriad obteve uma posição de liderança no gerenciamento de micotoxinas, trabalhando em estreita colaboração com seus clientes, compartilhando informações e desenvolvendo soluções práticas para todas as espécies. Em todo o mundo, nossos especialistas em produtos trabalham com produtores, laboratórios independentes e universidades no desenvolvimento de inativadores altamente eficazes de micotoxinas. Ao mesmo tempo, estamos apoiando o conhecimento do setor sobre como as micotoxinas afetam os animais e como os desafios podem ser minimizados. Após a publicação de levantamentos de micotoxinas em vários países e o lançamento do nosso aplicativo Mycoman, a Nutriad apresenta o modelo de previsão de micotoxinas. Sublinha ainda mais o nosso compromisso de trabalhar continuamente no apoio aos clientes para tomar decisões conscientes relacionadas ao controle de risco de micotoxinas ".
Nos próximos seis meses, a Nutriad monitorará as condições climáticas em todo os Estados Unidos e, no verão, a empresa terá uma medida matriz de ameaça para os desafios de micotoxinas nas colheitas de milho e grãos pequenos em 2017. O aviso de ameaça irá definir níveis como baixo, médio ou alto. O primeiro de cada mês Nutriad fornecerá os dados meteorológicos que projeta as condições para a frente por 30 dias.
A Nutriad oferece produtos e serviços em mais de 80 países por meio de uma rede de escritórios de vendas e distribuidores, conta com o apoio de quatro laboratórios e cinco fábricas em três continentes
Fonte: Ass. de Imprensa

Empresas
Mudanças climáticas interferem no desempenho dos suínos, exigindo novas soluções nutricionais, aponta pesquisador da UFMG
O assunto faz parte do livro Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus

O aumento das temperaturas médias e a intensificação das ondas de calor já estão entre os maiores desafios da suinocultura mundial. De acordo com o professor e pesquisador Bruno Silva, especialista em bioclimatologia animal e nutrição de suínos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o ambiente térmico é hoje o principal fator limitante da produção, impactando bem-estar, saúde e desempenho dos animais.
Sensíveis ao calor por possuírem glândulas sudoríparas pouco desenvolvidas, os suínos sofrem quando expostos a temperaturas acima da zona de conforto térmico, que varia entre 16°C e 21°C para matrizes e de 26°C a 34°C para leitões. Conforme a fase de vida, os animais rapidamente apresentam queda de desempenho e maior vulnerabilidade fisiológica. “O estresse térmico reduz o consumo de alimentos, compromete a integridade intestinal e altera o metabolismo, afetando produtividade e eficiência”, explica especialista da UFMG.
O problema tem escala global. Nos Estados Unidos, as perdas relacionadas ao estresse por calor alcançaram US$ 400 milhões em 2024. No Brasil, onde altas temperaturas são constantes, os prejuízos podem ter atingido de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões no mesmo período. “Além das mudanças climáticas, as fêmeas modernas se tornaram mais produtivas, geram mais calor metabólico e se tornaram mais sensíveis às variações térmicas”, destaca Silva.
Segundo o pesquisador, esse desafio exige ajustes nutricionais para reduzir o efeito termogênico da dieta, como diminuição da proteína bruta associada a aditivos e nutrientes específicos que ajudem a manter a homeostase metabólica e a integridade intestinal.
Bruno Silva é um dos colaboradores do livro técnico Nutrição e Estratégias de Produção para as Matrizes Suínas de Hoje, lançado pela Novus, líder global em nutrição animal inteligente. “A Novus é uma empresa global com forte influência no desenvolvimento de tecnologias nutricionais para suínos. A elaboração desse livro representa um marco na atualização e difusão do conhecimento gerado pelos principais grupos de pesquisa do mundo dedicados a estudar as fêmeas suínas modernas. Sem dúvida, é um livro que deve estar na mesa de cabeceira de todo nutricionista de suínos. Contribuir para sua elaboração foi uma grande honra para mim e uma grande oportunidade para compartilhar um pouco dos trabalhos desenvolvidos na nossa universidade nessa área”, afirma o professor da UFMG.
Para baixar o livro gratuitamente no site da NOVUS, acesse clicando aqui.
Empresas
Eficiência produtiva e gestão estratégica ganham centralidade na suinocultura
Desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado.

