Suínos
Utilização de pó secante é fundamental em leitões
Uma das alternativas para melhorar o atendimento ao parto é a utilização de pó secante, podendo ele ser utilizado diretamente sobre os leitões e/ou nas instalações
Artigo escrito pela equipe técnica da Vetanco
No decorrer dos últimos anos a suinocultura encontra-se em um processo constante de evolução na busca de maior eficiência produtiva. Cada vez mais procura-se obter leitegadas numerosas e homogêneas, com maior peso ao nascer, saudáveis e com melhor desempenho no decorrer de todas as fases produtivas. Para alcançar tais objetivos é necessário levar em consideração diversos fatores, dentre eles o atendimento ao parto, fator crucial que irá influenciar diretamente no bom desenvolvimento do leitão e da leitegada.
Uma das alternativas para melhorar o atendimento ao parto é a utilização de pó secante, podendo ele ser utilizado diretamente sobre os leitões e/ou nas instalações. O pó secante foi desenvolvido para reduzir a umidade do ambiente, diminuir as emissões de amônia e melhorar as condições sanitárias dos rebanhos. Um bom produto possui ação sanitizante, secante e cicatrizante. É eficiente na secagem e cura do cordão umbilical dos leitões que, ao desidratar os tecidos, resulta no fechamento dos vasos sanguíneos.
O pó secante é mais eficiente na cura e secagem do cordão umbilical, quando comparado ao uso de iodo, onde, não há uma cicatrização eficaz e maior teor de umidade. Quanto antes ocorrer a cura e cicatrização do cordão umbilical, menor é a chance de entrada de microrganismos que podem ocasionar doenças e que afetarão o desenvolvimento do leitão.
Existem outras ferramentas utilizadas para secagem dos leitões, como é o caso da maravalha e do papel toalha. Sabe-se que, além da possibilidade de contaminantes oriundas da maravalha, estes materiais acabam sendo destinados à composteira, influenciando no processo de fermentação e até mesmo, entupindo canaletas.
Fisiologicamente, a capacidade termorreguladora dos leitões neonatos é deficiente, suas reservas energéticas são baixas e somente são suficientes para atender suas necessidades durante poucas horas. Sendo a temperatura do ambiente menor que a temperatura corporal dos leitões, os mesmos perdem rapidamente sua reserva energética. Para manter a temperatura corporal, deverá existir, obrigatoriamente, a ingestão de colostro logo após o nascimento, bem como, uma adequada temperatura nas instalações. A principal alternativa para diminuir o tempo entre o nascimento do leitão e a primeira mamada, como também minimizar a perda de calor corporal dos leitões é a aplicação de pó secante.
Com a utilização do pó secante, teremos significativa melhoria na saúde da leitegada e consequentemente nos índices produtivos. Isso em decorrência de uma melhor ingestão de colostro em menor espaço de tempo, à secagem do cordão umbilical de forma eficiente e à diminuição da perda de temperatura corporal.
Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2018 ou online.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