A suinocultura brasileira enfrenta um cenário econômico complexo, marcado pela volatilidade dos preços dos grãos, aumento dos custos de produção e margens mais restritas.
Nesse contexto, a rentabilidade da atividade tem sido cada vez mais associada à capacidade de integrar decisões técnicas e financeiras de forma estruturada.
Ajustes pontuais, como mudanças em dietas ou negociações de curto prazo com fornecedores, tendem a ter efeito limitado quando não estão inseridos em uma estratégia mais ampla de gestão. A análise detalhada de custos, margens e retorno sobre o investimento passa a ser um elemento central para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.
Para Giovani Frederico, consultor técnico comercial na Agroceres Multimix, o desafio atual exige uma abordagem mais profissional da atividade. “O suinocultor precisa integrar as áreas técnica e financeira da produção. A busca por eficiência produtiva não pode estar dissociada de uma análise consistente de custos, indicadores e resultados”, afirma.
Segundo ele, o desempenho da suinocultura contemporânea depende menos de fatores isolados e mais da capacidade de adaptação às mudanças do mercado, da incorporação de tecnologias e do uso de dados como base para a tomada de decisão.
“A rentabilidade deixa de ser apenas consequência do desempenho técnico e passa a ser resultado direto de uma gestão estratégica”, completa.
Um artigo completo, que aprofunda essa análise sobre eficiência e rentabilidade na suinocultura, está disponível no agBlog, da Agroceres Multimix.
Acesse já clicando aqui.
Empresas
Robô com inteligência artificial revoluciona alimentação de suínos no Show Rural Coopavel
Equipamento desenvolvido pela Roboagro será demonstrado no evento, em fevereiro, e promete reduzir custos, otimizar o manejo e ampliar o bem-estar animal nas granjas.

Parece não existir limites para o alcance e a abrangência da Inteligência Artificial. Máquinas e equipamentos cada vez mais sofisticados chegam ao campo com a missão de melhorar desempenho, reduzir o fardo de trabalho dos produtores e otimizar resultados. É o que acontece com a fabricação de um robô alimentador de suínos, que estará em demonstração no pavilhão da pecuária do Show Rural Coopavel, de 09 a 13 de fevereiro.
Um protótipo desse robô, desenvolvido pela Roboagro, indústria gaúcha de Caxias do Sul, vai mostrar o uso da IA na alimentação de plantéis. “Essa tecnologia foi criada há alguns anos, mas a atualização é constante, inclusive com a instalação de câmeras e sensores que, por exemplo, medem a temperatura dos animais e do ambiente e também estimam o peso de cada exemplar”, observa o médico veterinário da área de Fomento da Coopavel, Gustavo Bernart. Todo controle do equipamento acontece por aplicativo, permitindo ao criador programar os horários de servir a ração e as quantidades certas.
Já há criadores integrados à Coopavel e na região de abrangência da cooperativa que utilizam esse equipamento e os resultados são muito bons. Outro ponto importante é destacado pelo gerente do Frigorífico de Suínos, Mauro Turchatto, que é a redução da carga de trabalho sobre os produtores rurais. “Como o robô devidamente programado faz parte da operação, eles então têm mais tempo disponível para gerir o negócio e pensar estratégias para elevar os rendimentos da propriedade”.
Benefícios
Segundo técnicos da Roboagro, a tecnologia empregada no robô alimentador de suínos contribui também com a redução de perda de ração, otimização de tempo de trabalho, garante ganhos e melhorias na conversão alimentar e proporciona maior bem-estar aos animais. A empresa já firmou várias parcerias, como com a Embrapa Suínos e Aves, e robôs têm sido instalados em inúmeras regiões do Brasil em países da América Latina.
